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segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Star Wars e a Ascensão Skywalker

Nasci 10 anos depois do lançamento do primeiro filme de Star Wars, o episódio IV - Uma Nova Esperança e fui assistir ao filme muito mais tarde, o que me deu conhecimento para entender a profundidade da obra de George Lucas, muito além do pioneirismo da ficção científica.

Star Wars conta a história de um universo sempre conturbado entre o bem o mal, um cenário típico e comum de todos os contos distópicos e ficcionais que tentam imitar a realidade, porém o diferencial é que também ilustra muito bem a conexão de seus personagens com a religião e a espiritualidade: Jedi ou Sith, o lado branco e o lado negro da Força.

Hoje com o último filme da série lançado e todo o seu arco concluído, fico muito confortável em dizer que toda a mitologia de Star Wars está plenamente ligada aos acontecimentos espirituais no nosso planeta Terra e que, tirando as viagens para outras galáxias, nós vivemos muito mais num filme de Star Wars que nas novelas da "vida real" que vemos na teve brasileira.

A Força, essa energia mística que rege o universo de Star Wars é facilmente reconhecida como Deus, pois desde que o mundo é mundo, temos dificuldade em explicar ou personificar Deus ou, nos falta argumentos, e a Força preenche essa lacuna muito bem na série, como a Fé preenche a lacuna na religião. A cada filme somos introduzidos a diferentes vertentes dessa mesma Força e da fé dos personagens em seu papel, mas nada se compara ao que foi feito no último filme, A Ascensão Skywalker, que nos mostra a conexão do cavaleiro Jedi com a Força de forma magistral. Inclusive com atributos de Avatares, o que deixa tudo mais interessante.

Enquanto o Imperador é o Avatar dos Sith, Rey é Avatar dos Jedi. Para que Rey chegasse a esse nível de conexão, todos os outros Jedi do passado tiveram um grande papel no desenvolvimento de seus ideais, vencendo (ou quase) seus medos e desafios, para enfim abrir caminho para a "escolhida", que nunca foi chamada assim na nova trilogia e agradecemos muito por esse fator ser excluído do enredo, já que no passado o grande escolhido foi Anakin Skywalker, que mostrou o que acontece com quem deixa o poder subir a cabeça sem resolver suas crises internas. Rey por outro lado, nunca precisou lidar com a responsabilidade de ser a salvadora do universo e por isso teve a liberdade para deixar florescer sua conexão com a Força.

Algo aqui soa familiar com o que pretendemos fazer neste novo ciclo evolutivo do Planeta Terra?
Estamos nos esforçando para limpar estigmas e conter os desafios e crises existenciais para que enfim cada um de nós possamos nos conectar plenamente com Deus, com a fé, com a Força se você preferir. E sem carregar grandes responsabilidades, estamos livres para exercer nosso verdadeiro potencial sem culpas por aproveitar nossos grandes poderes. Perdão Peter Parker!

O fechamento da série nos mostra como o universo sempre tende ao equilíbrio e a finalização da dualidade do bem contra o mal é o único caminho possível. Para quem já assistiu o filme, entenderá que até mesmo o pior dos abismos abriga uma luz. Para quem não assistiu, a briga entre os lados da força só podem se equilibrar quando um deles chega ao fim primeiro. E essa é a razão pela qual tempos desesperados ainda acontecem por aqui, mas nós enquanto "Caminhantes das Estrelas", cada um a seu tempo, vamos encontrar o equilíbrio entre seu bem e o seu mal interiores, sem levar em consideração a dualidade nos outros.

Além de ser um filme visualmente incrível e com uma narrativa simples que prende a atenção em todos os momentos fazendo com que sua longa duração pareça minutos apenas, os diálogos são fracos e não emocionam muito. Contudo a mensagem que passa e a leveza com que encerra a terceira e última trilogia da saga Star Wars é magistral e merece nosso respeito.

Assista e acredite na Força, pois nela reside nossa maior esperança.

Eu sou Allan Lucena
Sábia Gratitude para todos.


Um comentário :

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