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domingo, 20 de julho de 2014

A inocência...

Estamos perdendo a inocência...
Não há músicas ou borboletas no estômago.
O sorriso dos amigos ao contar um com o outro.
As reuniões de família no almoço do domingo.
Tudo perdido no desejo do bom futuro.

Os esforços pelo progresso e a necessidade de chegar rápido à estabilidade econômica, ainda jovem, mata a juventude e condena os adultos ao estresse precoce. Trazendo a pressa ao amadurecer, pela aparência de estar equiparado aos outros. "Não sou mais inocente, sei do que falo!" com o queixo erguido, disse alto uma criança mimada. Porque hoje em dia ser criança é ruim, ser infantil é coisa de bebê! E quem não tem um "rolo", é porque tá encalhado. Sofremos pelo amor perdido, já que o Amor verdadeiro nunca foi encontrado. E de onde vem os sonhos? Não importa, não tenho tempo para cuidar muito da mente ou do espírito já que o corpo, o status e o dinheiro preenchem todo esse espaço.

Um trabalho árduo de competição contra o relógio biológico.
Pra quê esperar o amanhã, se posso fazer 2 coisas hoje? É uma pergunta frequente. Hoje eu me pergunto isso, todos os hoje da minha vida! E não há melhor resposta que: Pra nada além de sobrecarregar-se!! Desgastar-se de forma tão bruta, que nem mesmo serviria para bijuteria depois que passasse o tempo, pois estaria completamente acabado.

É a infância que deixa seu espaço ser ocupado pelo sucesso, fica para então ser aproveitada, pela carência e depressão, companheiras tão fiéis dos novos bem sucedidos, e também dos pais de família que são obrigados a trabalhar triplicado pra criar melhor os filhos.
Não haveria problemas graves, caso a inocência simplesmente não fosse deixada de lado. Substituiríamos o tempo gasto para o "teatro do ego" na realização de um grande espetáculo, com um novo enredo todos os dias e que aproveitaríamos tanto mais que não sobraria tempo para reclamar. Viveríamos então, nossos verdadeiros papéis... protagonistas de nós mesmos!

"Inocência, na acepção em que tomamos a palavra, quer dizer ignorância do que é impuro. Quem cora ao ouvir uma imprudência, claro é que distingue, e quem distingue duas coisas conhece-as ambas."
~ Ramalho Ortigão

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