Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Como derrotar a tirania...

“Gostaria de entender, gostaria apenas de entender como é que pode ser que tantos homens, tantas cidades, tantos países suportem às vezes, uma tirania que tem apenas o poder que eles próprios lhe dão. O que faz com que uma nação trate as outras como escrava e as prive de sua liberdade? Será que não sabem que não é preciso combater essa tirania? Que não é preciso anulá-la, porque ela se anula a si própria. Basta que não se consinta em servi-la. Se nada se dá aos tiranos, se ninguém lhes obedece, sem lutar, sem golpear, eles ficam nus, ficam feridos e não são mais nada, são como o galho que se torna seco quando a raiz não tem nem umidade nem alimento. Decidam não mais servir e estarão livres. Não mais o sustentem e verão como o grande colosso de quem se subtraiu a base pode desmanchar-se com seu próprio peso e desmoronar.”

1460 – Étienne de la Boétie.

Elke Maravilha: Só não obedecer, fácil.

Esse texto foi tirado da excelente entrevista da Elke que você DEVE ler na íntegra aqui: Jornal Tabare Entrevista ELKE MARAVILHA!

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Eu vejo tudo novo...

Eu vejo o mundo, onde as pessoas serão livres para fazer o que querem, pois ao invés de crer no certo ou errado, elas saberão diferenciar onde começa e onde terminam os seus direitos. E respeitarão os direitos dos outros para que os dela também sejam respeitados.
Eu vejo este mundo, em que essas mesmas pessoas não terão mais medo das ações dos outros, sem pudores ou regras sociais que não fazem sentido para todo o mundo.

Eu vejo um mundo onde as crianças não serão mais repreendidas por serem crianças, em que seus pais estimulem a infância e não o crescimento acelerado em detrimento de cada fase da vida à favor de um futuro incerto, a infância não volta.
Eu vejo nesse mundo, essas crianças e os jovens envoltos por uma cultura de educação em que não seja prioritário o aprendizado de uma matéria ou outra, para que passem no vestibular, mas sim o conhecimento e o saber para toda sua vida.
Eu vejo um mundo onde essas crianças se tornam jovens, onde esses jovens se tornam adultos, responsáveis e felizes, e tendo aproveitado sua juventude e seu aprendizado, não tem arrependimentos e vivem a fase adulta por completo.

Eu vejo nesse mundo, as pessoas que se olham sem distinção, sem medo e sem ódio, sejam elas de etnias, cultura religiosa, país, estilo ou escolhas na vida diferentes, pois cada um verá que o outro, assim como ele é, independente de qualquer coisa, simplesmente um ser humano.
Eu vejo um mundo onde a religião é uma forma de comunhão com o divino, mas principalmente encontrar a paz que os homens não conseguem encontrar na Terra. E para que haja essa paz, que haja comunhão entre as religiões e os homens dessas religiões.

Eu confio nesse mundo, pois eu já o vi, eu conheci e sei como é possível acontecer.
Não pense que ele é perfeito, muito menos utópico. O ser humano continuará sendo um animal, nós continuaremos a sentir medo, raiva, tristeza, dor, mágoas como todo bom ser humano é capaz de sentir.
Mas neste mundo, haverá mais felicidade, mais motivos para viver, mais sorrisos, mais abraços, mais amor.
Eu acredito neste mundo, mesmo sabendo que ele não chegará tão cedo aqui na Terra, mas que este seja mais um passo em direção à um mundo que sonhamos e merecemos.

FELIZ 2014!
Com muitos sonhos realizados, pois neste ano, começamos a trabalhar para transformar o nosso mundo e nossas vidas para o que realmente queremos que eles sejam.
Verdades!

dream... - Foto: Osman Balkan | Arte: Miklós Földi

domingo, 29 de dezembro de 2013

O poder da ideia está no descanso...

