Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Já posso namorar...

Quer namorar comigo?
Já sei namorar! Disseram os "Tribalistas" que soltaram duas ou três pérolas musicais e sumiram do mapa, como os meus antigos namorados. Eles foram embora porque eu não estava pronto para namorar, só podia ser isso. Sou garoto bom, dedicado, inteligente, educado e romântico. Não é isso o que todo mundo espera de um namorado? Mas não era. E agora vai ficar ainda mais difícil de querer. Quando passo pela rua e vejo casais, não vejo casais, vejo parceiros sexuais que transam e que vivem juntos. Brigam mais que cão e gato, rasgam tudo que conheço como amor e jogam na minha cara um relacionamento de 5 anos, aos trancos e barrancos, que não possui nada mais que sexo. 5 anos de sexo. Apenas. Será só isso? Não pode ser...

Há o término, de mês em mês, uma vez por semana. Cada um pro seu lado, pra sempre! Adeus! Horas depois o telefone assovia com uma mensagem de arrependimento no Whatsapp. Tudo que morreu, renasce sem mudar nada. Mais uma briga de reconciliação, mais uma cama que range em reconstrução de uma relação que não existe. Permeada de desmedida desconfiança, provas e fugidinhas de que nada aconteceu. Uma hora no telefone pra explicar 5 minutos de atraso. 5 minutos na cama para justificar os desejos ocultos e completar o buraco que ainda está vazio desde o início. Existe uma cola que os mantém juntos, o que quer que seja, eu não entendo.

Eu já sei como não namorar, como não me entregar ao ciúme, aos desejos sem sentido, aos prantos reptilianos de quem não sabe conseguir nada com uma conversa madura e inteligente. Já sei que não quero um relacionamento frio, onde as pessoas transam para sustentar uma relação que nunca foi uma relação, para mim é um apego. Não quero uma fachada bonita com pouca informação, propaganda enganosa que ganha milhões e sai nas capas de revista, mas que vive na noite, perdido de boca em boca e prende-se ao primeiro que lhe der algo mais que um pau. Um beijo e um abraço. O cuidado de um sentimento real ou que ature a sogra que tem tantos problemas quanto o filho. Mais problemas para quem quer só ser um casal.

Eu espero que possamos namorar um dia. Do jeito que se fazia nos tempos de nossos pais. Meus pais fugiram de casa para ficar juntos, buscaram abrigo na casa dos amigos, fugiram para fugir da proibição que era estar juntos por amar. Amor esse que sonho ainda existe nos dias de aplicativos de celular e encontros casuais na fila da balada sem continuidade. Uma despedida na chegada que explica mais a solidão que a saudade. Uma ficção momentânea para preencher o espaço na cama por uma noite que seja. Afinal os espaços devem ser usados, e as vagas preenchidas por quem tiver disponibilidade, até que finalmente o hotel feche. Não há vagas. Chegamos ao fim do expediente, a hora do derradeiro adeus.

Um comentário :

  1. Eu penso que as pessoas andam muito perdidas. Já escrevi sobre isso no meu blog. Dá uma olhadinha neste texto:
    http://seraphicetica.blogspot.com.br/2014/11/de-verdade.html?m=1

    Obrigada pelas dicas e pelos elogios.

    Gostei do seu texto também. A prática leva a perfeição! Continue relatando tudo que vê e sente.

    ResponderExcluir

Comente. Há um mar de pensamentos e você pode pescar um peixe que ninguém mais conhece. Assim são as palavras no mar do Umikizu!