Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O bichinho...

Fortuna - Gravura do séc. XVI
Artista desconhecido.
Deixou-me de vez e não sei pra onde foi
Esquecer dele eu não vou, mas agora...
Amar não me passa nem pela cabeça.
Caiu no chão e quebrou-se, o anel, você
Tudo foi-se partindo, estilhaçando...

E não estou sozinho, estou comigo.
Não consigo fazer bem o seu papel
ficar junto dos outros, manter o social
isso também acabou, sem nenhum dó.
Eu estou sozinho, prefiro-me assim.

Não estou aguentando nada diferente,
me sinto vazio e pensativo eternamente,
e as pessoas tem necessidades, desejos
que eu não posso resolver, ajudar, não.
Eu estou preso dentro de mim mesmo.

Tão sozinho e quieto que ele também...
ele também me deixou, foi-se além.
É que eu não podia mais lutar e ele,
bem, ele me fazia ir atrás de alguém,
e esse alguém me fazia ainda mais só.

Com ele eu ia em frente a todo custo,
não havia bloqueio, ou receio; medo?
Nah. Ele me alimentava e me fazia bem,
mas quando machucamos demais, dói.
E a gente perde o medo de não doer mais.

Não há dor para nos recompensar nada,
menos ainda o sofrimento de tentar,
tentar, tentar, frustrar-se, mas tentar ainda.
Tentar e não conseguir, sem se frustrar.
Apenas aceitando que nem sempre...

Nem sempre a esperança está certa.

domingo, 27 de setembro de 2015

To touch even far...

Blind boy with Nelson Mandela
South African National Council for the Blind
You there, watching these words
so carefully lined up to myself,
are one of the fortunate souls
who feel the world with the eyes.

You can touch almost everything
far or close, black or white and
a whole rainbow if it rains.
Look to everything around you...

If I could even imagine the faces and
without touch, know your own, oh
would be happy beyond imagination.

When you look up to the skies, now,
think of me and close your eyes
I'll be watching over you. Good bye.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Projeto Sombras - Arbmos oproC...

Porque nas sombras a gente não tem o que esconder...
Que elas não te escondam.
Liberte-se!

Banhou-se de preto
soltou-se no papel
desceu até o fundo
despertou outro, seu
entregue ao véu
da noite que nasce
do céu que clareia
e nada mostra
das ondas do mar
do sal do seu suor
enfim limpo, estava
preparando-se
encontrando fé
onde só havia...

Sarbmos!
On oproC!
An etneM.
E on oãçaroC...

es-etrebiL!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os sensitivos no mundo globalizado...

No mundo da razão, quem é sensível sofre. Vemos no coração de cada um os sentimentos espremidos, a felicidade estampada na cara é só uma fachada para não parecer fraco e a força que eles fazem para que se mantenha o disfarce é tão grande que torna-se real! Não consigo pensar numa forma de explicar o que se mostra dessas pessoas na visão de um sensitivo. É uma controvérsia tão grande. É uma realidade deturpada. A fachada falsa solidifica-se, tornando o sorriso forçado uma máscara plástica, confortável, todo mundo se acostuma a ver, passa a acreditar e convive tranquilamente com isso. A pessoa que sorri dessa forma aprende a sentir-se feliz assim e ao receber a aprovação dos que estão ao seu redor, conforma-se, transforma-se. Tudo agora é real e feliz. Mas o seu coração apertado transparece no cantinho do olho, na energia, no segundo em que vira a cabeça para olhar para o amigo e deixa o rosto relaxar por ter a atenção roubada, e nessa hora o sensitivo percebe tudo.

A Internet é a vitrine do dia a dia e da felicidade de todo mundo. E os sensitivos conseguem diferenciar uma foto de felicidade de uma foto fabricada, mesmo as digitais. Conseguem sentir e discernir em cada palavra do status compartilhado, onde estão os sentimentos escondidos atrás de cada vírgula. E é indescritível o que vemos nas falsas comemorações, sem emoção alguma, porém com o status sempre positivo! Onde está a realização? Qual é a alegria que carregamos para o colchão ao não conseguir dormir de tão feliz? Vejo muitas pessoas postando que estão com insônia, perguntando-se onde o sono foi passear. Mas os motivos ficam subentendidos. E nós entendemos.

Sensitivos captam em cada palavra do chat o que a pessoa sente enquanto digita e suas diferentes vibrações, é uma nova energia que não se encaixa em nenhuma classe de sentimento ou em nenhuma frequência simples. Há na energia das pessoas hoje em dia diversas amplitudes de todos os tipos de estado de espírito. Tudo ao mesmo tempo, deixando os sensitivos confusos e pesados. Uma palavra dessas pessoas carrega diferentes significados, ampla explicação e quase nenhum sentido, pois ao mesmo tempo que quer dizer: "Ai amiga, eu estou tão feliz!" carrega junto sua preocupação de que essa felicidade acabe, a insegurança de ser passageiro, o mesmo sorriso plástico por estar feliz por algo que nem é tão especial assim, etc. Uma frase com duas palavras muito fortes usadas sem nenhuma consideração pelo que realmente significam. E os emoticons então!? Deixam tudo ainda mais confuso e contraditório.

