Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

FELIZ EVOLUÇÃO!

Este foi um ano que todos aprendemos a pensar, respeitar, despertando o instinto humano e com isso começamos a entender que a nossa sociedade está corrompida e precisa de uma mudança para que não sejamos mais uma pirâmide de classes e diferenças, mas uma comunidade multicolorida, multicultural e mais bonita! Muita gente está cansada de 2015 exatamente por isso, foi um ano que veio pra cutucar todo mundo, fazer a gente pensar, provocar mudanças, causar amarguras no que está errado e expor falhas! Parabéns! Não coloque açúcar para disfarçar os gostos ruins, troque a receita e resolva de uma vez, transformando aquele remédio ruim em um prato delicioso que você vai compartilhar com seus amigos e com quem está próximo, mesmo não conheça ainda, mas que vai começar a fazer amizade e vai aprender a gostar!

O Amor é a força, o valor e a única receita para 2016. Sim sim. Ame. Só isso. Quando você re-aprender a amar, vai encontrar o seu caminho, vai ser guiado pelo melhor dos sentimentos e vai-se encontrar com pessoas que são Amor também. Seus objetivos e dificuldades vão de encontro com as resoluções mais carinhosas e menos penosas. Só não adianta ser ansioso, espere, peça com o coração e respeite o tempo das coisas. 2016 vai continuar nos ensinando a ter paciência e a dominar a ansiedade que a vida moderna nos impôs até hoje. É hora de quebrar essa corrente frenética, mas não é pra ficar parado e esperar as coisas caírem no seu colo. 2016 também é o ano de Fazer Acontecer!
Forte, faça sua parte e então você vai colher os resultados. Nós sempre temos o que fazer, temos muito o que fazer pelo nosso mundo, país, comunidade ou família e amigos. Olhe ao seu redor...

Aos meus amigos e familiares, obrigado pela compreensão desse ano difícil, que eu fiquei bastante afastado de todos vocês. Foi essencial para minha caminhada pessoal e espiritual! Grato pela paciência e por todos os toques legais que eu recebi. Todas as lições que eu aprendi e as coisas boas que aconteceram. Eu estou fechando o ano com saldo positivo, até na conta no banco. É uma alegria!

A todos, TODOS MESMO, desejo um FELIZ NATAL! Boas Festas e muita luz!
Acredito que volto aqui antes de 2016, mas caso não volte, FELIZ ANO NOVO!
Muita Luz e Amor para que o novo mundo nasça sem pesar e que seu coração e sua mente se abram para as mudanças que precisam acontecer e não se enganem quando tentarem barrar a sua evolução e caminhada para um mundo melhor, porque ele vai quebrar todos os paradigmas que temos hoje.


Luz!
Festas!
Amor!
Evolução!
Comunhão!
Paz!
Firmeza!
Foco!
2016! 

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Doe uma palavra - Pedestal...

Veja bem o que aconteceu comigo:
Estava tranquilo da vida, quando
Num repente emocionado e cego
Me colocaram lá no topo do todo.

Lá de cima, eu via a razão dele
Uma pena, meu rapaz, deu dó!
Olhei a todos e arrepiou a pele,
Todos iguais. Em cima, eu, só.

Piorou. Começaram a brigar,
Balançando para me derrubar,
Escalando até que perdiam o ar!

Parem! Parem, por favor! Aqui
Sou só mais um de vocês, somos
Iguais... E, de novo, eu estava só.


Palavra doada pelo Poeta Errante

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O medo da "elite"...

Assusta quando as coisas saem do seu controle. Assusta quando vivemos numa situação ruim, mas confortável, e temos que nos mexer para que os pratos não desequilibrem, as vezes temos que fazer sacrifícios e deixar de lado o que mais gostamos ou que nos da muito prazer para que o que é essencial não falte. Bem vindo ao caminho das mudanças. Bem vindo à realidade do nosso país.

Esse ano de 2015 foi uma forma de nos preparar para as mudanças que virão em 2016, tanto aqui no Brasil como no mundo todo. Vamos ser obrigados a pensar no essencial e desfazer nossos laços com o consumismo, com os abusos e com as corrupções do "jeitinho brasileiro" se quisermos passar por essa "marola" sem ser afetados novamente, porque sim, é possível que não sejamos realmente afetados por essa "crise". Cabe a cada um encontrar sua maneira de manter os pratos girando.

Agora estamos sendo obrigados a pensar e planejar e também a fazer as escolhas de acordo com uma situação caótica, que nos direciona a correr menos riscos, impulsiona o pensamento para destinos menos nefastos. Não há ninguém tão melhor que a gente, então é cada um por si. Eu tenho que me virar por meus próprios meios para sobreviver. Você deve ter visto as pessoas ao seu redor menos preocupadas com a vida dos outros, porque finalmente elas tem que prestar atenção na própria situação. Agora cada um terá seus próprios problemas para cuidar, e assim será por um bom tempo. Pelo menos até nos acostumarmos com a crise e encontrarmos o ponto de conforto mais uma vez. Afinal de contas, somos uma raça que se conforma e se adapta muito facilmente, mesmo em situações de risco.

Por isso eu te aviso, se você se conformar agora, vai ser cutucado de novo por uma crise crescente e vai sofrer sozinho. Mantenha-se em movimento, lutando pelo seu espaço e por seus objetivos antes de ser incomodado por mais problemas. Mantenha sua mente ativa, sua vida sob controle e esqueça um pouco da vida dos outros, eles estão aptos a cuidar de suas próprias vidas. Mas nunca negue ajuda para quem pedir à sua porta. Amanhã você também vai precisar de ajuda e isso vai definir a nossa nova sociedade, unida e colaborativa, menos individualista e mais feliz.

Livro "Tom and Jerry" (1821) por George Cruiksh

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Projeto Doe Uma Palavra...

Quanto tempo faz que você não eterniza um sentimento ou um momento importante da sua vida em algo mais leve que uma fotografia e mais sutil que um relato? Que acha de transformar tudo isso em uma palavra e deixar que o Umikizu! eternize sua palavra em forma de poesia, conto ou crônica?

Com o objetivo de simplificar e eternizar o seu momento, dando ainda mais cor e sensibilidade para o que foi especial para você surgiu o Projeto Doe Uma Palavra. Começou no final do Festival Curta Cenas de teatro na cidade de Sumaré, que foi um encontro maravilhoso de artistas e para que não acabasse do nada, eu pedi para que me doassem uma palavra e, para cada palavra doada, criaria um texto para eternizar o momento e a sensação daquela palavra para aquele artista. Veja aqui: Doe Uma Palavra - Curta textos do Curta Cenas...

Pelo sucesso e pela memória literária e artística dos momentos mais felizes, vamos estender este projeto para quem quiser Doar Uma Palavra para a eternidade.

Se quiser fazer sua doação, deixe sua palavra em destaque nos comentários e fique à vontade para contar o seu momento. Ela aparecerá aqui no blog logo logo para você guardar contigo para sempre.

Comente e Doe Uma Palavra! `^^´

Projeto #Doe Uma Palavra

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Doe uma palavra - Sensacional!

O momento de tentar,
decidir participar e
encarar a concorrência.
Um trabalho de tempo, 
esforço e dedicação,
agora confiante, deixo
que voe pelo mundo.

Felicidade! Deu certo!
Ansiosa viagem, parto.
Calorosa chegada, fico
bem feliz com os amigos.
E então, logo me permito
relaxar e aproveitar!
Até a hora de apresentar!

O encontro com as cenas,
uma atrás da outra, três
dias passaram voando!
E na despedida, alegria!
Parabéns, felicidades,
ainda que fique a saudade,
do que foi sensacional!


Doação do ator Bruno Donaz.
#DoeUmaPalavra

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Bruno Donaz - Sua Arte, Teatro...

Conheci o Bruno no Festival Curta Cenas de Sumaré que aconteceu em Novembro de 2015. Foram 3 dias de grandes trocas e novas amizades, entre todos os grupos que vieram para o festival e estou convidando cada um deles para compartilhar um pouco de #SuaArte com o Umikizu!
O Bruno, como todos os artistas que participaram do festival, nos surpreendeu com uma cena bonita e sensível. "O Sonho de uma Flauta" foi simples e contou com um trabalho de corpo e voz muito intenso e bem coordenado, trabalho que rendeu o prêmio de melhor ator no festival. Por isso, conheçam agora um pouco da trajetória do Bruno:

Bruno Donaz é ator, palhaço e músico, atualmente bacharelando em Atuação Cênica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Teve sua pesquisa teatral inicial na Escola Municipal de Artes Dramáticas Antônio José – O Judeu e seu estudo musical iniciado na escola de música MUZISOM em Nilópolis - RJ. Iniciou como palhaço com o grupo Teatro de Anônimo em cursos ministrados por Fabio Freitas e Regina Oliveira respectivamente. Atualmente, na UNIRIO estuda juntamente com o “Surgiu na Hora” a fantástica lógica do palhaço unida com o palco italiano. Integra o grupo Surgiu na Hora desde 2012 e juntamente com seu grupo, é premiado pelo ministério da cultura com o prêmio 100 anos de Mazzaropi de culturas populares e prêmio arte na rua da prefeitura de Niterói.
Atualmente está circulando com o solo narrativo “O sonho de uma flauta” cujo texto original é de Herman Hesse, o qual deu a Bruno o prêmio de melhor ator no festival Curta Cenas Sumaré. A montagem contará a partir de 2016 com a direção de Roberto Rodrigues da Cia teatral Milongas do Rio de Janeiro.

