Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Here comes the Sun...


Tchuru tchuru!
Para quem conhece essa música icônica e super simples dos Beatles, sabe que apesar de repetitiva, é muito agradável e que traz esperança, uma mensagem de alívio, de vitória, e principalmente, de que enfim tudo vai ficar bem. Veja, que maravilha! Por essas e outras que esses meninos fizeram tremendo sucesso.

O sol vem chegando, e o inverno vai embora, tudo vai finalmente voltar a se movimentar, o gelo vai derreter e as plantas vão crescer, as flores vão abrir e os frutos vão brotar para que a humanidade volte a se alimentar e prosperar. Não é uma maravilha? Eu te digo que é sim, e é uma maravilha que vem passando despercebida. Não a vemos no dia a dia, e principalmente não a vemos nos grandes acontecimentos, resultado das ações populares e da grande facilidade de encontrar informações e receber informações. Temos tudo em nossas mãos, acessível e compreensível de várias formas para todos os gostos, mas não aproveitamos.
Esfrie a cabeça e pense com sobriedade, sem tomar partidos, sobre a situação politica que vivemos hoje no globo. Reformas e revoltas políticas, muitos protestos e revoluções, o povo tomando as ruas e tomando o poder. As pessoas com maior acesso a informações e com mais recursos, por mais que ainda revoltados e com energia Marciana, de guerra e conflitos, estão começando a ligar os pontos e não mais fazer papel de ovelhas. Agora todos querem ser o lobo, sendo que o ideal seria tornar-se pastor de si mesmo. No fim, ninguém come ninguém.

Lá vem o Sol, tchuru tchuru! Lá vem o conhecimento!
Com a chegada do novo milênio e portanto de uma nova era, aliada à chegada de uma nova geração, estamos aos poucos recuperando a consciência do todo, recobrando conhecimentos antes naturais e instintivos. Sabe aquela sabedoria que nossos avós tem e que tanto admiramos? É isso que estamos reencontrando, voltando ao nosso centro e ponto de equilíbrio. Aos poucos, bem aos poucos, tudo isso vai voltando a fazer sentido, e as experiências estão nos mostrando como era bom seguir o que nos diz o coração.
Nessa era, muitos paradigmas serão quebrados, teorias serão desafiadas e reprovadas à partir de novas informações que agora somos capazes de encontrar e assimilar, informações que podem vir muito mais do inconsciente, do interior e refletem no exterior. Quando sua intuição gritar ou aquela frase muito sábia de seu avô passar pela sua cabeça, experimente confiar na sua intuição. A todo momento recebemos tantas criticas, mas nada prova que estamos errados. Ao mesmo tempo somos os geradores das possibilidades e oportunidades de estarmos corretos. E isso já é razão para comemorar e continuar confiando na intuição e no instinto.

Afinal de contas, lá vem o Sol, la la la la...
E as nossas expectativas estarão mais controladas, nosso aprendizado mais apurado e vamos auxiliar para a evolução das crianças que já nascem hoje em dia com esses atributos mais arraigados em seu DNA. Suas atitudes perante as situações do dia a dia já mostram que elas se importam muito mais com as maravilhas do mundo que com as impressões que os outros vão ter. Elas questionam e se expressam com liberdade e sinceridade. São deles este mundo e o mínimo que podemos fazer é cuidar. Quando eu era criança, não cansava de ouvir que "As crianças são a esperança da humanidade", e acredito que não tem nada mais assertivo que isso. Por essas e outras vamos lá olhar o Sol voltar a brilhar, contentes e felizes como as crianças que realmente somos. Voltar a ser crianças que brincam ao subir na Árvore do Conhecimento.

Here comes de Sun... tchuru tchuru... Aqui vem Luz e Esperança! la la la la...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Zen - Ó, asno meu!

Postado originalmente por Rafael Arrais no blog Textos Para Reflexão.

Um dia encontrei-me com um antigo mestre
que trilha o Caminho há tanto tempo
que já não sabe se segue para leste ou oeste...

Disse-lhe assim:
“Mestre Chuang, agora já sei da dualidade das coisas;
o Yin passivo e o Yang ativo, como a mulher e o homem,
a terra e a chuva, o caminho da mão esquerda
e o da mão direita, o bem e o mal!”

E ele, que não chamava a si mesmo de mestre,
levantou-se da sombra da macieira onde descansava
e sorriu enquanto me massacrava:
“Ó, asno meu! De onde tirou tamanha imbecilidade?”

Eu, é claro, pedi que me ensinasse de sua maioridade,
e ele me ensinou sem dizer uma palavra...

Trepou de um meio pulo na macieira
e com sua mão esquerda retirou uma maçã da beira;
depois saltou de volta e se acomodou recostado ao tronco
e comeu do fruto meio tonto,
saboreando lentamente cada pequena parte
enquanto me olhava com arte
(seus olhos continuavam a sorrir).

Depois de deixar somente um pálido fiapo de maçã,
retirou com a direita cada uma de suas pequenas sementes
e depois correu até o outro monte
(eu o segui, quase a mostrar os dentes).

Lá, do alto do outro monte, arremessou cada semente numa direção,
e foi como se algum vento houvesse me soprado nos ouvidos:
“Cada semente é um universo; Quando isto tudo começou?
Quando isto tudo termina? Qual nome lhe daremos?
Imensidão!”

Então compreendi que até mesmo a mais frágil macieira
ainda tem suas raízes encravadas na Terra;
no Céu pela vida é capaz de buscar
e uma doce maçã nos ofertar.

***

Antes de ir-me, Mestre Chuang ainda me ensinou assim:
“Olá asno, hoje irei lhe demonstrar o segredo dos dois caminhos,
o da mão direita e o da mão esquerda”.
E ele simplesmente aproximou ambas as mãos,
quase até que encostassem (mas sem encostar) e disse:
“Elas não se encostam, e no entanto uma sabe da outra;
Ó asno meu, é este o segredo do magnetismo dos opostos –
Não há opostos!”