Às vezes, uma ideia deve ser criada e então depois de darmos forma, deixá-la descansar.
Nossa mente muda, nossas experiências mudam, nossas exigências também.
Então, com calma, lapidamos dando devida atenção à joia que é ser uma ideia bruta, para fazer dela uma parte de nós, verdadeira, que consegue viver e se reproduzir fora do nosso corpo e mente. Viva para que em contato com outras pessoas e seres, fomentem debates e apresentem sua sabedoria.

A ideia é criar uma oportunidade de tocar os corações e a mente de outros seres, para que eles tenham a chance de perceber uma nova maneira de agir, uma forma diferente de fazer uma tarefa.
Não melhor, mas diferente. Conhecimento é poder escolher, e ter um leque de opções para todas as horas.

Por isso a ideia deve ser original, deve ser fiel ao que queremos, mas principalmente fiel ao que você precisa e quer passar adiante.
Todas as nossas ações e decisões deveriam ser pacientes para maturar a ideia, entendê-la e só depois da sua devida lapidação, levando em consideração nosso melhor estágio, levada à realização.

Não é que depois de realizada ela não possa ser lapidada ou melhorada; alias eu sugiro que sempre façamos isso quando necessário; mas quando ela sai pronta e com o devido cuidado ao seu lançamento no mundo, se faz uma onda enorme de boas novas e energias potentes circulam por mais tempo, aumentando seu efeito de novidade e influências positivas.

Crie...
Prepare...
Descanse...
Finalize...
Lance!

Encante-se com a magnitude de sua obra, quando ela brilhar até a Lua, devida sua paciência e respeito ao seu período de crescimento e amadurecimento.
Você tem todo o tempo do mundo.

Que venha 2014!

sábado, 28 de dezembro de 2013

Os nossos mundos...

As pessoas se perdem em seus sonhos, acontece bastante, e quando acordam é como se tivessem segurado a respiração por tempo demais e então enchessem os pulmões de uma só vez, violentamente.
Os olhos abertos doem, a luz te deixa confuso e você se apavora por ter voltado a existir.
Naquele pouco tempo que não era mais vivo, desprendeu-se do seu corpo e mente, entregue ao cosmos e a grande força que nos envolve.

Pode parecer estranho, mas estar solto nessa grande teia é na verdade estar vivo e por isso também voltamos eufóricos, pois vivemos em duas realidades completamente diferentes ao mesmo tempo.
Nós humanos não estamos preparados para essa experiência, somos limitados à nossa realidade que já nos soa tão complexa, por isso nos assustamos e ficamos desconfortáveis com múltiplos mundos e nos confunde quando temos a possibilidade de dar de cara conosco em espírito.

Estamos sendo doutrinados à pensar que só existe o meio material, o que nos afasta cada vez mais do nosso próprio espírito, da nossa realidade. Somos um mundo inteiro, que existe independente dentro do nosso corpo, nossa mente e nosso espírito. Uma trindade que se forma única e se propaga em nossas ações e existência material na Terra e no "Agora", mas que recebe influente quantidade de energia do cosmos e dos outros planos, pois tudo está ligado ao Todo por uma linha tênue de energia. Somos muitos fios, que se deixados ao destino, controlam nossa vida como marionetas!

O mundo interno, é o que somos, segue pois é nossa verdadeira morada, onde estamos plenamente e eternamente. É nosso infinito, onde tudo que pensamos e criamos é possível e verdadeiro.
O mundo material é a morada temporária do nosso mundo interno, é o corpo que recebemos quando nascemos e vivemos em comunhão com os outros corpos das outras pessoas, em contato com Gaia, o mundo físico.
O mundo espiritual é onde vivem todos os mundo em grande comunhão com o Todo. Neste meio, estão outros mundos, e outras realidades, que vivem interligados pelas energias do Universo.

Nesse ínterim, temos uma interpretação de como funcionam as correlações energéticas entre o material, o espiritual e o interno. Tudo está ligado, tudo tem seu tempo, não podemos ignorá-lo.
Hoje temos muita informações e muitas formas de cuidar de cada um dos mundos, mas são mesmo tantas opções e cada um fazendo o seu marketing com tanta vontade de adquirir seu mundo interno como um produto, que ficamos mesmo é perdidos no caminho, nos entregando ao mundo material e à finitude de nossa existência, cansados demais com as tarefas do dia a dia para prestar atenção à nossa infinitude que parece tão longe e irreal.

