Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Doe uma Palavra - Flores...

Estava esperando muito pela doação da palavra da Carla, ela trabalha comigo e fiz o pedido da palavra quando lancei o livro Ensaios Umikizu, mas como nada acontece por acaso, ela só conseguiu fazer a doação agora e acredito que não havia melhor momento, pois Flores representam muito bem o Amor e fiquei muito feliz.

Carlinha, só não pude deixar a mudança de lado, ok? Muitas flores para você.

Percorrendo um caminho confortável, brisa suave durante a tarde, passeava pela cidade para onde me mudei. Era um sábado agradável e conhecer o novo mundo onde me instalava era uma aventura divertida.
Havia casas muito modernas naquela vizinhança, arquitetura finíssima, pareciam saídas de uma revista. Jardins bem verdes, desenhados e organizados, área para confraternizar com os amigos, um quintal para crianças, provavelmente, estilo de mansões, mesmo em casas humildes, mas pareciam frias.

Continuando a caminhada conheci a praça onde os jovens se encontravam aos finais de semana, havia bares e lanchonetes, também muito organizados, cada um de um lado da avenida. A praça estava viva! A alegria jorrava nos bate papos e nos sorrisos. Uma cidade feliz, que bom lugar para morar.

Entrando mais para o interior da cidadezinha a paisagem mudou um bocado, das casas muito lineares para muros baixos e irregulares, casas mais antigas, muito bonitas e humildes, com uma novidade: em cada uma delas havia um grande jardim, com flores das mais coloridas. Alguns de flores mistas, outros tinham o jardim todo dedicado a uma só floração.
Enquanto passava, crianças jogavam bola e naquela hora a ela veio parar nos meus pés. Eles gritavam para que eu chutasse a bola e reparei nas crianças, 6 meninos jogavam futebol e 4 meninas assistiam com buquês multicoloridos nas mãos. Peguei a bola, levei até os meninos que continuaram a brincar e perguntei para as meninas se foram elas que confeccionaram tão lindos buquês.

- Fomos sim senhora, mas não são buquês, são arranjos que preparamos para comemorar a primavera.
- Hoje a noite haverá uma grande festa aqui na rua.
- E quem faz o arranjo mais bonito ganha um grande prêmio.
- Venha ver o festival! Você é daqui?
- Estou conhecendo a cidade, acabei de me mudar. - E que sorte ter vindo passear - Que horas começa o festival?
- Às sete, senhora - responderam todas juntas e caíram na risada.

Voltei naquela rua sem esperar nada, mas a paisagem havia se transformado num gigante campo florido. Os jardins agora eram representados por inúmeros arranjos de flores espalhados pela calçada, tão lindos que pareciam obras de arte. As meninas ao me reconhecer deram boas vindas, juntas, novamente caindo na gargalhada, mas minha mente estava tomada pela mudança repentina da realidade.
Passeando pelos arranjos, de orquídeas à roseiras, um pinheiro recoberto de azaleias multicoloridas era uma das faces da primavera. Havia buquês de rosas, de girassóis e lírios brancos com um leve rosado que me deixaram sem ar!

Os portões das casas estavam abertos para que os jardins fossem visitados e cada morador nos falava sobre suas flores e porque escolheram cuidar de um jardim, por exemplo, de tulipas:

- As tulipas são flores muito robustas e elegantes, representam o Amor eterno que resiste a qualquer adversidade. As vermelhas são para os amantes, as brancas o perdão e as roxas luxo e tranquilidade.

Andando mais um pouco, fui de casa em casa, conhecendo suas flores e histórias:

- Aqui eu cultivo as hortênsias e suas diversas cores, uma flor caprichosa. Veja como ela se comporta, agrupando-se nos galhos? Uma verdadeira dama!

- Minha querida, seja bem vinda à cidade, minha filha me contou que você viria e aqui eu te ofereço de bom grado a sabedoria das petúnias e também para que a saudade não te aflija, camélias rosadas.

- E as rosas que aqui eu guardo são das vermelhas que os amantes mais adoram.

