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Mostrando postagens de Janeiro, 2016

Contradições...

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Na ânsia de manter-me, perdi
As convergências de estar,
Divergências de encontrar,
Deixei ir embora o que decidi

E num desespero imediato, vendi
Todas as formas de amar
Me deixei facilmente enganar
Por uma ideia de fé, me iludi.

Foram as piores dores que senti
As contradições que eu mesmo criei
Demasiadas mazelas me permiti

O corpo, na mente, na alma, arrepiei
Trancado numa jaula de festim
Onde nunca antes me imaginei.


Yeah, well, I'm dying...

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De novo, estou morrendo.
Talvez me matando, não sei direito.
Tudo por causa dessa maldita humanidade
Ela que me impossibilidade de ficar à vontade
Que me pressiona, me faz sair do lugar e de lugar
Mesmo que eu não esteja muito afim.

Hoje eu sonhei que morria.
Não num caixão, não num velório, não morrendo
Estava vivendo minha vida e nada fazia muito sentido
Isso para mim, mais que tudo, é a morte chegando, de-va-gar...
Abrindo os braços e me colocando lá dentro, naquela sala escura.
Ela veio e eu gosto desse abraço.
O problema é o processo todo.

Morrer não é gostoso.
Ao contrário de matar, coisa que nós fazemos muito bem
Morrer requer tempo, paciência, calmaria, renascença!
Deuses, como é duro morrer. Como é terrível morrer de novo.
É como passar mal e ser obrigado a vomitar. Você vai melhorar depois.
Mas o processo, o corpo doendo, a cabeça girando, o estômago se apertando!
BHURG! BLERG! Uh... Uh... BLERG! ARGH! Eca...

Morreu e ninguém viu, nem sentiu.
Como ninguém sabe que você vomi…

Frustrações do passado...

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Me encontrei numa poesia
escrita em 99
que dizia que a família
era toda de artistas,
frustrados pela premissa
que viver de arte não daria.

Todo mundo tem um sonho
cada um conta para cada outro
e o da minha família toda
era de brilhar em algum canto
seja por meio da música,
da escrita ou num campo.

Todos frustrados, todos
colocando em outro a fé
trazendo para o do lado
a esperança de ter falhado.
Quem sabe não seja ele?
Quem sabe ele que é?

Quero que você perceba
que na frustração de um
cabe a infelicidade de tantos.
Saberia dizer se foi verdade,
te diria se fosse meu,
o final dessa maldade.


Formar opiniões...

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Somos formadores de opinião.
Se não tivermos uma opinião formada, formaremos alienados. Não seja cabeça dura e permita que as pessoas confrontem suas ideias, reflita sobre o que elas te expõem construindo com mais informações e firmeza a sua opinião, buscando sempre atualizá-la com a verdade, acontecimentos e reflexões factuais. Defenda-a firme, mas pacificamente, com argumentos e não agressões, assim tornamo-nos todos mais críticos e menos "gado". Uma das formas de melhorar nossos argumentos em debates é não brigar e sim ouvir o que o outro tem a dizer. Independente se concorda ou não com o que ele tem a dizer, se não ouvir não poderá replicar e perde-se toda a razão de discutir o assunto; não acontece a criticidade necessária para formação de conhecimento e aprendizado. Quem ganha com isso são os bandidos, corruptos e aproveitadores, que agradecem a reclamação nos bares, das pessoas que não tomam atitudes contra os verdadeiros responsáveis pela sua situação.

É difícil ouvi…

Projeto Arbmos - Mencontrei...