Sei da concorrência em cuidar da sua alma que as religiões oferecem, sei que é mais fácil simplesmente rezar uma "Ave Maria" antes de dormir e crer que isso é suficiente para não se perder no limbo da humanidade, mas o que lhe basta é o que te salva. Acreditando nessa oração, você traz um pouco de paz ao seu espírito.
Quem me preocupa é quem deixa de acreditar, e deixa de fazer e deixa de se importar até deixar tudo pra lá.

Busque a paz para o seu mundo, e isso pode ser feito de tantas maneiras diferentes, nem necessita envolver religião ou rituais que hoje em dia não fazem mais sentido. Entenda-se com seu mundo, busque paz e envolva-o de muita luz.
Fazer isso é fácil quando você faz o que te alimenta a alma. O seu hobbie de ler um livro, que te traz paz e faz bem, é uma forma de alimentar seu mundo interior, contanto que coloque naquele ato este sentimento e esta finalidade.
É o começo para que cuide de seu mundo interior e depois que ele estiver mais forte, vai conseguir entender suas necessidades e fará sem pesar o que precisa para manter-se vivo durante a sua passagem no mundo material, para que ele brilhe livre quando sua matéria morrer na Terra.

Mais uma vez, isso é independente de religião ou crença.
Caso não acredite em reencarnação ou vida após a morte, que tal cuidar para que sua passagem para o mundo dos mortos ou para o paraíso seja pacífica e brilhante.
Faça de cada momento de sua vida uma realização, uma existência que pode ser sentida e vivida por quem te acompanha, seja um propagador e sintetizador de boas energias e boas lembranças aos seus companheiros de viagem.
Cuide do que é seu, só seu, que está dentro de você e fora de você, sua parte mais preciosa.
Sua vida real!

Holy Family - Alex Grey - alexgrey.com

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

FELIZ FESTAS FOR YOU!!!!

Aos amigos, família, colegas próximos ou distante, que tenhamos um Natal abençoado e que o ano novo, 2014, seja de muita renovação, e será!

2014 vem para acabar com o modismo e para fazer acontecer!
SE SEGURA NÃO!
Aceita que dói menos!
BEIJOS! ABRAÇOS! AMOR!
Meus votos!
Pra vocês!


segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Só pra viver uma vez mais...


Sabe por quê o triste é ruim?
Porque é a lembrança de que a gente passou por coisas boas.
E sabe por quê o triste é bom?
Porque a gente sabe que quando a gente está triste, estamos pensando no que foi bom.

E a gente chora que é pra vazar e fazer passar a dor.
E a gente ri de chorar, já que as lágrimas fazem a gente pensar.
E depois adormecer. Descansar o pão que a gente vai assar quando tudo passar.

E daí dar pro diabo amassar.
Depois se recuperar, e então passar por tudo de novo.
Só pra poder lembrar do que foi bom uma vez mais.
Só para viver um novo amor.
E ir embora em paz.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Um momento para a vontade...

Quero te usar.
Não precisa de muito, só quero que seja como preciso.
Tenho um desejo, uma urgência de realizar-me num corpo firme e forte, que me faça delirar.
Uma só vez, e depois você pode ir embora se quiser.
Uma vez para que este desejo se cale e a curiosidade seja apagada, que no restante dos meus dias, eu possa tê-lo como comum.

Eu preciso te usar.
Não faltaria carinho, é desejo não é vulgaridade.
É como uma necessidade de te passar as mãos, sentir seus músculos, todas as curvas e espaços entre eles.
Seus braços fortes, o peitoral desenhado ligando o abdome numa rede de linhas retas e salientes até a virilha.
As coxas largas das pernas grossas que conseguem mantê-lo em pé quando me carrega nas costas largas onde me prendo, sentindo seus movimentos e seu coração.

