Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pacificamente...


Uma estranha sensação de... de... de paz.
É como me sinto depois de ver o mar.
Agitado, bravio, estourando com todo mundo, mas... pura paz.
O seu vai e vem, a sua ressaca sem perder o ritmo de uma tremenda responsabilidade.

A vida toda do mar, no mar, em volta, enche os pulmões com força.
A gente respira e se sente de novo, no começo, nascendo.
Saindo da água que nos deu vida, e voltando pra ela, e então respirando de novo, sem dificuldade.
Faz do ciclo um bom retorno, faz do entorno um bom lugar.

As lembranças do mar e da liberdade que ele nos dá faz eco no dia a dia, preenche os espaços vazios e deixa um sorriso no olhar.
O sol que acompanha o passeio renova a cor, faz o sangue correr aquecendo o coração.
Refaz-se o vínculo com o eterno e facilita a finitude do ser, de estar tão pouco nesse contexto.
Desfaz nós de gravata e também da musculatura cansada de aguentar o desgaste do mundo moderno.

Faz-se então, aquela plena paz que não vemos toda hora.
Uma leveza estranha, sem pressa de acabar, numa agitação que não é habitual.
É interna, mental, expulsando o mal que havia tomado conta da gente.
Será que dura? A vida dura que a gente leva tem que ter um ponto fraco.

E será do mar o ponto forte que me puxa pra bater na vida dura?
Não me deixo mais ser duro demais, não peço mais pra ser duro com a vida também.
Deixa bater o que tiver que bater, sejamos firmes e maleáveis. Entorte, balance, abrace!
Passada a tormenta, o mar continua igual. Passado o susto, todo mundo respira fundo e volta ao normal.
Em paz...

Um comentário :

Comente. Há um mar de pensamentos e você pode pescar um peixe que ninguém mais conhece. Assim são as palavras no mar do Umikizu!