E esta foi uma lição de que me lembro até hoje,
sempre que saboreio uma nova maçã.


raph’13

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nós vamos ficar desempregados...



Me deparei com esse vídeo na internet e fiquei pensativo com tantas possibilidades apresentadas nele, e com a genialidade do ser humano de fazer substitutos para si próprio. Enquanto assistia, eu fui tomado por pensamentos contraditórios, que me deixaram perplexo e sempre dizendo: "Sou a Favor" e "Não, sou Contra" durante todo o vídeo. Muitas dessas engenharias e soluções fazem parte do meu sonho de criança, de quando assistia Os Jetsons por exemplo, por terem robôs empregados e serem cheios de gadgets legais, ou o sonho do início da era da tecnologia, que acreditava que um robô faria seu trabalho enquanto a humanidade poderia aproveitar o tempo livre com a família e os amigos. Mas quando penso no mundo moderno, e na economia comandando esse mundo, tudo fica mais obscuro e mortal.

Como o próprio vídeo nos mostra, não é uma questão de "Se", mas sim de "Quando" isso vai acontecer e se esteremos preparados para tudo isso. Se vai acontecer gradativamente para que a população não sinta, e acredito que já está em prática, eu não sei dizer. Nós ainda somos os realizadores, quem realmente movimenta o mercado de trabalho, porque a automação é um investimento muito alto, mas que aos poucos vem barateando e ficando acessível e mais eficiente portanto, afirmar que nos tornaremos somente os supervisores das ações de autômatos num futuro próximo é inegável. E para supervisionar não se precisa de muita gente, então quem sobra, faz o que? Vive como?

Sendo bastante otimista, quando esta revolução finalmente acontecer e a população estiver sem oportunidades de trabalho, vai aprender que nós só temos a nós mesmos, e as pessoas ao nosso redor com quem contar, vamos nos unir ou morreremos. Acredito que nesse momento já estaremos mais espiritualizados a ponto de realmente reconhecer isso, mas é uma esperança de um tolo utópico. Enquanto isso os robôs estarão produzindo e fazendo acontecer sem nem mesmo nossa intervenção.E nós dependemos mais e mais uns dos outros, sem emprego e sem recursos, voltaremos nossa atenção principalmente a como nos manteremos vivos, e finalmente entenderemos que ter ou não dinheiro não faz diferença pois não é efetivamente o dinheiro que nos mantêm vivos e sim os recursos que compramos com ele, mas sem um nem o outro, esse fato ficará finalmente mais claro. Os robôs que só funcionam quando conectados à energia elétrica podem ser os grandes professores que finalmente vão nos mostrar essa realidade. 

Enquanto robôs só precisam de energia e não tem sentimentos, nós precisamos de ar, água e comida de boa qualidade, contato afetivo e tantas outras coisas para manter a sanidade e a saúde. Somos seres com um prazo de validade curto, e causamos mais prejuízos do que benefícios no decorrer dos anos de nossa vida. Precisamos descansar, precisamos nos divertir, enquanto os robôs podem trabalhar 24 horas ininterruptas sem nenhuma queixa. Quem são os melhores trabalhadores? Quem é o futuro do mercado no planeta? Com certeza os robôs. E qual é o futuro da espécie humana? Qual é a necessidade da presença de vida na Terra se tudo puder ser feito pelos robôs? Bem. Eu acredito que essa é a verdadeira reflexão que todos nós temos que fazer cedo ou tarde. Afinal de contas qual é o nosso papel aqui? Uma coisa acredito que sei, concorde ou não, não é construir um planeta só de robôs.

Assista o livro e leia o filme! Isaac Asimov era um gênio.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Arte: Metamorphosis: Titian...

Titian, Diana e Acteon, 1556-1559
Em conjunto com vários artistas e também como parte do Festival Cultural das Olimpíadas de Londres que aconteceu em 2012, The National Gallery de Londres criou a mostra "Metamorphosis: Titian 2012". O projeto multi-artes foi montado sobre a influência dos três quadros de Ticiano Vecelli, ou Titian, "Diana e Acteon", "A Morte de Acteon" e "Diana e Calisto", que por sua vez, são a representação artística dos poemas "Metamorphoseon" de Ovídio.

Titian, A Morte de Acteon, 1559-1575
O projeto foi concebido pelos artistas Chris Ofili, Conrad Shawcross e Mark Wallinger que trabalharam em conjunto com vários outros artistas contemporâneos britânicos para confeccionar os figurinos, cenários e roteiros das obras que o compõe. Dentre eles estão uma apresentação coreográfica do The Royal Ballet de Londres, que contou com composições musicais únicas, um curta-metragem que faz uma incrível releitura dos quadros de Titian, exposição dos três quadros na The National Gallery de Londres, também na galeria uma performance em que as pessoas podiam espiar o banho de Diana pelo buraco de uma fechadura, além de diversos poemas de autores britânicos em homenagem aos poemas de Ovídio.

Titian, Diana e Calisto, 1556-1559
Um trabalho de arte extremamente ousado, por unir tantos artistas e tantas linguagens diferentes sobre o mesmo tema, baseados nas três obras de Titian. Um desafio que deu muito certo e que com certeza inspirou muitos artistas como fez comigo. A mitologia e a arte greco-romana é uma das grandes referências até hoje para muitos artistas.

Confira abaixo o curta metragem, cenas das coreografias e composições do The Royal Ballet e vídeos com os poetas declamando suas obras.



O curta-metragem "Metamorphosis: Titian 2012" que foi o motivo pelo qual conheci o projeto e me inspirou a escrever sobre. Essa semana estive em contato com a face jovem da Deusa, Diana, e foi uma surpresa muito boa conhecer esse quadro e a excelente representação dele no curta.

Caso o vídeo abaixo não carregue, clique aqui para assistir trechos das apresentações ‘Machina’, ‘Trespass’ and ‘Diana and Actaeon’ The Royal Ballet.


