Desafio de Escrita #8 - Um Rito de Passagem...

Já contei muito sobre um rito de passagem traumático que me libertou para que eu voltasse a ser quem sou, meu acidente de carro que causou um trauma gerador de mudança, mas acredito nunca ter contato meu verdadeiro rito de passagem, aos 4 ou 5 anos de idade.

#Desafio30DiasdeEscrita
#UmRitodePassagem
_______________________________________________________


Desde que me entendo por gente, mais ou menos os 3 anos de idade, sempre estive ligado na televisão e isso durou até a vida adulta, por essa razão meu entendimento sobre a nossa realidade sempre foi muito confusa. Há certezas desde a infância sobre o mundo invísivel aos olhos humanos, mas a TV e os ensinamentos científicos o negam veementemente. Há certezas sobre os espíritos e as energias de cada um de nós, do nosso planeta e do universo como um Todo.

Essas certezas ainda persistem, cada vez mais baseadas em fatos reais e a origem delas vem de uma experiência que aconteceu ainda no início da infância.

Um dia sozinho na sala de casa, era uma tarde de verão, a televisão estava desligada, a luz da sala apagada e a claridade vinha de fora através dos três grandes vitros que eram minha paixão. Sentado no chão, desenhando na mesinha de vidro que eu também adorava eu tive minha primeira visão.

Quando fechei os olhos vi um menino azul sentado no chão em um lugar muito amplo e com pouca luz de cor azul também, que vinha de um foco invisível para mim. A criança brilhava e no momento que o vi entendi que aquela criança era eu, meu espírito no mundo invisível.
Ainda de olhos fechados, mexi meus braços e vi o menino mexendo os braços também. Abri os olhos e fiquei alguns minutos estarrecido.

- Que demais!

Fechei os olhos novamente e vi o menino ao mesmo tempo que o fiz. Eu ainda estava alí! Levantei e dei uma corridinha de criança pela sala, o menino correu também. Abri os olhos novamente e fui correndo buscar minha mãe para contar minha descoberta para ela. E fiquei estarrecido de novo, mesmo de olhos abertos, eu enchergava o menino azul!

- Que legal!

Chamando pela minha mãe, corri pela casa, precisava confirmar aquilo tudo que havia descoberto. Precisava dividir com ela aquela experiência incrível! E fiquei ainda mais estarrecido, porque quando abri os olhos e continuei a me ver percebi pessoas ao meu redor. Caminhantes, muito mais altos que eu, adultos, mas uma hora passou outra criança, que estava passando na rua.

- É de verdade!
- Mãe, mãe, manheeee!!!

Corri feliz e saltitante e quando encontrei minha mãe eu também a vi, minha mãe era rosa!

- UAU! MÃE EU VI A GENTE NO CÉU!

Cara de espanto, cara de sética, cara de meu filho tem uma imaginação incrível.

- O que você viu, filho?
- Eu vi que a gente se mexe aqui e tem uma cópia da gente lá no céu. Eu mexi meu braço e ele mexeu também. Aí eu vi pessoas passando por mim e eram as pessoas passando na rua. E agora eu to vendo eu e você!
- Que legal filho! Tem um de nós lá no céu?
- Tem mãe!

E eu voltei pra sala para continuar a desenhar, mas aquela descoberta nunca saiu da minha cabeça. E hoje eu entendo que esse foi o principal rito de passagem que me mostrou que eu posso ser tudo que eu quiser, pois estou conectado ao Todo e tenho consciência disso desde meus primeiros anos de vida...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O misterioso Escorpião!

Arte: Fine Art de Vladimir Kush...

Não morrer jamais...