As meninas me puxaram pela mão, era hora da cerimônia que premiaria o mais belo dos arranjos. Dividiram o prêmio dois jardins, o de girassóis que iluminou a noite toda com seu amarelo vivo e que encantou a todos, pois foi criado num vaso grande para que não fosse preciso arrancar nenhuma das flores. E o de rosas que formavam uma imagem de Nossa Senhora, com manto azul de hortênsias todo trabalhado com rosas amarelas, uma linda coroa de gérberas e nas mãos segurava um pequeno buque de angélicas representando sua pureza.

Ver tantas flores lindas, seus jardins e conhecer os significados fez com que minha mudança para esta nova cidade fizesse sentido. Todos os dias ao voltar do trabalho, eu fazia uma volta para passar pela rua dos jardins floridos e chegar em casa renovada.
O tempo passou e as crianças que conheci confeccionando seus arranjos hoje tomam conta de seus próprios jardins, por onde caminho feliz e sorrio com tranquilidade, pois sei que essas flores continuarão aqui pela eternidade.

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Terra dos selvagens em harmonia...

Senti vontade de escrever sobre o verdadeiro povo do Oeste. Quem sabia viver em harmonia com a Natureza e em sociedades colaborativas. Um viva para nosso povo verdadeiramente americano, os índios e sua sabedoria quase esquecida.

Terra dos "selvagens" em harmonia

Eis que foi nas Américas que nasceu o verdadeiro povo do oeste.
Aquele que é muito sábio e que nunca envelhece.

Quando "descoberto" este povo, em terras livres de preconceitos, foram taxados de selvagens, quando na verdade eram apenas curiosos.

Quem dera fossem mesmo selvagens e muito bravos, para que os invasores tivessem expulsado!
Hoje teríamos natureza, de beleza incomensurável e paz pelas terras férteis do oeste.

Acreditamos somente na história do desbravador, sem ao menos pensar nas vidas calmas do povo que sabia como viver em harmonia com o natural e que até hoje morre defendendo seu jeito simples.

Em que mundo vivia o colonizador? Que não encontrou no olhar curioso a sabedoria oculta de quem não vivia de fé porque sabia que Deus estava até na sola dos pés.

Até hoje morre o povo de pele vermelha que nunca fez guerra para destruir, que vive em harmonia com o Todo e desconectados do mundo novo, onde o desbravador, coitado, se mata só para continuar a existir.

Quem dera um dia possamos pagar essa dívida com o mundo, não como um pecado, mas reconhecendo seu valor e aprendendo com a sabedoria de quem entendia o poder dos animais, da harmonia e da Natureza que existe dentro de cada um.

Fonte: Todo Estudo

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Entendimento é um click!


Numa reflexão rápida, mas num dia cheio de entendimentos imediatos, pensei enquanto chegava em casa:
- Poxa vida, as vezes explicamos alguma coisa inúmeras vezes e não conseguimos que a pessoa compreenda, no intuito de passar sua experiência e seus conhecimentos para um colega, por exemplo, contando nossa vivência, dando exemplos, mudamos de estratégia e começamos a fazer parábolas, contar através de uma pequena história, transformamos e reduzimos os argumentos em pequenas possibilidades de sim ou não, ficando exaustos ambos quem explica e quem ouve tantas formas diferentes de uma mesma situação e o resultado é o mesmo: nada de cair a ficha.
Frustramos o colega, que provavelmente precisava de ajuda, ficamos arrasados por não conseguir ajudar e a pulga vira o Godzilla atrás da sua orelha de tamanho desentendimento. Onde foi que eu errei? Que argumento não usei ou não soube explicar de forma clara? Qual o meu problema? AHH!!!

Bem, vivências e experiências são únicas para cada um e nossa vida é tão complexa que é impossível fazer uma receita de bolo para explicar ou passar esse conhecimento. Muitas pessoas tem o dom de ensinar e explicar, mas até mesmo essas pessoas bem comunicativas e com recursos diversos acabam passando por uma situação ruim como essa.
O entendimento também é uma via de mão dupla, quando o explicador não atinge o objetivo de passar a mensagem, o receptor também pode estar com ruídos na linha e impossibilitando sua absorção completa, de forma direta ou indireta.

