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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sense8 e a vida real...

Aviso aos navegantes: não contém spoilers da série.

Sense8 ou Sensate, aborda a vida de 8 jovens que tem um contato extrassensorial um com o outro, sabem seus pensamentos e podem ajudar uns aos outros com suas habilidades únicas. Afinal de contas eles são sensitivos o suficiente para isso e podem conversar, se tocar e se relacionar através da mente. A série é escrita pelos irmãos Wachowski (criadores de Matrix e produtores de A Viagem) e por J. Michael Straczynski (Babylon 5 e Thor) só aí já dá pra saber que tem uma carga espiritual na trama que transborda, muito mais potente e cotidiana que Matrix. Muito mais contemporânea e presente que tudo que já vi até hoje.

Sensate é uma homenagem aos sensitivos e às pessoas que conseguem se comunicar com outras pessoas aqui no plano material e com espíritos no plano etéreo. E é uma honra e uma felicidade que finalmente sejamos representados de maneira simples, direta e bela. Eu como sensitivo, fico feliz e muito tranquilo em dizer, agora que terminei de assistir toda a primeira temporada, que é uma série que me representa e mostra na vida real o que é ser sensitivo, óbvio que com recursos palpáveis que só a ficção pode proporcionar. E não é nada extremamente absurdo. Não é nada paranormal, é simplesmente a conexão que você consegue estabelecer com o outro, com uma energia e com os planos da existência na prática.

Quando assisti o primeiro episódio não consegui me identificar de cara com a série, não entendi a proposta e achei tudo muito bagunçado, mas quando finalmente assistir o segundo episódio, que acontece em outro ritmo, sem correria para mostrar todos os 8 personagens e contando um pouco melhor a história, mergulhei num mundo conhecido, onde eu pude me reconhecer e me identificar prontamente com o que acontecia. Foi uma das melhores experiências espirituais proporcionada por uma série de TV. Honesta em dizer: nós estamos exagerando um pouco nas sensações, nas aparições, na prática nada é tão fácil assim, mas é o mais próximo que conseguimos chegar em uma série de televisão, que tem que deixar palpável para quem não sabe do que se trata, que tem que seguir algumas regras de trama, mistério e conflitos para poder vender, mas nós respeitamos o quanto pudemos o seu mundo e as suas reais sensações.
Agradeço todas as pessoas envolvidas com a série, desde os idealizadores aos realizadores, atores e toda equipe que faz o trabalho de ter esse cuidado e respeito.

Na vida real, ser sensitivo não é se ligar apenas ao seu grupo, não é ser ligado às pessoas que nasceram no mesmo dia e hora que você. Na vida real, os sensitivos se conectam com todo mundo ao seu redor. E isso quer dizer perto ou longe, acredite. Algumas vezes, a conexão acontece como na série, sem a gente querer, nos colocando em situações complicadas. Muitas vezes não é possível controlar e, mesmo que você não veja alguém aparecer nitidamente na sua frente do nada, a presença, a voz e as sensações são tão ou mais reais que a visão e isso é sublime e assustador ao mesmo tempo. Você é capaz de conectar-se com catástrofes acontecendo no mundo em tempo real, com pessoas sofrendo em um país em guerra ou com uma criança correndo feliz por estar brincando no parque com seu cachorro. Muitas vezes você não sabe explicar, mas você entende o que está acontecendo e porque está ali, faz o que deve ser feito, mesmo que isso signifique ter que fingir estar dormindo na sala de aula, fingir ser louco falando sozinho, precisar passar um tempo grande no banheiro no trabalho e também, especialmente, sentir a necessidade de ficar um tempo sozinho. Ter um tempo só seu e em silêncio, para conseguir se recuperar.

Então para quem assistiu Sense8 e não se identificou, não gostou ou achou uma grande viagem (mais viagem que Matrix que tem tiro, porrada e bomba) acredite que essa série é importante para muita gente, pessoas que estão próximas e você nunca saberá que são sensitivas ou que tem esse tipo de conexão com o resto do mundo. Por favor entenda que nem tudo é para todos, mas que sempre há alguém que precisa do diferente, tão diferente pra você, mas que finalmente é algo com o qual ela possa se identificar.

Paz, luz e amor para todos.


