Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Flores de verdade...

Água em um afogamento carinhoso e rápido. Não é a água que afoga, é o rio. Rio que riu todo o tempo, passeando pelo campo com suas flores. Completamente nu.
Se estivesse de vestido? Seria engraçado!
Que bizarro! Um homem de vestido!!

Um homem nu estava no seu direito mostrando toda a masculinidade!
Mostrando quem ele realmente é! Pena que não tinha água mesmo.
Pena que não era um homem.
- Mas tinha barba. Não tinha?

E ele tinha um balde cheio de flores.
Rosas, lírios, tulipas... De várias cores!
- Mas ele estava nu!
- Quem liga?
- Eu ligo!
- Foda-se você! Ele não tava nem ai...

E sem se importar muito mesmo, ele saiu por entre o público e dançou até que todo mundo entrasse no jogo! Todos dançando, alguns tiraram a roupa também!
Foi uma festa! Mas ele parou no meio de todo mundo e gritou frio, curto e seco.
Gelou até a alma do mais libertino!
E caiu morto.

Underwater - My Fair Ladies - Elena Kalis

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Loved your blue glasses...

Foto de Ansel Edwards
Óculos modificado para cor azul.
Loved your blue glasses, and the way you laughed at me when I was singing. I don't know your name, where you live or what you do. All I know, is that for one precious moment, I was in love with you.

Once a wait in the bus station, now, an appreciation of your eyes. What a beautiful clouded sky could not ever hide, not even under your intrigued curve brows. Your lips bitten by the unknown, are now a matter to be discovered. What are they like when mixed to mine?

I was deep scared the moment you flew to your destiny and it was not the same road I am taking. You stood up, showing all of yourself, lift your right hand up, and the crowded bus of a lonely city took you away from me. This time, I knew that under your blue glasses was a smile that thought of me singing,  before taking up flight to another place, and laughed.

When it rains, later today, think of me, beautiful eyes, I will be singing again...

terça-feira, 28 de julho de 2015

Pensei. Saiu poesia...

Não adianta, não é assim que funciona.
Se você é grosso, o cara é carinhoso e você não aguenta o grude.
Tem que ter sorte e esquecer de pensar no final.
Tem que ter sorte e parar de pensar demais.
Tem que fazer menos ainda do que você pensa..
Tem que ser você, e o outro ser ele mesmo.
Tem que ser inteiro. Mas o mundo ta todo atrás da metade da laranja que nunca se partiu.
Partem-se então os corações.
Coração partido não faz suturas. Corações inteiros não aguentam as lamentações.
Se não fizer sentido, ta de coração partido e não adianta insistir.
Agora se você entendeu, vem ficar comigo, porque eu to inteirinho de vontade de um inteiro igual a mim!

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Eu vou dormir...

Te convido pra assistir um filme na minha casa. É a primeira vez que vamos nos ver. Sim, um encontro. Querendo ou não, é aquela situação terrível em que vamos conhecer o outro, um completo estranho e estamos sujeitos a mentiras, enganação e uma máscara social. É um risco.

Ele chegou, desarrumado, cara amassada e uma sinceridade terrível na voz que era muito doce, mais doce que deveria ser. Entramos, e eu já estava preparado para escolhermos juntos o filme, mas fui interrompido por uma observação: - Coloque um filme que você queira ver, eu sei que vou dormir.

Quê!? Como é? Você vai a um encontro preparado para dormir? Deixar a outra pessoa lá, tão sozinha quanto estava antes, mas tendo que aguentar um tremendo encosto dorminhoco enquanto assiste o filme?
Por favor, me explica, você vai dormir, está tão interessado assim em me conhecer? - Eu sou assim, eu durmo em filmes.

Obrigado pela sinceridade, pegue sua doçura e saia daqui. Quem está ficando com sono de te ouvir falar sou eu. Obrigado pela visita, vai descansar que é melhor. Passar bem!

Imagine quantas pessoas dorminhocas encontramos todos os dias, que dormem acordadas e nos deixam sozinhos enquanto estamos empolgados em compartilhar nossas vidas com alguém. Não com um bicho preguiça, né?
Pior ainda, imagino quantas pessoas vivem e suportam esses bichos preguiça que se acomodam numa vida interessante e ainda as infecta com sua morbidez! Caramba, como alguém suporta?

