Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

segunda-feira, 31 de março de 2014

Dona Consciência...


Algum dia vai bater na sua porta
uma moça jovem e destemida,
para te mostrar tudo que teve na vida
e te fazer chorar pela primeira vez.

Essa moça é muito sábia,
e mostra que a sua caminhada valeu a pena,
mas que houve muita diferença do plano original.
Uma simples questão que não coube no seu momento,
mas que atualmente faz muita falta.

Falta desse menino que não tem medo de dizer
que está correndo da vontade de você,
só para que não haja mais nada a se arrepender.

Não por ter sofrido ou por ter medo,
mas por ter amado e hoje dar valor
ao que esse sentimento pode realmente fazer,
se bem direcionado,
bem intencionado
e sem enganado desprazer.

terça-feira, 25 de março de 2014

Ser amor sem ser amado...

De uma conversa, uma vivência, um problema e sem nenhuma solução... por enquanto!

"Eu me apaixonei muitas vezes, e todas as vezes, eu era quem me apaixonava.
Sozinho."

Não era novidade. Quem tem amor demais pra dar, não tem tempo para lembrar que também precisa receber. E só percebe isso quando o amor que tem pra dar começa a voltar pelo correio eletrônico. Mensagem errada, pois o destinatário mudou de amor, para outro que o cuida melhor, mais ativo que palavras bonitas, mais feliz que o carinho sozinho de um pobre coitado que entende só de amor.

Muitas vezes se sentia muito culpado, mas realmente era, por uma coisa ou por outra. Não sabia que o seu valor estava baixo no mercado, já que muito fazia para os outros e nada por si próprio, o que diminuía sua autoestima, seu ego, sua vida, sua felicidade, diminuía e comia-lhe as entranhas com tantas dúvidas, que não via o que realmente acontecia.

A felicidade e a esperança porém nunca o deixaram. Imagine só, passar por tudo isso de olhos fechados, é uma responsabilidade e tanto. Os olhares de fora, piedosos e caridosos nada faziam. Poderiam fazer alguma coisa? O normal é que quem está cego não encontre nenhuma verdade que não seja a sua, e os alertas dos passantes eram somente uma pontada de desesperança, logo dominada e jogada fora.

"Se aconteceu assim com os outros, comigo será diferente!"

Doce ilusão de quem ama, esperar, e a espera também é carente, não quer desapegar dos que no seu colo se guarnecem. Começa então uma relação destrutiva. Parece o céu, mas as aparências enganam mais que cobras. As víboras hipnotizam para se alimentar, acabam com a sina terrível numa só mordida venenosa. Porém a ilusão criada pelas aparências é um tecido delicado, colocado à frente da realidade. Tão bonito, tão macio, que proporciona tanta alegria, nada pode tocá-lo, um pequeno rasgo naquele cenário maravilhoso imediatamente transforma sua paz em raiva e ódio!
"Costure! Conserte minha ilusão e tudo estará bem, ou senão...! Agora, saia daqui! Vou voltar ao meu faz-de-conta tão perfeito, tão bonito que parece sonho!"

O sonho para se tornar realidade é a destruição do que não somos de verdade. A realidade pode doer bem mais que o sonho, onde a gente sangra e a gente se cura, no tempo que tiver que ser. No sonho a dor é de mentirinha, acaba rápido e sem deixar marcas, sem cicatrizar.
Quando o tecido cai, revela sua real situação, no corpo as feridas são vivas, carne e sangue lhe cobrem sem nenhum pudor, é feio de se ver, e você clama: "Cura-me ilusão!"

Ela vira as costas, mostra as garras e lhe diz sem piedade: "Você quem quis passar por esse sonho infeliz, solitário, para que não mais doesse, para que se deixasse inteiro, mesmo que em frangalhos". Vai embora e te deixa chorar, te deixa gritar por ajuda que não vem, senão quando você percebe que ainda está com os olhos fechados. Abra os olhos, e veja quem realmente está à sua volta.

"E foi assim que o encontrei. Tremendo de frio, chorando baixinho.
Escondido no quarto onde se fechou sem saber porque."