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Eu queria muito que alguém chegasse pra mim, do nada mesmo, olhasse no fundo dos meus olhos e dissesse - Você é importante, acredite em você, não ligue para o que te digam depois disso, você importa e você é o melhor que você pode ser, faz o melhor que pode fazer, mas tem um longo caminho a percorrer. Só lembre-se: você importa. - Ninguém veio. E eu tive que continuar mesmo assim.
Hoje eu sou esse alguém e entendo o quanto eu importo, ainda que não esteja seguro de tudo que eu faço e não seja ciente de toda a minha capacidade. Eu importo. E eu me importo.
A minha batalha pelo entendimento acontece nas sombras. Ela ainda está acontecendo e continuará acontecendo até que eu deixe este corpo, até que eu esteja preparado para deixar de viver e enfim cessar minha existência como quem sou hoje, aqui neste mundo.
O que eu estou tentando fazer é encontrar a minha luz. E enquanto isso, eu luto e me divirto nas sombras.

Arbmos iertnocneM!



Desde então, quando acordo me chamo pelo nome, para que …

Venta, Vento...

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Venta, Vento! Continue a soprar.
Hoje a noite está tão linda, com a lua,
as estrelas todas e mesmo de madrugada,
nem parece noite. Acabou o dia
e continuou um dia iluminado.

Continua Vento! Venta em mim
e leva embora a solidão,
Busca um lugar seguro,
solitário e calmo, para ela.
No caminho me traz um rapazinho
pra morar no coração. E abre o nevoeiro
que se instalou no mundo sem permissão.

Vai Vento, vai ligeiro meu neguinho sem cor,
Voa de mansinho, sem provocar nenhum furacão!
Venta, menino travesso, parecendo Saci de tão arteiro.

Desarruma as folhas, espalha a areia, faz onda na lagoa,
Menino danado, Vento, vai voando e volta correndo na minha direção!
Vai meu menino, meu neguinho lindo, traz de volta uma paixão.

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Doe uma palavra - Piranha!

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- PIRANHA!

Foi o que ela me disse, na cara dura. Mas a piranha mesmo, era ela. Se acabava por aí, bares, esquinas, avenidas, botecos, baladas e qualquer lugar onde tivesse alguém para flertar. Flertava, rodava de mão em mão, de boca em boca, de p... bem meu amigo, você já entendeu, não é? Piranha mesmo! Vagabunda que não sabia nem fazer conta pra saber quanto dava do dinheiro do aluguel. Tirava tudo do bolso dos bêbados e dos trocos do busão. Acordava, se lavava, passava um perfume forte pra esconder os cheiros de ontem, deixava a roupa de molho e saia depois do almoço, sem comer nada. Ia bebericar e beliscar o almoço dos peões de fábrica enquanto lhes dava alento e diversão. Conhecidíssima na vila, ninguém mais ligava para reputação, mas ninguém podia negar também, era uma piranha bonita. 1,75 de altura, pernas torneadas, cabelo preto e ondulado até o meio das costas, nunca estavam limpos, mas brilhavam muito, a pele era morena de tanto tomar sol na rua, por viver perambulando de bar…

Banho de canequinha...

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Há experiências na infância que normalmente nos deixam nostálgicos na vida adulta, como por exemplo, deitar no sofá para assistir filmes da "Sessão da Tarde", ter a mamãe cuidando de você quando está doente, comer aquele doce que marcou sua infância, enfim, podemos pensar em várias coisas legais, porém tomar banho de canequinha não é comum entre elas. Só que para mim, foi uma experiência bastante interessante, mesmo que forçada pelo imprevisto, porque além de relembrar quando isso acontecia na infância, me fez analisar outras questões da vida adulta. Numa fatídica sexta-feira a noite, enquanto eu tomava banho, a resistência do meu chuveiro quebrou e para minha (falta de) sorte, o único lugar que vende a resistência fechou mais cedo no sábado, ou seja, nada de banho quente até segunda-feira. Minha irmã e um amigo até foram comigo em algumas lojas para procurar, mas não encontramos nada. Então a única saída era enfrentar o banho tcheco!
Comecei a preparar as coisas que ia usa…

Filme - The Normal Heart...