Como você agiria se isso acontecesse com você? Iria levar adiante, ou cortaria o cochilo do preguiçoso pela raiz também? Se um encontro é tão empolgante, o cara ainda iria roncar no meio do filme, só pra atrapalhar, né?

sábado, 25 de julho de 2015

Diga adeus...

Vai lá e diga adeus antes dele.
Diga adeus antes que ele possa dizer.
Diga a Deus que ele errou de novo.
Diga agora o que sempre teve vontade.
Diga pros quatro ventos espalharem
que a única coisa que você não queria
era ter que correr até ele e... adeus!

Voar muda a gente...

Experimento de voo numero 1.
Coloquem a tag no piloto!
Na cabeça de Daniel é colocado um capacete e os seguintes dizeres em uma fita crepe escrito a caneta BIC: primeiro voo cooperado. Pato.
Eles se deitam sobre o papelão que está no banco da praça e são lançados no ar fazendo uma parábola, que sobe, flutua por um tempo até cair no chão da praia, seguido de perto por um pelicano desengonçado depois de chegar no chão.

É incrível como eles nunca nos descobrem. Nós vimos aqui todos os dias e eles não sabem, parece que nem notam. É até estranho.
- Você viu, eles estão juntos por ai.
- Então eu vou falar com eles.
Fazia tempo que não saia, mas sempre quando vou nessas festas eu nunca encontro ninguém conhecido. Dessa vez eu ia encontrar o pessoal.
Quando encontrei ele com sua blusa de capuz cinza, junto de uma cópia sem graça de mim logo ordenei:
- Hey! Solicito o seu lugar por prioridade!
Não houve discussão. Logo fui dando as ordens de lançamento.
- Vamos usar o seu computador como base. Deite-se e vamos lá!
Os dizeres no capacete agora eram outros. "Entre o céu e as estrelas! / Piloto café-com-leite!"
- Lançar!!
Do lugar no banco eles foram lançados ainda mais alto e mais longe. Demoraram pra voltar. Nesse tempo eu fiquei com o meu amor na praça. E as pessoas navegavam pela cidade, em pequenos carros que vagavam pelas estreitas ruas encharcadas.

Eles desceram devagar sobre a água de novo. E eu quis saber como tinha sido.
- Foi incrível, uma sensação única! Não acredito que voei sobre o meu computador.
Nos dizeres na sua testa, agora "Não mais tão inexperiente. / Pronto?"

Agora desfilavam em um carro pilotado por eles mesmos, elogiados pela locutora, por mais que não fosse nada perfeito. E foram pela avenida principal, ovacionados e venerados. Entram no hall e então acabou-se o sonho de um amor pelo céu e por um garoto que não era mais o mesmo...

piloto, voar muda a gente

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Desculpa amigo, não sei desenhar - Whintney Polato...

Ao fazer um convite a alguns amigos para ilustrarem "O que é o Amor?", sou surpreendido por uma resposta maravilhosa que nem se fosse desenhada seria tão bela. Uma menina linda que conheci quando trabalhei no Hopi Hari, uma rainha branca, no jogo do xadrez da vida, Whintney me deixou sem palavras e autorizou que eu publicasse aqui seu escrito:

"Vi uma pergunta despretensiosa de um amigo: “O que é amor pra você?”. Lembrei de como eu olho pra um certo alguém e em como eu quero tocar seu rosto. Desculpa amigo, não sei desenhar. Tão pouco sou astuta em defini-lo, tão íntimo e tão singular. Sabe quando você vem ao mundo, nu, sem impressão alguma de nada ainda, sequer abre os olhos, pois a luz o cega, e grita, pois ao inspirar o ar seus pulmões ardem. Você precisa respirar. Assim, depois de tantos anos vividos, já aprendeu a falar, a andar, já chorou mesmo depois de já estar acostumado a respirar, alguém o concebe e te corta o fôlego. Vira algo metafísico, indescritível, o preenche e novamente vulneráveis, sentimos queimar por dentro (e de novo nus).
Amor pode ser isso que eu sinto por ele. Desculpa amigo, não foi uma pergunta dirigida a mim, ousadia minha intrometer-me. Desculpa amigo, eu não sei desenhar."