"Abra os olhos, menino." Pronto, está sendo bem cuidado, suas feridas não são tão graves, aguarde pois o tempo é seu bom amigo, agora que não está mais sozinho. Estamos junto de você.
Quem é seu anjo da guarda, meu menino? Ele ouviu seu lamento e te levou para fora desse sonho triste, onde nada era real, onde seu amor só alimentava os que vivem de migalhas. Pode levantar, chegou a hora de dar os primeiros passos para a luz de um novo dia. É verão, vamos ver as árvores altas no jardim, conversar sobre o mundo, sobre bobagens.. Sorria.

E ele saiu da cama, acordado do sonho ruim, ferido, porém cuidado pelos que realmente o amavam. Andou pelo jardim e encontrou ali uma alegria que não sabia mais poder sentir. Sentiu no raio de sol, acompanhado de seu cuidador, o calor de sua esperança verdadeira reacender a chama de sentir-se vivo, pela primeira vez, desde que saiu do transe que é ser amor sem ser amado.

Jacek Yerka - Krysia's Gardens

domingo, 23 de março de 2014

Aos pedaços... de quem?






Aos insensatos:
Um pedaço da minha vida
uma vida inteira, em pedaços
que se não estivessem partidos
seriam uma loucura só!

E aos loucos:
As palavras seguidas
que seguem um fluxo incerto
descabidas e atrevidas
como a vida que as conta.

Pedaço primeiro:

Era criança e não queria nada diferente.
Seria menos contente se não fosse,
perderia o sorriso do rosto sem idade,
importante é que está a salvo; a criança.
Vivo, segue risonho pelas altitudes da vida
sem destacar as feridas, só as casquinhas doloridas,
que teimosos cutucamos para tirar.
Ah criança!

Pedaço segundo:

Começou em uma atividade linda!
Brilhava, era deus na sua área, sem saber.
Mandava e era consultado sobre o que fazer.
Era aclamado, batia e corria mais. Sem mais.
Que mais queria?

Criava vidas, dava e tirava o que gostasse.
Leal, legal, divertido, popular. Genial!
Toda galera o adorava, adorava sem medidas.
Perdidas se encontravam na sua empreitada.
Divindade tão amada... novidade jovial!

Pedaço terceiro:

A vida nos sonhos
linda e livre
não destaca bem
a ímpar realidade
não mostra na verdade
o quanto destrói a humanidade.

Despertar é caro
destrói os músculos
as sinapses e símbolos
mudam de cor, negro
escorre púrpura
pede uma cura
que não vem sem sacrifícios
sem peito aberto e carne viva.

Pedaço quarto:

Sussurros de uma mente insistente.
Uma criatura deu-se errado
Cuidado, coitado do mestre
Não era mais tempo, já era...

Quimera, criatura ferrenha
Escutando, densa escuridão
Prendeu-se dentro dele, só
Queimou-lhe, fez sem força...

Entregou-se, o que não era
fracamente às ilusões, véu
deixando de lado, na terra
os seus louros, eram só pó...

Pedaço quinto:

Revendo, desvendo o desafio
Seja pó, véu ou chuva púrpura
Não mais dói seus insultos
Tardou, mas você falhou

Eu que já era vivo, brilho
E de novo me reergo luz
Entrego-me sozinho à mim
Que mais quero?

Mando, desmando, te derramo
Destaco de você o meu vazio
Que só eu bem sei como é
Agora; poder é o que sou

Posso, falo e acontecemos
O mundo sem limites, sem véus
Sem sangue, sem fel e angústias.
Brilhante, triunfante e feliz!

Pedaço sexto:

Não teria olhos, olhares, nem olheiras
fosse por te querer mais e mais perto.
Não tenho porém lágrimas, já que meus olhos estão úmidos das alegrias que me são caras, das carícias que me afagam e das delícias que me dispara... 
Ah, maravilhas da gente, que não se compara, nem se compreende com olhares de fora.
Visão turva dos olhos, visão seca da razão que se choca com o coração, de onde escapo sem demora, ao chegar a aurora de te reencontrar...