3 comentários :

  1. OLA! MEU NOME É OSCAR E TENHO 20 ANOS...

    Gostaria de entender um pouco o que é o dom do transporte espiritual, muitas vezes indo para o trabalho eu fecho os olhos quase que naturalmente e me "imagino" a alguns metros a frente do destino do onibus e vejo pessoas com determinadas fisionomias... logo em seguida quando passo no local vejo as mesmas (um local que nunca tem as mesmas pessoas rotineiramente) como se a minha mente fosse projetada pra frente antes de eu fisicamente passar por lá... Outra experiência ocorre quando eu estou andando e visualizo o lugar que eu estou e vejo tudo ao redor de cima, como um radar... como se, enquanto eu estou andando na calçada, uma parte de mim está sobrevoando o local, também me ocorre quando eu me deparo com uma paisagem, enquanto meu corpo está parado, eu “imagino” minha consciência saindo de mim e voando pelo ar, na paisagem.. me vem muitas sensações de estar voando... sinto o frio na barriga, o vento frio no rosto e fico com uma dupla visão de perspectiva (é meio que naturalmente, parece imaginação mas é bem real... quero saber se é só imaginação ou tem haver com desdobramento espiritual).
    A pouco tempo, li em um livro Bibliográfico que fizeram de um espirito bem evoluído (chama se Mestre Gabriel) em que pessoas que conviveram com ele relataram dele ter um dom que chamaram de transporte espiritual bem avançado e relataram ter experiências com ele. Segue uma delas:
    “José Luís contraíra malária. já perdera a conta das vezes em que aparecera, com as consequências conhecidas: febre, mal estar, vômitos. estava em casa, de cama, sem saber o que fazer. não há remédio para malária e os danos que ocasionam podem ser letais, sobretudo para quem a contrai repetidas vezes. era o caso.
    José Luiz estava assustado, lamentando não ter meios de pedir Auxílio ao Mestre Gabriel, que tinha ido a floresta buscar lenha e só voltaria no fim do dia. eis, porém, que, por volta das 10:00 da manhã, o mestre chega a sua casa, já ciente de sua enfermidade, e lhe dá a receita de um chá curativo. José Luiz chama sua mulher e pede que lhe Providencie o chá. quando ela traz, o mestre Gabriel manda que o beba de uma vez. e, antes de se despedir lhe diz: "malária, nesse corpo, você não terá mais". bebido chá, ele dormiu. acordou, horas depois, já sem febre e disse para a mulher: "o chá do mestre Gabriel me curou". e a mulher: "que chá do mestre Gabriel?" e ele: "você não viu mestre Gabriel aqui, mandando fazer o chá?" ela, porém, não vira. apesar de ter estado diante dele, e chega a pensar que marido tivera Alucinação.
    no fim do dia, mestre Gabriel chega de caminhão diante da casa de José Luiz e pergunta: "então, está melhor?" José Luiz, depois de constatar que o mestre passara o dia na Floresta, não soube o que dizer. e o mestre confirmando que estivera na floresta e simultaneamente o visitará, brincou com sua incredulidade: "parece Tomé..."
    José Luis não voltou a ter malária. mas também, jamais se lembrou da receita do chá. nem ele, nem sua mulher.”

    NÃO FORCEI NADA PRA TER ESSAS EXPERIENCIAS E NÃO SINTO GANANCIA EM SER ASSIM... APENAS QUERO RESPOSTAS... LUZ, PAZ E AMOR!

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    1. publiquei o testemunho do José Luiz pois me fez identificar com algumas coisas...

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    2. Olá Oscar, muito interessante esse testemunho, vai além do sensitivo, viagem astral é um assunto muito interessante e pouca gente consegue fazer.
      Mas é muito interessante e legal.
      Vou tentar abordar o assunto aqui no blog, mas não tenho material, porque não entendo que seja algo que se possa ensinar, mas desenvolver.

      Eu mesmo consigo fazer viagens astrais, mas com pequeno nível de detalhes, vejo cores, às vezes cheiros, mas fico somente no campo energético e não material. Não vejo as pessoas e as coisas, mas sim as energias.

      Se quiser conversar mais sobre isso, me adiciona nas redes sociais ou manda um e-mail, ok?

      Abraços!

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