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domingo, 1 de maio de 2016

A maior falha da Humanidade...

Desde o começo da humanidade, que é algo que nossa ciência e religião não tem fatos comprovados o suficiente para acreditar, somos desafiados com o impossível. É impossível pensar sobre o que está no futuro e é impossível não depender do passado. Ambos, futuro e passado, são as únicas coisas que a humanidade nunca teve acesso ou controle. Estudamos o passado para construir o futuro e pensamos no futuro com avidez todo o tempo. Mas só sabemos do passado o que podemos registrar e só sabemos do futuro o que seja possível construir no presente, estamos presos numa trama de impossibilidades e superstições. Nosso real passado não conhecemos de forma clara, afinal de contas não há registros pragmáticos, assertivos, somente histórias contadas através da visão de quem escreveu. Na sua maioria crendices, mitos, simbologias, que apesar de fazermos grande esforço para compreender e decodificar, são de toda forma incompletas no final das contas.

Enquanto isso, a humanidade se atém ao dia a dia, vencer suas batalhas pela sobrevivência. Vencer mais uma vez o impossível. Em desafios de força e resistência no começo de nossa história, quando o ser humano ainda não tinha tecnologia alguma, depois construindo suas ferramentas e aprendendo a cultivar a terra, construir abrigos, domesticando e utilizando animais como força de trabalho, até chegarmos nos dias de hoje, com todas as impossíveis tecnologias que possibilitam que você leia esse texto no seu computador, tablet, celular, smart tv ou onde quer que haja acesso à internet e uma tela que reproduza os diversos códigos binários que simulam as imagens e símbolos nela. No meio de tudo isso, sempre houve uma disputa animalesca pelo mais forte, pelo mais inteligente, pelo melhor. Essa disputa é a impossibilidade que temos que enfrentar hoje. As guerras são a causa de nossas maiores derrotas em todos os sentidos. Apesar de ser por causa das guerras também que descobrimos muito de nossa tecnologia, avanço em área como medicina, computação, comunicação, estratégia e tantas outras, é por causa delas que dizimamos nossos conterrâneos e junto deles animais, plantas, ecossistemas inteiros. E isso é sim impossível reconstituir.

Hoje as guerras diminuíram consideravelmente de tamanho, mas elas ainda acontecem e pelos motivos mais variados que podemos imaginar. Sabe-se que pode-se começar uma guerra por amor, por luxúria, por poder, por dinheiro, por um objeto sem valor comercial, mas de valor sentimental inestimável. E essa é a razão da nossa derrota como seres humanos mais uma vez. Nossa principal derrota é que falhamos em reconhecer o real valor das coisas materiais e o real valor de cada ser humano que habita nosso planeta. Falhamos em reconhecer a impossibilidade de refazer uma vida e como é simples destruí-la, falhamos em nos unir.
Insistimos em provar quem pode mais, quem é melhor, quem é mais forte. Esse instinto animal que não admitimos de forma alguma ainda existir, por nos considerarmos superiores, mas somos apenas animais domesticados e não temos o hábito de nos unir aos nossos semelhantes. Muito pelo contrário, deixamos que qualquer coisa seja motivo para distanciarmo-nos uns dos outros.

Ele torce pra outro time e ofendeu o meu! Nunca poderei perdoa-lo!
Ele votou no outro candidato, quando o meu definitivamente era melhor!
Ela gosta do meu namorado, como ela pode, essa vagabunda!
Ele gosta de homem, seu viado sem vergonha!
Ele é negro! Eu sou branco, como ele pensa em se misturar!?
Eu sou formado na Unicamp, você não tem nem ensino médio! Olha lá como fala comigo!

Pronomes. Eu! Ele! Eles!
O problema sempre está nos outros.
O errado sempre é o outro. Eu estou sempre certo.

Somos ainda animais. Somos ainda controlados por nossas emoções e não conseguimos controlar nossa razão frente aos instintos. Ainda é Impossível nas nossas cabeças, porque não tivemos exemplo de que viver sem se exaltar, e de forma pacífica entre as outras pessoas, é possível. Somos seres que aprendem com o exemplo, mas que fazemos com que o diferente seja exterminado. Chega de gratificar o erro e de humilhar os diferentes, que podem nos ensinar a ser melhores.

Nossa falha é afastar o diferente sem entendê-lo. Agora temos capacidade de administrar o diferente, estuda-lo, raciocinar e aprender um com o outro. Não é impossível. Debates e diálogos, mesmo que acalorados pela emoção e pelo instinto no começo, são o caminho para nossa união e evolução.
Com isso, muito mais conhecimento será dividido, nosso presente será registrado por todos e não somente pelos que contam a história no final e de forma partidária e poderemos cumprir nossa missão de unir nossa espécie pelo bem de todos.

A união é a chave para acabar com os problemas e resolver nossa mania de acreditar que tudo que é bom é impossível. Faça sua parte. E quando pensar que alguém nunca vai aceitar isso, desculpe o pensamento pragmático, mas essa é a real função para a morte: o prazo de validade de quem resiste às mudanças e pensa de forma retrógrada é normalmente de 80 a 100 anos. Trabalhe na sua vida e na mensagem que você vai passar para as novas gerações e não se preocupe tanto com as pessoas que não entendem que a paz é possível e nossa evolução necessária. A nova geração é o que vai restar e que vai passar a mensagem adiante, então confie em quem se conecta com você, passe a mensagem de paz e que é possível prosperar sem guerras, sem mais disputas e sem impossibilidades advindas do conservadorismo.
Acredite, é a única forma de tornar o impossível, possível.


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