Nas minhas experiências de hoje foi de forma indireta e inocente. O explicador também precisa ter uma boa sensibilidade para compreender que o que está tentando explicar pode não caber na necessidade do receptor. Na minha opinião essa é a pior forma de ajudar alguém, quando você fala de como o descascador de batatas é ótimo e também funciona com o inhame, mas a pessoa está cozinhando cenouras e não precisa de um descascador e sim de uma faca para cortar a cenoura. O assunto é culinária, você quer passar sua experiência de como descascar os legumes para fazer um bom ensopado, mas a pessoa não quer saber como descascar batatas. Só que também não quer ser inconveniente, como você está sendo, e simplesmente cortar o assunto. Exemplo beeeem ruim, eu sei, mas deu pra entender? Se não deu eu não sei como explicar melhor. É muito subjetivo esse texto! Caramba! ahah

O importante mesmo é que quando os discursos se alinham e o explicador consegue entender o que o colega precisa, fazendo perguntas mais sensíveis tudo flui melhor, por exemplo:
- O que você já tentou fazer e não deu certo?
- Que materiais e ferramentas você já usou e não funcionou?
- Quais suas expectativas? (expectativa é um bom caminho para ambos sucesso e frustração, hein?)
Finalmente o explicador encontra o norte e consegue se guiar para explicar e ajudar o colega a compreender suas ideias. Nesse momento o click mental é imediato em ambos.
Como acessar o link certo no Google depois de mais de uma hora procurando um artigo ou uma receita que tinha visto antes e não anotou.

Esse click pode demorar para acontecer. Alguns dias depois, como sua explicação foi muito chata, ou porque você se esforçou tanto para explicar e ajudar seu colega, ele ficou pensando e refletindo sobre suas ideias e então ele conseguiu montar o quebra-cabeças de argumentos e Click! Compreendeu.

Nossa mente fica processando todo tipo de informação e estímulos que recebemos, consciente ou inconscientemente. Aqueles dias que estamos exaustos mentalmente e não sabemos por quê é um indicio que nosso cérebro está trabalhando sem parar em tudo que ele viu e ouviu. Por isso esse click pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento. Por mais que não queiramos pensar sobre um determinado assunto, não temos controle e muitas vezes não temos consciência de tudo que processamos e que nossa mente é capaz de administrar. Cientistas afirmam que usamos somente uma média de 10% da nossa capacidade cerebral, o que deixa essa gigantesca capacidade ociosa, porém igualmente ativa, trabalhando em pensamentos que não controlamos. Então de uma hora pra outra, click! e a ideia ou entendimento sobem para a mente consciente e nós acreditamos que foi num passe de mágica. Não é bem assim, viu amiguinho?

A busca por utilizar mais nossa capacidade mental é um exercício constante e envolve tanto estudar e buscar conhecimento (valeu Et Bilu), mas acalmar a mente consciente para que tenhamos empatia com a parte incontrolável do cérebro, através de meditação e reflexões que estimulam mais e mais esse controle, expandindo a consciência e nos libertando de travas, traumas e pensamentos limitantes. Não é difícil fazer, só é trabalhoso e precisa de dedicação, meus camaradas, mas vale o investimento, para que você seja mais e mais você mesmo, por inteiro e desperte suas verdadeiras capacidades e torne-se o super humano que todos nós podemos ser!


segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Escrever é trocar...


Este ano eu publiquei meu primeiro livro, Ensaios Umikizu, e estou em cheque por fazê-lo.
Depois de 8 anos de muito trabalho no blog que deu o nome ao livro, escrevendo com a alma, com o coração e com todas as fibras do meu ser, agigantado e minúsculo dependendo do texto e do momento, sem diminuir o valor e muito pelo contrário, durante cada obra, que quis chamar de ensaios mesmo não sendo para a classificação literária o nome mais apropriado, porque através deles eu pude chegar ao ato final e apresentar o trabalho agora finalizado. Um livro inteiro. Sonho de criança realizado.