No mundo onde cada um sente uma coisa diferente, porém seguindo o rumo ditado pela sociedade da superficialidade, se esconde e repreende o verdadeiro sentido dos desejos pessoais, não se faz nada em público para evitar que as pessoas te excluam dos círculos privilegiados, deixando a alma aprisionada junto à sua verdade, que vai sendo esquecida, substituída por outra feita de plástico, e vai definhando, até que o brilho no olhar torne-se igual ao de todo mundo, até que tenhamos tudo que é importante para os outros e que isso deixe de doer, que esteja tudo bem, porque é assim que o mundo é agora.
Por que é assim que o mundo é agora? A gente se pergunta, mesmo sabendo que não da pra entender, mesmo sabendo que não é isso que todos realmente querem, mas continuam a seguir com a maré e a prejudicarem-se. Aos poucos, essa realidade vai se transformando e as pessoas começam a perceber que não tem nada de proveitoso em retorno deste imenso sacrifício, e até lá, vamos aguardar a chegada do discernimento e festejando cada um que liberta-se verdadeiramente da vergonha e do medo de ser quem realmente é.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Folhas em branco...


Todos somos folhas em branco
frágeis e enormes folhas de papel
sagradas e valiosas para a criança
rasgada e cansada para o adulto.

Tudo nos marca e fica no papel,
qualquer risco fica pra sempre,
mesmo de levinho,
mesmo se passar a borracha.

Quem você deixa te marcar, nem sempre,
te deixa se expressar também, não é?

Nós somos folhas frágeis de papel em branco,
que aceitam tudo e recebem cada toque, então,
não amasse, nem ignore, nenhuma nova folha,
ela pode ser tudo, até o que você quiser.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fale-me mal...

Pode me maldizer, me entristecer pelas costas e deixar meu coração miúdo de tantas palavras pesadas em cima dele. Deite na minha vida a língua, gosmenta e venenosa, espalhando aos quatro ventos o que fiz até aqui. Distorcendo, espremendo pimenta e deixando tudo mais social. Afinal, nos encontros corriqueiros só se fala de desgraças, uma passada rápida pelos momentos de alegria, e depois só lamentos. Muda-se a postura, a expressão e o tom de voz ao dizer: "Você não sabe quem morreu..." Parece preparatório de narração de espetáculo de Shakespeare, mas a ladainha poria Hamlet para correr de susto.

Pois é, corre lá na feira de rua e grite para todo mundo que eu sou o filho do diabo! Maldize, xinga e escarnece. Põe pra fora o que te aborrece e desaba ao chão no fim, recuperando o fôlego, enxugando a testa e quase sem forças depois de tão desesperada e sentimental cena teatral. Aborrece de ter esquecido de sujar meu nome antes e cospe no chão, uma gota de sangue, surgida da inflamação no seu coração.

Mas agora venha até mim, de alma lavada e superior, sentindo-se justiçado, embalado pelos gritos da multidão que te entendeu e agora te defende do monstro que sou eu. Venha ver-me pequeno, no chão, coberto de suas injúrias e amedrontado de seu poderio. Venha e fale-me tudo outra vez, joga em mim todo o veneno que destilou em praça pública e enfrenta-me os olhos. Enfrenta-me, afinal, não sou ninguém!

Não pode?

Agora, frente de minha face, ofereço-lha inteira, esbofeteie minhas maçãs vermelhas de vergonha e deixe todo meu corpo em carne viva. No tapa, use as garras de águia que tanto te orgulha. Use-te em mim, descarregue a raiva que usa de combustível para me negar! Abusa da tua fúria e venha enfim te vingar do que eu quis fazer com você! Mas diga-me na cara. Despeja tua bandeja de arrependimentos sobre mim e, quando terminar, ajoelhe-se. Torne-te o verme que és, enfie na terra teu corpo imundo e inerte e deixe de existir.

Para mim, haverá pranto. Para você, não seco uma lágrima. Não te culpo, fui eu quem quis te mudar. Não tenho o que perdoar, mas também não tenho o que temer. Você perece e sabe bem como e porquê. De dentro pra fora, rapidamente, por sentir-se só e ver uma mão buscando-lhe na escuridão envolvente onde estava. Vai com um grito de desespero perceber que agora as mãos que te prendem os braços e pernas são as mãos duras e frias da morte.

Cain and Abel - Pietro Novelli

domingo, 13 de setembro de 2015

Louco no Ensaio Grátis!