É desejo de saber.
Viver algo que me desenham como maravilhoso, como incomparável!
Entender que além dos sacrifícios que você fez, não existe mais nada além do palpável.
Sentir os seus braços maiores que eu me apertar e me segurar no ar sem dificuldade e sem vontade de me soltar.
Mas fazendo valer que não é diferente de ninguém mais.
Finalmente entendendo qual é o sabor desse corpo monumental.
Sem defeitos, que faz o meu corpo tremer, querer, ceder e te controlar sem limites.

Uma experiência.
Se pudesse ao menos tentar e visualizar os seus sentidos.
Quero-te não por volúpia ou interesse.
Desejo-te do coração, e na mente uma porta fechada precisa ser estourada pelo seu sexo.
É o único jeito. O único sentido que eu preciso.
Sem pesares, sem problemas, sem dilemas para nos parar.

Quero-te, meu desejo, minha ilusão.
Apenas por um dia para saciar a vontade que me faz sentir.
Você vai querer ir embora? Vai ficar comigo?
Se ficar seja bem vindo, seja bem quente, seja carinho.
Se for embora, que seja realizado como eu estarei.
Se for, não volte mais, pois eu já não saberei mais te querer da mesma maneira.
Se for... adeus!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Dupla - percepção...


Corre que vem chegando nova aurora.
Passa para que na batida do relógio não se enrosque.
E depois de tanta folia, na medida do possível, ele se desfaz em algumas cores deitadas, espalhadas no colchão de casal que não abriga mais ninguém.
Juras de amor que não sabia que podia criar.
Nas mãos as rosas formigavam.
O dia e a noite, casados, nunca mais se separaram, um entra e sai, os dois mesclados, não nos deixam jamais!

Fale nada não, que quando fala, você se perde.
Deixa quietinho, o silêncio dizer o que deve ser.
E devagarinho nossa vida vai se ajeitando e chegando onde tem que chegar sem correr.
Enrosca na maré baixa e molha os pés descalços sem nem perceber.
Água que leva embora o que você não quer mais receber.

Lua alta no céu, vento sem preocupação, a cama se percebe ao toque e na boca o chocolate volta a ter sabor.
É noite, ele está pertinho, e o silêncio não será quebrado, pois do seu lado mora um coração.
O sonho acabou, a verdade revelada, não é nem bonita nem colorida demais, pois segue o curso da ação.
Total e implementada na vida de cada um, ela segue sem fazer barulho, sem diferente som.
E no frenesi da hora, recebe uma nova força de tudo que sabe fazer, sem esquecer da oração.

Devidamente, depois dos dois estarem pelo mundo, se desfazem.
Se descarregam, individualmente e sem saber, nas areias e nas cinzas.
A terra que agora os abriga, não faz esforço para guardá-los.
Entregues ao tempo, no espírito do infinito, seguem em frente...

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A energia dos dias...

Não era nem 7h30 da manhã e os olhos estatelados brilhavam com a euforia de uma criança esperando o dia do aniversário que se aproximava.

Enquanto deitado, o corpo tremia, arrepiava e os músculos davam pulos, espasmos causados pela energia que passava pelo corpo e pela mente com velocidade maior que fórmula 1!

Nos dias que se passaram ele, realizado de prazer e anestesiado de paixão, só sentia a felicidade tomar conta como se não houvesse nada mais a ser dito.
Uma neura de não ficar parado. Agora podia fazer qualquer coisa sem nenhum esforço, sem impedimentos.

A aura brilhava e todos que se aproximavam eram contagiados de imediato, com o sorriso e o desejo de bom dia que vinham sempre de encontro com a gente na rua, espirituoso e de graça.

A verdade era que não tinha mais nada nos bolsos, um centavo furado no banco, mas na cabeça e no coração carregava as riquezas de outrora: paz, sabedoria e tempo.

