Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

domingo, 29 de maio de 2016

Prisão...

Estou preso.
Foi o que eu contei pra muita gente.
Estou preso porque não tenho grana.
Foi a razão que eu inventei. E todo mundo entende...
Estou preso.
Eu não sei qual é a razão.
Só que estou preso. Só isso. E isso eu sei.
Prisões.. Delas eu também conheço.
Me prenderam a vida toda em várias.
A maioria sem nenhuma grade, chave, cadeado ou guarda.
A maioria sem dizer uma só palavra de ordem de prisão.
Bastava não dizer nada. E eu me sentia mais preso.
Cada vez mais preso em mim.
Cada vez que eu era ignorado.
Cada vez que me olhavam, sem sequer prestar atenção.
Cada vez que eu não era ser humano suficiente pra ninguém.
Cada vez que eu me dedicava e me doava, mas ninguém ligava..
É nessa prisão que eu estou.
É numa prisão que eu não faço ideia de como sair.
Porque ninguém me prendeu, nem eu prendi ninguém.
Mesmo assim, não consigo sair.
Nem gritar por ajuda.
Ninguém me vê. Ninguém me escuta.
Minha garganta já dói.
Meus olhos embaçados, doem.
Minha força se esvai.
Minhas mãos não podem mais segurar.
Se isso não é estar preso.
Então, nem isso mais eu tenho...

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O sonho de criança...

Já quis ser muita coisa, uma das coisas que queria ser era arqueólogo. Não deu certo, mas seria incrível! Imaginava-me em expedições por pirâmides egípcias e por matas na Romênia, explorando o deserto do Saara e as geleiras da Groenlândia. E não foi um sonho influenciado por Indiana Jones ou outra ficção relacionada ao tema, mas porque desde criança tenho uma curiosidade impossível e vontade de descobrir os mistérios que ninguém mais consegue ver.
Por essa razão, eu exploraria lugares onde ninguém mais foi, claro, mas minha principal vontade era entrar nas tumbas e nos sítios já explorados e encontrar tudo que os antigos arqueólogos e cientistas descuidados deixaram passar. E por sentir sempre que eles deixavam algo pra trás, eu pensava qual era a razão pra isso. Os adultos, para mim, sempre foram muito descuidados. Ainda somos, agora que sou adulto sei ainda melhor.

O olhar e a curiosidade das crianças são puras e livres de filtros que vamos construindo de acordo com as "podas" que recebemos quando estamos crescendo. Por mais que você fosse descobrir por experiência que dentro de uma pedra só tem mais pedra e que é muito difícil ficar abrindo pedra por pedra só para ter certeza de que só tem mesmo pedras dentro das pedras, a criança é teimosa além de curiosa e não tem nada a perder, nem mede seu tempo em cifras, então ela emprega seu tempo na descoberta dizendo: "E se testarmos todas menos uma e, exatamente nessa última, estiver um grande diamante?". Sempre pensei que os arqueólogos deveriam levar uma criança junto com eles em suas expedições e os cientistas deveriam checar o resultado de suas pesquisas com a experiência curiosa de uma criança, que faz perguntas tão absurdamente brilhantes, com suas teorias improváveis, que o resultado final poderia ser muito mais completo. Mas quando cresci, percebi com mais e mais pesar que os adultos não reconhecem o intelecto das crianças.

A desobediência das crianças, na maioria das vezes tem seus fundamentos. Os meus eram sempre porque havia algo muito urgente que eu deveria fazer, para salvar o mundo, ou salvar o jogo no vídeo game. As crianças salvam o dia, o mundo, o seu herói o tempo todo. Se não é no virtual é na imaginação. As crianças sempre estão pensando em tudo que ocorre a sua volta e isso é muito importante.
Quando uma criança diz: "Tenho uma ideia". Ouça sua ideia! Ela ficou muito tempo pensando sobre aquilo. Nenhuma criança fala nada da boca pra fora e você reconhece isso em seu olhar. Ela fala com a certeza da inocência. Isso nunca deve ser ignorado. Pode ser que a ideia dela seja colocar uma amoeba para fazer a forma da chave do cadeado e assim você consegue abrir e entrar em casa quando você esquece a sua chave. Bem, outras vezes pode ser simplesmente uma ideia carinhosa para tentar te ajudar, mesmo que não seja efetiva, mas ela vai até tentar usar magia para abrir o cadeado para te ajudar. A criança está se esforçando e pensando numa solução, enquanto você só consegue pensar que está cansado e quase chora. A criança não desiste, então você também não deveria, entende?

O que meu arqueólogo mirim, que ainda vive dentro de mim, me ensinou é que eu tenho que manter meu olhar atento para as coisas que os adultos ignoram porque é naquela última pedra que está minha sorte, é naquela porta que não conseguimos abrir que está o que viemos buscar nessa tumba úmida e cheia de teias de aranha. Ela grita pra mim: "Não Desista!!!" E eu não desisto. Então não desista nunca, nem deixe sua criança fugir do adulto que você se tornou.