Pedaço sétimo:

Após a tempestade;
Mesmo que tudo seja destroços, refazemos e consertamos o nosso invólucro. Reforçamos os alicerces e tornamo-nos fortes.
Agradecemos a toda sorte de testes que nos fizeram passar, feridos de corpo e alma, mas íntegros.
Aquele ser singular que mesmo em pedaços não se desfaz nem desmonta,
pois existe no suspiro e no sentimento o que o deixa completo.
Coração aberto, sorriso no rosto, e amor no olhar.

sábado, 22 de março de 2014

Uma viagem que não é só história!

Sempre foi assim, eu começo a escrever e acontece uma história. É algo que não sei explicar. Pode ser que seja algo que realmente está acontecendo em algum lugar perto, longe ou far far away, como também pode ser só uma ficção, das quais eu sonho ou sonhei um dia tornarem-se realidade. Como voar...

Dessa vez, quem sabe eu seja menos lúdico? Vou contar uma história que já aconteceu, mas que não está no passado, pois algumas histórias demoram para acontecer, e mais ainda para terminar. Começa assim:
Um desespero! Você encontra-se numa enrascada, com poucos recursos, materiais e espirituais, para se reerguer e lutar contra os seus desafios e cai na armadilha da metralhadora, atira para todos os lados para que uma hora você acerte, nem que seja um ratinho. Pois que ao acertar, você acertou em cheio uma grande oportunidade.

Para entendê-la, coloque no peito os seguintes acontecimentos e sentimentos: solidão, surpresa financeira negativa, desemprego, vida amorosa mais que desastrada e um pouco de problemas com a família. Daí no meio desse turbilhão você encontra uma saída inesperada, uma viagem e trabalho temporário. Seus problemas materiais estão finalmente amenizados, dando mais tempo de reflexão.

Agora o Plus! Durante a viagem, que te levou para novos lugares, arejou sua mente, quebrou limitações, destruiu falsas esperanças e ainda por cima te ensinou muitos truques novos, de quebra conhecendo novas pessoas. Ah, mas isso ainda não foi tudo. Nessa mesma viagem, você viveu uma aventura muito especial. Mais que especial!
No final do dia, você não estava mais sozinho!!! Tinha uma companhia especial que te fazia rir, crescer, evoluir! Havia uma pessoa para cada momento, cada uma única e cheia de vida. Alguns te fizeram tão bem, que você não deixa de pensar um só minuto neles! Outra te deu tanto carinho, tão linda! E estar longe deles, te fez enxergar que nada se compara a ter essa companhia na sua vida, principalmente num momento tão delicado.

Por isso, para essas oportunidades, essas pessoas incríveis e essa viagem que me salvou, marcou e modificou para sempre, eu deixo uma homenagem especial, o meu carinho com abraços e um 'beijo desejo' que se concretiza no decorrer do tempo!

quinta-feira, 20 de março de 2014

Mabon - O outono e o agradecimento...

Hoje é o Equinócio de Outono, dia de Mabon, a chegada do outono no hemisfério Sul, e um dia de equilíbrio. A noite e o dia tem a mesma duração, colhemos os últimos frutos e fazemos nosso estoque para o inverno que vem se aproximando. Neste dia também, fazemos nossas orações, pedindo pelas pessoas que mais amamos, e reunimo-nos com eles para festejar e agradecer por todas as bençãos e felicidades que colhemos e vivemos no último ano.

É o equilíbrio deste dia, que deve direcionar nossas ações para o futuro, quanto mais focados na energia de graças e agradecimentos que o Mabon nos traz, melhor preparados estaremos para enfrentar as intempéries do frio e os desafios que vem nos fazer crescer e reencontrar o sagrado dom da vida.

Mabon também é a despedida de tudo que passou, agradecemos o que foi bom e comemoramos pelo sucesso contra os obstáculos. Tudo que nos acontece é bom, mas tudo passa, volta para a terra como semente ou como adubo, para que novos frutos e flores possam crescer, é o renascimento.