Vazio do mundo e de suas miudezas. Transbordantemente cheio das coisas preciosas da vida.

À partir desse momento ninguém precisou dizer a ele que bastava isso pra ser feliz.


Texto: Allan Lucena
Editação de texto e imagem: Dee Olivério (Image'M'usical)

Arte: Casa Battló - Antoni Gaudí...


Obras de arte serão agora colocadas aqui no blog, acho importante e fascinante.
Abro a galeria com essa fantástica obra de arte que também é arquitetura e, pessoalmente, fantasia.

Foi construída em Barcelona, entre 1875 e 1877 por Emili Sala Cortés.
Então em 1900 Antoni Gaudí recebe o pedido de José Batlló Casanovas para construir um novo edifício no local porém depois decide por reformar o edifício.
Para a reforma Gaudí se centrou na fachada, no piso principal, no pátio de luzes e no telhado, e levantou um quinto piso para a equipe de serviço.

As cores e as formas incomparáveis transformaram a Casa Batlló em um edifício único e atração turística de Barcelona.
Cenário para muitos filmes e também já foi inspiração para reflexões e textos meus.

Que a arte traga inspiração, cor e muita alegria para todos nós!
Vamos fazer arte? `^^´

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

~ Realizar-se...

Tenho a urgência de ser pleno e infinitamente Eu mesmo.
Algumas vezes, pode parecer insegurança, outras egocentrismo, mas no fim não me importa o que pareça.
É só que eu sou assim, completo na essência e sem nenhuma necessidade de me provar, já que ser é a prática do estado mais almejado pelo ser humano.

Vivi intensamente esta semana, tive pesos, tive passos que não queriam sair do chão, mas com força e amizade eu consegui carregar e energizar positivamente todos os momentos.
Com dificuldade e com alegria, atravessamos esses desafios e hoje comemoramos uma nova era.
O fim do ano perto, a vida nos prepara para a novidade e para os desafios.

Nestes dias, tive novas experiências, vi paisagens e animais e natureza abundante que nunca havia visto, banhei e deixei que o mar carregasse meus pesos e meus problemas pra serem lavados e reciclados.
Assim eu deixo também que este ano chegue ao fim.
É cedo, mas nunca é cedo demais.
Renasci tantas vezes... quem sabe o que nos reservam estes dias finais de ano?

2013 foi pesado, mas muito gratificante, realizador de sonhos, reparador de arestas, portador de dores, mostrando novos caminhos, mas principalmente ceifador de momentos e funções que já estavam se arrastando por tempo demais.
Uma coisa eu ainda tenho de pedir para Saturno, para o grande mestre Tempo, para a morte levar embora:
- Que este seja o último ano em que a ignorância reine, e que seja deposta com louvor por ter feito muito bem seu trabalho. Ela também merece descansar, e abrir caminho para a Sabedoria assumir seu posto de direito.

E pessoalmente, realizado ou não, uma caneca de café e um coração bem quentes.
Um papel ou um teclado para colocar minha vida em movimento com meus contos e meus textos malucos.
Mas que seja louco o meu caminho, louco e livre, livre e infinito.

Que seja novo!
Que seja belo.
Que seja 2014 e tudo mais...

Reinventar...

Ok, vamos começar.
Sua vida é uma tela em branco.
Imagine-a assim.
Deixa agora o branco te tocar, sabendo que o branco é tudo no mundo:
é onde cabem todas as cores, todas as coisas, toda a vida.
É uma Luz, uma energia de pluralidade.
Agora deixe o branco manchar.
Sim, manchar.
Sujar, riscar, dobrar, quebrar, rachar, reagir.
Sua imaginação é livre, pois à partir daquele quadro branco, ela é capaz de separar cada coisa, cada tom, cada uma das suas reações químicas e sinestésicas e criar sua realidade.