Fico contente com o resultado, mas não sei se contente com a repercussão. A razão é simples: Não escrevi um livro para comércio, escrevi um livro para passar uma mensagem: O Amor!
E é muito complicado entender esse tal de Amor com “A” maiúsculo. Para fazer um paralelo direto e de fácil compreensão do seu verdadeiro significado, o Amor é Deus. Até aí tudo bem, é fácil fazer um paralelo, mas quando digo e afirmo que este mesmo Amor é a força que está dentro de cada um de nós, fica complicado. Nós fomos ensinados que “Deus no céu e os homens na Terra”, separados, distantes, Deus único e poderoso, onipotente, onisciente e onipresente, nós humanos, subordinados a ele. E essa é a forma mais fácil de estar distante das bençãos e da verdade de Deus e do nosso mundo.

A mensagem do Amor que Jesus veio nos trazer, Buda nos ensina através dos iluminados da ordem budista, que tantos outros homens e mulheres, espíritos de luz encarnados, nos passam e que não conseguimos compreender plenamente é o poder do Amor, sua força, o mana que nos mantém vivos, que forma nosso espírito e tudo que existe, material e espiritual, o que há nos céus e na Terra, o que está ainda além da nossa própria imaginação, mas que existe porque o Amor, e portanto Deus ou o Todo como eu prefiro dizer, é a mente criadora que está em todos nós e em tudo, até mesmo no que ainda não é. Podemos dizer que falamos sobre o futuro, mas não só isso, falamos sobre o futuro também, sobre o futuro de nossas mentes, ideias e pensamentos, criatividade e sentimentos, todos trabalhando juntos para então tornar realidade no presente. O futuro que foi criado e imaginado e arquitetado em nossas mentes e na mente do Todo torna-se então real no nosso mundo material.
Amor é a força vital, portanto o que nos mantém vivos, pensando e agindo, é o que nos da energia para movimentar o corpo e o que alimenta o corpo quando nos alimentamos. É todo nosso ecossistema, é todo nosso Universo. E ainda é muito mais. Também é a simplicidade, tudo que é compreensível e que podemos dividir, discutir e interagir com mais facilidade. É nossa capacidade de compaixão. Um aperto de mão, um abraço e uma oração. A sensação de estar vivo, de ser querido, de amar e ser amado, de estar entre família e olhar nos olhos de sua mãe. Que é outra prova que o Amor existe, nossas mães.

Para mim, continuar a escrever só tem sentido se puder conversar com os leitores e saber que eles respondem, para que possamos trocar, debater e refletir juntos nesse caminho na Terra. Estar aqui como escritor separado dos leitores é uma solidão impossível de aguentar. Não tenho vontade de escrever para me separar, mas escrevo exatamente para conseguir me conectar com mais e mais pessoas, mentes e amadores como eu.
Mesmo que nossa sociedade esteja ainda muito focada em satisfazer os desejos e as necessidades básicas para manter a chama do Amor viva dentro do peito, o momento pede que nos voltemos mais e mais para o espiritual e que o próximo passo para o equilíbrio entre o mundo material e a verdade sobre o Todo comece enfim a ser um assunto comum. Através da busca por respostas com bases mais firmes, através da ciência, da tecnologia, conhecimento e da transformação progressiva de dogmas e paradigmas limitantes e sufocantes para uma nova consciência despertando experiências positivas.
Meu caminho para a evolução é através das palavras e da minha identificação com a escrita. Cada um tem o seu e não existe receita pronta. Mesmo porque nem sempre estou pronto para escrever, nem sempre estamos prontos para nossa missão, o preparo vem através do conhecimento e da prática por enquanto. Com o passar do tempo e do encontro com a verdade, os caminhos vão se abrindo e as oportunidades desenrolando-se para que enfim possamos dar o próximo passo, que muito raramente ocorre antes que o passo anterior seja completo. Por essa razão o mais sensato é conhecer sua realidade e procurar o equilíbrio para que consiga remover o que te bloqueia de avançar e consiga finalizar cada etapa sem limites, atingindo assim o entendimento e a luz que reside dentro de cada um de nós: o Amor, aquele com “A” maiúsculo.

Para conversar mais sobre o Amor, se quiser ler meu livro pode encontrar ele na Editora Madrepérola através do link: http://www.editoramadreperola.com/ensaios.html