Fotos da cena solo "O sonho de uma flauta"



sábado, 12 de dezembro de 2015

Contemplação...

Andando eu pensava em mil coisas
Quando uma senhora que caminhava
Com o auxílio de uma bengala, via
À distância, uma árvore atrás de mim.

Com cuidado, uma mão na bengala,
Outra em riste apontando um galho,
Ela caminhava até a planta devagar.
Parei, de tudo, pois sabia o que viria.

Ela parou, com as mãos erguidas, ria
Com o galho florido de branco, olhe
Que cena mais bonita, na mão a flor.

A bengala sumiu, o sorriso ficou
Nas mãos rejuvenescidas, as flores
E um momento rápido de amor!

Fórum Photo Challenge - igra 123

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

... vai fazer o que te faz sorrir!

"Então era tudo isso que você queria? Todo esse fogo no rabo, essa vontade sem jeito era tudo maneira de realizar o seu desejo? Era só isso menino? Responde, que sua mãe já não tá pra brincadeira! Num vai mesmo falar é nada, infeliz? Pois que assim seja! Pois que agora, ah, agora, quem vai falar sou eu! Presta atenção, que sua mãe lhe fala do coração e das marcas que carrega no corpo todinho.

Não adianta você se realiza num sonho, fazer as vontades todas, se depois disso, num tiver mais nada pra fazer. Não tiver objetivo na vida. Não tiver mais ninguém pra ficar junto de você, nem tiver onde dormir. Realizar nossos desejos é uma das coisas mais boas que tem na vida, poder fazer nossos sonhos sair dos sonhos, vir pra realidade. Deixar os bobo que desconfiavam da gente de queixo caído! E a gente passar na frente de todo mundo, com orgulho de ter feito o que a gente queria, sem depender de ninguém, sem pedir nada pra ninguém, e mais ainda, sem dever nada pra ninguém, meu filho. Nisso, eu te dou parabéns, viu? Nisso eu quero só teu bem!

Mas quando te pararem e perguntarem: 'E agora, o que você vai fazer da vida?' O que você vai responder? 'Agora eu não sei...' É isso o que você vai dizer! E eu fico triste, meu filho. Fico muito triste. Vejo uma pessoa que deu tudo de si para realizar um sonho, com tanto potencial, agora perdido, sem nenhum sentido para seguir e sem mais nenhum sonho pra sonhar! Que adiantou correr tanto? Que adiantou apressar as coisas? É tanta coisa que a gente tem pra fazer na vida, tanta belezura pra gente fazer, pra conhecer, pra aproveitar. Como é que pode você estar perdido? Como pode se sentir sem mais nada pra fazer? Hein?

Pois agora eu quero que você me responda! Me diga qual é o seu sonho? Conta pra mãe que você ainda tem unzinho sequer, só pro meu coração ficar mais tranquilo. Me diz que você quer viajar, agora você vai conhecer alguém pra se juntar, ou que você vai virar hippie e vai andar por aí espalhando o amor, pra mim bastaria, sabia? Porque eu ia saber que você tá se ocupando, ta fazendo a vida valer a pena e não ta entregue às incertezas. Não vai ter problema com o que não deve se meter! Eu te peço meu filho, com o peito apertado e a cabeça pronta pra explodir, mas eu quero que você pense no que quer fazer agora. Pois a morte não ta na sua hora, e a vida ta cheia de sede de te fazer sorrir.

Sorria meu filho, por hoje, sorria, junto com o pranto da sua mãe. Porque hoje é mais um dia que você tá bem. Sorria agora, pra mãe ver você bem de novo. E amanhã você vai saber que enquanto esse sorriso estiver aí na sua cara, a mãe não vai mais chorar! A mãe nunca mais vai chorar, porque sabe que você tá bem e não vai desistir de ser feliz também. Não há mais nada nesse mundo que sua mãe queira mais. Tá bem? Vai lá e vai fazer o que te faz sorrir! Vai."

Obrigado... mãe!

Foto de Jennifer Lockridge fonte: Central de Curiosidades

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Como matar um anjo...

Numa tarde de segunda-feira eu descansava tomando uma garrafa de cerveja e curtia a brisa silenciosa de fim de primavera. De repete, na mesa ao lado, começou uma conversa de dois senhores de meia idade, ambos bêbados e muito certos do que diziam.

- Você acredita em anjus?
- Acredito! Anjo da guarda, anjo da graça, anjo guia, anjo da morte!
- Que tanto anjo, quê o que oh! Anjo é Anjo! Só isso.
- A gente num tem profissão, oh mané? Anjo também tem.
- Ah, é? Sabia não... Sabia não...
- Mas é! E muito! Muito mêmo!
- Mas a gente morre, né? E anjo?
- Anjo num morre mané! Anjo num morre.
- Morre sim. Ouvi dizê! Óia. Tem dois jeito.
O primêro, é tirá as asas deles. É. Isso. Daí eles vira mortal e morre!
O segundo, é matá eles cas arma deles. Com o que eles tem de sagrado.
É assim...
- Mas onde cê viu isso, seu maluco? Onde já se viu, matá anjo. E anjo vem pra cá!?
- Num vem? Claro que vem! OH!! Se vem.
- Cê já viu? Já viu anjo? Hein?
- Vi.... vi uai! Vi a Graziela! É um anjo!!
- HA. HA. HA. - Ele ria em pausas - Seu abestaiado!
- Mas é! É anja bunita! Anja linda pra casá! 
- Ainda acho que anjo não morre. Não morre, não.
- Sei lá!

E não disseram mais nenhuma palavra. Não pelos outros 40 minutos que aproveitei mesmo o silêncio de uma tarde com brisa de primavera. Dizem que quando fazemos silêncio numa mesa é porque passou um anjo. Talvez depois da conversa houvesse um fazendo guarda daqueles dois pobres coitados.
Ouvi dizer que o "matador de anjos" sempre contava essa mesma história por ali. E quando ele fazia, no outro dia, o ouvinte falecia. Talvez ele mesmo fosse um anjo, o anjo dos bêbados e dos bares, onde as pessoas iam afogar as mágoas e procurar um fim para sua história.
Talvez...
O que eu sei, é que anjos não morrem, não é mesmo?

Soul meet Death - ©2009-2015 TheBoyofCheese

sábado, 5 de dezembro de 2015

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

O silêncio...

http://maxiskirtednation.tumblr.com/
Aos olhos que os meus nunca tocaram
Fica a homenagem de quem os amou
Os seus rápidos deslizes e desdéns
Incomodam por não me quererem bem.

Aos braços que nunca me abraçaram
Com suas mãos longas que me atraem
De maneiras vis e vorazes devoram
Movimentos frios de certeira maldade

Ao seu tronco, forte e fino, sem roupa
Coberto de beleza e encanto mesquinho
Fica longe de mim, longe de qualquer um

Sua alma não tem sentimentos, afasta-se
De tudo que é sagrado, bonito e sereno
Cobre-se com véus escuros de silêncios...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Dezembro e o silêncio...

"E o silêncio virá. Este é o desafio
Para quebrá-lo, cautela, zelo, carinho e fé
Para mantê-lo, o mesmo, com paciência e discernimento
Nasce o silêncio
Não deixe que ele morra, não mais que o necessário"

     ~ Dezembro

É hora de calar. Aproveitar a energia que seria desperdiçada na fala e agir, fazer, desenvolver. Não é voto de silêncio, não é regra, não é lei. É mais forte que isso. É empatia. Se não tem o que dizer: silencie sem calar.

Vale cada segundo de serenidade restaurada, de sons do mundo e dos sons do corpo e mais nada. Sejamos silenciosos como as estrelas!


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

In.finito...

Aproveite o final de ano, é a liquidação total!
Entramos num ritmo de finalização no astral.
Tudo que estava escondido, perdido ou,
de alguma forma deixado de lado,
tem a oportunidade de ser resolvido e enterrado.