O sonho de uma criança - Imagem da Internet sem autor reconhecido

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Sozinho...

Estou na solidão.
Não é um lugar só.
Uma escolha ou sensação.
Estou na solidão.

Significa uma situação,
Um lugar em mim.
Espero alguém me salvar.
Entretanto, estou só.

E quem não está?
E quem vai me tirar daqui?
Qualquer um, alguém?
Qualquer um?

Não... desculpe, mas estou só.
Não é por opção, mas por falta!
Falta-me muito. Falta muito.
Falta quem não se deixe faltar.

Falta papo, falta coragem.
Falta estímulo, falta prioridade.
É tanta falta que já nem sinto...
É tanta falta, que tenho a mim.

Sozinho.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Sem desespero, faça um novo país...

Todo o povo está desesperado para estar certo.
Momento de parar e pensar. Entender o que se passa e perceber as intenções. Nada é tão preto no branco como se faz pensar e cada lado defende seus ideais como se fosse a mais pura das canções dos anjos mensageiros.
Não é hora de ceder, mas de investigar e aproveitar que nada está definido para reivindicar a mudança necessária, sem deixar que outros decidam por nós.
Hora de dizer basta do que continua a ser feito errado e acertar finalmente.
Vamos mudar o mundo.


sábado, 14 de maio de 2016

Comunicação é a nossa salvação...

Faz bastante tempo que bato na mesma tecla por aqui no Umikizu e com todas as pessoas que eu encontro e com quem converso, de que temos que nos unir, independente das nossas diferentes, somos seres humanos e mais que isso, somos seres racionais, capazes de muito mais progresso se um ajudar e compreender o outro. Tive a felicidade de assistir a palestra do senhor Uri Hasson, neurocientista russo que estudou as reações do cérebro sobre os efeitos da nossa comunicação verbal e explica de forma bem simples esse processo. Assista (Em inglês).

 

Quando Uri fala sobre a influência das diferentes perspectivas que temos sobre determinada mensagem, por mais que o locutor fale a mesma língua, o receptor interpreta a mensagem com a sua perspectiva viciada e nesse caso, a comunicação é ineficaz ou muitas vezes não acontece como deveria. (como no caso da mulher se era fiel ou infiel ou sobre as diferentes informações que recebemos todos os dias da mídia).

Somos influenciados sempre, mas a racionalidade pode resolver esse problema, controlando as preconcepções para que ao menos haja possibilidade de diálogo e que o interlocutor tenha a oportunidade de expor sua mensagem e que ela seja recebida sem barreiras. Por mais que não concordemos com uma informação, não podemos simplesmente barrar a comunicação, mas buscar entender sua razão e então argumentar num debate sobre o assunto. Essa é a melhor forma de tornar nossa comunicação mais eficaz e de unir as pessoas, além de acabar com preconceitos.

Sei que muitas pessoas ainda tem um longo caminho a percorrer e que, dependendo da personalidade, as pessoas simplesmente não querem ouvir argumentações ou participar de debates, querem simplesmente estar certas. Na minha opinião, penso que essas pessoas não são racionais, agem com a emoção e impõem uma falsa autoridade. Porém no nosso mundo ainda hierárquico, em que sua posição social ou econômica definem quem tem razão, temos um longo caminho pela frente para enfim sermos mais receptivos.

Por isso eu estou sempre tentando articular essa mensagem e principalmente deixar claro que isso é sim possível, contanto que consigamos disseminar essa ideia para mais e mais pessoas, deixando que a razão seja usada no lugar da emoção. As pessoas tem de perder a preguiça de participar de debates e desenvolver o raciocínio e a humildade para que tenhamos mais e mais entendimento e que nossas mensagens não sejam mais interpretadas à partir de prerrogativas pessoais que nada tem a ver com a mensagem do interlocutor, mas sim do receptor. Tenho aversão às pessoas que querem interpretar mensagens somente à partir de seu ponto de vista e aqui deixo claro, eu também tenho um longo caminho a percorrer para que minha comunicação seja também eficiente e racional, mas eu pelo menos acredito que isso seja possível e faço minha parte para controlar o sentimento e expressar minhas razões.
Minha vantagem é que sou um bom ouvinte. E ouvir te deixa mais apto a compreender diferentes formas de pensar.

Vamos divulgar ideias que nos ajudem a unirmos uns aos outros. Chega de diferenças inúteis, brigas de ego e hierarquias que martirizam nossos iguais, vamos quebrar padrões e aceitar os outros como eles são. Somos todos seres humanos, racionais o suficiente para saber que enquanto um tem muito, outros passam necessidade e a comunicação é uma das chaves para acabar com essa desigualdade que persiste em nosso mundo. Vamos nos unir, não pelo bem de uns ou de nós mesmos, mas pelo bem de todos!

sexta-feira, 13 de maio de 2016

E por quê?