E para comemorar, abuse das frutas da estação: maçãs e pêras, laranjas, tangerinas e limões, abacates, maracujá e goiabas. Também de castanhas e cereais.
Os pães são marca registrada na comemoração, já que o trigo, a aveia, as castanhas e frutas podem ser usadas para deixar tudo mais gostoso. Canela, cravo e amoras também dão um toque mais que especial.
As cores de hoje são as que abundam o outono: laranja, marrom, amarelo e verde. 

Agradeço a todas as bençãos da minha vida e da minha vivência.
Muita luz para todos!!!
Felicidades e muitas graças.
Feliz Mabon!

quarta-feira, 5 de março de 2014

Projeto Sombras - Corpo arbmoS

Um jovem mostra suas verdadeiras cores, elementos complementares, em meio à luz e sombras. Debaixo de um lençol, prende-se com a luz e projeta nas sombras o que corpo não consegue realizar. Sozinho, coloca no jogo de sombras, os desejos e as vontades que não pode expressar no dia-a-dia.

Uma homenagem ao modo de vida pudico e velado, que não expressa nenhuma liberdade dos desejos à luz do dia, mas que nas sombras, dentro das casas, dos bordéis, e principalmente nos escombros da mente humana, se rasga numa entrega doentia e sem escrúpulos.

Corpo
Sombra oproC
Corpo arbmoS
Arbmos oproC
Oproc arbmoS
Corpo sombrA
Sombra oproC
Arbmos corpO
Sombra


"Seu corpo nu só deve pertencer a quem se apaixonar por sua alma nua.''
~ Charles Chaplin

terça-feira, 4 de março de 2014

Uma sala de espera, e uma esperança...

Se existia algum motivo para estarmos na mesma sala, era puro capricho do acaso.
Eu tinha plena consciência que coincidências não existiam, mas queria, não, eu precisava me enganar.
Aquele não parecia ser um lugar que nós entendidos frequentássemos muito, eu, por exemplo, só estava ali para renovar minha carteirinha de sócio, ao contrário das mulheres que vão bastante àquele balcão, onde falam animadas com a atendente e fofocam o dia todo sobre qualquer coisa que as mulheres gostam. E como falam! Estamos aqui esperando já à meia hora, e só 2 mulheres foram atendidas, enquanto ainda há mais 2 na frente dele, e mais uma na minha frente depois. Estou preparado para passar a tarde aqui, trouxe até um livro.

Mas ele me intriga. É bonito demais pra ser entendido, eu acho, e não liga muito para o modo como se veste, nem como se penteia. Nós somos mais cuidadosos. Apesar que já vi muita gente que não liga muito para aparência, e ele desarrumado já é lindo, não tem mesmo que se preocupar muito.
Então eu desencano, pego meu livro e começo a ler, enquanto ele olha pra cima entediado e as outras mulheres na sala de espera conversam muito excitadas. Percebo, aliás, que uma olha para ele e dá risadas forçadas. Vaca. Ele nem percebe, homens são tão desligados desse jeito.

Entretido no livro, não percebo quando ele vem sentar-se perto de mim até que ele me perguntou:
- Gosta de Saramago?
- Oi? Ah, sim, esse é o primeiro livro dele que leio. Me chamou atenção depois que assisti "Ensaio sobre a cegueira". E você?
- Eu gosto de ler, mas prefiro aventuras e ficção, mas também gostei muito do filme e queria saber se os livros dele são bons.
- Se gosta de ler, deve saber que são. - Será que gosta mesmo? - Qual foi o último livro que leu?
- O último que li foi: Extraordinário. Conta de um menino que nasceu com uma doença que lhe desfigurou o rosto, é bastante emocionante e bem rápido de ler. Agora estou finalmente lendo Drácula.
- Entendo. - Voltei a ler.

