Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Por quê aceitamos falsas propagandas?

Pergunte-se!
Se a tecnologia veio para aumentar a produtividade, diminuir os impactos no meio ambiente e proporcionar mais tempo e qualidade de vida para todos nós, por quê isso não acontece?
Por quê temos queimadas?
Onde está o progresso?
Por quê não temos água em vários lugares do mundo?
Por quê não existe resultados visíveis até hoje?
Ainda há fome e morte por causa dela, não é?
Por quê trabalhamos cada vez mais, num ritmo cada vez mais violento, e ainda não temos dinheiro e muito menos tempo para passar com quem amamos?
Por quê?

As respostas são várias, mas não quero que pense em nada pontual. Reflita.
Por quê você aceita o mundo como está hoje e ignora que essa propaganda é passada pra você todos os dias sem nenhum resultado visível?
Por quê trabalhamos cada dia mais para destruir o planeta e não preservamos nada?
Por quê aceitamos que áreas verdes continuem a ser destruídas para construção de prédios, empresas e empreendimentos?
Pergunte-se!
Não me responda.
Só reflita e ligue você mesmo os pontos.

Oscar Pereira da Silva - Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500

sábado, 22 de agosto de 2015

Algo sobre dor, no corpo...


Dor, já pode ir agora.
Obrigado por me lembrar que tenho costas.
Obrigado por me mostrar que falta alongar.
Agradeço por existir também no corpo todo.
Agora, pode ir, me deixe sorrateira como veio,
pode deixar que eu cuido do que me alerta,
vai em paz e lembre o próximo corpo que,
se não cuidar bem direitinho, ele atrofia.
Dor, obrigado. Vá em paz...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sobre sexos, religiões, políticas e pessoas...

- Isso pode. E isso não pode.
- E aquilo?
- Aquilo eu não sei...
- Então quero aquilo.
- Mas aquilo ninguém sabe o que é, nem o que faz.
- Meu caro, entre o pode e não pode de vocês, eu quero é que aquilo ali me tire daqui! Fui!
- Ai ai ai... Aquilo também não pode, meu filho.


segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Bom dia Brasil! Durma bem...

Bom dia Brasil!
A crise mundial atinge a província da Terra Brasilis!
A culpa é do governo que não soube pular a marola.
O povo sai às ruas, de cara pintada, de peitos e pinto de fora.
"Fora PT, Fora Dilma! Nós queremos apanhar dos militares!"
A desculpa principal: as empresas estão tendo problemas pra explorar os funcionários. E tendo que respeitar o mercado.
A roubalheira está cada dia mais difícil, desde a pirataria dos softwares, até a propina dos políticos.
"Fora governo que mostra os problemas! Eu quero um país que funcione direito na faxada! Não me mostre seus problemas, porquê eu já tenho os meus!"
Agora me diga, fazer barulho esconde a sujeira? Ou o povo vai colocar a sujeira na panela e comer como se fosse carne assada?

Ahh como eu queria que o governo todo fosse abaixo! E que o povo tivesse todos esses 8.516.000 km² de Brasil nas mãos pra comandar! Só pra ver todo mundo dizer: Esse filho não é meu! Essa grana não é minha! E correr pro primeiro político que encontrasse, devolvesse tudo pra ele e começasse todo o ciclo de novo. Nas urnas é isso que fazemos, entregamos o país pro primeiro político que encontramos.
Só que sem saber a responsabilidade que é cuidar de um filho tão grande e tão adormecido gigante.
Bom dia Brasil! Durma bem...

dorme gigante brasileiro

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Arriscar ~ William Arthur Ward...

Rembrandt self-portrait 1629
To laugh is to risk appearing a fool,
To weep is to risk appearing sentimental.
To reach out to another is to risk involvement,
To expose feelings is to risk exposing your true self.
To place your ideas and dreams before a crowd is to risk their loss.
To love is to risk not being loved in return,
To live is to risk dying,
To hope is to risk despair,
To try is to risk failure.
But risks must be taken because the greatest hazard in life is to risk nothing.
The person who risks nothing, does nothing, has nothing, is nothing.
He may avoid suffering and sorrow,
But he cannot learn, feel, change, grow or live.
Chained by his servitude he is a slave who has forfeited all freedom.
Only a person who risks is free.

