Entendimento é um click!


Numa reflexão rápida, mas num dia cheio de entendimentos imediatos, pensei enquanto chegava em casa:
- Poxa vida, as vezes explicamos alguma coisa inúmeras vezes e não conseguimos que a pessoa compreenda, no intuito de passar sua experiência e seus conhecimentos para um colega, por exemplo, contando nossa vivência, dando exemplos, mudamos de estratégia e começamos a fazer parábolas, contar através de uma pequena história, transformamos e reduzimos os argumentos em pequenas possibilidades de sim ou não, ficando exaustos ambos quem explica e quem ouve tantas formas diferentes de uma mesma situação e o resultado é o mesmo: nada de cair a ficha.
Frustramos o colega, que provavelmente precisava de ajuda, ficamos arrasados por não conseguir ajudar e a pulga vira o Godzilla atrás da sua orelha de tamanho desentendimento. Onde foi que eu errei? Que argumento não usei ou não soube explicar de forma clara? Qual o meu problema? AHH!!!

Bem, vivências e experiências são únicas para cada um e nossa vida é tão complexa que é impossível fazer uma receita de bolo para explicar ou passar esse conhecimento. Muitas pessoas tem o dom de ensinar e explicar, mas até mesmo essas pessoas bem comunicativas e com recursos diversos acabam passando por uma situação ruim como essa.
O entendimento também é uma via de mão dupla, quando o explicador não atinge o objetivo de passar a mensagem, o receptor também pode estar com ruídos na linha e impossibilitando sua absorção completa, de forma direta ou indireta.

Nas minhas experiências de hoje foi de forma indireta e inocente. O explicador também precisa ter uma boa sensibilidade para compreender que o que está tentando explicar pode não caber na necessidade do receptor. Na minha opinião essa é a pior forma de ajudar alguém, quando você fala de como o descascador de batatas é ótimo e também funciona com o inhame, mas a pessoa está cozinhando cenouras e não precisa de um descascador e sim de uma faca para cortar a cenoura. O assunto é culinária, você quer passar sua experiência de como descascar os legumes para fazer um bom ensopado, mas a pessoa não quer saber como descascar batatas. Só que também não quer ser inconveniente, como você está sendo, e simplesmente cortar o assunto. Exemplo beeeem ruim, eu sei, mas deu pra entender? Se não deu eu não sei como explicar melhor. É muito subjetivo esse texto! Caramba! ahah

O importante mesmo é que quando os discursos se alinham e o explicador consegue entender o que o colega precisa, fazendo perguntas mais sensíveis tudo flui melhor, por exemplo:
- O que você já tentou fazer e não deu certo?
- Que materiais e ferramentas você já usou e não funcionou?
- Quais suas expectativas? (expectativa é um bom caminho para ambos sucesso e frustração, hein?)
Finalmente o explicador encontra o norte e consegue se guiar para explicar e ajudar o colega a compreender suas ideias. Nesse momento o click mental é imediato em ambos.
Como acessar o link certo no Google depois de mais de uma hora procurando um artigo ou uma receita que tinha visto antes e não anotou.

Esse click pode demorar para acontecer. Alguns dias depois, como sua explicação foi muito chata, ou porque você se esforçou tanto para explicar e ajudar seu colega, ele ficou pensando e refletindo sobre suas ideias e então ele conseguiu montar o quebra-cabeças de argumentos e Click! Compreendeu.

Nossa mente fica processando todo tipo de informação e estímulos que recebemos, consciente ou inconscientemente. Aqueles dias que estamos exaustos mentalmente e não sabemos por quê é um indicio que nosso cérebro está trabalhando sem parar em tudo que ele viu e ouviu. Por isso esse click pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento. Por mais que não queiramos pensar sobre um determinado assunto, não temos controle e muitas vezes não temos consciência de tudo que processamos e que nossa mente é capaz de administrar. Cientistas afirmam que usamos somente uma média de 10% da nossa capacidade cerebral, o que deixa essa gigantesca capacidade ociosa, porém igualmente ativa, trabalhando em pensamentos que não controlamos. Então de uma hora pra outra, click! e a ideia ou entendimento sobem para a mente consciente e nós acreditamos que foi num passe de mágica. Não é bem assim, viu amiguinho?

A busca por utilizar mais nossa capacidade mental é um exercício constante e envolve tanto estudar e buscar conhecimento (valeu Et Bilu), mas acalmar a mente consciente para que tenhamos empatia com a parte incontrolável do cérebro, através de meditação e reflexões que estimulam mais e mais esse controle, expandindo a consciência e nos libertando de travas, traumas e pensamentos limitantes. Não é difícil fazer, só é trabalhoso e precisa de dedicação, meus camaradas, mas vale o investimento, para que você seja mais e mais você mesmo, por inteiro e desperte suas verdadeiras capacidades e torne-se o super humano que todos nós podemos ser!


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