E finalmente confira a leitura dos poemas criados pelo projeto, declamados pelos próprios autores:

Aquele amor...

Aqueles olhos... Aquela cintura...
Ai se eu fosse menos louco.
Ah se você insistisse mais um pouco.
Quem sabe não seria real?
Quem sabe você não estaria aqui?
Quem sabe eu não sairia com outro,
Ao invés de pensar em você!
Ao invés de te querer pra mim.



No entanto eu te esclareço
Não haverá arrependimento
Nem me pedirei desculpas
Sentir sua pele macia e nua
Despertar ao lado de você
Mesmo que em pensamento
Não pode ser nenhum pecado
Nem mesmo uma penitência.

O que vai chover de críticas
Das cocotas e das maricas
Ninguém entende a necessidade
Que eu sinto da sua presença.
Me criticam pela minha essência
Falam mal da minha presença e 
Não suportam minha equidade.
Equilíbrio hoje em dia é maldade.

Tudo bem, eu não me importo.
Não farão de mim o que não sou
Nem tomaram conta das dívidas.
Portanto não me atinge o falatório
Nem vou deixar ser mais forte
O agouro ou o próprio agourento
De quem não aguenta falar de amor.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pequenas delícias...

Chegar em casa e nem trancar a porta, não quero perder tempo.
Ir tirando as roupas pelo caminho, da sala até o banheiro, sem medo.
Deixar-se esvaziar, limpar, perfumar e nem se secar.
Pisar no chão molhado, descalço, até a cozinha e colocar água para ferver.
Voltar agitando os cabelos, daquele jeito que joga água pra todo lado.
Sem pressa e sem parar, sem ligar pro que está em volta.
Ligar o som, ajustar o volume e a estação. Espreguiçar gostoso!

Jogar-se pelado na cama limpinha, fresquinho, soltinho!
Deixar-se esparramar! Jogar a cabeça de um lado pro outro.
Respirar fundo ao se lembrar da água no fogo... Espera, vai?
Levantar devagar, deixando cada parte do corpo se ligar.
Fazer o chá, com os pés no chão, canela e camomila com limão.
Ir pra frente da tv e só sair depois que o sol voltar a raiar.
Levantar dolorido e com um sorriso, valeu a pena o cochilo no sofá!

Desligar tudo, apagar a luz e ir de novo se esparramar na cama.
Dessa vez de pijama, se entregar à preguiça de domingo.
Descansar bem quietinho, sozinho no frio dos lençóis.
Preparando corpo e mente para amanhã voltar a ser gente.
Mas sem pressa de chegar, afinal segunda é outro dia.
Hoje eu quero é ficar aqui, curtindo, pensando na vida.
E aos poucos adormecer encontrando a infinitude nos sonhos...

Clique na imagem...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Dona Chuva...

Chove lá fora, sabe?
Uma chuva contínua...
Deitado aqui eu escuto
Ela fala sabiamente
Devagarinho e úmida
Diz que veio ajudar

Deitado eu a ouvia
Reclamando na janela
Dizendo pinga, pinga
Aos poucos as mazelas
Do quanto nos faz bem
Quão bom é seu chorar..

Podia chover sem parar
E eu ficaria por aqui
Só te ouvindo lamentar,
Ficaria a vida inteira
Sem ao menos reclamar
E o mundo continuaria
Igualzinho como está.

Obrigado chuva fina
Que veio conversar
E numa hora sagrada
A terra daqui regar.
Não vá, chuva querida
Não deixe a saudade
Ficar no seu lugar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

50 tons de sexo...

Anastasia Steele (Dakota Johnson)
Sabe, é preciso muita coragem e muito estômago para aguentar um debate. Ainda mais, ter a disposição de aprender alguma coisa nova. Muita gente não tem... e eu achava que não teria mente aberta, nem estômago, para assistir ao filme 50 Tons de Cinza, baseado no livro de E. L. James, mas assisti e devo confessar: eu gostei! O filme me surpreendeu do começo ao fim, gostei de Jamie Dornan interpretando Christian Grey, mas gostei mais de Dakota Johnson no papel de Anastasia Steele. E gostei ainda mais do filme por não ser sobre sexo. Não, não é sobre sexo.

O real motivo pelo qual fui motivado a escrever sobre esse filme, e esse assunto, foram as enxurradas de preconceito e maldições que as pessoas estão lançando sobre o filme e sobre o sadismo na internet, que me fizeram pensar muito, e refletir sobre quão incoerente é esse puritanismo que as pessoas exalam quando falam sobre a história, simplesmente por ela tirar das sombras um assunto que é delicado de se falar na frente de todo mundo, começando pelo sexo, mas indo além, até o sadismo. Apesar do preconceito começar com as pessoas que não assistiram ao filme e não leram o livro, que eu também não li e não tenho vontade de ler, ela continua a ponto de condenar o que não conhecem e julgar só pelo que os outros falam, o que me emputece extremamente, pois isso ainda é feito, por exemplo, com a homossexualidade. Até hoje os homossexuais sofrem discriminação exatamente porque as pessoas não conhecem e julgam pelo que os outros acham certo ou errado. Imagine sobre o sadismo, que uma simples pesquisa no Google é capaz de chocar até quem gosta de dar umas palmadas mais fortes na cama?

Para desmistificar a coisa toda sobre o filme, tem bem menos cenas de sexo que "Os Sonhadores" (The Dreamers de 2003) em que um jovem estadunidense vai estudar em Paris em 1968, quando estão ocorrendo revoluções civis na França, e fica hospedado na casa de um rapaz e uma moça, irmãos gêmeos, filhos de um poeta que está fora por 1 mês. Eles tomam banho juntos numa banheira, eles transam na cozinha, e transam explicitamente, já que o filme trata sobre a descoberta do sexo. Em 50 tons de cinza as cenas de sexo são sempre em closes bem fechados, com todo o cuidado de não mostrar nada demais do homem, como manda o figurino, a mulher pode estar exposta e o homem não pode aparecer, senão vira escândalo. Ainda vivemos num mundo machista e o filme não foi diferente disso, infelizmente é um ponto bem negativo.