Conheça mais dessa menina linda, talentosa, artista e feliz!

Whintney Polato
“A menina alta do nome difícil” é a maneira que muito fui chamada por ter realmente tais características. Com 1,80 de altura e um nome que homenageia simplesmente uma das maiores cantoras norte-americanas de todos os tempos faz sentido tal definição.
Irreversivelmente nasci artista. Vivo nesse mundo que é só meu.

Blog: O Estranho Mundo de WP

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Não gosto dos "realistas"...

Não consigo gostar dos ditos "realistas", não mesmo!
Eles creem que a verdade é o que os olhos veem, o que a pele sente. Acreditam até que o mal existe.
Penso diferente. Acredito que a realidade é respeitar a verdade de cada um, com suas próprias dores ao rasgar na carne, mas ninguém sente a dor do outro, uma dor que só acontece na mente humana.
Tanta gente sofre todos os dias pelas dores que não são suas, que quando acordam desse sonho coletivo e sentem suas próprias dores, choram como uma criança que rala o joelho ou tira a tampa do dedão pela primeira vez. O sangue corre e mancha a roupa, assusta os olhos, e de quente, esfria na ducha com o sabão que arde.

Na verdade, a gente esquece das dores da infância. Dói crescer, dói não ter poder, dói ser alguém que tem todas as soluções pro mundo todo e não ser escutado. Nos acostumamos com a dor e ela se torna tolerável. De tolerável deixamos pra lá, e o incomodo vai passando. Deixa de doer como antes doía muito uma picada de formiga, mas agora é mesmo "só uma picadinha". E vamos fechando os olhos, amadurecendo, endurecendo, parando de sentir as dores da gente, porque as dores do mundo são maiores, as dores dos outros são piores. E como dói ver a dor do outro! - Pronto, pode dormir agora, está preparado para viver em sociedade, iludido e corrompido.

A dor do mundo cai sobre nós todos os dias quando o sol se deita, nos jornais depois de um dia duro de trabalho, e nos acorda cedo, no jornal da banca e no "Bom dia" acompanhado de uma tragédia para quebrar o gelo. Nessa realidade, quem não acredita que o mal exista? Nessa rotina, quem se lembra das próprias dores? Somos tão pequenos, e o mundo é tão pior do que era antes.
Se a realidade for de dores, o sofrimento deixa todo mundo louco. E é nisso que acredito.
Os "realistas", bando de alucinados que se empolgam com as tragédias e se irritam com a normalidade; nada os diferencia hoje dos coliseus de outrora, querem sangue, mas não pedem por ele, só comemoram e pagam para ver. Mas quando é seu sangue, a realidade muda de cor. E a culpa é do governo, a culpa é de alguém, nunca sua. A dor na própria carne é diferente e ele se perde completamente do mundo, fecha-se nas dores e as vive intensamente, pois agora é real, agora não dá pra fingir. E ninguém se importa. - As dores do mundo são maiores que a sua, lembra?

Tenho pena dos "realistas". Vivem na ilusão de sociedade, mas quando a sociedade lhe dá as costas e suas feridas sangram sem a visibilidade da mídia e das tragédias que movem as prensas dos jornais, ele se destaca dos demais e começa a enxergar a verdadeira face dessa comédia que é a vida na tela. As dores do mundo movem as engrenagens e são das lágrimas dessas tragédias que regamos a erva daninha que se encontra entre nossa comunidade. O sangue e o suor da maioria é o que alimenta a riqueza e faz girar as manivelas do cenário, os mais iludidos fazem a dramaturgia para que tudo continue como está, e todo mundo quer ser ator, todo mundo quer brilhar. O show só começa quando as cortinas se abrem, mas neste espetáculo, as cortinas estão fechadas e bem presas, amarradas por este ciclo viciante de ser Star! E ao seguir o script não há espaço para quem sente dor na carne. - "VOLTE A TRABALHAR!" - grita o diretor da companhia, e ao ver os outros trabalhando e se esforçando, a sua dor vai diminuindo, para de incomodar, e você continua a girar as manivelas deste circo que tanto gosta: a "Realidade".