As pessoas tornam-se mais animadas,
Tomadas por essa energia do Natal,
Uma verdade, independente da religião,
As pessoas se unem e tem mais amor,
Seja lá qual for a intenção, amor e união.


Mesmo que não acredite em energias ou,
Se sua religião não permite entender a questão,
As egrégoras não precisam, como você, de autoafirmação.
Que tal deixar de lado a ignorância e aceitar?
A seita que dói menos é a que leva a gente a amar.

Aceitar nunca é fácil, para alguns, fora de questão.
E bater a cabeça num muro de equívocos é mais atraente,
Não faz questão de saber seguir em frente? Meu caro,
Fique bem aí no final da fila, pois aqui há evolução.
Não finalize nada, mas pergunte-se: Onde foi que eu errei?

Não é erro, é só seu desespero de seguir uma receita,
Vinda de uma terra distante e sem nenhuma fartura,
Preparada para submissão.
Sirva sua gente, o importante é seu irmão.
E isso só funciona onde os olhos pelos olhos não te deixam cego!

Aproveite, aproveitem todos! Os olhos estão salvos nessa lunação.
O fim de ano fecha ciclos que estavam em looping
Ele auxilia os mais perdidos a encontrar a salvação.
Ainda deixa os dias mais lindos com um monte de pisca-pisca.
Como é lindo terminar tudo o que precisava acabar!
Como é bom saber que um dia todos vão saber amar!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Loucura da Paixão...

Aos poucos amadurecemos e todo o tempo, descobrimos algo bom em ter experiência. A gente assiste, como num flash back, alguém passando pela mesma situação, mesmo acontecimento, mas com reações e aprendizados diferentes. E você percebe pela observação de longe, que aprendeu mesmo a lidar com aquilo, que cada um tem o seu tempo e sua forma de aprender e que todas são válidas.
Isso se repete, diversas vezes. De maneiras cada vez mais diferentes e você aprende com cada uma delas. Você aprende mesmo é a aprender. Deixa de se surpreender demais com algumas pessoas, não se entusiasma tanto com novidades, especialmente não se deixa tomar louca e cegamente pela paixão.


O romance acontece para os outros. Acontece a sua volta, mas você prefere a companhia dos amigos, dos livros, das coisas que te fazem bem pra sempre, de verdade. Você vê o romance do amigo terminando, você assiste casamentos acabando, e o romance estudantil que nunca morre, ainda persiste e capta em suas garras até pessoas mais experientes que você. Um amigo de longa data, morre de amores por meninas que não são suas, com uma mulher, filhos e toda sorte de certezas em casa. Mas o desejo e a paixão ainda gritam na sua orelha. Eu assisto essas cenas e ele me pede ajuda, só repito as respostas que ele já sabe, mas mesmo assim ele quer seguir em frente com a aventura juvenil, enquanto eu vejo seu coração em pedaços e uma vida toda andando pela corda bamba.

São as emoções e as incertezas da vida que deixam tudo mais interessante, pelo menos é o que me dizem os que se aventuram pelas sombras e se deixam inebriar pelo doce e delirante cheiro da aventura. Viver no limite! Não, não me agrada mais. Das incertezas da vida, já me basta não saber onde eu vou estar amanhã, ou onde vou trabalhar, com quem, como. No mais, as pessoas tem se tornado bem previsíveis. Das 7 bilhões de pessoas no mundo, esbarramos sempre com as mesmas e sempre com o mesmo papo.

É duro se encontrar sempre com as mesmas pessoas, pois assim você reconhece a distância sempre crescente entre vocês. Encontrar um amigo que não via a algum tempo, reconhecer nele o mesmo buraco que existe em você e saber que você não pode fazer nada, porque você não cabe mais ali, é um tanto desolador. Tão pequeninhos eles estão. Tão iguais, enquanto você andou milhas e continua aqui. Sem caber em ninguém, sem que te preencham também.
O romance que preenche os dois são diferentes. Um pretende e o outro entende. Um quer ver quem cabe, o outro quer aprender a preencher espaços diferentes. Um é um buraco endurecido e permanente. O outro deixa um espaço reservado, mesmo sabendo ser autossuficiente.

Acredito que é nessas horas que a gente aprende que as emoções e as incertezas da vida são realmente alegres, pois te distraem das diferenças. No fundo, todos somos loucos pelo mistério de deixar os momentos te guiarem e que te levem de quem você é, de onde você está, que aquela sombra te carregue por um tempo, quando seus pés estão cansados de caminhar. É assim que é a humanidade. Flutuar de vez em quando, pela leveza que a loucura da paixão nos dá de vez em quando...

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

19 Frases de mãe representadas em livros...

Conheci essa listagem no blog Conversas Cartomânticas do meu querido amigo Emanuel J. Santos (acessem, é muito legal) e fiquei com vontade de trazer um pouco para vocês sobre os livros que eu já li, essa brincadeira é muito gostosa! Espero que mais gente se identifique.

E vamos começar uma conversa sobre livros!
Eu te convido para um debate literário, é só comentar aqui no blog.

Frases de Mãe e meus livros:

1 - Eu vou contar até 3... Um livro que você não via a hora de acabar. 

Iracema - José de Alencar.
Não que o livro fosse muito grande, tinha 92 páginas se não me engano, mas que martírio. Desculpe, é um clássico Brasileiro, é muita coisa, sim, mas uma coisa que ele também é: chato!


2 - Se você falar isso de novo, te arrebento os dentes! Um livro que você não suporta que falem mal.

Sinceramente não consigo me lembrar de nenhum agora. Então vou usar o espaço para divulgar um livro que não aguentaria que falassem mal, apesar de ser quase impossível:
Eu, Robô - Isaac Asimov


3 - Se você correr vai ser pior! Um livro que você corre dele, mas sabe que um dia vai ter que ler. 

São muitos. Tenho tantos livros aqui que eu estou tentando ler, mas que fogem de mim, e que eu quero, mas não consigo ler.
Mas estou fugindo de uma série que comprei: Deixados pra Trás - Tim Lahaye e Jerry Jenkins.


4 - Vem comer se não esfria! Um livro que você leu logo que lançou.

O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman
Pensa num livro bom! Triplica! `^^´


5 - Você não é todo mundo! Um livro que todo mundo odeia, menos você. 

Acho que Rangers: A Ordem dos Arqueiros - John Flanagan
Apesar de ser um best seller, só vi um amigo ler e foi porque eu indiquei e emprestei os livros. Mais ninguém, não por livre e espontânea vontade como eu.


6 - Quantas vezes eu já disse para você não fazer isso? Um personagem que mais te irritou e fez burrada. 

Em Drácula - Bram Stoker, a personagem Lucy Westenra.
E nem da pra matar essa mulher burra e fraca! Nossa........


7 - Não, quando digo não é não! Um livro que você não lerá, não importa o quanto as pessoas falem bem. 

A Bíblia? É...


8 - Não mente para mim! Um personagem mentiroso ou um personagem que te enganou direitinho. 

Em Extraordinário - R. J. Palacio, o August me fez passar perrengue até o fim do livro, porque eu tinha um medo terrível de que acabasse mal.


9 - Coração de mãe não se engana! Um livro que te conquistou pela capa e a leitura foi ainda melhor? 

O Lobo de Gaia - Daniel R. Salgado.
Comprei pelo lobo na capa, além de adorar o livro, descobri que ele era o segundo da série. Comprei o primeiro e gostei também. Ainda bem que não prejudicou em nada a história.
Melhor de tudo, livro bom de autor Brasileiro.


10 - Tá chorando sem motivo por quê? Pera aí que eu vou te dar motivo para chorar! Um personagem chorão, que te deu raiva. 

O Último Elfo - Silvana de Mari
Yosh é o último Elfo da Terra. Claro que ele vai se sentir sozinho, mas ele não deveria ser tão chato. Comprei o livro por causa de ser sobre Elfos, não me arrependo, mas poderia ser melhor. Menos mi mi mi.

11 - Come só mais um pouquinho! Um livro que fez você dizer: Vou ler só mais um pouquinho. 

Quase todos... Mas um em especial foi A Batalha do Apocalipse - Eduardo Spohr.
Eu lia e precisava parar, mas só mais uma página. Só mais um capítulo. Só vou esperar o sono me derrubar para parar de ler.


12 - Quantas vezes vou ter que repetir? Um livro que você teve ou terá que reler para entender melhor. 

O Silmarilion - J. R. R. Tolkien.
Foi difícil de ler, pela complexidade dos personagens e a descrição detalhadíssima do início da história, então acredito que não captei tudo que o mestre Tolkien quis passar. Mas to sem muita coragem para ler de novo. Não agora. haha


13 - Não fez mais que sua obrigação! Um livro que você leu por "obrigação". 

