Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Um imprevisto de Ano Novo...

Pensar no amanhã é uma aventura à parte. Tantas possibilidades. Você viaja em você mesmo.
O que será que vai me acontecer daqui a 10 ou 30 ou 50 anos? E um você mais velho vem responder:

- Daqui 10 anos, você vai estar bem empregado, a economia ainda não ajuda e por isso você ainda paga sua casa com muito esforço, mas consegue viver bem. Você se casou, sabia? E é feliz!

- Mais 20 anos se passaram. Incrível como o tempo passa e a gente nem vê! Seus filhos já pensam que são grandes o suficiente para te dizer o que fazer. É engraçado e você concorda, claro. Você é feliz com seu companheiro, na sua própria casa e fazendo viagens legais conhecendo um pouco do seu país. Aqui é lindo, sabia?

- É... quando chegamos nessa idade a vida começa a fazer mais sentido. Quem me dera ter a sua idade com a cabeça que tenho hoje. Mas aí eu não teria chegado até essa idade. Não mesmo! Ai ai, como é bom relembrar o passado e ver que eu vivi muito, mesmo que naquela época achasse pouco. Veja! Eu estou mais que feliz. Só me doem as costas. hahaha

Apesar de essa ser a resposta de todo mundo quando pensamos nos anos vindouros, não concordo muito com essa generalização, e tive que controlar meu senso aventureiro e louco ao escrevê-las.
Por quê o fiz? Bem... não controlei tudo. Coloquei a impossível felicidade em todos eles, já que de tão impossível, ela me acompanha todos os meus dias, até hoje. Eu contrario o tempo e a mente coletiva de onde vivo e me convenço sem muito esforço de que sou feliz, e tenho momentos de infelicidade, apenas.

Quando penso em 10 anos à frente, me lembro dos 10 anos atrás primeiro, faço uma pequena retrospectiva que me mostra que nesses anos todos, eu pude sempre aumentar meus feitos em quantidade e qualidade, por isso não penso em uma vida pacata como nos comerciais de margarina. A vida nos filmes é atraente, mas insossa... Pode ser que de repente apareça na minha frente um alien, um espírito, um cabrito ou uma paca! E aí sim as coisas ficam interessantes. E ao contrário do faz de conta, não vai durar alguns minutos, mas sim todos os meus longos anos. E pra isso que nasci.
Pra isso que nascemos todos nós, para lidar com o imprevisto diário e fantástico que é viver.

Feliz Ano Novo! `^^´

Felicidade, Paz, Amor e Prosperidade!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Magnético...

Foto de Gal Oppido
Tem algo no corpo humano que me prende.
Os meus sentidos se prendem nas linhas, nas curvas, nos sulcos que formam desenhos e relevos na pele, nas roupas, em tudo...
É hipinótico, sensual, erótico. E ainda assim é divino! Um misto de bom e mau, já que não sabemos realmente sobre anjos e demônios, mas acreditamos que são belos e perfeitos, como os corpos podem ser. Veja que não estou falando dos deuses gregos, não. Eu estou falando sobre a beleza natural do corpo que não é construído para ser bonito, mas é bonito por natureza. Como todo corpo o é.

O corpo e seus vincos, declives e afins é sexual, voraz movimentando-se com os músculos relaxando e contraindo, atraindo o olhar como uma serpente paralisa a vítima para o bote.
Ah, isso me deixa louco! Excitado e febril com tamanha ousadia! Rebeldia dos que aceitam o corpo como é, como nasceu. Felizes ou não, mas por serem únicos e cheios de prazer.
O corpo é um dos prazeres mais intensos do planeta, completa-se um com o outro, e cabem mais mesmo que pouco explorado. E explorar é de meu agrado.
Cada corpo, com sua peculiaridade, atravessando na intimidade uma ponte segura para descifrar essa fabulosa obra de arte. Arte que arde o coração de desejo e vontade. Arte que me deixa louco pra mergulhar nos mistérios do seu corpo e desvendar todos os pontos e segredos de seu charme sem igual...

Chega mais!

