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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Sinta...

Algumas vezes quando estamos distraídos temos momentos surpreendentes. Pode parecer besteira, mas dia desses no camarim eu estava sentado na cadeira de bobeira, brincando, quando fechei os olhos e fiz a cadeira girar. Um sentimento de leveza tomou conta de mim. De olhos abertos, eu fiquei zonzo, mas quando fechava os olhos, eu podia sentir o vento, sentir o espaço e a velocidade que ia bem aos pouquinhos diminuindo, pude também me sentir girando, experimentando uma sensação diferente dentro e fora de mim. Então me cresceu uma euforia, havia mais além de um simples giro numa cadeira. Talvez seja por isso que as crianças adoram brincar assim, porque você consegue sentir-se!

Deve ser a mesma coisa que balançar numa rede, de olhos fechados e de braços abertos. É uma sensação gostosa de suspensão, um pouco da liberdade que tanto queremos e não conseguimos encontrar. Saímos do corpo. É o nosso voar!
É tão bom, às vezes, tirar os pés do chão e "voar". Sem ilusões de que somos como os pássaros, sem ficar planando entre nuvens que nublam nossa visão do que realmente estamos fazendo, e mesmo assim sentirmo-nos livres!

Sentir-se por completo, pois todo o corpo se move e temos a clareza de cada canto do nosso ser. Sermos completos, num momento em que deixamos o mundo de lado e dedicamos um sentimento de paz focado somente em nosso bem estar. Uma risada gostosa que sai sem esforço com o frio na barriga de estar com receio de cair na real quando abrirmos os olhos. Não abra os olhos. Não ainda. Se a rede ou a cadeira pararem, mantenha-se por mais um tempo parado, na inercia segura de você mesmo. Permitindo esses segundos de paz para voltar ao seu corpo, pois quando estamos felizes a alma viaja e deixa essa dimensão para brincar de ser criança lá no mundo da memória.

Agora, depois de algum tempo de tranquilidade, abra os olhos devagar... E aos pouquinhos vá reconhecendo seu espaço físico. Primeiro dentro de você, seus sentimentos, depois o seu entorno e o que te toca, a rede ou a cadeira. E então o ambiente. Volte pra sua cena, para a realidade em que você é você, onde você existe e seu lugar para fazer com que seus sonhos aconteçam. Volte pra si sempre que precisar, e viaje para relaxar quando precisar tirar os pés do chão, centrar os pensamentos e fazer valer a pena essa sua história.

Volare! Oh oh oh oh!

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