Ricardo André Frantz: A Fronteira Final, acrílico sobre tela, 300 x 145 cm, 2011

sábado, 18 de julho de 2015

Vale a pena...

O que mais valeu a pena na minha vida foi não me prender demais às pessoas. Elas vão embora e não há nada que possamos fazer.
E do que não me arrependo, é que no tempo que elas estiveram comigo, eu aproveitei o máximo que pude, das risadas às lágrimas, todas as suas fases.
É uma delícia poder olhar pra trás e dizer: valeu a pena!
É impagável lembrar de cada rosto, de cada pessoa que passou pela minha vida e dizer: você foi importante! E finalmente compreender que cada passo e cada tropeço, fizeram parte do meu concerto.
Continuo tocando a minha música, fazendo a minha arte e espalhando minha alegria. Sempre com a mente tranquila.
Aconteça o que acontecer: Vale a pena!

Sam Howzit - Han Solo Salutes the Conductor

sexta-feira, 17 de julho de 2015

A despedida sutil...

Essa é uma história de um sonho meu. Com dois personagens bem definidos.
Elle sou Eu.
Ella é Elle.
Há uma despedida, mas não é um adeus. Há uma grande quantidade de carinho.
Carinho, que fica pra sempre!

Ella me convidou para ir ao shopping, sem perder tempo aceitei. Ella era uma das pessoas mais cativantes que já conheci, inteligente, esperta, sempre em busca de algo para se desafiar e crescer, olhos vivos e a mente inquieta, as vezes se atrapalha com as próprias ideias, e há beleza nisso, tão bela quanto Ella. Nos conhecemos em um café no período de aulas, estudamos na mesma turma por uns dias. Cativara-me com o primeiro sorriso. Bonita e ao mesmo tempo inquieta, transpassava a calma de quem já passou por muita coisa na vida.

Quando nos encontramos no shopping, Ella pediu uma cerveja de cereja, uma garrafa bonita e fechada com uma rolha ao invés de uma tampa. Saborosa. Enquanto eu estava somente atrás de balinhas. O estranho dos sonhos é que nada do que a gente quer é fácil de conseguir. E mesmo em um shopping enorme, teria que sair dele para conseguir o que queria. Como a noite era nossa, saímos e enquanto conversávamos, caminhamos até a outra parte do prédio, onde eu encontraria minhas balinhas.
Ao sair, nos deparamos com a encosta rochosa de uma praia. Nada característica da região, no interior do estado. A lua estava escondida, pois havia acabado de chover e a passagem estava até boa parte alagada. Pedi que Ella tivesse cuidado ao passar, e assim fomos até o outro lado, para dentro de um pequeno bosque, onde Ella me chamou:
- Elle, já que vamos para o outro lado, quero passar pela universidade e falar com meu namorado, ok?
- Claro. É caminho. Vamos nessa.

É como se eu já tivesse passado por lá com Ella, mas era a primeira vez que veria seu namorado e também que passava naquele lugar. Chegando no portão, tocamos a campainha e o portão eletrônico se abriu; era de madeira e haviam duas tochas, uma de cada lado do portão e do caminho que se abriu através dele até chegar na república da universidade. Entrando na casa, era um grande coletivo de quartos lotados, os alunos estudavam, festejavam, preparavam comida caseira e outros churrasco. Muitos assistiam televisão, outros jogavam vídeo game e havia até uma gravação para tv.
Descobri tudo isso pois quando entramos eu me perdi d'Ella, que saiu na frente para se encontrar com o amado. Enquanto a procurava, conversei com muita gente e deixei meu celular para recarregar num dos quartos.

- Ella, onde está você?
- No meu quarto. Venha aqui, Elle.
- Estava seguindo você e me perdi, me ajuda a chegar, ou vem me buscar.
- Você deve ter entrado no primeiro quarto, o caminho para o meu é o segundo. Segue o cabo do meu celular.
Ao olhar para meu celular, havia um fio enrolado nele. Fui desenrolando e andando pelos quartos onde havia passado antes, sem perder aquele fio preto, desenrolando meu carregador dele, e no final me encontrei com Ella, que estava com seu namorado, apesar de não conseguir ver seu rosto da porta. Assim que cheguei, acenei para eles e acordei.