Estou tão perdido em preocupações, que me perdi de verdade, perdido da família, perdido dos amigos, perdido de tudo que me rodeava. A tecnologia que vem para unir e aproximar me afastou do mundo real, o digital tomou conta e tirou meu norte. O tempo não passa, as horas voam e os dias especiais, ocasiões e Natais tem-se perdido. "Nossa, já é Natal!" E eu nem comprei os presentes pro seu aniversário que foi 2 meses atrás. "Desculpe!" Não basta... Basta!

Totalmente inconsciente, descuidados dos dias que passam, que passam voando sem que nos demos conta das pessoas à nossa volta. "Poxa, é seu aniversário! Parabéns!" Felicidade passageira, de um dia que nem foi comemorado porque ninguém lembrou. Muito trabalho... O Facebook não avisou, desculpe... Já passou? Passa dessa vez, mas não da mais.

Na verdade, chegue mais, por favor! Chega aí, senta comigo e me fala dos seus dias. Me conta o que te faz mal, me conta, do que você riu hoje? Sei que temos muito a conversar, só não sabia como encontrar você. Nossa, como você cresceu! As novidades não tem final, por mais que não seja nada especial, o que torna tudo mais legal é que você está aqui, comigo. Me dê sua mão e vamos explorar esse mundo de nós dois. Acredite, o que pra você hoje é banal, para mim pode ser a melhor coisa do mundo. E como vamos saber? Temos que nos tocar, abraçar, encontrar nos papos bobos ou em um encontro de fila de supermercado. Um motivo para papear?! Não... Chega! Isso, chega mais!

Me estende sua mão, pois eu estou com as minhas mãos loucas de vontade de te levar pra outro lugar. Vamos viajar e presentear quem amamos com coisas que nós mesmos fizemos questão de criar. Sem deixar passar aqueles momentos brilhantes, nem as datas importantes, que ficam no calendário sem nenhuma marca, e que mesmo assim não saem da memória! Que festança! "E não tinha nada demais. Tínhamos nós, um churrasco e risadas." E foi incrível, foi especial!
Chega mais, senta ai, vamos embarcar nessa viagem do novo e do Ano Novo, sem superstições e com muito amor, luz e paz! Chega mais! Afinal.....

sábado, 20 de dezembro de 2014

Embora...

Desenho de Luiza Maciel Nogueira
Escreveria pela sua força.
Por saber que vai ler e por querer que não leia.
Somente para ser do contra.
Contra o seu poder sobre tudo que sou, e nem sei o que é.
Não saberia se te tocar só com palavras seria suficiente.
É melhor tocar com o toque de uma rosa enquanto beijo seus lábios.
Quanto mel, quanto açúcar numa só declaração que nem deveria ser doce.
Não te quero, mas mesmo assim espero te encontrar. Por quê!?

Esperança. Aquela que não morre. Ficou presa na caixa com Pandora.
Na hora que ia embora, a menina se prendeu.
Perdeu-se no limbo do Olimpo e foi pro fim do mundo.
Agora, ela vive em todos nós, parte desassociável do Eu.
Pregada na cruz e impedida pelo fio da espada, é a lei una.
Nossa sina só se separa com o fim dessa trama entravada.
Vida que não se perde e se agarra nas esperanças que não se realizaram.
Nem irão. Não se sabe. Nem se quer saber.

E para que os pronomes próprios se resguardem do páreo, minto.
Esqueço suas características mais marcantes e te torno ser comum.
Impossibilito qualquer ligação de carinho ou de assunto.
Seguimos nossos caminhos sem nenhum contato imediato.
O "bom dia" de sempre, "Como vai? Bem obrigado".
E deixo as lágrimas que não secaram guardadas no coração.
Não pra me lembrar de ti, nem dos seus segredos que compartilhamos.
Mas para me esquecer de te esquecer, e não abrir novamente as feridas que cicatrizaram depois de tantos pontos soltos pelos caminhos da nossa história. Que não acaba e nem vigora.
Agora, resta esperar pela nova aurora.
Quem sabe, eu te encontro e te deixo ir?
Já sei. Te encontro sim, mas dessa vez, te mando embora!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

E quando você vai melhorar?

"Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz"...
Bem interpretou Marisa Monte, mas vamos levar essa reflexão além, pois precisamos ser felizes mesmo com o pouco que temos, e já que temos cada vez menos, que sejamos heróis de nós mesmos e não dos outros.
Individualize-se consigo mesmo, pense mais em você, mas não se iluda com a sensação de ser o dono do mundo. O mundo é maior e já aprendeu essa lição que todos nós patinamos a vida toda pra entender. Somos donos de nós mesmos, e só. Quiçá de nossos corpos que deterioram com o tempo e com o oxigênio que precisamos para sobreviver. Veja só a ironia de viver, precisamos do que nos destrói para continuarmos aqui, para conseguir continuar temos que usar de combustível o que no final nos matará. O mal mesmo é perder-se em mais uma ilusão, de que vivemos para sempre, ou pior, que não temos tempo suficiente pra viver.

Confuso como deve ser, viver não é bolinho de chuva com açúcar e canela. Viver é desafiar-se e destruir as ilusões que envolvem nosso mundo desde o nascimento até o fim dos tempos. Enquanto acreditarmos na pior das mentiras, a egótica máxima de que somos o centro do universo, estaremos presos na força gravitacional do Todo, o centro atrai tudo, bem e mal com toda intensidade. Que tal aproveitar o universo em seus vários ângulos e dimensões para desfrutar do Todo que é você? Basta morrer em si. É suficiente que se enforque em palavras que te deixam mais leve, ou em atitudes que vão contra sua zona de conforto, estourando essa bolha de perfeição que também é o véu ilusório que te deram de presente por ser humano.

Quantas vezes você já se deixou desafiar? Por quantas vezes você se questionou e argumentou contra o que você é hoje? Essa é a verdadeira liberdade, ir contra você mesmo e vencer. Enfrentar os seus medos e ser mais forte que suas coragens. Destruir o seu velho eu para que um novo você renasça melhor e menos covarde. Faz um teste. É difícil no começo, como tudo na vida, mas depois que você experimenta a leveza de se renovar, de mudar de opinião, a liberdade de estar errado sem ninguém pra te julgar... Liberdade e loucura sem nenhum remorso! É disso que to falando.

Assim quem sabe aquela luta que tanto te derruba passe de uma dificuldade para um desafio. Os problemas mudam de cor e de preto ganham tons acinzentados cada vez mais brandos, até sumirem. E a sua visão melhora, cresce, aumenta, te faz vez o que estava à um palmo do nariz, e além. Além do arco-íris! É pra esse lugar que você deve focar suas forças, ajustar as velas e seguir sem medo. Mas para saber que ele existe é preciso procurar, ele está dentro de você, aquele lugar ao Sol, que te fará feliz da vida e completo como um só.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Soneto da saudade...

A busca da felicidade
não é uma bobagem
é enfrentar toda a verdade
que não podemos negar

Interessante seria poder
acabar de vez com o sofrer
expressar os sentimentos sem medo
e poder confiar a um amigo um segredo

Tristeza não existe, amigo
o que existe é a falta de felicidade
que provoca na cabeça profundidade

Quem entende dos seus momentos
transforma a realidade dos eventos
que ocorrem no coração


Poema de 2007, quando estudava Comunicação, registrado num caderno perdido, cujo qual era também escrito de trás pra frente, com as coisas da cabeça quente de um jovem sem muita razão.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Tenho apenas 3 minutos...

Os meninos já foram-se deitar, a água do chá está quase fervendo, é tarde da noite e estou morrendo de sono. Coloco uma música calma para relaxar um pouco enquanto tudo vai aquietando por dentro também. Mas com esse silêncio no ar, as vozes em minha mente ficam ainda mais altas. Ouço-as perfeitamente bem e falam de tudo um pouco. Fico louco.
A chaleira apita, é hora de dissipar as ideias que me rodearam o dia todo, respirar fundo e sentir o ar preencher-se de erva-doce. Passando devagar a água quente pelo saquinho das ervas do chá, vendo colorir o incolor da água e perfumando de sabores dando água na boca. E nessa hora a campainha toca.