Em nenhum momento Anastasia é forçada a fazer algo que não quisesse, em nenhum momento Christian, como dominador, maltrata, distrata ou força a menina doce a fazer suas vontades. Existe um contrato que Christian apresenta a Anastasia, que ela não assina, que determina todas as circunstâncias e as atividades detalhadamente. Em uma cena maravilhosa no filme, eles tem uma reunião de negócios onde discutem os termos do contrato e Anastasia toma o controle de toda a situação. Todo o momento ela é quem toma todas as decisões contanto que ela seja submissa a todas as vontades do dominador. Christian faz várias concessões às exigências da senhorita Steele, que depois de provocá-lo, finaliza a reunião e vai embora. Uma mostra de que ela não é tão inocente assim.

No mais, durante todo o filme você vai assistir uma quebra de paradigmas e a desconstrução da imagem de monstro do sexo de Christian e a construção de uma mulher que sabe jogar e usar sua perspicácia, aproveitando as oportunidades que lhe são dadas para aprender mais sobre o seu poder e conseguir desfrutar de aventuras que não imaginava que eram possíveis. Nas cenas de sexo, Christian é o dominador, mas o que se mostra é um sadismo soft, que no filme serve como uma exploração dos sentidos, o toque, os estímulos e as diversas possibilidades que não são exploradas no sexo casual naturalmente aceito por todo mundo. Se assistir sem pré-conceitos, vai ficar até estimulado a tentar, porque não é nada demais! Nada a mais, ouso dizer! E segundo relatos, é bem diferente do livro.


Christian Grey (Jamie Dornan)
Você pratica o sadismo? Já foi convidado a praticar? Sabe como é ou já experimentou? Se você respondeu sim a alguma dessas perguntas, comente sobre.
Agora se respondeu não às perguntas, responde mais uma: te incomoda que as pessoas pratiquem? Primeiro sexo, depois sadismo? Vamos abrir a mente, afinal o mundo é plural. E o mercado do sexo e também do sadismo é muito abrangente. Qualquer visita a um Sex Shop prova que existe sempre alguém disposto a tentar algo mais ousado. Não é você, não tem problema, ninguém está te obrigado, nem vai te obrigar. Mas falar sem conhecer e julgar sem nem assistir o filme é desrespeitar o trabalho dos profissionais envolvidos na produção, e você só está mostrando ignorância.

Antes de mais nada, assista e tire suas próprias conclusões, ou não assista mas não faça o papel de moralista sem saber do que se trata. Eu me surpreendi positivamente com o filme e acho que não engana nem manipula ninguém. É um filme que mostra um romance muito mais realista, onde as pessoas fazem sexo, tem problemas de relacionamento, mas não fazem o melodrama novela das 8 que as pessoas estão acostumadas. Experimente e depois me diga o que achou.

Humildemente como você é...

Como você prefere ser tratado? Como você é ou como uma pessoa normal? Para você que tem todas as partes do seu corpo e não tem nenhuma deficiência, que não se encaixa em nenhum grupo de pessoas que sofrem discriminação seja ela qual for, vai me perguntar "Qual a diferença?". Pois há. E para você que respondeu muito rápido que quer ser tratado como uma pessoa normal, pense de novo. Ser tratado como você é é o mínimo de respeito que um ser humano pode te dedicar.

Depois de ver tantas pessoas sendo discriminadas por suas características físicas, e isso acontecer de forma criminosa com os animais, fico pensando o que nos difere dessas pessoas e não consegui encontrar nenhuma resposta. Nem uma hipótese que seja. Todos convivemos com pessoas que tem alguma deficiência, seja ela desde uma deficiência visual leve como miopia até cegueira, seja uma anomalia pequena no corpo ou a má formação de um membro ou do corpo na deficiência física, seja uma dificuldade de ouvir ou uma pessoa totalmente surda, também uma dificuldade na fala ou alguém mudo, não muda que continua sendo uma pessoa e mesmo que elas tenham alguma dificuldade, não devem ser tratadas "como uma pessoa normal" elas SÃO pessoas normais. Elas tem necessidades especiais para auxiliar em tarefas diárias comuns.

Para a espiritualidade, além de serem pessoas normais, elas possuem almas perfeitas como qualquer pessoa possui. O que nos diferencia na verdade é o mundo material onde vivemos somente de passagem e este corpo onde vivemos hoje, que não reflete em nada nossa alma, nem é eterno como ela. Nossa alma não tem uma forma definida, não possui cor ou qualquer coisa que possa nos limitar ou definir como o corpo físico faz. Todos somos espíritos, temos nossas almas e ela é essencialmente igual em todos os seres vivos pois são da energia que forma todo o Universo, e é através dela que estamos ligados aos espíritos superiores, é através dela que realmente experimentamos tudo o que vivemos aqui na Terra e também durante os sonhos no Onírico. Todos esses conhecimentos ficam na alma e não no corpo físico, ficam na nossa mente e na vida.

Essa é uma das razões porque cada pessoa é única e especial, pois ao passo que as almas são energia, elas não podem ser definidas ou limitadas e estão sempre desenvolvendo seu potencial de aprendizado, e as experiências pelas quais passam, únicas para cada indivíduo é o que nos torna especiais à nossa maneira. Tivemos a oportunidade de tomar este corpo material como nosso e estamos aqui para fazer dele nosso instrumento de descoberta e experimentação, através dele também teremos dificuldades a ser vencidas e prazeres a ser conquistados e vivenciados até sua hora de partida chegar e então repousar para o próximo estágio. Perceberam? Você é único e diferente de qualquer outro em todo o Universo, por isso trate de orgulhar-se de quem és e descobrir-se especial por ser você mesmo. Assim, quando quiserem te tratar como qualquer outra pessoa normal, lembre-se do seu papel e que sua vida é única, e queira ser bem tratado humildemente como quem você é.