Não me lembro de nenhum que tenha lido por obrigação...
Infelizmente tenho memória ruim pra essas coisas.


14 - Coração de mãe sempre cabe mais um! Os três próximos livros que você está louco para comprar. 

Sobre a Escrita - Stephen King
Rangers 8 - John Flanagan
365 dias Extraordinário - R. J. Palacio

15 - Isso, quebra mesmo. Não foi você quem pagou! Um livro que você emprestou e voltou irreconhecível. 

Nada, nenhum, ainda bem!!!!

16 -Você acha que eu sou sócia da Light? Um livro que fez você ficar até tarde lendo. 

O Código Da Vinci - Dan Brown
Eu ficava até às 5 da manhã lendo, depois de chegar da escola.

17 -Se eu for aí e achar… Um livro onde a resposta tava na sua cara o tempo todo e você não percebeu.

Não sei. Depende da resposta. Acho que nenhum livro deu uma reviravolta grande demais. Não ainda.

18 -Não te carreguei 9 meses pra isso! Um livro que você demorou uma eternidade para acabar de ler.

A Hora da Estrela - Clarice Lispector.
O livro é excelente, mas até engrenar, eu demorei bastante pra ler.

19 -Em casa a gente conversa… Um livro que você precisava falar com alguém sobre, mas não conhecia ninguém que tinha lido.

Senti isso com O Oceano no Fim do Caminho e com Filha de Feiticeira - Celia Rees.
São livros intensos e de leitura fácil, mas que eu não conhecia ninguém que havia lido.


E pra você, como e quais são os livros que compõem essa lista?
Espero seus comentários.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Doe uma Palavra - Curta Textos do Curta Cenas...

Neste final de semana, nos dias 19 à 22 de novembro de 2015 aconteceu o 12 º Festival Curta Cenas de Sumaré. O encontro dos grupos teatrais, os artistas, técnicos e organizadores foi incrível e merece ser continuado.
Além da amizade que com certeza continuará, do contato que manteremos, dos vídeos e das fotos que registraram todo o evento, houve uma urgência em mim para que ele fosse eternizado de outra forma: através de textos!
Por isso, fui pedindo doação de palavras a todos que quisessem, e compilei aqui algumas delas em textos, tanto em poesia quanto em prosa. Expressando em mais uma modalidade a experiência e a minha gratidão!

Doe uma Palavra - Curta Textos do Curta Cenas

Aprendizado
Allan Lucena / anjo

O que tenho comigo é simples gratidão
Com vocês eu aprendi e me diverti
Não tenho como quantificar, mesmo se
Tentando, não vou conseguir medir.

Os sonhos de grupos mais jovens e jovens
De grupos mais experientes que explodiram,
Transformando 15 minutos em eternidade.
Como se faz isso sem nenhuma pretensão?

Isso eu também aprendi, vi e senti
Em cada palavra, sorriso e intenção,
Em cada explicação e na sóbredade.

Uma de cada vez, todas as histórias
Um de cada vez, todos os artistas
Um de cada lugar: uma só missão.

Início
Viviane / Coletivo Nós, Palhaços

Respeitável público!
Todos de pé, pois o espetáculo vai começar!
É dado o início da continuidade do nosso encontro.
É começado o meio dessa dramaturgia!

Houve o início do desconhecido,
Até que todo mundo ficou amigo
Tanto que nem queria ir embora.
Pois aqui está a chance de ficar,
Continuar em contato e deixar vivo
Tudo aquilo que é importante!

Aproveite, sente-se agora.
Pois o nosso espetáculo está só começando!
Chame todo mundo que couber na sua tela
E não deixe essa corrente se quebrar!

Bem vindos! 
Que comecem os espetáculos de se encontrar!


Olá
Wesley / Organizador

Olá!
Alô!
Quem é você?
Sou você!
Sou eu!
Estamos todos aqui, pode começar!
Então...

Olá a todos!!
Vamos aproveitar este grande espetáculo! Nossos amigos, nossas vidas e os ecos que isso causa. As luzes, as dificuldades, as alegrias que nos rodeiam e que complementam cada um, cada segundo.
Cada olhar, hoje muitos, estão todos aqui.

Olá!
Bem vindo!
Olá pra você!
Olá pra mim!
Olá e fim!

Divino
Deni / técnica de iluminação

Ah foi diferente, não é?
Eles estavam todos juntos e ninguém era estranho.
Não se conheciam. Não sabiam que estavam todos tão envolvidos.
Esperaram o momento certo e a poeira não baixava. Labutaram, um após o outro e hora após hora e nunca terminava, um encontro de meia hora, a cada turma nova. Meia hora e, de meia em meia, eles construíram tudo do nada.

Di.
Era de determinação e dividindo as suas angústias que eles entraram em harmonia.

Vi.
Eu observava, entende? Via tudo acontecendo, uma grande rede, concentrada pelas metades e pelos meios, pelas horas de poeira, lambuzadas e enroscadas no final das contas.
Eu via, via tudo.

No.
Era naquele lugar, dividido, subentendido e compreendido no coração, no espaço, no ar.

Respirando eu voltei a vê-los, dividindo eu fui compreendendo o quão divino era o momento em que, todos no mesmo palco, demos as mãos para abrir a cortina.

Afeto
Alex / Entre Corpos

Os efeitos coletivos
As grandes uniões
Acontecem fácil
É tudo certo, já!
O afeto que se cria
Numa onda de magia
Nunca pode se acabar.
Na bagunça de elementos
Entre sexos, corpos e mentes
Se esquecem de repente
Das disputas em questão.
Me afeiçoei demais...
Não largo mão, não!

Lindo
Rafael / Gargarejo

Me disseram lindo.
“Foi lindo!” e foi.
Meio desligado, sai atordoado
Tamanha a emoção.
Era lindo, não era?
Me perguntaram,
Só para confirmar.
Foi sim. Foi. Lindo!
Que mais podia dizer?
Sabia que o coração, ah
Ele não tinha palavras.
A mente extasiada
Não pensava outra coisa.
Lindo. Linda. Belo!
BRAVO! BRAVA!

Troca
Ricardo Miranda / jurado
Lilian / Entre Corpos

Duas pessoas pediram troca.
Todos trocaram sem reclamar.
Era muito orgânico, chegavam
Sentavam devagar, pianinho...
Num segundo instante riam
Juntos e concordando com tudo que se falava.

Mais duas, uma, três, seis.
Trocando de lugar, seis
Num só dia. E oito no outro.
Troca-troca?
Tem também. De tudo, tudo tem.
Sem nenhuma sacanagem.
Bem...
Pelo menos não foi além
Da pureza de uma troca
Que cabia mais que cem!

Vontade
Mário / Luiza Pinti

Tínhamos todos a mesma ambição
Sem deixar que a vontade passasse
Caímos na armadilha da arte
E no meio da festança, caminhamos
Dançamos, cantamos e comemoramos.
Cada vitória era a vontade de ganhar
Aliada numa só corrente,
Em que todo concorrente,
Mesmo sem troféu na mão,
Saiu de lá vitorioso pela vontade de união.

Intercâmbio
Cesar Póvero / jurado

Veio de onde?
Do Paraná. E você?
Minas. Tem gente do Rio.
E do interior de SP também.

Os sotaques misturados fica bonito, não é?
Parecem línguas diferentes. Mas olha:
Uma vem do Nordeste, outra do Norte.
Um vem de mais do Sul, outro de pertinho...

Que legal esse intercâmbio cultural, não é?
É gostoso conhecer tanta gente interessada,
Engajada em fazer acontecer o festival!

Se fosse antes de entrar, eu não falaria,
Mas hoje, depois do dia, sei que é amor.
Confirmado o presente dessa geração.

Leve
Maria Clara / jurada

Leve meu filho, depois você me devolve.
Não esquente com isso, eu tenho muito.
É importante que você me leve contigo,
Para que traga algo pra mim em troca.
Vai tranquilo e siga, leve, sem demora.
Vem de volta quando a leve brisa torna.
E não retorne sem bagagem cá embora.
Pois a vida e o encontro foram leves...
E logo leve, revigora.

Girassol
Laudemir / anjo

Havia luzes por todo lugar
Mas era noite, e nesta noite,
Não havia luar

Mas estava claro como o dia
E o mistério se estendia
Sem nenhum olhar se perder

Era noite de lua vazia, calada
Comprida naquele luzente,
Prendia toda a gente sem ar

Buscavam agora, saídos
No frenesi ardente de encontrar.
Onde estava aquele artifício?

