Diferenças...

Acabo de assistir "A Garota Dinamarquesa" e doeu.

Está tudo ainda muito bagunçado na minha cabeça, mas eu preciso escrever sobre o que sinto.
Eu sou diferente, sempre fui. Nunca me entendi com isso, nunca encontrei um igual sequer e isso doeu mais ainda, porque toda diferença pode ser aceita por alguém, que mesmo que não seja um igual, pode ao menos te incluir, te receber e aceitar de alguma forma. Eu não me encontrei ainda.

Dói ser diferente? Não.
Dói ser diferente até mesmo de quem é considerado diferente, porque você se encontra em tantas coisas, em tantas pessoas, em tantos momentos, mas continua não se encontrando por inteiro. Isso Dói!
Não sentir prazer no que te da prazer, não ligar para o que você gosta. Não saber mais o que você quer fazer.
Estamos acostumados com rejeição, com pessoas que não te aceitam nem te reconhecem. Mas não se reconhecer e não entender esses momentos, está doendo muito.

Quando vejo todos andando para a mesma direção e eu não consigo acompanhar, porque minha bússola me diz que o norte é 2,6° mais para o oeste. Não é 90°, não é ir ao contrário nem dar de frente é um caminho que nunca ousaram seguir e meu coração me fala que é por ali que devo andar.
E você corre naquela direção, porque andar não é o jeito certo para você. Talvez você deve mesmo ir saltando. E o mundo ao seu redor não faz sentido. Todos conseguem manter o mesmo ritmo, encontrar semelhantes, encaixam-se com facilidade em algum lugar. Você não. E você espera que alguém te diga que está tudo bem. Mas não está...

Gerda Wegener
Não achei o nome da pintura nem o ano

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