Depois do episódio detestável que passamos nos dias 11 e 12 de maio deste ano de 2016, fadado ao atraso, fico me perguntando, mais uma vez, por quê?

Por quê as pessoas tem tanta ganância?
Por quê os políticos não conseguem pensar no povo?
Por quê os políticos não ouvem o clamor do povo nas ruas?
Por quê o mercado é mais importante que a vida?
Por quê o errado é aclamado se houver dinheiro envolvido?
Por quê não há mais honra nas pessoas?
Por quê não há mais respeito entre pessoas?
Por quê é tão importante um cargo e o quanto de dinheiro alguém tem?
Por quê ter dinheiro é mais importante que ser humano?
Por quê as pessoas querem ter muito mais do que precisam?
Por quê não ouvimos as crianças?
Por quê não renovamos tudo?
Por quê falamos tanto em futuro, mas não saímos do passado?

São tantos porquês... São tantas palavras presas na garganta e tanta tristeza que não responde nada.
Já que vivemos de passado, poderíamos voltar no tempo em que para depor o líder bastava uma punhalada e se tirava o rei do poder. Para sempre. Até que outro viesse e conseguisse a mesma façanha, num segundo.
Não demoraria tanto para vermos os resultados e não seríamos tão humilhados vendo a olhos nus toda a sujeira que existe em nossa política.

Não veríamos, por exemplo, políticos comprovadamente corruptos sendo defendidos pela mídia e aprovados no poder como foi Temer e seus cavaleiros do Apocalipse. Num "julgamento" político ridículo, mostrando para quem tem olhos ver que os motivos não eram nada nobres, eram cargos, eram simplesmente a forma mais suja e deslavada de tirar do poder um líder que trabalhou pelo povo, pelos que não tem condições de sozinhos sair da miséria.

Temer já cortou o Ministério da Cultura, o Ministério da Comunicação e o Ministério que trata das Minorias. Porque para os capitalistas, isso só é gasto. Gasto! Não investimento. Gasto! Porque cultura ensina o povo sobre política, sobre valores e mostra os opressores, acendendo a chama do desejo de uma vida melhor no coração de todas as pessoas. Desde o rico até o pobre! Só que agora só o rico vai poder ir no teatro, ir a um show, ter acesso a cultura e informação. De novo. E a burguesia que tem voz e dinheiro, óbvio, está de acordo com isso. Os pobres vão voltar a ser pobres e as hierarquias vão voltar a valer, não que elas estivessem extintas, não é isso, mas agora vai haver de novo o lugar do pobre, do negro e das mulheres, abaixo dos homens, abaixo dos ricos, abaixo dos poderosos. É isso o que vai acontecer.

E por quê!?

Porque o dinheiro ainda é o Deus do mundo... 

Imagem da Internet - Autor desconhecido

terça-feira, 10 de maio de 2016

Anjos e santos...

La Inmaculada Concepción
Giovanni Battista Tiepolo
Não quero ser santo, sou anjo.
Anjos não precisam ser exemplos.
Agimos de acordo com a Lei.
E apesar de você não entender,
Assim que deve ser feito. Pro bem.

Claro que é melhor ser santo.
Todo mundo adora um santo.
O anjo é imponente. Respeitável.
Mas o anjo não é reconhecido.
Ele faz, e ninguém entende o que.

O santo salva, o santo é gente.
O anjo é arauto, é temível.
Chega até a ser cruel. Como Deus.
E ninguém entende, nem o santo.
Por isso que o anjo é necessário.

O anjo faz o que o santo não pode.
O santo alivia, o anjo resolve.
E o santo é necessário depois.
Antes e durante o trabalho do anjo.
Pra ajudar a curar o anjo ferido.

domingo, 1 de maio de 2016

A maior falha da Humanidade...

Desde o começo da humanidade, que é algo que nossa ciência e religião não tem fatos comprovados o suficiente para acreditar, somos desafiados com o impossível. É impossível pensar sobre o que está no futuro e é impossível não depender do passado. Ambos, futuro e passado, são as únicas coisas que a humanidade nunca teve acesso ou controle. Estudamos o passado para construir o futuro e pensamos no futuro com avidez todo o tempo. Mas só sabemos do passado o que podemos registrar e só sabemos do futuro o que seja possível construir no presente, estamos presos numa trama de impossibilidades e superstições. Nosso real passado não conhecemos de forma clara, afinal de contas não há registros pragmáticos, assertivos, somente histórias contadas através da visão de quem escreveu. Na sua maioria crendices, mitos, simbologias, que apesar de fazermos grande esforço para compreender e decodificar, são de toda forma incompletas no final das contas.