Caminharam até as luzes,
Com medos crescentes e
No barranco, sorridentes:

Girassóis coloriam o abismo.
Iluminavam o lugar mais escuro
De um povo que acordou luz.

Encontro
Gabriel Augusto / Coletivo Nós, Palhaços

Mandei uma carta para cada um.
Era necessário a convocação, hoje é e-mail convite.
Na época era carta, convocação, necessidade
Que se tinha de encontrar-se com quem está longe.

Hoje foi encontro, de quem estava longe e veio,
Sem receio e de peito aberto para a reunião.
Ontem foi festa, comemorando o encontro de hoje.
Anteontem, era paixão, quando nos encontramos
Pela primeira vez!

Hoje eu tenho saudade de te abraçar, encontrar-me
Contigo de corpo e alma, ouvir com calma o que queria
Qualquer coisa que você, ele e ela, queriam me contar.
Ontem era a festa, para comemorar esse convite.

Hoje eu sou seu amigo e nosso encontro se tornará
Convívio.

Paralelepípedo
Gabriel Justino / Gargarejo

Andando em pleno meio dia.
Qual é a sua pira pra pensar na rua?
O sol a pino, meio dia de horário de verão.
Qual a necessidade dessa expressão?
Eu estava nu, ao meio dia, andando pela rua.
Eles me olhavam sem entender,
Mas eu sabia o que tinha que fazer.
Havia marcas de todos os paralelepípedos por onde pisei.
Havia mais que marcas, cicatrizes, havia raízes,
Ramas, flores e espinhos de todos os cantos que passei.

Parei.
Pensei...
Eles pararam.
E olharam...

Qual era a oração?
Ave Maria?
Pai Nosso?
Havia necessidade de santos e cantos pelo meio do povão.

Havia comoção, muitos olhos arregalados e os paralelepípedos marcados no meu corpo, quando chegaram os homens armados, moldados e incumbidos de manter o controle da nação.
O controle que não deixa que os paralelepípedos se expressassem pela rua e não no corpo de quem foi preso sem perdão.
Mas o coro se ergueu mais forte que a sirene do camburão e os artistas marcharam resistentes e salvaram seu bufão!

Cu
Caio / técnico de som

Como cabe tudo isso onde você me manda....
Manda? Ah vá!
Você não manda, véio.
Desencana, guarda isso em outro lugar
E vamo bebe uma breja!

Tu não curte? Eu gosto...
Eu não gosto, eu A-DO-RO!
Mano, que loko, eles dão tudo.
Ta tudo dentro do esquema
Sem enrosco...

De boa, não sei o que acontece, eu não curto essas paradas, mas se te faz feliz, manda vê!
Vai lá irmão, que no cu de quem gosta é refresco e ninguém mais tem que se meter.

Intoxicação
Guto / apresentador

Intoxicados e tensos, a plateia recheada de caras feias.
Preocupações, urgências e receios preenchendo o teatro.
Ele chegou. E num grito de boa noite, mandou pra longe
Tudo que estava errado.

Era cúmplice do humor, amigo íntimo do palhaço.
Não sabia ficar parado e num ritmo frenético,
Permeava a tensão, expulsando o mal humor.
Contava com a ajuda do público, que estava entediado.
Fazia da angústia riso, e do desastre gargalhada!

A lata na cabeça, da água que o passarinho não bebe,
Representava metade do povo que ria da sua piada.
Piada, que veio gelada, encarnada em princesa das neves.
Ah se ela soubesse, era ela quem iria gelar aquela lata pra gente!
Imagina, de repente, a lata quente, ficar logo congelada!

Deixa ir, meu rapaz, o calor dos risos e da falta de ar,
A dor na barriga e o encanto das crianças já mandou tudo embora.
A intoxicação, a briga, a disputa, o que eu pensava, a poesia,
A prosa, a pequena e a marvada! Foi tudo pras cucuias,
Com a simplicidade de uma boa e bem feita macumba apimentada!

Realmente, você não devia ter feito isso!
Ainda bem que fez! Obrigada!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Agora eu sou um adulto...

Por quê eu não gosto de você?
Primeiro porque a gente não se entende. Eu vou falar, mas você não vai me ouvir. E você vai me repetir, sem saber.
Existe dentro de você um instinto animal, mais forte que a razão ou até mesmo que as emoções. Você não vai parar, porque não se importa, não faz diferença. Não ainda.
Só peço que entenda, para mim tudo isso é sensível, é visível. Enquanto você se perde em sua vida aqui na Terra, eu estou viajando pelo espaço sideral, sem perder o foco nem a firmeza do que faço neste plano. E nos outros planos.
Não podemos nos gostar. Não agora. Seria desperdício de sentimento, seria como adiantar o seu relógio. E sabemos que isso pode não dar muito certo. E eu sei que estou cansado demais para sair mais cedo e, na hora que voltar, não ter ninguém me esperando.

Eu sou um adulto agora. Agora eu entendo o que significa ser adulto, sem perder a inocência, simplesmente vivendo o agora como se fosse uma criança, mas uma criança que sabe o que faz, o que dizer e como articular as vogais com perfeição. As consoantes também.
Comunicação é importante deveras e agora eu deixo claro minhas condições, quase confissões, porque nelas me resguardei sem necessidade. Nelas me deixei guardar por incerteza e cuidado exacerbado. Mas não mais, não preciso de proteção daquilo que nunca me fez mal. Se proteger da verdade é fazer o caminho contrário, começando pelo final e querendo um começo feliz. Não é bem assim, não é? Seja conturbado ou feliz (porque acontece) o começo vai ser sempre mais difícil, depois você se adapta e aprende a lidar, conduzindo com atenção e muita paciência, para que enfim o final seja de completude.

É um prazer sem igual, sabe? Não se preocupar demais com o outro, pois você sabe que ele sabe se cuidar. Olhar de canto de olho e vê-lo andando com as próprias pernas. Que tudo que você ensina ele experimenta, busca entender, pondera e encontra as próprias respostas. Afinal ninguém é perfeito e cada um é particularmente mais familiarizado com um jeito, com uma forma de fazer que as coisas aconteçam. Saber que ele sabe buscar. Isso te deixa em paz.
Por isso meu caro, minha doçura, não podemos, não ainda, ficar juntos. Seria acelerar seu passo e atrasar minha corrida, seria dizer aos deuses, "estamos errando", como erramos na vida, sabendo do problema no ato, mas deixando de lado, deixando que tudo caiba de novo na ilusão de uma criança.

Só que agora, eu sou um adulto.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Um convite passarinho...

Ah... O Amor...
É engraçado pensar no Amor com A maiúsculo sem um suspiro, sem uma pausa dramática e sem um olhar perdido, mas ultimamente é só nisso que penso, é só assim que eu vivo. E tudo ao meu redor tem cheiros, cores, sabores e energias de Amor. Aquele com A maiúsculo. Sem tantos suspiros, sem perder o foco no que é importante. Carregado de uma força e intensidade determinadas e, como me disse um amigo, firmes e sinceras. Firmeza nos faz continuar de pé quando a vida nos chacoalha para tirar o que não presta mais, se você não estiver firme, cai também, então segura e fique forte. Isso é reflexo do Amor também, um dos alicerces para nosso bem estar.

Sem pausa dramática ou olhar perdido para não perder nada. A pausa existe porque é necessária, só que ela acontece quando algo maravilhoso me rouba a atenção, como certo dia segui um pássaro em pleno voo sem nenhuma razão especial e ele me presenteou com um momento real da sua natureza e do seu dia a dia que nos passa desapercebido demais, o pássaro voou com calma e maestria e, numa cambalhota no ar, pegou um inseto que voava distraído. A lei da sobrevivência, do mais forte, da selva, da natureza, que também é Amor. E depois dessa cena inusitada olhei pro céu crepuscular e sorri. Nada de drama, nada de me perder, o foco me trouxe um espetáculo natural que cada vez mais estamos fadados a esquecer. Mas veja você... Eu não perdi nada. É por causa daquilo lá com A maiúsculo, sim.

O Amor que eu penso e com ele aproveito mais e mais os momentos únicos de cada dia, sem pensar em registrar, contar pra ninguém ou mesmo compartilhar, apenas aproveito aquele tempo, e o tempo é muito importante, comigo mesmo. Não é egoísmo, todo mundo pode viver tudo que eu vivo sem depender de mim, sem convites, pois eu não recebi convites do pássaro ou do inseto nem mesmo do céu, eu só aproveitei o Amor, as energias, minha intuição me guiou e eu parei de andar num dia corrido, deixei o tempo parar por um tempo e fiquei com os dois pés grudados no chão, ouvidos atentos, olhos abertos e sentindo o cheiro do vento. Tudo está acontecendo a todo momento ao nosso redor. Basta você se permitir firmar o olhar e sentir o Amor deixando-o levar. Leve, leve. Como riso de criança numa manhã de sábado de primavera.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Lágrimas de alegria...