O chá ou a porta? Deixa o chá descansar, tampa a caneca e corre pra fora. Mas que surpresa é essa, você na entrada de casa, me fazendo esquecer de vez tudo que se passava na mente, e o coração pula como criança que tomou café. Faço-me de bobo e no escuro pergunto:
- Quem é?
Depois de um tempo, pareceu que te confundi ou te ofendi, respondeu baixinho:
- Seu carinho.
Derreti! Me recompus, acendi a luz e depois de esfregar os olhos, abri o portão. Bem pouquinho, o sono não deixou-me ter noção de espaço e mesmo espremidinho, você passou, veio me dar um abraço e eu não resisti.
- O que faz aqui?

Parou, me olhou com ternura, deixou a mão escorrer pelo meu rosto cansado e sem dizer palavra me levou pra cozinha. Me sentou na cadeira em frente ao chá já prontinho, colocou mais água na chaleira, espremeu duas gotinhas de beijos na minha boca e 3 de adoçante no meu chá. Me esperou recuperar os sentidos, colocou a água fervendo no chá de limão e sentando do outro lado da mesa me deu a mão.
- Vim te colocar pra dormir. - disse com cara de satisfação.
Tomamos nosso chá juntos e em silêncio. Nada mais se passava na minha mente e meu coração estava calmo e mais aquecido que o líquido em minha boca; mas não mais doce. Ele me olhava nos olhos, um sorriso torto e safado no rosto. Derreti; de novo. Me colocou na cama e apagou as luzes, me enchendo de beijos até que caí no sono. Era um sonho...

Acordei e o sol já estava alto no céu, o dia era lindo e ele dormia tranquilo ao meu lado. No criado da esquerda uma caixinha e no outro da direita uma tábua com café, torradas com margarina derretida e umas bolachinhas de nata, que só a mãe dele sabe fazer. Ele já estava acordado e agora com um olho só aberto me olhava com um sorriso largo de satisfação.
Levantou, serviu meu café e antes que eu saísse do banho estava pronto para me acompanhar. Levou-me ao trabalho e de lá se despediu.
- Amanhã eu volto. Cuidado quando voltar pra casa.
Deu um beijo tranquilo, demorou pra perceber que tinha me deixado em frente ao escritório, e saiu andando enquanto cantarolava:

- Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim,
Que nada nesse mundo levará... você de mim...

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Eu sei!

Eu prometo!
Eu sei, pode brigar comigo. (Especialmente pelos erros, livres, espalhados por aí). Pode brigar! Eu não vou te impedir. Eu sei que faz tempo que não apareço, que não te dou a devida atenção. Não encana, não é nada com você. O problema é que não é nada em especial.
Eu sei que você vai reclamar demais, e você devia saber que eu vou ouvir tudo com atenção, te olhando bobo e querendo te parar só pra destacar o quanto você é lindo(a)! Mas seria pior que declarar a 3º grande guerra mundial. (em caixa baixa... guerra não tem que ter destaque).

Sabia que eu acho você linda(o)!?
Eu sabia. E sei. Sei também que não importa que você brigue comigo. O que importa é estar com você! (Que tapa ardido! poxa...) Mesmo assim, eu sei que o tapa foi na emoção e a dor passa; o amor não. Estava morrendo de saudades dessa briga boba, e mesmo que sem razão, já faz parte da minha sina.

É, demora mas não falha, essa nossa vida de cão e gato é o que alimenta meu desejo. Dizem ser assim que tem que ser pra dar certo, não é? Eu sei que você vai me perdoar depois de aliviar o estresse, eu estarei pronto pra te dar um abraço apertado, dar risada de você e caçoar da sua cara; só pra começar outra discussão. É divertida demais sua cara de bravo(a) quando não faço o que quer. E mesmo depois de tanto tempo, você não aprende, não se controla. Basta uma risada franca e uma piada fora de hora e pronto: você fica pistola!

Ah fazia tanto tempo que eu não vinha pra cá... mas as aventuras que vou te contar vão pagar essa ausência. E sei que mesmo que te tire do sério, eu sabia que ia me esperar...
Adoro esse seu jeito bobo de ser previsível e indescritível sem se importar com mais nada, senão ser você mesmo(a). Só pra me endoidar...