William Arthur Ward

Rir é arriscar parecer um tolo,
Chorar é arriscar parecer sentimental.
Se aproximar do outro é arriscar envolvimento,
Expor seus sentimentos é arriscar expor seu verdadeiro eu.
Colocar suas ideias e sonhos diante de uma multidão é arriscar perder.
Amar é arriscar não ser amado em troca,
Viver é arriscar morrer,
Ter esperança é arriscar se desesperar,
Tentar é arriscar falhar.
Mas os riscos devem ser tomados porque o maior perigo é não arriscar nada.
A pessoa que não arrisca nada, não faz nada, não tem nada, é nada.
Ela pode até evitar sofrimentos e tristeza,
Mas ela não pode aprender, sentir, mudar, crescer ou viver.
Acorrentado por suas servidão ela é um escravo que perdeu toda a liberdade.
Somente uma pessoa que arrisca é livre.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Árvore da vida...

Na natureza, se você pedir pela sua vida frente à frente com um leão selvagem, não haverá misericórdia se o leão estiver faminto; o que o guia é o instinto.
Na natureza do homem vale a mesma filosofia, mas o que o guia não é a fome, é o desejo. E também o desafio do proibido; o ato de ir contra o que se confia.

A Árvore da vida, de folhas verdes e sadias, há folhas fracas e amareladas, que caem ao apanhar do vento, ou no esbarrão de um valentão.
Nada nos protege do que vai acontecer, se o destino te coloca no caminho do leão, depende de você fazer raízes fortes na sua árvore ou nutrir a dele, então.

Sua raiz é forte pra sustentar o vento?
Seu tronco resistente pra aguentar a briga?
Suas folhar verdes mostram sua saúde?
As folhas caem, a casca sai, a raiz se afunda...
Mas sua árvore reflete vida ou teimosia?
Vive ou é só uma casca seca de sombra vazia?
De pé ela continua; morta ou viva?

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O medo de pisar na grama...

... e nunca mais poder fazer isso de novo.
A desculpa: medo de insetos, formigas ou aranhas, pegarem meu pé.
E nunca mais devolverem os sapatos que me protegem de algo extinto:
a grama fresca sob os pés descalços numa tarde quente e dançante.

A Natureza que me perdoe, pois minha alma não tem salvação.
O meu medo não morre até que tenha satisfeita minha vontade.
Tolice minha, da humanidade, que me pede para calçar os pés.
"Proteja-se do que te faz bem, e guarde-se dentro de um prédio!
Caiba dentro de uma caixa e fique lá onde é seguro, só seu!"

E não saio pra ver o céu. E não moro mais no mundo.
Tenho endereço para ser encontrado. E telefone. Móvel.
Fixo os pés e crio raízes, enquanto as árvores são trocadas por alicerces.
"Que belo prédio! Que linda vista da cidade!"
Tudo cinza com alguns pontos verdes. Alguns prédios são pintados.

Fica aí, vamos tomar um café! Grãos que vieram lá da África!
O único povo feliz no mundo todo. O único que ainda mora no mundo.
O único que sofre com os donos do mundo tentando calçar seus pés,
enquanto eles produzem os calçados dos pés do mundo...
Tenho medo de pisar na grama, e nunca mais ter grama embaixo dos pés.

"Desert de Retz Grass" by Lionel Allorge

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Vídeo: Trouvant La Vie - Ricardo Gonçalves...

Apresentando o projeto do Ricardo Gonçalves, ele é ator e tem um caminho belo pela arte, como mostra nesse vídeo muito bonito. Aproveitem!


Segundo o Ricardo: "Uma performance que mostra a procura pelo sentido da nossa própria existência, amarrados que estamos a nossa vida. Não enxergamos o que nos prende... Até que vem a morte e, numa dança leve e alegre, nos liberta e nos devolve à terra de onde viemos."

Ricardo Gonçalves

Ricardo ou Ricardinho, tenho 18 anos, acabo de terminar o ensino médio. Estudo teatro desde dos meus 9 anos, e desde então sou um usuário de arte.

Quando pedi a biografia do Ricardo, ele me presenteou com essa linda poesia, que fica para mostrar a sensibilidade desse menino!

"Muito cedo me joguei no mar da vida, muitas vezes me perdi e me deixei levar, confesso que até hoje não me encontrei. Vivo uma busca constante para descobrir quem sou, o que sou e o que faço aqui. Enquanto não descubro, deixo minha alma falar, deixo meu corpo se entregar aos prazeres da vida, deixo eles falarem. A voz de fora não cala a de dentro. Sou apenas um pássaro querendo voar, voando como alguém que sabe que vai partir. Pequeno grande homem, coração valente, coração carente, triste ou contente, insiste em continuar."