"Chico Davincci"
por Cayo César dos Santos Gomes
Não poderia imaginar que no meio de uma semana estressante e cansativa eu seria recompensado com tanta emoção. Com lágrimas! Lágrimas de alegria e de pureza que vieram de pessoas desconhecidas, aleatórias, de suas histórias e, algumas vezes, só da sua presença, do olhar nos olhos (e que olhos grandes ele tem) de uma criança que tornou-se especial só por que sei que ela existe. Quantas recompensas cabem numa semana ruim? Quantas emoções cabem numa pessoa só?

Um menino de olhos grandes e voz doce, inocência mais que característica, uma criança muito especial e sensível, que me lembrou paz só de ver, que me preocupou ao ouvi-lo assustado com uma surpresa que era boa e bonita, mas que o pegou desprevenido e chocou, mas logo aliviou. O menino que gritou de susto, agora sorria contente, vendo as novidades mais de perto, vendo tudo com seus enormes olhos castanhos. Tão lindos e brilhantes. Tão curioso e animado, sem que isso o tornasse bagunceiro ou mal educado, uma criança extraordinária. Ele era mais que uma criança, era um anjo, que me tocou e me deixou feliz só de tê-lo conhecido. Só de poder falar com ele e ter olhado nos seus olhos inocentes, vivos como nunca vi; e puros. Eram de luz.

Uma senhora que se deixou emocionar, e me deixou emocionado, e me fez mais feliz num dia de loucura. Ela agradeceu e com lágrimas nos olhos, chorou sentido. Não parecia que era só o lugar, a decoração e o evento em que estávamos, mas que havia outra razão para tamanho sentimento, parecia que havia uma dor que estava sendo drenada e levada embora por um sonho realizado, por um espirito que sofreu por muito tempo e que encontrou um pouco de paz e acalanto onde não imaginava poder encontrar. Ela me olhou sem muita firmeza e agradeceu, agradeceu e me senti preenchido de uma preocupação fraternal pelos seus sentimentos, pelo que ela estava passando lá dentro de um peito que agora deixava vazar, transformando dor em alegria, lágrimas em sorrisos e palavras em poesia. Meu coração estava feliz, minha alma se despreocupou e eu relaxei ao ouvi-la sorrir com os olhos cheios de água. 

E na hora do descanso, assistir alguma coisa na televisão e então o que eu vi, mesmo sabendo que é ficção, me deixou chorar tranquilo e revigorado pela esperanças de amor e amizade, com a certeza de que cada um de nós é especial do seu jeito, únicos. Lembrar dos amigos, da família, dos pequenos presentes que recebemos quando menos esperamos. Mesmo cansado, chorando eu estava lavando minhas dores físicas e espirituais, mesmo me sentindo não tão bem como deveria, agora eu estava me deixando revigorar, praticamente revivendo!
Por essas lágrimas que me tornam tão humano, por esses sentimentos que me fizeram tão bem eu agradeço. E fico em paz.

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

E se...

Vedran Blazinic
E se um tempo atrás, eu tivesse apertado o passo
E feito meus desejos mais íntimos uma realidade
E escolhido pagar mais caro, fazendo mais gastos
E com isso arcar com as consequências, os atos...

Teria comprado o carro que queria, a minha espada,
Teria viajado mais nas férias, encontrado os amigos
Teria me encantado o amor, mesmo o de interesse
Teria amado alguém? Teria ao menos tentado?

Eu não sei responder essas perguntas, é só que hoje
Eu me deixei reviver algumas passagens da vida...
Eu não sei o que seria de mim se eu tivesse mudado,
Eu seria diferente? Eu estaria mais magro ou ricaço?

Só sei que pensar isso mostra que não estou contente...
Só sei que não sei ao certo o que estou fazendo agora...
Só sei que tenho que mudar de novo, mesmo cansado...
Só sei fazer o que faço então, neste ensejo, renasço...

BOOM!

domingo, 1 de novembro de 2015

Amanhecer no campo de flores...

É acordar naturalmente às 06:00 horas da manhã.
Espreguiçar.
Olhar o céu, o sol raiar.
Tomar café com as flores
e saber amar...
Há café e fé, com amor,
em todo lugar
basta procurar sem pressa.
Bastaria amanhecer num campo de flores.

Amanhecer no Campo de Flores - acrílico sobre tela 16x22cm - Allan Lucena

sábado, 24 de outubro de 2015

Ponto final...

Estou vagando em mim mesmo.
Como sempre faço, não é segredo.
Mas ponto final que não se achegue.
Fazer sentido? Ah, não existe isso.

Qual é a boa capitão? O piloto; o mandão!
Aprendi a usar acento, ponto e virgula.
Até mesmo travessão. Mas ponto...
Ah, esse eu não gosto não, não, não.

Uso demais é verdade, sim.
Uso toda hora, toda hora fim.
Mas sem querer, sem sabimento.

Sai o ponto e fico eu; sozinho.
Neste conto poesia, eu sinto.
Só preciso de você comigo. Ponto.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Soneto à solidão...

Num mundo de insanidade a melhor coisa é passar tempo consigo mesmo. Não é solidão, não! É aproveitar-se! Aproveitar seus próprios gostos, suas necessidades, seus pensamentos. Aproveitar sua própria companhia, que mais você vai querer?
Companhia é sempre bem vinda, claro. Os amigos são tesouros que não são só nossos, além de terem outras pessoas que os guarde com carinho, também eles próprios precisam de um momento sozinhos.
É a salvação para nossa geração. É um descanso para a mente que está apurada tentando lembrar o azul do céu, o que é silêncio e a escuridão da noite; o acordar sem despertador. É um tesão!

Self-Taugh de Matías Sierra

Solidão não mata ninguém, meu caro
ela existe para nos salvar do mundo
uma escapatória das besteiras hostis
uma vitória para a mente ser feliz.

Solitários vivem bem consigo mesmo
pode ser incompreensível para quem,
gosta de falar e fala sem parar no dia,
mas há quem prefira mesmo calmaria.

É gostoso sentar-se consigo e pensar
bater um papo com a mente, em par
colocar pingos onde eles devem estar.

Faz bem ao coração e alivia o medo,
não é segredo que quem faz é feliz
porque acredita em si, sem falhar...

Estar sozinho é inspiração, numa noite gostosa, quente ou não, com vinho ou não, não, não, não... Não existe não quando a gente não precisa pedir permissão de nada nem a ninguém. Mas será que você se permite? Então pede pra você ter esse tempo só seu. Contigo! Diz que sim, vai...

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Aprendendo com o Deboísmo...

Post que ficou guardado por não ter tempo de postar durante a febre do Deboísmo pelo facelivro, mas que vale sempre a pena refletir: ficar deboas não é um problema, aliás, é uma forma de dizer, te entendo caro incomodado com tudo, mas eu escolho as batalhas que entro, e a treta deve ser evitada para que todos possam evoluir e aprender juntos. Vamos todos aprender a ficar deboas uns com os outros! `^^´

Apesar de concordar que muita gente usa o novo, e já famoso, deboísmo e tantos outros artifícios aceitos socialmente, na vida e na web, para esconder suas falhas, baixezas e rancores, também existe quem quer mesmo só ficar 'deboas' e não ser afetado por toda essa onda de raiva e negatividade que anda por toda parte.
O deboísmo está incomodando, e tudo que incomoda tem uma razão. As pessoas estão tão acostumadas com conflitos e brigas, com informação chovendo segundo a segundo na sua frente, que esqueceram que é possível SIM ficar de boa. Ficar em paz e não se incomodar com tudo e todos a todo momento. Especialmente nas redes sociais onde o Deboísmo floresceu e angaria seguidores. 
As redes sociais tornaram-se lugar para protesto, debates sócio-políticos e também um para que todos sejam capazes de erguer sua própria bandeira e dite suas regras, isso tem gerado muita discussão, além de algumas brigas que são levadas pela emoção e atingem diretamente a pessoalidade. “Se você não concorda comigo ou com o que eu penso, me exclua!” Atitudes nada saudável para um debate e para as amizades. Por isso eu não vejo problema nenhum no Deboísmo, ele pode ser a salvação para alguns desses problemas que não saem da Internet e não chegam a lugar nenhum. Até porque as pessoas que se "converteram" vão continuar sendo elas mesmas, de boas ou não. Não necessariamente estão fugindo dos seus problemas ou dos problemas que nossa sociedade enfrenta, apenas querem que o tempo que passam nas redes sociais e com seus amigos seja de lazer, diversão e realmente socialização, e não de debates e tretas.
Algumas tretas são inevitáveis, mas se for possível, quero ficar aqui, 'deboas' no meu cantinho, aproveitando uma vida menos estressada enquanto puder e seguindo o Deboísmo ou não, quero ser é da paz!

domingo, 4 de outubro de 2015

the incendiary fish...

the incendiary fish

Peixe que incendeia...
Não incendeia nada. Ele é bonito e só.
Um rio, o céu e contornos de coisa nenhuma.
Qual o sentido?
Se você seguir a beleza do peixe, cai na água.
Se for pra terra pega fogo.
Só se pode ir pra um lugar.
E estar rodeado de fogo o tempo todo.
Observe o todo e não se preocupe.
Tudo está sob controle, até que acabe.
E sempre acaba.
Fim.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O bichinho...