Ele ficou quieto do meu lado, olhando para tudo que se movia. Parecia claramente entediado, e como eu cheguei na sala e ele já estava lá, acredito que devia estar esperando a bastante tempo, ou não gostasse de esperar. Não que eu goste, mas estou sempre preparado quando preciso. Fiquei em dúvida se puxava assunto ou não, já que eu não queria saber de alguém que gosta de ler, é bonito, parece muito simpático e possivelmente não verei de novo. Na mesma hora, chamaram a próxima senha. Decidi arriscar, pois se não falasse com ele agora, talvez não falasse mais.

- E o que você faz da vida....? Como é seu nome, primeiramente?
- Sou Fábio, prazer. Eu sou bailarino. E você?
- Me chamo Alvaro e sou ator. Olha, trabalhamos os dois com artes.
- Que legal! Quando precisarem de um bailarino, me chame! Sempre precisamos de trabalho!

Rimos, mas a outra moça saiu e ele foi chamado, eu nem vi o tempo passar. E ele foi. Quando ele saiu da sala de atendimento, e saiu bem rápido; não quero imaginar o que as mulheres realmente fazem lá dentro; agradeceu pela companhia na espera, se despediu e foi embora.
E eu fiquei sem saber o que fazer. Eu estava diante de um rapaz lindo e interessante, mas que eu não fazia ideia se poderia ou não continuarmos pelo menos uma amizade, ainda mais algo mais sério, mas eu estava com uma quedinha desde que entrei naquela sala. Agora ele foi embora, e queria poder ir atrás dele, mas não posso. Queria poder pelo menos trocar telefones, mas ele também não mostrou interesse algum. Deve ter falado comigo simplesmente por estar entendiado de ouvir as mulheres fofocando, e agora vai encontrar sua namorada e seus amigos, ou voltar para os seus ensaios.

Eu devo estar muito carente...
Meu nome é chamado, refaço minha carteirinha e a menina do atendimento saiu e eu vi a ficha do Fábio, procurei por um telefone, mas ele não fez cadastro. E quando ela voltou, eu estava desolado. Agradeci, e saí. Voltando para a vida real, onde os corações carentes se partem e a esperança não é a última que morre, porque a gente continua vivo depois que ela partiu dessa pra...

- Hey Alvaro! Esqueci de deixar meu telefone contigo. Até mais.
Na saída, Fábio correu até mim e me entregou um papel com seu telefone anotado, e eu não tive reação nem pra agradecer, ele acenou e saiu correndo, foi até seu carro e sumiu na primeira curva à direita.
Eu não sei se ele me deu seu telefone por qualquer outro motivo, senão, por oportunidades como bailarino profissional, que eu realmente posso indicar, mas eu sei que dessa vez, minha dúvida durará pouco. E se for mais que isso, que ele seja solteiro...

segunda-feira, 3 de março de 2014

Impulsos...

Continue a nadar...
Percebo que não estou parado, senão pelos simples movimentos do meu corpo, dos órgãos lá dentro ou mesmo dos espasmos inconscientes da musculatura que não se deixa ficar parada para não atrofiar, ou então pelo movimento da Terra no espaço, assim mesmo que estejamos imóveis, nunca estaremos inertes.
Mas também percebi que isso não é suficiente, e mesmo que eu esteja em grande movimentação aqui fora, aja e busque no meio da correria do dia a dia uma saída para as dificuldades, mexer-se e espernear sem um foco vão somente deixar-me exausto.

O foco assim que encontrado, precisa ser direcionado, entenda que o seu objetivo é a linha de chegada para sua realização e que no caminho até lá são necessários muitos esforços, é necessário muito exercício e ações estratégicas para que se chegue até lá, vai descansar e repousar afim de ter forçar para chegar até a faixa que separa a luta da comemoração de vitória, mas em grande parte desses momentos, é necessário um ingrediente secreto: o impulso para que coloque o primeiro pé na estrada, e que ele seja forte o suficiente, ou que ressoe por todo o caminho, continuando a nutrir sua caminhada até o fim.
O que impulsiona o homem? O que nos impulsiona até o limite de chegada? Depois de concluir este caminho, seremos então mais uma vez impulsionados a continuar, perseguindo dessa vez, um novo desafio.