Olá pessoal!
Começando hoje, dia 13 de setembro, meu e-book entra na promoção da Amazon e será distribuído gratuitamente pelo site, mas somente nos próximos 5 dias!
Então aproveite. Basta acessar o link: http://www.amazon.com.br/gp/product/B013ZEZXOA

Peço aos amigos que adquiram o livro, por favor, preencham a avaliação no site da Amazon, para que outras pessoas saibam o que vocês acharam e queiram também viajar pelo mundo do Louco!

Segue a sinopse:
Nossa sociedade esqueceu do indivíduo e voltou-se completamente para os interesses em comum, sem resolver as demandas e necessidades pessoais.
Como voltar ao interior, para o significado e a importância de cada ser? Se for necessário ser louco para que isso aconteça, que assim seja, pois só quem assume sua loucura percebe a dependência do “mainstream” e encontra-se finalmente livre.

Este pequeno ensaio trata do "Louco".
Desde a carta do tarot até os loucos que andam pelas ruas praguejando e falando alto. O louco que fascina. Se há liberdade no mundo, foram eles que encontraram. Há loucura em todos, mas só o louco assume e encontra-se livre. E feliz. 

“O Louco é um deus entre os homens”

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Entre Gigantes - Curta de Renato Cabral e Fernando Nazário...

Arte, esporte, conquistas, força de vontade e muita determinação devem ser reconhecidas, por respeito às grandes pessoas que com muito esforço fazem seus sonhos acontecerem, como também para o resgate de todas essas maravilhas que todo ser humano é capaz e positivamente recompensam o nosso trabalho. "Entre Gigantes" é um curta que mostra exatamente isso, de forma sensível e com uma fotografia incrível, contando a história de perseverança e vitória do atleta Fernando Nazário no Ultra Fiorde 2015, uma corrida de 100 km na Patagônia.
Antes de mais detalhes, assista o filme:


um filme de
RENATO CABRAL
roteiro, direção, fotografia e montagem
com FERNANDO NAZÁRIO

Uma vitória incrível fala por si só, mas nesse trabalho, Renato Cabral e Fernando Nazário superaram mais do que a barreira do esforço físico e o desafio de uma corrida. Fizeram dessa conquista uma obra de arte maravilhosa, sensível e que pede reflexão, o que fazemos enquanto um campeão está lá treinando e se dedicando para alcançar a linha de chegada?
Entre Gigantes é um filme incrível, com uma narração tão intensa e tocante complementada por imagens lindas, passando a mensagem de forma espiritual. Você não é o mesmo depois de assistir com atenção ao vídeo.
A fotografia é deslumbrante, ao mostrar vários ângulos de diferentes locais, terrenos e paisagens da Patagônia, registrando os passos do Fernando em diferentes terrenos de forma poética e ao mostrar a imagem da Vanessa Oliveira ao pôr do sol deixa o coração preenchido. Então a vitória fala por si, a chegada do Fernando é emocionante. Ao avistar as primeiras luzes da cidade e chegar na placa de Bien venidos a Porto Natales, ele já começou a agradecer e reconhecer seu esforço, mas acho mais legal vocês saberem do próprio Fernando como foi essa experiência aqui neste link: Dias Melhores - Relato de Fernando Nazário, campeão do Ultra Fiorde 2015 - Adventuremag

Entre Gigantes mostra em 3 minutos de forma emocionante o que é ser um campeão!


Renato Cabral: é especialista em direção de branded content e storytelling.  Seu filme autoral a “Vida que Escolheu” é um viral que já emocionou 4 milhões de pessoas pelo Brasil e mais de 40 países pelo mundo. Sua linguagem solta, sua fotografia moderna e o tom emocional de seus trabalhos lhe rendeu convites para filmes institucionais e documentais para grandes empresas e governos. Seus clipes já somam juntos mais de 60 milhões de views pelo Youtube, Vimeo e Facebook.
Acesse a página dele para conhecer mais: oruminante.com.br

Fernando Nazário: é professor universitário, mestre em educação física na área de Aspector Biodinâmicos e Metabólicos do Exercício Físico. Também é preparador físico e personal trainer da Assessoria Science Fitness Club em Uberlândia.
E vencedor das provas Ultra Trail Torres del Paine prova dos 67 km em 2014 e Ultra Fiorde 2015 prova de 114 km.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quando a tristeza vem...

Algumas vezes quando a tristeza vem
Foto: Zafer Ali
aos pouquinhos cavando e se infiltrando
te enchendo de lágrimas que não derramam
o peito pede socorro, mas sem ninguém.

Contração, aperta e solta, sem respiro
os olhos fechados enxergam a alma longe
dentro de si, sozinha e despreocupada
a tristeza não a afetou, mente e corpo.

É aqui que se prendeu e as lágrimas param,
no peito e no coração, é uma falta fria
de quem te proteja das incertezas da vida.

É aqui que ela se esqueceu, que não é fácil,
não quando se está completamente só,
encontrar com quem se prender sem ficar pior...