Fortuna - Gravura do séc. XVI
Artista desconhecido.
Deixou-me de vez e não sei pra onde foi
Esquecer dele eu não vou, mas agora...
Amar não me passa nem pela cabeça.
Caiu no chão e quebrou-se, o anel, você
Tudo foi-se partindo, estilhaçando...

E não estou sozinho, estou comigo.
Não consigo fazer bem o seu papel
ficar junto dos outros, manter o social
isso também acabou, sem nenhum dó.
Eu estou sozinho, prefiro-me assim.

Não estou aguentando nada diferente,
me sinto vazio e pensativo eternamente,
e as pessoas tem necessidades, desejos
que eu não posso resolver, ajudar, não.
Eu estou preso dentro de mim mesmo.

Tão sozinho e quieto que ele também...
ele também me deixou, foi-se além.
É que eu não podia mais lutar e ele,
bem, ele me fazia ir atrás de alguém,
e esse alguém me fazia ainda mais só.

Com ele eu ia em frente a todo custo,
não havia bloqueio, ou receio; medo?
Nah. Ele me alimentava e me fazia bem,
mas quando machucamos demais, dói.
E a gente perde o medo de não doer mais.

Não há dor para nos recompensar nada,
menos ainda o sofrimento de tentar,
tentar, tentar, frustrar-se, mas tentar ainda.
Tentar e não conseguir, sem se frustrar.
Apenas aceitando que nem sempre...

Nem sempre a esperança está certa.

domingo, 27 de setembro de 2015

To touch even far...

Blind boy with Nelson Mandela
South African National Council for the Blind
You there, watching these words
so carefully lined up to myself,
are one of the fortunate souls
who feel the world with the eyes.

You can touch almost everything
far or close, black or white and
a whole rainbow if it rains.
Look to everything around you...

If I could even imagine the faces and
without touch, know your own, oh
would be happy beyond imagination.

When you look up to the skies, now,
think of me and close your eyes
I'll be watching over you. Good bye.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Projeto Sombras - Arbmos oproC...

Porque nas sombras a gente não tem o que esconder...
Que elas não te escondam.
Liberte-se!

Banhou-se de preto
soltou-se no papel
desceu até o fundo
despertou outro, seu
entregue ao véu
da noite que nasce
do céu que clareia
e nada mostra
das ondas do mar
do sal do seu suor
enfim limpo, estava
preparando-se
encontrando fé
onde só havia...

Sarbmos!
On oproC!
An etneM.
E on oãçaroC...

es-etrebiL!

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Os sensitivos no mundo globalizado...

No mundo da razão, quem é sensível sofre. Vemos no coração de cada um os sentimentos espremidos, a felicidade estampada na cara é só uma fachada para não parecer fraco e a força que eles fazem para que se mantenha o disfarce é tão grande que torna-se real! Não consigo pensar numa forma de explicar o que se mostra dessas pessoas na visão de um sensitivo. É uma controvérsia tão grande. É uma realidade deturpada. A fachada falsa solidifica-se, tornando o sorriso forçado uma máscara plástica, confortável, todo mundo se acostuma a ver, passa a acreditar e convive tranquilamente com isso. A pessoa que sorri dessa forma aprende a sentir-se feliz assim e ao receber a aprovação dos que estão ao seu redor, conforma-se, transforma-se. Tudo agora é real e feliz. Mas o seu coração apertado transparece no cantinho do olho, na energia, no segundo em que vira a cabeça para olhar para o amigo e deixa o rosto relaxar por ter a atenção roubada, e nessa hora o sensitivo percebe tudo.

A Internet é a vitrine do dia a dia e da felicidade de todo mundo. E os sensitivos conseguem diferenciar uma foto de felicidade de uma foto fabricada, mesmo as digitais. Conseguem sentir e discernir em cada palavra do status compartilhado, onde estão os sentimentos escondidos atrás de cada vírgula. E é indescritível o que vemos nas falsas comemorações, sem emoção alguma, porém com o status sempre positivo! Onde está a realização? Qual é a alegria que carregamos para o colchão ao não conseguir dormir de tão feliz? Vejo muitas pessoas postando que estão com insônia, perguntando-se onde o sono foi passear. Mas os motivos ficam subentendidos. E nós entendemos.

Sensitivos captam em cada palavra do chat o que a pessoa sente enquanto digita e suas diferentes vibrações, é uma nova energia que não se encaixa em nenhuma classe de sentimento ou em nenhuma frequência simples. Há na energia das pessoas hoje em dia diversas amplitudes de todos os tipos de estado de espírito. Tudo ao mesmo tempo, deixando os sensitivos confusos e pesados. Uma palavra dessas pessoas carrega diferentes significados, ampla explicação e quase nenhum sentido, pois ao mesmo tempo que quer dizer: "Ai amiga, eu estou tão feliz!" carrega junto sua preocupação de que essa felicidade acabe, a insegurança de ser passageiro, o mesmo sorriso plástico por estar feliz por algo que nem é tão especial assim, etc. Uma frase com duas palavras muito fortes usadas sem nenhuma consideração pelo que realmente significam. E os emoticons então!? Deixam tudo ainda mais confuso e contraditório.

No mundo onde cada um sente uma coisa diferente, porém seguindo o rumo ditado pela sociedade da superficialidade, se esconde e repreende o verdadeiro sentido dos desejos pessoais, não se faz nada em público para evitar que as pessoas te excluam dos círculos privilegiados, deixando a alma aprisionada junto à sua verdade, que vai sendo esquecida, substituída por outra feita de plástico, e vai definhando, até que o brilho no olhar torne-se igual ao de todo mundo, até que tenhamos tudo que é importante para os outros e que isso deixe de doer, que esteja tudo bem, porque é assim que o mundo é agora.
Por que é assim que o mundo é agora? A gente se pergunta, mesmo sabendo que não da pra entender, mesmo sabendo que não é isso que todos realmente querem, mas continuam a seguir com a maré e a prejudicarem-se. Aos poucos, essa realidade vai se transformando e as pessoas começam a perceber que não tem nada de proveitoso em retorno deste imenso sacrifício, e até lá, vamos aguardar a chegada do discernimento e festejando cada um que liberta-se verdadeiramente da vergonha e do medo de ser quem realmente é.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Folhas em branco...


Todos somos folhas em branco
frágeis e enormes folhas de papel
sagradas e valiosas para a criança
rasgada e cansada para o adulto.

Tudo nos marca e fica no papel,
qualquer risco fica pra sempre,
mesmo de levinho,
mesmo se passar a borracha.

Quem você deixa te marcar, nem sempre,
te deixa se expressar também, não é?

Nós somos folhas frágeis de papel em branco,
que aceitam tudo e recebem cada toque, então,
não amasse, nem ignore, nenhuma nova folha,
ela pode ser tudo, até o que você quiser.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Fale-me mal...

Pode me maldizer, me entristecer pelas costas e deixar meu coração miúdo de tantas palavras pesadas em cima dele. Deite na minha vida a língua, gosmenta e venenosa, espalhando aos quatro ventos o que fiz até aqui. Distorcendo, espremendo pimenta e deixando tudo mais social. Afinal, nos encontros corriqueiros só se fala de desgraças, uma passada rápida pelos momentos de alegria, e depois só lamentos. Muda-se a postura, a expressão e o tom de voz ao dizer: "Você não sabe quem morreu..." Parece preparatório de narração de espetáculo de Shakespeare, mas a ladainha poria Hamlet para correr de susto.

Pois é, corre lá na feira de rua e grite para todo mundo que eu sou o filho do diabo! Maldize, xinga e escarnece. Põe pra fora o que te aborrece e desaba ao chão no fim, recuperando o fôlego, enxugando a testa e quase sem forças depois de tão desesperada e sentimental cena teatral. Aborrece de ter esquecido de sujar meu nome antes e cospe no chão, uma gota de sangue, surgida da inflamação no seu coração.

