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quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A Caverna do Não

A Caverna do Não
Allan Lucena
acrílico sobre tela, 2018
Não, que a gente já tem
Que têm gente que não entende
Cavernas são escuras e tendem
A acolher quando a gente se rende

Recolhe pra caverna o medo
No portal dos seus anseios
Joga lá o que te prende
E esquece de lembrar

Não, é o que a gente se prende!
Relaxa essa corrente e ande
Pro lado que quiser
Usando as cores que mais gostar

Essa caverna é do seu bem
Ela sempre estará lá
Quando precisar do urso pra proteger
Quando quiser um abraço pra acalmar

Mas não leva ela contigo
Caverna não anda pra lá e pra cá
É o lugar de proteção, de acalanto,
de descanso
Deixa ela ficar só abrigo

As cores do não, no sol são sim
Porque o escuro não combina com amigo
Nem com amor perfeito.
Prefira o sim mais colorido
Que vai te acompanhar porque sabe que abrigo,
Tem hora, calor e lugar

Desfaz a caverna que te envolve demais
Cria um lugar só pra ela
Que é onde você sabe que pode pirar
Fora de lá, deixa o coração bombear alegrias
Que fazem sua face corar
E o amor transbordando
Pelo rosto, nos olhos de mar