Persona...

Escolheu a hora
correu mais que vento
repassou os versos
reparou nos pulsos
estalou os dedos
relaxou os ombros.
Cumprimentou a todos,
deu dois passos tensos,
respirou bem fundo
ajoelhou pronto:
Abriu a cortina.
A Ode do Ator

Recitou sem parar
cresceu ao entoar
brevíssimas notas,
belos movimentos
numa única luz.
Palco assombrado
público calado
pela justa ação.
Cerra a cortina
não finda o drama
caída do artista
plena exaustão.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O momento introvertido...

Olá Umikizu, eu sou Pandumiel Tunmarë, o Elfo que ajudou o Allan a fundar o blog. Depois de muito tempo sem passar por aqui, decidimos que seria hora de eu voltar a escrever e compartilhar com vocês minha experiência e meus conceitos de espiritualidade. Também por um momento em nossas vidas, que é hora de voltarmo-nos para dentro, para nossas próprias vidas e assuntos, que merecem total atenção independente do momento, mas que ficam por vezes deixadas de lado. Eu não sou de rodeios, provavelmente meus textos serão mais explicativos. Veremos.

A nossa passagem por esta vida terrena é uma experiência plural, temos que provar de vários sentimentos, praticar várias atividades, nos envolver com todos os tipos de pessoas e tudo isso é o que nos alimenta e forma nossa personalidade, que é, no final das contas, nossa alma que vai se desenvolvendo e está completa para este plano quando chegamos à morte. Todo o tempo de nossas vidas estamos sujeitos a essa experiência e ela acontece querendo ou não.

Pelas influências que a Terra está recendo neste período, que permanece pelos próximos 3 ou 4 meses, as pessoas vão começar a pensar mais nelas mesmas e perceber coisas que não tinham conhecimento antes dessa imersão. Perceberá vícios que não condizem mais com sua realidade, perceberá ações que continua a realizar mesmo sabendo de sua ineficácia e também se perceberá que precisa de um tempo sozinhas, para que escute as vozes da própria mente, do corpo pedindo mais cuidados e da alma pedindo por energias mais nobres e férteis, e também de fé e disciplina.

Haverá uma necessidade de reconciliação consigo mesmo, que não será ruim, e caso você seja uma pessoa mais descontraída, ficará surpresa quando estiver distraída conversando e rindo do que você mesmo está pensando ou falando em voz alta, e nessas horas sentirá o que é amar-se. Descobrirá que você é o seu único amigo verdadeiro e que havia negligenciado essa amizade por um tempo.

Agora, basta esperar que o seu momento chegue, e ele vai chegar, perceberá que sua relação interna se intensifica e buscará conversar com seu eu interior com mais confiança. Esta noite, antes de deitar-se para descansar, tente falar consigo mesmo em voz alta, converse sobre seus problemas e suas alegrias do dia. Fale sobre suas necessidades e suas realizações. Especialmente sobre seus sonhos e deixe que você mesmo dê a resposta para suas perguntas. É o seu maior Presente.


Luz e Amor!
Abraços do Elfo.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Sem escudo...

Pai, me ajuda a entender, me ajuda por favor a compreender onde estão as minha barreiras? Onde está o medo de me colocar, o medo de me expor? Eu não entendo. Não consigo saber o que as pessoas querem de mim, o que esperam. Só me dizem que não me entrego, que não me abro, que não sou eu mesmo, que as ignoro, que não me importo. Quem são elas pra saber? Pelos Deuses!

O que elas esperam, é com elas, não é? Não é? O que querem é frustração delas! Eu não nasci para satisfazer o ego de ninguém, meu Pai! Nem o meu eu satisfaço, por escolha própria e de caso pensado.
Quando me dizem que estou cheio de barreiras, me pego pensando, me mato de rir, depois fico chateado. Está, então, querendo dizer que além de ser fraco, estou me escondendo atrás de uma parede falsa e estou mentindo pra você? É isso? Sério!? Vem aqui, senta aqui do meu lado... Não tem barreira nenhuma, ta vendo? Põe a mão em mim. Tira a mão de mim!

Qual é o problema? Eu não sou um personagem de novela das 8, cheio de reviravoltas e intrigas para você se deleitar. Eu sou isso tudo aqui mesmo, só tudo isso. Só. Tudo isso. Sem barreiras, sem máscaras, sem feitiços e sem proteções demais. Afinal de contas do que você tem medo? De eu estar falando a verdade e você não gostar? Ou você gostou demais e não sabe como lidar? Eu sou só um ser humano, especialmente diferente de você. Como todo mundo é. Temos muito em comum? Que bom, afinal teremos sobre o que conversar, mas não é porque eu não concordo com suas maluquices e não quero te deixar-se enganar que eu sou o vilão da história. Para de querer controlar o mundo, porque ele é moldável, mas não permite abusos e bate mais pesado quando alguém quer ditar as regras do jogo que é só dele.

Obrigado meu Pai, por me mostrar, que das expectativas dos outros eu não levo nada, nem a responsabilidade nem a necessidade de atendê-las. Obrigado por me deixar em paz, por me deixar ser eu mesmo, um ser vivo e frágil que anda por aí deixando meus passos e minha marca em quem me vê, sem escudos para me proteger! Porque por mais que haja dor, espinhos e pedras, minha pele é frágil, mas não é fraca, e meu espirito é mais forte. Só peço uma coisa, Pai, proteção...

Está tudo na sua cabeça...