Mas agora venha até mim, de alma lavada e superior, sentindo-se justiçado, embalado pelos gritos da multidão que te entendeu e agora te defende do monstro que sou eu. Venha ver-me pequeno, no chão, coberto de suas injúrias e amedrontado de seu poderio. Venha e fale-me tudo outra vez, joga em mim todo o veneno que destilou em praça pública e enfrenta-me os olhos. Enfrenta-me, afinal, não sou ninguém!

Não pode?

Agora, frente de minha face, ofereço-lha inteira, esbofeteie minhas maçãs vermelhas de vergonha e deixe todo meu corpo em carne viva. No tapa, use as garras de águia que tanto te orgulha. Use-te em mim, descarregue a raiva que usa de combustível para me negar! Abusa da tua fúria e venha enfim te vingar do que eu quis fazer com você! Mas diga-me na cara. Despeja tua bandeja de arrependimentos sobre mim e, quando terminar, ajoelhe-se. Torne-te o verme que és, enfie na terra teu corpo imundo e inerte e deixe de existir.

Para mim, haverá pranto. Para você, não seco uma lágrima. Não te culpo, fui eu quem quis te mudar. Não tenho o que perdoar, mas também não tenho o que temer. Você perece e sabe bem como e porquê. De dentro pra fora, rapidamente, por sentir-se só e ver uma mão buscando-lhe na escuridão envolvente onde estava. Vai com um grito de desespero perceber que agora as mãos que te prendem os braços e pernas são as mãos duras e frias da morte.

Cain and Abel - Pietro Novelli

domingo, 13 de setembro de 2015

Louco no Ensaio Grátis!


Olá pessoal!
Começando hoje, dia 13 de setembro, meu e-book entra na promoção da Amazon e será distribuído gratuitamente pelo site, mas somente nos próximos 5 dias!
Então aproveite. Basta acessar o link: http://www.amazon.com.br/gp/product/B013ZEZXOA

Peço aos amigos que adquiram o livro, por favor, preencham a avaliação no site da Amazon, para que outras pessoas saibam o que vocês acharam e queiram também viajar pelo mundo do Louco!

Segue a sinopse:
Nossa sociedade esqueceu do indivíduo e voltou-se completamente para os interesses em comum, sem resolver as demandas e necessidades pessoais.
Como voltar ao interior, para o significado e a importância de cada ser? Se for necessário ser louco para que isso aconteça, que assim seja, pois só quem assume sua loucura percebe a dependência do “mainstream” e encontra-se finalmente livre.

Este pequeno ensaio trata do "Louco".
Desde a carta do tarot até os loucos que andam pelas ruas praguejando e falando alto. O louco que fascina. Se há liberdade no mundo, foram eles que encontraram. Há loucura em todos, mas só o louco assume e encontra-se livre. E feliz. 

“O Louco é um deus entre os homens”

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Entre Gigantes - Curta de Renato Cabral e Fernando Nazário...

Arte, esporte, conquistas, força de vontade e muita determinação devem ser reconhecidas, por respeito às grandes pessoas que com muito esforço fazem seus sonhos acontecerem, como também para o resgate de todas essas maravilhas que todo ser humano é capaz e positivamente recompensam o nosso trabalho. "Entre Gigantes" é um curta que mostra exatamente isso, de forma sensível e com uma fotografia incrível, contando a história de perseverança e vitória do atleta Fernando Nazário no Ultra Fiorde 2015, uma corrida de 100 km na Patagônia.
Antes de mais detalhes, assista o filme:


um filme de
RENATO CABRAL
roteiro, direção, fotografia e montagem
com FERNANDO NAZÁRIO

Uma vitória incrível fala por si só, mas nesse trabalho, Renato Cabral e Fernando Nazário superaram mais do que a barreira do esforço físico e o desafio de uma corrida. Fizeram dessa conquista uma obra de arte maravilhosa, sensível e que pede reflexão, o que fazemos enquanto um campeão está lá treinando e se dedicando para alcançar a linha de chegada?
Entre Gigantes é um filme incrível, com uma narração tão intensa e tocante complementada por imagens lindas, passando a mensagem de forma espiritual. Você não é o mesmo depois de assistir com atenção ao vídeo.
A fotografia é deslumbrante, ao mostrar vários ângulos de diferentes locais, terrenos e paisagens da Patagônia, registrando os passos do Fernando em diferentes terrenos de forma poética e ao mostrar a imagem da Vanessa Oliveira ao pôr do sol deixa o coração preenchido. Então a vitória fala por si, a chegada do Fernando é emocionante. Ao avistar as primeiras luzes da cidade e chegar na placa de Bien venidos a Porto Natales, ele já começou a agradecer e reconhecer seu esforço, mas acho mais legal vocês saberem do próprio Fernando como foi essa experiência aqui neste link: Dias Melhores - Relato de Fernando Nazário, campeão do Ultra Fiorde 2015 - Adventuremag

Entre Gigantes mostra em 3 minutos de forma emocionante o que é ser um campeão!


Renato Cabral: é especialista em direção de branded content e storytelling.  Seu filme autoral a “Vida que Escolheu” é um viral que já emocionou 4 milhões de pessoas pelo Brasil e mais de 40 países pelo mundo. Sua linguagem solta, sua fotografia moderna e o tom emocional de seus trabalhos lhe rendeu convites para filmes institucionais e documentais para grandes empresas e governos. Seus clipes já somam juntos mais de 60 milhões de views pelo Youtube, Vimeo e Facebook.
Acesse a página dele para conhecer mais: oruminante.com.br

Fernando Nazário: é professor universitário, mestre em educação física na área de Aspector Biodinâmicos e Metabólicos do Exercício Físico. Também é preparador físico e personal trainer da Assessoria Science Fitness Club em Uberlândia.
E vencedor das provas Ultra Trail Torres del Paine prova dos 67 km em 2014 e Ultra Fiorde 2015 prova de 114 km.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Quando a tristeza vem...

Algumas vezes quando a tristeza vem
Foto: Zafer Ali
aos pouquinhos cavando e se infiltrando
te enchendo de lágrimas que não derramam
o peito pede socorro, mas sem ninguém.

Contração, aperta e solta, sem respiro
os olhos fechados enxergam a alma longe
dentro de si, sozinha e despreocupada
a tristeza não a afetou, mente e corpo.

É aqui que se prendeu e as lágrimas param,
no peito e no coração, é uma falta fria
de quem te proteja das incertezas da vida.

É aqui que ela se esqueceu, que não é fácil,
não quando se está completamente só,
encontrar com quem se prender sem ficar pior...

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Por quê aceitamos falsas propagandas?

Pergunte-se!
Se a tecnologia veio para aumentar a produtividade, diminuir os impactos no meio ambiente e proporcionar mais tempo e qualidade de vida para todos nós, por quê isso não acontece?
Por quê temos queimadas?
Onde está o progresso?
Por quê não temos água em vários lugares do mundo?
Por quê não existe resultados visíveis até hoje?
Ainda há fome e morte por causa dela, não é?
Por quê trabalhamos cada vez mais, num ritmo cada vez mais violento, e ainda não temos dinheiro e muito menos tempo para passar com quem amamos?
Por quê?

As respostas são várias, mas não quero que pense em nada pontual. Reflita.
Por quê você aceita o mundo como está hoje e ignora que essa propaganda é passada pra você todos os dias sem nenhum resultado visível?
Por quê trabalhamos cada dia mais para destruir o planeta e não preservamos nada?
Por quê aceitamos que áreas verdes continuem a ser destruídas para construção de prédios, empresas e empreendimentos?
Pergunte-se!
Não me responda.
Só reflita e ligue você mesmo os pontos.

Oscar Pereira da Silva - Desembarque de Pedro Álvares Cabral em Porto Seguro em 1500

sábado, 22 de agosto de 2015

Algo sobre dor, no corpo...


Dor, já pode ir agora.
Obrigado por me lembrar que tenho costas.
Obrigado por me mostrar que falta alongar.
Agradeço por existir também no corpo todo.
Agora, pode ir, me deixe sorrateira como veio,
pode deixar que eu cuido do que me alerta,
vai em paz e lembre o próximo corpo que,
se não cuidar bem direitinho, ele atrofia.
Dor, obrigado. Vá em paz...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Sobre sexos, religiões, políticas e pessoas...

- Isso pode. E isso não pode.
- E aquilo?
- Aquilo eu não sei...
- Então quero aquilo.
- Mas aquilo ninguém sabe o que é, nem o que faz.
- Meu caro, entre o pode e não pode de vocês, eu quero é que aquilo ali me tire daqui! Fui!
- Ai ai ai... Aquilo também não pode, meu filho.