Enquanto isso, a humanidade se atém ao dia a dia, vencer suas batalhas pela sobrevivência. Vencer mais uma vez o impossível. Em desafios de força e resistência no começo de nossa história, quando o ser humano ainda não tinha tecnologia alguma, depois construindo suas ferramentas e aprendendo a cultivar a terra, construir abrigos, domesticando e utilizando animais como força de trabalho, até chegarmos nos dias de hoje, com todas as impossíveis tecnologias que possibilitam que você leia esse texto no seu computador, tablet, celular, smart tv ou onde quer que haja acesso à internet e uma tela que reproduza os diversos códigos binários que simulam as imagens e símbolos nela. No meio de tudo isso, sempre houve uma disputa animalesca pelo mais forte, pelo mais inteligente, pelo melhor. Essa disputa é a impossibilidade que temos que enfrentar hoje. As guerras são a causa de nossas maiores derrotas em todos os sentidos. Apesar de ser por causa das guerras também que descobrimos muito de nossa tecnologia, avanço em área como medicina, computação, comunicação, estratégia e tantas outras, é por causa delas que dizimamos nossos conterrâneos e junto deles animais, plantas, ecossistemas inteiros. E isso é sim impossível reconstituir.

Hoje as guerras diminuíram consideravelmente de tamanho, mas elas ainda acontecem e pelos motivos mais variados que podemos imaginar. Sabe-se que pode-se começar uma guerra por amor, por luxúria, por poder, por dinheiro, por um objeto sem valor comercial, mas de valor sentimental inestimável. E essa é a razão da nossa derrota como seres humanos mais uma vez. Nossa principal derrota é que falhamos em reconhecer o real valor das coisas materiais e o real valor de cada ser humano que habita nosso planeta. Falhamos em reconhecer a impossibilidade de refazer uma vida e como é simples destruí-la, falhamos em nos unir.
Insistimos em provar quem pode mais, quem é melhor, quem é mais forte. Esse instinto animal que não admitimos de forma alguma ainda existir, por nos considerarmos superiores, mas somos apenas animais domesticados e não temos o hábito de nos unir aos nossos semelhantes. Muito pelo contrário, deixamos que qualquer coisa seja motivo para distanciarmo-nos uns dos outros.

Ele torce pra outro time e ofendeu o meu! Nunca poderei perdoa-lo!
Ele votou no outro candidato, quando o meu definitivamente era melhor!
Ela gosta do meu namorado, como ela pode, essa vagabunda!
Ele gosta de homem, seu viado sem vergonha!
Ele é negro! Eu sou branco, como ele pensa em se misturar!?
Eu sou formado na Unicamp, você não tem nem ensino médio! Olha lá como fala comigo!

Pronomes. Eu! Ele! Eles!
O problema sempre está nos outros.
O errado sempre é o outro. Eu estou sempre certo.

Somos ainda animais. Somos ainda controlados por nossas emoções e não conseguimos controlar nossa razão frente aos instintos. Ainda é Impossível nas nossas cabeças, porque não tivemos exemplo de que viver sem se exaltar, e de forma pacífica entre as outras pessoas, é possível. Somos seres que aprendem com o exemplo, mas que fazemos com que o diferente seja exterminado. Chega de gratificar o erro e de humilhar os diferentes, que podem nos ensinar a ser melhores.

Nossa falha é afastar o diferente sem entendê-lo. Agora temos capacidade de administrar o diferente, estuda-lo, raciocinar e aprender um com o outro. Não é impossível. Debates e diálogos, mesmo que acalorados pela emoção e pelo instinto no começo, são o caminho para nossa união e evolução.
Com isso, muito mais conhecimento será dividido, nosso presente será registrado por todos e não somente pelos que contam a história no final e de forma partidária e poderemos cumprir nossa missão de unir nossa espécie pelo bem de todos.

A união é a chave para acabar com os problemas e resolver nossa mania de acreditar que tudo que é bom é impossível. Faça sua parte. E quando pensar que alguém nunca vai aceitar isso, desculpe o pensamento pragmático, mas essa é a real função para a morte: o prazo de validade de quem resiste às mudanças e pensa de forma retrógrada é normalmente de 80 a 100 anos. Trabalhe na sua vida e na mensagem que você vai passar para as novas gerações e não se preocupe tanto com as pessoas que não entendem que a paz é possível e nossa evolução necessária. A nova geração é o que vai restar e que vai passar a mensagem adiante, então confie em quem se conecta com você, passe a mensagem de paz e que é possível prosperar sem guerras, sem mais disputas e sem impossibilidades advindas do conservadorismo.
Acredite, é a única forma de tornar o impossível, possível.