Primeiro, me colocou de joelhos, só de cueca, de costas pra ele. Ouvi seus passos indo até o fundo da sala, pegou alguma coisa em uma prateleira e voltou a ficar em pé atrás de mim. Pediu que, sem olhar para trás, estendesse minha mão. Coloquei a mão para trás, e ele corrigiu minha postura, colocando-a ao lado do meu ombro esquerdo. Fiquei imóvel.
Passou o objeto que havia pego pela minha nuca, pelo meu ombro, e não pude me conter, ao olhar, vi que era um chicote. Enquanto meu corpo tremia, ele continuou a passar o chicote pelo ombro, percorrendo devagar o meu braço, até chegar na palma da minha mão e então tirá-lo de mim. Cada segundo era uma tortura. E o açoite foi como uma batida de palma.

- Doeu?
Fiz que não com a cabeça. Aliviado, mas sem saber o que me aguardava.
- Veja, está tudo na sua cabeça.
Pegou-me pela mão e me beijou.

Nunca uma chicotada doeu tanto. Nunca fui chicoteado e tinha medo do que não sabia.
Tinha medo do desconhecido, mas não dele.
Era ele o estranho, de quem não sabia nem o nome, mesmo assim, dele não tinha medo.
Tinha medo do que não sabia, porém a curiosidade me fascinava.
Fascinado, dobrei meus joelhos perto da porta e implorei por piedade.
Doeu mais o beijo que a chicotada. Marcou mais o medo que o doce da boca.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Foi uma noite de festa!!!

Peguei minhas mandingas, medos e preconceitos e joguei tudo no chão, juntei algumas velas coloridas, esperei o céu escurecer, acendi um incenso, uma vela branca, peguei um punhado de terra e enchi um cálice com água da bica, sentei no chão com punhal numa mão e a esperança na outra. Desenhei com o bastão, um círculo à minha volta, pintei no ar algumas palavras. Amor, Coragem, Paz e Continuidade. Deixei no centro do círculo o cálice com água e coloquei lá dentro a adaga, depois de passa-la na terra. Era noite de festa. E havia um pão, um bolo e uma taça de vinho.

No silêncio do quase noite no quintal de casa, enquanto as pessoas voltavam do trabalho cansadas e pesadas, eu estava nu, dançando uma música que só eu ouvia, pois se aproximavam do meu círculo os guerreiros de outro tempo, com seus instrumentos afinados e as espadas embainhadas, algumas na cintura, outras às costas. Chegavam também os belos elfos e as lindas ninfas, cantando afinados uma canção de bençãos e carinho. Vinham aos trancos os famosos gigantes com seus passos largos e sonoros, acompanhados dos risos quase invisíveis das fadas ao som de suas pequeninas asas. Era noite de festa. Havia alegria, nostalgia e muita gratidão.

Ao final da reunião, com a música alta e os convidados quase todos acomodados em comunhão, vieram nos encantar os senhores do nosso plano. Veio primeiro a Lua, cheia, plena de luz branca e pura, Ao longe no horizonte estava o rei Sol, quase acordado de seu descanso, fazendo desenhos coloridos nas nuvens que o perseguiam. O céu estrelado só de um lado, estava finalmente completo, e a Terra, a grande anfitriã, já havia festejado com alegria a presença desses guias e pequenos menestréis. Foi uma noite de festa! E continuava durante o dia.

O bolo acabou, o pão estava na metade, revelando o mel que recheava seu sabor, o vinho já nutria a vida dos presentes, o círculo ainda intacto, estava maior, tomado pelo ar numa espiral de muita energia corrente. Regalos foram deixados por cada visitante, uma folha, uma boa palavra e algumas sementes, que dariam novos frutos ao germinar no fim do outono. A manhã que logo apossou-se dos espaços visíveis, e os trabalhadores que já acordavam para começar um novo dia, não imaginavam que a festa que varava a noite, fortemente os envolvia, nem que dela participaram viajando através dos sonhos. Com suas espadas embainhadas, acordaram suavemente, com um sorriso no rosto e disposição de criança contente.

Bom dia nova aurora, seja belo esse novo sol ardente, não judie dessa gente que faz esse mundo possível. Deixa o dia raiar com mais energia e disposição e que todos no final atinjam seu objetivo sem nunca desviar dos caminhos do coração. A fé dessa oração não se encontra sem que a gente esqueça de superstição e feche os olhos, concentrados nas palavras que reforçam o ritual que agora chega ao final. Da água retira-se a adaga, misturo com a terra, o ar e as cinzas que não voaram com o aroma de alecrim e bétula. O círculo se abre liberando a energia sagrada, preenchendo corpo e mente em uma proteção dourada. Esse é o desejo do meu coração, essa é a força que carrego na mente, pela energia que corre na terra, no ar, no fogo e na água, eu encerro esse desejo com lágrimas e esperanças.

Vão-se embora pouco a pouco os convidados honrosos e deixam aqui contigo um simples pensamento:
- Faça o que tem vontade, não se apegue à vaidade, corre do moço covarde e agradece as suas conquistas, com a força de vontade que vai te fazer dar mais um passo amanhã, pro caminho que tem escolhido na vida que hoje você rege. Bom dia nobres pessoas e que sejam abençoados!

Welcome home - Gui Mohallem

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Um pouco de música: Sia - Chandelier...

Hoje fui tocado pela qualidade das performances da maravilinda Sia Furler, e resolvi gravar um trechinho do sucesso Chandelier! Ela me inspira, deixando cada performance única, com a participação da menina mais fantástica que já vi, Maddie Ziegler, que conquistou todo mundo com sua dança precisa. Inclusive, a apresentação do Grammy 2015 da Sia foi de tirar o fôlego.


Então, uma honra máxima pra mim, canto um trecho de uma das músicas que mais me tocou nos últimos tempos. Espero que gostem e comentem! `^^´

A Teoria de Tudo...

"Deve haver algo muito especial sobre os limites do universo.
E o que pode ser mais especial do que não haver limites?"
Hoje fomos assistir "A Teoria de Tudo" e descobrimos que a vida é bela, cheia de nuances delicados e sutis, além de que ter força de vontade não é tudo, precisamos sempre de alguém para nos ajudar a fazer tudo acontecer. O filme foi muito bem escrito e contou a história de uma forma muito bonita, e em alguns momentos subjetiva, sobre a vida do físico e cosmologista Stephen Hawking, o que transformou a película em uma bela obra de arte com cenas que transbordavam emoção e verdade.