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O passeio Snif snif...

Um cachorro todo preto passeia pela tarde bucólica de um sábado parado.
Sol aos poucos vai-se embora. Os vizinhos na calçada passam o tempo.
O cachorro sem demora, vai cheirando tudo a contento... Snif snif... Snif snif...

Tão calmo que é bonito. Tão concentrado que nem dá pra perceber.
Naquele pequeno ponto preto, me perco todo, pensamentos soltos...
Snif snif, Snif snif... E mesmo à tarde, o mundo da lua me encontra.

No encontro com outro cachorro, Snif snif sem parar, ele era todo branco.
Uma volta, cortesia, deferência, uma cheirada na traseira, rabos abanando...
O ritmo é diferente e parece bem alegre. Um cumprimento talvez, bem breve.

Chego-me mais longe do que imaginava, e pensava o dia todo naquela cena.
Mais baixo o sol, mais calmo o som, mais puro o ar, recordações de infância.
Quem me acorda é o cão ao meu lado, Snif snif na minha cara, pra despertar...

sábado, 1 de agosto de 2015

Destino ao seu gosto...

Faça ele acontecer!
A única forma de ir contra o destino é fazendo o destino se cumprir. 
É louco, sim!
Mas mais louco é quem tenta lutar contra o destino, seja como for. Porque o destino não é um ditador, ele é um guia, e assim sendo ele sabe o que é melhor para você, pra isso ele existe. Quando você tenta ir contra, luta e esperneia contra a sua própria história, o destino tem que cumprir o trabalho de te ensinar as lições que precisa aprender nesta vida. Nessa hora, todo mundo reclama: "Ai como a vida é dura!", mas não é culpa da vida se você é cabeça dura.
Trabalhe COM o destino e você vai moldar sua realidade, de acordo com o seu próprio gosto. A vida não é um livro registrado, ela é escrita na sutileza do momento. Por isso nada que façamos forçosamente tem final feliz, e temos que aceitar isso para não sofrer, para não se decepcionar.

Vejo pessoas que usam seus conhecimentos para moldar o próprio destino com objetivos mesquinhos e desejos nada nobres. Vejo tudo isso com muita dor no coração, mas com a mente tranquila. A vida e o destino ensinam e fazem isso melhor que qualquer um, então não há razão para intervir, já que pessoas que interferem no destino delas e dos outros são muito intransigentes, então que assim seja.
Ao fazer um pedido aos céus, seja qual for sua crença ele será ouvido por espíritos de todos os níveis evolutivos, e qualquer um deles poderá te atender, exatamente como o pedido foi feito. Por isso é muito bom tomar cuidado com como pedimos alguma coisa. Mas o mais importante é não pedir nada sem pensar bem antes, evitando fazer pedidos regidos por emoções passageiras. Euforia, ansiedade, raiva e tristeza são inimigas do destino e aprisionam as pessoas numa redoma de insegurança e revolta infundada, uma das causas das cabeças-duras dos humanos. Cuidado não é o suficiente, precisamos de vigília sempre.

Lutar contra o destino não é remar contra a maré. É querer pará-la! Remar contra a maré é ser pioneiro, buscando mudanças e revolucionando sua vida e, talvez, de outras pessoas. Lutar contra o destino é revoltar-se contra sua própria essência. Desnecessário e prejudicial, uma luta que mesmo ganha, só causa destruição. Calma, tranquilidade e confiança são a chave para trabalhar com o destino, sentir o tempo, aprender com os problemas e fazer sua própria oração. Siga o coração e não haverá espaço para decepção. Só não faça isso sozinho. Não fazemos nada sozinhos, nem mesmo a Morte é solitária.
Para trabalhar com o destino não há segredo, coloque empenho verdadeiro no que você quer realizar, busque especialização e auxilio quando não souber como fazer suas tarefas e com disciplina, honestidade e humildade, aceite percorrer o caminho necessário até a linha de chegada para enfim comemorar sua vitória. Os atalhos são incertezas, decisões que podemos tomar, mas sem garantias do que vamos encontrar, somos curiosos em potencial e pegar atalhos é uma possibilidade de aprendizado sempre, contanto que tomemos cuidado para não fechar o caminho de volta ao percurso certeiro, assim sendo, podemos explorar o mundo todo. Não é fácil, nunca será, mas o destino não é um tirano. Caminhe com ele, talvez não chegue necessariamente onde você quer, mas certamente será o que você precisa.