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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nós vamos ficar desempregados...



Me deparei com esse vídeo na internet e fiquei pensativo com tantas possibilidades apresentadas nele, e com a genialidade do ser humano de fazer substitutos para si próprio. Enquanto assistia, eu fui tomado por pensamentos contraditórios, que me deixaram perplexo e sempre dizendo: "Sou a Favor" e "Não, sou Contra" durante todo o vídeo. Muitas dessas engenharias e soluções fazem parte do meu sonho de criança, de quando assistia Os Jetsons por exemplo, por terem robôs empregados e serem cheios de gadgets legais, ou o sonho do início da era da tecnologia, que acreditava que um robô faria seu trabalho enquanto a humanidade poderia aproveitar o tempo livre com a família e os amigos. Mas quando penso no mundo moderno, e na economia comandando esse mundo, tudo fica mais obscuro e mortal.

Como o próprio vídeo nos mostra, não é uma questão de "Se", mas sim de "Quando" isso vai acontecer e se esteremos preparados para tudo isso. Se vai acontecer gradativamente para que a população não sinta, e acredito que já está em prática, eu não sei dizer. Nós ainda somos os realizadores, quem realmente movimenta o mercado de trabalho, porque a automação é um investimento muito alto, mas que aos poucos vem barateando e ficando acessível e mais eficiente portanto, afirmar que nos tornaremos somente os supervisores das ações de autômatos num futuro próximo é inegável. E para supervisionar não se precisa de muita gente, então quem sobra, faz o que? Vive como?

Sendo bastante otimista, quando esta revolução finalmente acontecer e a população estiver sem oportunidades de trabalho, vai aprender que nós só temos a nós mesmos, e as pessoas ao nosso redor com quem contar, vamos nos unir ou morreremos. Acredito que nesse momento já estaremos mais espiritualizados a ponto de realmente reconhecer isso, mas é uma esperança de um tolo utópico. Enquanto isso os robôs estarão produzindo e fazendo acontecer sem nem mesmo nossa intervenção.E nós dependemos mais e mais uns dos outros, sem emprego e sem recursos, voltaremos nossa atenção principalmente a como nos manteremos vivos, e finalmente entenderemos que ter ou não dinheiro não faz diferença pois não é efetivamente o dinheiro que nos mantêm vivos e sim os recursos que compramos com ele, mas sem um nem o outro, esse fato ficará finalmente mais claro. Os robôs que só funcionam quando conectados à energia elétrica podem ser os grandes professores que finalmente vão nos mostrar essa realidade. 

Enquanto robôs só precisam de energia e não tem sentimentos, nós precisamos de ar, água e comida de boa qualidade, contato afetivo e tantas outras coisas para manter a sanidade e a saúde. Somos seres com um prazo de validade curto, e causamos mais prejuízos do que benefícios no decorrer dos anos de nossa vida. Precisamos descansar, precisamos nos divertir, enquanto os robôs podem trabalhar 24 horas ininterruptas sem nenhuma queixa. Quem são os melhores trabalhadores? Quem é o futuro do mercado no planeta? Com certeza os robôs. E qual é o futuro da espécie humana? Qual é a necessidade da presença de vida na Terra se tudo puder ser feito pelos robôs? Bem. Eu acredito que essa é a verdadeira reflexão que todos nós temos que fazer cedo ou tarde. Afinal de contas qual é o nosso papel aqui? Uma coisa acredito que sei, concorde ou não, não é construir um planeta só de robôs.

Assista o livro e leia o filme! Isaac Asimov era um gênio.

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