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Antes de mais nada, quero que leiam essa resenha sabendo que entro facilmente nos filmes que assisto e que sou manteiga derretida, então eu choro com pouca coisa, mas esse filme me chocou muito. "The Normal Heart" fala sobre assuntos que hoje são batidos, mas nas entrelinhas há uma batalha política e social que não queremos enxergar e ignoramos sempre. Ninguém gosta de quem põe a boca no trombone para as coisas que fazemos errado e que se não fizermos seremos excluídos dos círculos privilegiados da sociedade, do emprego e da galera dos que vivem de acordo com o status quo, mesmo que isso reprima quem realmente somos, mesmo que isso faça com que tenhamos que esconder nossa verdadeira vontade e prazeres.

Tanta coisa pra falar sobre esse filme com um grande nó na garganta. Um nó chamado "bom senso" que é aquela trava psicológica que somos ensinados desde criança para não falar coisas que vão envergonhar nossos familiares e amigos. É o que acontece no filme que se pass…

Corpos...

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Movimentos, reações, espreguiçar...
Cada, sutil, subir e descer do peito
De olhos fechados, despreocupados
É desse jeito que quero me lembrar

Aos poucos reclama algo ininteligível
Vira-se, como numa pirueta onírica
Desenha com os braços uma parábola
E me beija num abraço inconsciente

Fico louco com seu sono profundo
Seu carinho incomum que surpreende
Nos momentos impensáveis de sonho

Mais uma espreguiçada e um bocejo
Tenta abrir os olhos, mas sorri primeiro
E quem sonha sou eu, ao te observar...


Frequências do mundo novo...

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Menos empregos, mais corações livres
Mais máquinas e sustentabilidade
Para mais tempo e mais viagens
Para tudo novo, mais humanidade

Acontecerá quando acabar o mundo
Não com fogo ou desastres, não,
Mas com ideologias que já existem
Propagadas pelos loucos imundos

Acontece que o povo está se transformando
Para renascermos, todos nós, mais juntos
Justos e livres, livres mesmo, sem preceitos

No barulho da transição, ainda acontecendo
O resultado é demorado, sim, mas vale a pena
Vamos comemorar num mundo sem limites

Tão limpo quanto céu azul.

As coisas mais difíceis...

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Em conversas casuais, você e eu,
descubro que não há nada difícil,
diferentes entre o modo de fazer,
fácil pra mim, difícil para você.

Nos nossos bate-papos, eu entendo,
não bate nosso discurso, trocando
farpas e fiapos, mas sem desentender,
falamos diferente sobre o mesmo assunto.

Nas horas de silêncio, que mais gosto,
o papo é olho no olho, expressivos,
sobrancelhas arqueadas e sorrisos.
Gosto muito da sua voz, mas disso...

Me deleito nas suas formas e caretas.
Faz-me muito bem ser seu espelho,
preso numa parede e... você me beija.
É um sonho que não perco, não me deixa.

Opostos, eu tenho todos os seus lados.
Não faz ideia do que eu posso, e eu,
eu não tenho ideia do que é seu colo.
Essa é a coisa mais difícil de nós dois.


Crítica do filme "Bekas, para o alto e avante"...

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Enquanto fazia uma pesquisa sobre o sonho de voar, me deparei com o filme iraquiano "Bekas, para o alto e avante" (2012) do diretor Karzan Kader e que é um longa inspirado no curta de mesmo nome feito em 2010. Fiquei impressionado com o filme, levando em consideração que não deve ser nada fácil fazer um filme no Iraque, especialmente um que leve ao público questões políticas, a qualidade técnica é boa, a fotografia é excelente e, o que pra mim foi mais importante, o roteiro condiz com a realidade do pensamento e da situação dos personagens: dois órfãos pobres que vivem no limite da sobrevivência, duas crianças, portanto eles pensam, agem e falam como criança. Vi criticas ao filme sobre diálogo pobre, penso o contrário, ele é rico em mostrar a realidade e não o que o público espera ver.

Bekas conta a história dos irmãos curdos, Dana e Zana, órfãos da guerra criada pelo ditador Saddam Hussein no país, que vivem em condição paupérrima e ganham dinheiro como engraxates. Apesar …

Guerreiro de casa...