Acordei leve e contente, pois ela estava bem. Com um sorriso no rosto, aquele sorriso que me cativou. E entendi que naquele momento, o carinho que temos tornou-se imortal! Acordei tranquilo, e feliz também, pois o encontro não acabaria ali. Havia nossa cumplicidade que não se desfará, mas agora Ella era dele. Elle estava comigo de novo, acordado de um sonho que me fez tão bem e que fará parte da minha história, de como uma despedida pode ser tão sutil e guardar tanto carinho, para sempre.

"Cannon Beach 02" by Postdlf from w. Licensed under CC BY-SA 3.0 via Wikimedia Commons

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Storytelling e o que podemos aprender com ele...

Storytelling é a arte de contar histórias. As melhores histórias e do melhor jeito possível para que as pessoas se identifiquem, comovam-se e convertam aquela história em alguma coisa em suas vidas.
Marketing é a arte de tornar um produto, marca, história, etc, atraente para o público alvo. Utilizando de técnicas diversas, até mesmo ao falar diretamente com o inconsciente das pessoas, para atingir seus objetivos.

Não é nada novo. E é bonito! Principalmente porque funciona, e isso é fantástico. Mas com o passar do tempo e com os exemplos que a humanidade tem nos dado da sua capacidade de usar habilidades, materiais e técnicas para o bem e para o mal, tem me deixado realmente preocupado.

Hoje assisti 2 vídeos interessantes e que mostram duas abordagens diferentes sobre o storytelling, enquanto também falam sobre marketing, valor agregado, estratégias e tantas outras ferramentas que estão à disposição de todos, facilmente encontradas e exploradas na Internet.

O exemplo para o storytelling que eu considero negativo, mesmo que na melhor das intenções, vem do profissional Leandro Waldvogel, que trabalhou na Walt Disney como "Guest Experience Designer" ou, o responsável pela experiência dos visitantes do parque. Não é ruim, ele é profissional, entende do seu trabalho e ministra palestras sobre o assunto, mas pode ser mal interpretado. Na descrição do vídeo, ele cita uma frase que me preocupa de Jonah Sachs em seu livro 'Story Wars': "em um ambiente cada vez mais competitivo, aqueles que contarem as melhores histórias dominarão o futuro e o mercado". Essa frase é um recorte, e pode ser mal interpretada, afinal a história tem que ser baseada em fatos reais.



No vídeo, que é uma propaganda das palestras do Leandro, eu consigo identificar alguns erros de respiração ao falar que levam a atenção do espectador para outro lugar e incomoda, além de uma história real que não agrega valor e que não atrai. Uma história mal contada, tanto na forma como na apresentação.
Estou pensando pragmaticamente quando digo que o Storytelling pode ser perigoso. Pode ser usado para mascarar um produto ruim com uma história realmente muito boa, mas fictícia, ou ser um tiro no pé, contando uma história ruim sobre um produto bom. Sabemos que com a alta demanda do mercado, a qualidade dos produtos caiu muito hoje em dia. E a baixa qualidade dos "on demand" se justifica em um storytelling bem feito e marketing atraente. Aceitamos isso, porque são realmente muito bem feitos.

Por outro lado, existem empresas e seres humanos que se destacam nesses casos, não pelo seu storytelling, mas porque sua história é real, não depende do marketing ou da criação de uma história para te convencer que o produto é bom. Ela te faz ficar boquiaberto com a história e engajado pela sua trajetória. Foi o que aconteceu comigo ao assistir essa palestra de e.commerce do CEO da Reserva, Rony Meisler.


Eu não achei nada estranho, e você? Assista até o final e você vai entender. Eles tem um trabalho social extenso! Conheça mais aqui Rebeldes Com Causa!