Com cenas belíssimas e atuações incríveis, Eddie Redmayne (Stephen Hawking) e Felicity Jones (Jane Hawking) demonstraram de forma sublime a dificuldade que a doença degenerativa de Hawking afetou a vida dos dois, os desafios cada vez mais pesados e o quanto o tempo, que foi o tema do trabalho de Stephen, afetou a relação. Mostraram com muita sensibilidade os problemas que o casal passou e não desmoronaram, todas as cenas foram permeadas de muita emoção, podia-se ver nos olhos dos atores, mas em nenhum momento demonstraram fraqueza, o que deixou o filme ainda mais cativante.

O roteiro explora o relacionamento de Stephen e Jane Hawking, desde quando se conhecem na universidade de Cambridge, e toda a trajetória do casal, com atenção ao apoio de Jane na carreira e na vida de Hawking. Depois de ser diagnosticado com a doença de Lou Gehrig, ou ELA (que ficou famosa com o "Desafio do Balde de Gelo" pelo mundo em 2014), os médicos dão no máximo 2 anos de vida para Stephen, que até então não sabia qual seria o tema de sua tese para o mestrado. Depois de tentar fugir de todos, Jane se esforça e declara seu amor por Stephen, eles se casam e os dois lutaram juntos contra a doença degenerativa, ultrapassam os problemas e tem 3 filhos.

Como sempre, para saber mais, eu peço que você vá ao cinema e assista o filme, porque vale muito a pena. As cenas e fotografia do filme são impecáveis. E a delicadeza com que a história é contada, o cuidado ao tocar nos conflitos diários e mostrar a força de vontade do casal em continuar a seguir em frente é emocionante.

"Não importa quanto a vida possa ser ruim, sempre existe algo que você pode fazer, e triunfar. Enquanto há vida, há esperança."

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Três vezes domingo...

Acordou o dia, raiando Sol
Que irradia alegria no ar
Num dia lento como caracol.

Fico feliz só de poder olhar
As pessoas sem compromisso
Passando o dia bem devagar.

Alguém ainda não sabe disso
Sai gritando por aí estérico
É hoje que se acaba tudo isso!

Mas que impaciente o cético
Que não imagina quão sagrado
É nosso domingo, o dia rústico.

Então aproveite o que hoje lhe for dado
Fique tranquilo, e vislumbre o por do Sol
Com seu amor sentadinho ao seu lado.

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Uma primeira tentativa de terceto. Espero que tenha dado certo! `^^´
Bom domingo!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Antes...

... de ler: Limpe a mente.
... de criticar: entenda.
... de acreditar: questione.
... de julgar: reflita.
... de falar: pense duas vezes.
... de escrever: pare de pensar.
... de amar: abra o coração.
... de mentir: lembre da consequência.
... de bater: pense que vai doer.
... de atacar: você é vulnerável.
... de punir: você também erra.
... de gritar: respire fundo.
... de dormir: faça uma oração.
... de morrer...

... de qualquer coisa, fique atento, é vida é um ciclo, uma espiral.
... pergunte-se para que sentido quer seguir. Uma espiral sobre e desce no infinito.
... de escolher, questione. Conheça o caminho por onde vai andar.
... de mais nada, faça amizade com você mesmx.

A vida é uma viagem que não tem fim. Nós somos somente passageiros desse mundo que não conhece o tempo. Nossa jornada é infinita pelo espaço que é percorrida. E de vais e vens, encontros e despedidas que fazemos nossa contribuição ser percebida.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Cama de gato...

© Baila Goldenthal - Cat's Cradle / String Theory, 2008
Por muitos dias venho conversando comigo mesmo sobre uma vontade, que passa pela mente e percorre o corpo todo, uma necessidade de tato que aguce os sentidos, completando o quebra-cabeças de se encaixar com alguém inteiro. Já faz algum tempo, eu venho mentalizando e cultivando esse encontro, sobre estar com alguém com quem se queira estar, envolver. Desenrolar. Mas esse alguém, quem é?

Será que é isso que me prende? Pensar que alguém precisa ter nome, endereço, telefone e documento com foto? Afinal de contas minha vontade é de me encontrar com alguém, e esse alguém pode ser qualquer um. Pode ser você, e pode ser alguém do Panamá! O que está solto nessa história toda é que não há nada que me ligue em você, nem que me ligue ao Panamá. Uma noite apenas. Uma boa noite. Boa noite.
O que me ligaria a alguém? Onde está aquele fio de prata que me liga a minh'alma, onde está o fio dourado do destino, para que eu possa segui-lo e dar uma olhada no caminho que me leva até o fim desse incerto coração?

Nossa vida é cheia desses fios multicoloridos, como as cores que formam o arco-íris e que emanam dos nossos chacras em todas as direções. Passei a vida desembaraçando os meus, cuidando para que nenhum desse nó, para que não atrapalhasse nenhum outro fio, para que não incomodasse ninguém. Hoje eles são uma cama de gato! Nenhum fio se toca, nenhum forma laço, nenhum dá nó para prender nada nem ninguém.

Moiras
Alguém há de tocar nesses meus fios tão arrumadinhos, causar uma bagunça que vai me tirar dos eixos, criar uma confusão onde a gente se enrole cada vez mais enquanto tenta reorganizar, e permaneçamos amarrados nas cores reforçadas pelos fios mais coloridos que duas pessoas podem precisar. Mas que seja certo que o fio de prata das nossas almas se entrelacem um no outro, não como almas gêmeas, e sim como das almas que foram separadas pelos deuses quando eles não sabiam o que fazer com o amor. E que os nossos fios dourados brilhem forte e façam música enquanto dançam nossos destinos em um grande espetáculo fazendo com que as Moiras se demorem mais um pouco para corta-los novamente, nos separando um do outro até que sejamos, mais uma vez alguém só, somente.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Já posso namorar...