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Algumas vezes, dá uma agonia...
As paredes sujas se destacam, as manchas te machucam, como se você você o responsável por elas, como se você fosse responsável pelo tempo que elas estão de pé. Não fui eu quem te construiu, lugar que habito, mas é aqui onde eu sofro. Sofro contigo pela nossa impotência. Cumprimos os dois nosso tempo de prisão, um abriga o outro, um não liga a mínima. O outro, ninguém liga pra ele.

De vez em quando o sol bate.
Ilumina a cor real das paredes sujas. Elas já foram puras, já tiveram também outras cores, recobertas, mas que ainda estão lá, da pra ver nas rachaduras. Coitada, nem teve escolha porque não foi questionada, mas quando o sol bate, há esperança nas suas cores manchadas. Só que o sol está lá fora e ele está aqui dentro...

Acredite, não é uma lamúria não.
Os patamares e as paredes, todas elas e todos eles são apenas um desabafo. Não quereria incomodar, mesmo se precisasse muito de sua ajuda, pois é assim que as coisas acontecem por aqui, são feitas po…

Doe uma palavra - Oxalá...

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Palavra doada pelo amigo Mateus Fardin Designer gráfico, Astrólogo e estudioso! Administra a página Sahasrara Astrologia no facelivro. #DoeUmaPalavra Oxalá, meu filho! Hoje é dia de comemorar, pois estamos reunidos. E entre nós está o velho que não tem idade, a criança eterna
e sem vaidade, brilhando branquinho, com as costas curvadas,
não do peso dos anos, mas de tanto dar risada!

Alegria, axé e esperança, pois entre nós ele dança
e num átimo as pessoas levantam, começam a rodar,
não é a toa, os sorrisos clareiam ainda mais o enredo.
É a paz que chegou e trouxe consigo só coisa boa!

Dança, minha gente, dança que aqui só fica a festa,
dança e manda embora o que não presta.
Dança e canta e sua na roda, meu filho, sua o dilema,
essa visita não falha, a alegria se espalha e axé toma conta!

Chega mais perto, meu filho, Oxalá é contigo, se acalma.
A festa vai parando e aos poucos a verdadeira paz chega.
Ele vai embora, para outro terreiro, para outra festa embalar.
Mas aqui, no peito de ca…

Doe uma palavra - Música!!!

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Se algo nos abraça, envolve e toma por completo é a música. Ela é dotada de braços que acalentam e de mãos suaves que secam as lágrimas de quem chora. Também é capaz de fazer vazar os sentimentos presos, tirando lá do fundo do baú todas as palavras que precisam ser ditas, com uma melodia que torna tudo leve. Faz apertos rápidos e suaves para que ninguém saia mais ferido. E o alívio é imediato.
Mas ela também é sua melhor amiga nos momentos de alegria! Vai contigo para festas, dá o tom certo para o seu momento de curtição, abre os poros e no meio da pista, ela dança, pula, sua, extravasa, dá risada, grita e flutua com você por risadas e alegrias. O ritmo é crescente, as luzes, os passos, a cabeça que balança, tudo segue seu comando que não tem nada de mandatório. A gente erra o tempo, mas ela não erra com a nossa diversão!
Ainda mais na hora de acreditar, ela preenche nosso coração e facilita a nossa paz. Com a música certa, a mente se conecta num acorde às energias e benfeitorias de …

2016...

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No terceiro dia do primeiro mês
de dois mil e dezesseis, comecei
a escrever o primeiro post do ano.
Tem que ser especial, mas simples.

Dois mil e dezesseis chegou com:
obrigações com as novas regras de
ortografia da língua portuguesa e
de viver com menos que já tinha.

Dois mil e dezesseis anos depois,
você ainda nem viveu 100 anos, mas...
Sabe que seus anos são suficientes.

Dois mil e dezesseis chegou pleno de si.
Não vai deixar ninguém na mão, não.
Chegou pra fazer você mais feliz!

Feliz 2016, o ano de fazer acontecer.