Parabenizo os profissionais da Reserva, um excelente trabalho desde o começo. Despretensioso e verdadeiro. É o mesmo marketing, mas que não se aproveita de um produto ruim e cria uma história bonita em cima dele. Utilizando um produto comum, roupas e acessórios, que conquistaram sucesso com ideias inovadoras, de levar ao público frases e destaques do cotidiano. Óbvio que este é um exemplo de 1 em 1 milhão, mas mostra o excepcional e a qualidade que queremos ver em todos os lugares. Por isso esse é o exemplo que deve te inspirar, esse é o storytelling e o marketing que movem as pessoas, e isso cativa! Cria laços, refaz esperanças.

Confesso que estava pronto para escrever um texto ruim sobre Storytelling, e assistir o vídeo da Reserva me salvou. Os dois vídeos falam sobre sonhos, afinal de contas, sonhar é o primeiro passo para a sua realização e criam a identificação com outras pessoas para o sucesso de todos. Espero que estes exemplos possam inspirar, ajudar e motivar mais pessoas, para que as histórias sejam cada vez mais verdadeiras e excepcionais, fazendo muitos sonhos tornarem-se realidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Se eu pudesse te encontrar...

Imagina se pudéssemos todos nos encontrar?
Quando possível, quando quiséssemos?
Seria incrível, e poderíamos então nos identificar.
Saber com quem nos damos, e de vez agradecer aos que vem, mas que a gente não quer que volte.

"Seria ótimo te ver hoje! Será que é possível?
Ah, certo, hoje você tem compromisso. Entendo.
Então a gente marca outro dia. Tá bem?"

É assim que acontece, e no final, acaba não acontecendo mesmo é nada. Sem saber se há identidade ou se é só spam! A gente mantem ali naquela lista interminável de... amigos.

Mas e então, vamos nos encontrar? E acabar de vez com essa coisa louca e chata que criaram depois das redes sociais? Vem aqui, ou eu vou até aí, tanto faz! Quero todo mundo junto de novo. E todos felizes iguais.

terça-feira, 14 de julho de 2015

O Brasil e sua cultura representada na Arte...

História da Arte é uma matéria que nos falta na educação, na formação e também na criação. Pois nos coloca dentro e de frente com a representação de quem somos. Pede que a observação da realidade seja praticada no dia a dia e confrontada com o que vivemos e com as representações já feitas. Por essa razão eu estou completamente chocado com a palestra de Jorge Coli "A questão do Realismo e intenções Brasileiras na Arte do século XX", provando que eu não sabia nada sobre a Arte e as representações do meu país e dos artistas Brasileiros. Vivemos uma ilusão cultural, construída e imaginada, sem bases na nossa realidade ou na observação do que nossos conterrâneos passaram e viveram por aqui.



Na palestra, Jorge nos coloca a par das representações de artistas Brasileiros sobre os momentos históricos e do nosso povo. Os índios e os negros, que formam as 3 raças junto dos portugueses que nos colonizaram, não são retratados em sua real posição social até o século XX, e quando são retratados, as obras são desconhecidas ou guardadas em grandes museus.
Claro que não tenho a pretensão de acreditar que não haja obras que representem nosso povo e nossa realidade histórica, afinal de contas na palestra o historiador falou sobre os grandes nomes das artes plásticas e a representação que era encomendada da Arte como um serviço de comunicação e, como bem sabemos hoje, de imposição também, afinal a Arte era uma das formas de comunicação.
Representando isso temos o que Jorge mostra na palestra sobre as obras: "A primeira missa no Brasil" de Victor Meirelles (1861) e "Independência ou Morte" de Pedro Américo (1888). São obras baseadas em relatos e não em observação, não representam portanto o que realmente aconteceu.

Em uma pesquisa rápida, descobri que o artista plástico e museólogo Emanoel Araújo resgatou alguns artistas Brasileiros negros e que retrataram nossa realidade e nosso povo e a vida como ela era. Veja mais na matéria do Uol: http://educacao.uol.com.br/disciplinas/artes/pintores-negros-contribuicao-negra-a-arte-brasileira.htm. 10 desconhecidos que representam muito bem nossa vida aqui no Brasil.