Neste momento eu não posso responder estas perguntas. Pois são os questionamentos que passam pela minha cabeça e não estou conseguindo encontrar uma única resposta, em meio às tantas que a mente me oferece, que seja satisfatória ou que realmente me impulsionem para continuar a empreitada que é seguir os sonhos. A realização dos sonhos gasta muita energia, e desejo de realizá-los sem este impulso não é suficiente para alcançá-los.

Essa é uma empreitada para encontrar o ímpeto necessário para continuar a trabalhar e construir nossos sonhos, pois eles continuam sendo nosso objetivo final e a direção que seguimos. Vamos neste caminho mesmo que um pé de cada vez, compreendendo que a velocidade mais baixa não invalida a caminhada, há momentos lentos e momentos mais rápidos que sabemos não poder controlar completamente. Que possamos todos continuar nossos caminhos, fazendo as pausas necessárias para descansar, buscando fortalecer o impulso e a vontade de atingir a linha de chegada dessa corrida maluca que é realizar os sonhos, e comemorar quando chegarmos lá.

sábado, 1 de março de 2014

A força e a sincronicidade...

A Força - Arcano XI
A Sincronia ainda impressiona a humanidade, com seus eventos que se entrelaçam e acontecem de formas diferentes, mas que vem para ensinar, firmar e modificar profundamente cada pessoa envolvida. Essa sincronia não poderia ser maior que a ousadia do plano material e a excêntrica liberdade que vivenciamos hoje. O mundo todo em uma sincronia absurda de mudanças e revoluções, que estão unindo as pessoas e nações com ideais semelhantes, e essas ações trazem benefícios e inovações para todos.

Uma vida toda é necessária para que as pessoas entendam a Sincronicidade existente nas suas ações e nas "coincidências" que formam cada ponto da trama que é o nosso dia-a-dia. Mas ouso dizer que mesmo assim não a conhecemos, pois a máquina ou a mão que rege esse fiar tão habilidoso ainda não se revelou ao ser humano, ou se já o fez, ignoramos com maestria. É mais fácil viver na ignorância e aproveitarmos desse estado lúdico para continuar recebendo suas graças, a admitir que somos os motores responsáveis por fazer a Roda da Vida funcionar, acabando com a magia e a mitologia que fomos inseridos desde a infância. Mesmo que você já não acredite mais em Papai-Noel, é importante acreditar que ainda existe fantasia. Não suportaríamos um mundo de pura racionalidade, nossa mente não descansaria, pois não somos calculadoras e sim organismos que fazem sínteses químicas, mentes oníricas repletas de ideias e pensamentos sem precedentes, incontroláveis e imprecisos, que provocam viagens pelo irracional para relaxar tanto o cérebro como o corpo.

E esse é um momento para relaxar, e ter muita paciência para entender o que não podemos mudar. É uma lição dura, especialmente com a velocidade com que as coisas acontecem e mudam hoje em dia. Mas é também tempo de olhar para dentro, já que não podemos mudar o que acontece com o mundo lá fora, temos tempo e energia para focar em nós mesmos e fazer uma faxina, rever nossos planos e objetivos, dar um gás na vida pessoal e enfrentar com bastante disposição os desafios que o próximo ciclo vai trazer. E sendo mais otimista, vamos também começar a perceber as mudanças que provocamos com a organização interna, do Eu, e encontraremos novos caminhos para que os objetivos sejam alcançados. Dessa vez, colhendo os frutos do plantio que realizamos junto das mudanças trazidas pelos sincronismos que acontecem no mundo todo, com todo mundo. Lidando com o interior, lidamos também com nossos demônios, dominamos nossos defeitos e fazemos tudo isso trabalhar à nosso favor. Entendendo e renovando o interior, estaremos em sintonia com os acontecimentos exteriores, e essa é uma sincronia que depende de cada um de nós.

"A sabedoria consiste em não desprezar o inferior, em não aniquilar o que é bestial, mas sim em utilizá-lo. Não é outro o resultado natural que se depreende da Grande Obra alquímica."
~ Constantino K. Riemma