Quer namorar comigo?
Já sei namorar! Disseram os "Tribalistas" que soltaram duas ou três pérolas musicais e sumiram do mapa, como os meus antigos namorados. Eles foram embora porque eu não estava pronto para namorar, só podia ser isso. Sou garoto bom, dedicado, inteligente, educado e romântico. Não é isso o que todo mundo espera de um namorado? Mas não era. E agora vai ficar ainda mais difícil de querer. Quando passo pela rua e vejo casais, não vejo casais, vejo parceiros sexuais que transam e que vivem juntos. Brigam mais que cão e gato, rasgam tudo que conheço como amor e jogam na minha cara um relacionamento de 5 anos, aos trancos e barrancos, que não possui nada mais que sexo. 5 anos de sexo. Apenas. Será só isso? Não pode ser...

Há o término, de mês em mês, uma vez por semana. Cada um pro seu lado, pra sempre! Adeus! Horas depois o telefone assovia com uma mensagem de arrependimento no Whatsapp. Tudo que morreu, renasce sem mudar nada. Mais uma briga de reconciliação, mais uma cama que range em reconstrução de uma relação que não existe. Permeada de desmedida desconfiança, provas e fugidinhas de que nada aconteceu. Uma hora no telefone pra explicar 5 minutos de atraso. 5 minutos na cama para justificar os desejos ocultos e completar o buraco que ainda está vazio desde o início. Existe uma cola que os mantém juntos, o que quer que seja, eu não entendo.

Eu já sei como não namorar, como não me entregar ao ciúme, aos desejos sem sentido, aos prantos reptilianos de quem não sabe conseguir nada com uma conversa madura e inteligente. Já sei que não quero um relacionamento frio, onde as pessoas transam para sustentar uma relação que nunca foi uma relação, para mim é um apego. Não quero uma fachada bonita com pouca informação, propaganda enganosa que ganha milhões e sai nas capas de revista, mas que vive na noite, perdido de boca em boca e prende-se ao primeiro que lhe der algo mais que um pau. Um beijo e um abraço. O cuidado de um sentimento real ou que ature a sogra que tem tantos problemas quanto o filho. Mais problemas para quem quer só ser um casal.

Eu espero que possamos namorar um dia. Do jeito que se fazia nos tempos de nossos pais. Meus pais fugiram de casa para ficar juntos, buscaram abrigo na casa dos amigos, fugiram para fugir da proibição que era estar juntos por amar. Amor esse que sonho ainda existe nos dias de aplicativos de celular e encontros casuais na fila da balada sem continuidade. Uma despedida na chegada que explica mais a solidão que a saudade. Uma ficção momentânea para preencher o espaço na cama por uma noite que seja. Afinal os espaços devem ser usados, e as vagas preenchidas por quem tiver disponibilidade, até que finalmente o hotel feche. Não há vagas. Chegamos ao fim do expediente, a hora do derradeiro adeus.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Quem nós somos!!!

Esta é uma grande reflexão que eu gostaria que todos fizessem.
Simples como deve ser. Claro como água para mim. E quanto a você?
Compartilhe seus pensamentos.

"Como é, estamos apenas rodeando nossas vidas - empurrando goela abaixo experiências não digeridas tão rápido quanto podemos engolir - porque a consciência da nossa própria existência é tão superficial e tão estreita que nada nos parece mais chato do que simplesmente existir. Se eu perguntar o que você fez, viu, ouviu, cheirou, tocou e provou ontem, é provável que não consiga nada mais do que um esboço, contornado pelas poucas coisas que você percebeu, e desses apenas o que você acha que vale a pena lembrar. É surpreendente que uma existência tão experiente pareça vazia e nua quanto a fome de um futuro infinito é insaciável? Mas suponho que você poderia responder: "Eu levaria uma eternidade para te dizer, e estou muito mais interessado ​​no que está acontecendo agora." Como é possível que um ser com jóias tão sensíveis como os olhos, com instrumentos musicais encantados como os ouvidos e um arabesco fabuloso de nervos como o cérebro pode experimentar-se como algo menos do que um deus? E, quando você considera que este organismo incalculavelmente sutil é inseparável dos padrões ainda mais maravilhosos de seu meio ambiente - à partir dos mais minuciosos modelos elétricos até toda a companhia das galáxias - como é concebível que esta encarnação de toda a eternidade pode ficar entediada por existir?"

~ Alan Watts , O Livro: O Tabu de Saber Quem Você É

Então, viva a sua vida para sempre!
Você vale a pena.

Nós somos o que acreditamos ser. ~ C. S. Lewis
"Tradução livre"

Who we are!!!

This is a great reflection I would like everyone to try.
Simple as it must be. Crystal clear for me. How about you?
Share your thoughts.

“As it is, we are merely bolting our lives — gulping down undigested experiences as fast as we can stuff them in — because awareness of our own existence is so superficial and so narrow that nothing seems to us more boring than simple being.  If I ask you what you did, saw, heard, smelled, touched and tasted yesterday, I am likely to get nothing more than the thin, sketchy outline of the few things that you noticed, and of those only what you thought worth remembering. Is it surprising that an existence so experienced seems so empty and bare that its hunger for an infinite future is insatiable? But suppose you could answer, “It would take me forever to tell you, and I am much too interested in what’s happening now.” How is it possible that a being with such sensitive jewels as the eyes, such enchanted musical instruments as the ears, and such a fabulous arabesque of nerves as the brain can experience itself as anything less than a god? And, when you consider that this incalculably subtle organism is inseparable from the still more marvelous patterns of its environment—from the minutest electrical designs to the whole company of the galaxies—how is it conceivable that this incarnation of all eternity can be bored with being?”

~ Alan Watts, The Book: On the Taboo Against Knowing Who You Are

So, live your life forever!
You are worth it.