Assim como esses artistas, muito da nossa realidade e do nosso povo de verdade fica escondido. E temos a visão do estrangeiro como uma realidade por aqui. Não é real, mas tornou-se real. pelas representações que temos e porque é muito mais bonito de aceitar a realeza, belas paisagens e de um povo branco como eram os portugueses, italianos, franceses, holandeses, em suma os europeus, que vieram para cá, do que aceitar os índios que já viviam aqui e os negros que foram trazidos como escravos.
A população do Brasil ainda hoje é formada em sua maioria por negros e pardos 51% segundo o IBGE, porém a representatividade dessa parte da população ainda é muito baixa. Tanto na Arte, na mídia e na porcentagem de presença nas universidades. Muito se explica com essa palestra e com a história da representação na Arte até esse momento do nosso país.

Temos ainda um longo caminho pela frente pelo respeito à diversidade que foi deixado de lado por tanto tempo, e também pela nossa própria identidade como nação. Pessoalmente, acredito que não existe nacionalismo nem patriotismo no Brasil, podem me criticar, mas não é nada patriótico dizer, em protestos por melhorias, que o "país é de merda", e só se ouve isso dos brasileiros descontentes por não viverem nos moldes estrangeiros, já faz um tempo. Então vamos continuar a valorizar as Artes e artistas locais, o nosso povo e a nossa realidade Brasileira, sem romantizar ou "europizar" ou "americanizar" ainda mais nossa cultura e sociedade.

PS: em conversa com um amigo que esteve nos EUA, ele comentou que lá o imediatismo e a ansiedade move a sociedade, e isso está sendo trazido para o Brasil, como consequência natural das grandes potências influenciando os outros países. Pena que não nos inspiram o patriotismo pela nossa nação, porém pela deles.

O Dia Seguinte - 1913 | Artur Timóteo da Costa

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Silencie o coração...

Quando não tiver nada de bom para dizer, cale.
Silencie as vozes do exterior.
Aquiete o incessante furor interno.
E preste muita atenção.

Haverá no fundo do vácuo um som.
Começa baixinho e vai se definindo.
Cabe a nós prestar bastante atenção.
Ou então deixar-se distrair de novo.

Lá vem uma luz no fim do túnel.
Uma voz que te quer muito bem.
Nasce do vazio mais uma vez.

Uma resposta para sua pergunta.
Ou a ajuda que precisava talvez.
Só cabe no silêncio ouvir e saber.

http://paz-amor-e-reggae.tumblr.com

sábado, 11 de julho de 2015

Somos, então, limitados...

Enquanto pensamos num universo completamente infinito, os cientistas querem chegar cada vez mais longe, até o seu infinito limite. Assisti um vídeo do seriado Through the Wormhole do Morgan Freeman que me deixou bastante intrigado e, claro, levantou muitas reflexões. O vídeo fala sobre vivermos em um grande simulador ou um programa de computador, mas essa parte já é conhecida e se encaixa com a Lei do Mentalismo (Tudo é mental), por isso não dei enfase a isso. Se quiser ver o vídeo ta aqui:



Nós somos limitados e por isso queremos sempre encontrar o limite de alguém ou de alguma coisa? Ou, por sabermos que somos limitados pela curta vida na Terra, somos curiosos para ir sempre mais longe, e com isso encontrar identificações? Uma forma de se colocar no mundo e se fazer presente, mesmo sabendo que vamos partir?

Isso me deixa bastante curioso, porque mesmo que ainda não tenha sido provado cientificamente, somos limitados, e temos um determinado número de partículas que pode um dia chegar a ser contabilizada, que nos compõe e diz que somos quem somos e nos dá forma, tamanho e definição. Porém, para muitas pessoas somos infinitos, assim como o universo é infinito e eterno. Pessoalmente, acredito que ambas opiniões estão corretas, afinal de contas, não sabemos qual é a verdade.

Sendo pragmático, somos sim limitados, se não pela quantidade de moléculas que nos compõe, então pelo limite físico, de estar dentro do corpo humano e não poder fazer mais do que nosso corpo é capaz. A mente por outro lado, pode ir além, rapidamente, infinitamente e voltar num flash, não está limitada ou ligada a nada senão a ela mesma. Portanto isso acaba englobando e complementando nossa situação: somos limitados fisicamente e infinitos mentalmente. Ambos são apenas teorias, o que torna tudo indefinido e muito mais interessante.

