Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Está tudo na sua cabeça...

Primeiro, me colocou de joelhos, só de cueca, de costas pra ele. Ouvi seus passos indo até o fundo da sala, pegou alguma coisa em uma prateleira e voltou a ficar em pé atrás de mim. Pediu que, sem olhar para trás, estendesse minha mão. Coloquei a mão para trás, e ele corrigiu minha postura, colocando-a ao lado do meu ombro esquerdo. Fiquei imóvel.
Passou o objeto que havia pego pela minha nuca, pelo meu ombro, e não pude me conter, ao olhar, vi que era um chicote. Enquanto meu corpo tremia, ele continuou a passar o chicote pelo ombro, percorrendo devagar o meu braço, até chegar na palma da minha mão e então tirá-lo de mim. Cada segundo era uma tortura. E o açoite foi como uma batida de palma.

- Doeu?
Fiz que não com a cabeça. Aliviado, mas sem saber o que me aguardava.
- Veja, está tudo na sua cabeça.
Pegou-me pela mão e me beijou.

Nunca uma chicotada doeu tanto. Nunca fui chicoteado e tinha medo do que não sabia.
Tinha medo do desconhecido, mas não dele.
Era ele o estranho, de quem não sabia nem o nome, mesmo assim, dele não tinha medo.
Tinha medo do que não sabia, porém a curiosidade me fascinava.
Fascinado, dobrei meus joelhos perto da porta e implorei por piedade.
Doeu mais o beijo que a chicotada. Marcou mais o medo que o doce da boca.

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Comente. Há um mar de pensamentos e você pode pescar um peixe que ninguém mais conhece. Assim são as palavras no mar do Umikizu!