Há tantas possibilidades, há tantas explicações ainda não provadas, e tantas improváveis que já se provaram verdadeiras, que eu mesmo não gostaria de afirmar nada. Nem mesmo depois de pesquisas e comprovações científicas, pois a mente e o corpo são ligados e, se a mente é infinita, há uma possibilidade da mente influenciar o corpo e assim deixar os estudos sempre incompletos.

Uma coisa que tenho certeza: Tudo é possível! A ciência ainda está longe de descobrir muito sobre a mente e o poder que ela tem. Se somos limitados, acredito sim, mas temos limites para ser ultrapassados e se provamos algo com o passar do tempo é que somos seres que se superam dia após dia. Somos seres em evolução, e isso também, pode ser infinito.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

O que sou sem... Amigos?

Amor...
Família...
Amigos...
Animais de estimação...
Vizinhos...
Colegas de trabalho...
Colegas da escola,
da faculdade...

Amigos...
Necessários!
Queridos!
Longínquos!
De pertinho...
Mais que amigos!
Grudados,
encapetados!

Essa é a história,
de quem os tem.
Quem são?
Não interessa muito...
O importante é tê-los
e ficar perto deles!
O resto, é só imaginação,
o resto, eles dão um jeito...

terça-feira, 7 de julho de 2015

O Corpo e "Café Filosófico"...

Eu peço que assistam esse episódio do Café Filosófico da Rede Cultura que fala sobre o corpo e o poder que o corpo tem. E que leia esse poema que escrevi à nossa poderosa máquina e única casa, que chamamos de corpo, chamamos de nosso, mesmo que seja só uma moradia temporária.



Este é meu Corpo

Aqui estou eu, inteiro num final de domingo. O dia não importa, o tempo muito menos. É menos do que queria de experiência. É mais do que precisava de problemas acumulados em meus ombros ainda jovens, mas já castigados. Não digo com pesar, me desculpe! Digo para te orientar que aqui não há perfeição alguma. Há muito mais problemas que qualquer outra coisa, e nenhum deles me diminui. Só a coluna que me dói de quando em vez.

"Sem Mim" - Grupo Corpo
Meu corpo... Nem sei o que dizer sobre ele. Hoje me identifico tanto, me sinto tão bem. Me sinto verdadeiramente, em casa! Não sou dono dele, é onde habito, onde consigo existir neste mundo e portanto, ele me completa. Sem ele eu não existiria em matéria e não poderia realizar nenhuma tarefa, sejam bençãos ou maldições.

Este corpo se movimenta, respeitando seus limites e ultrapassando-os pouco a pouco. Depende de mim: cultivar sua saúde, exercitar sua capacidade e motivar seu funcionamento, que um dia vai diminuir, definhar e, enfim, parar. Basta que ele tenha sido lar, muito bem cuidado, pois não é tarefa fácil mudar deste lugar, exige coragem e muita frieza. Não quero que seja assim o fim da minha vida. Ela exige mais.

Aqui é onde eu vou ficar, me sinto bem hoje, um trabalho de 26 anos para conseguir me adaptar. Pouco ou muito tempo? Não sei dizer, vai de cada um. Acredito que tenho sorte, acredito que sou um dos poucos. E nesse momento me sinto livre dentro dessa barreira de mim mesmo, e assim consigo ir mais longe, numa casa que pode viajar e me levar em segurança pra qualquer lugar. Neste lar, chamado 'meu corpo', neste espaço material que nunca será de mais ninguém e me acompanhará até que eu deixe de ser vivo... corpo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O quintal das rosas rosas...

Caminhei pelo quintal
Comprido até o portão
Lá na frente, longe de mim
A roseira das pétalas claras
Na distância lindo branco
De pertinho rosa clarinho
Parecendo feita à mão.

Afastadas eram pequenas,
Mas na verdade pareciam
Nem mesmo caber na mão
Rechonchudas de botão,
Quando eram abertas,
Preenchiam os olhares
Dos passantes no portão.

Perto delas eu era pequeno
Longe não havia emoção
Se me separar da roseira
Juro de mãos e pés juntos
Com ela ficará meu coração.
E neste dia deixo o mundo
De saudades daquele botão.