Desde o dia em que você nasceu é assim.
Você recebe o branco da luz quando abre os olhos e dele, faz aparecer suas mãos, e o trabalho que suas mãos fazem, seus pés e onde eles te levam, seu corpo, sua família, sua casa, etc, etc, etc.
Aquela luz, aquele branco profundo e palpável, é a massa de modelar da sua realidade.
Por um só dia você deixou que ele fosse menos que isso?
Todo momento você a remodela, refaz, reinventa!

Parece que não, mas todos os dias você vê cores diferentes por aí.
Toda hora você cria algo novo, uma ideia ou uma solução genial, nessa imensa massa de "Nada branco" que existe dentro de você.
E que de certo, faz de você um gênio, um louco, um monstro, tanto faz, contanto que faça acontecer de alguma forma.

E quem conseguir refrear ou pausar essa rotina, que seja mais que feliz.
Aquele que reinventa sua vida, e sua forma de ver o branco colorido, o quebrado e rachado do que se separa do conjunto para ser livre e independente, é capaz de recriar até mesmo o branco de onde vem tudo.
Uma única vez, de cada vez que o fizer, é a certeza de que nunca deixará de recriar-se, perder-se no vazio e no breu da luz da reinvenção.
Depois de terminado, regozije do seu esquema, aproveite-o.
Pois depois de fechar os olhos e ver mais uma vez o escuro, recomeça a saga.
O branco se torna de novo o Nada.
E reinventa-se mais uma vez a sua próxima jornada...

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Os únicos no mundo...

Ela estava acostumada à rotina. O despertador tocou.
Acordou, enrolou 5 minutos para abrir os olhos, e quando abriu, estava atrasada para cumprir sua rígida lista de afazeres matinais.
Corre para o banho, relaxando com a água quente e extasiada com os cheiros do sabonete, shampoo e condicionador que eram uma combinação calmante junto com a água que lhe massageava devagar. Deu-se conta que brincava com a espuma entre os dedos, e saiu do banho às pressas, estava ainda mais atrapalhada com seus horários.


Na mesa de café da manhã já estava seu esposo pronto para o trabalho, bonito, parecia mais bonito que estava acostumada, e enquanto ele servia uma xícara de café, ficou dividida entre seu carinho, seu perfume e a surpresa de ele estar pronto antes dela. Logo entendeu que realmente estava atrasada!
Deu-lhe um beijo no rosto, sentou-se e tomou aquela xícara de café como se fosse a última. Prendia cada gole, saboreava-o, experimentando os olhos cor de mel curiosos do lindo homem à sua frente.
Levantou-se e deu-lhe outro beijo. Na boca, demorado, com um arrepio na espinha e um frio na barriga de como se fosse a sua primeira vez. Abraçaram-se, e ele surpreso, ficou sentado observando-a sair, com um sorriso largo e inesquecível.

Estava atrasada, definitivamente estava atrasada, não podia pegar o caminho que fazia todos os dias, então quando saiu com o carro, lembrou-se do atalho que pegaria. Saindo, abriu os vidros para amenizar o calor. Entrou numa rua mais fluida, acelerou até os 60 km/h e sentiu o vento tocar-lhe as faces com leveza, diminuiu a velocidade e deixou-se guiar.
O acelerador ficou mais e mais leve em seus sapatos, quando deu-se conta, o motor havia morrido bem em frente à uma árvore. Uma linda árvore! A rua estava vazia, não havia congestionamento e então uma borboleta passou em sua frente, batia as asas marrons que pareciam ter olhos observando-a, e quando as asas abriram novamente, revelavam uma cor de um amarelo vivo, com toques de laranja, bela.

Sentada no carro, esqueceu-se do tempo.
Saiu do veículo e então viu onde estava, pois sem pensar tomou o caminho pela serra, e no horário que saiu de casa, lá passava somente um carro ou outro.
Olhou pelo parapeito, viu o mar de um lado e, em meio às nuvens, estava a montanha coberta de árvores onde alguns animais trabalhavam cuidadosamente em conjunto, construindo suas casas, cuidando de seus filhotes que brincavam uns com os outros.

Meu trabalho!
Voltou ao carro e dirigiu com o vento no rosto, um sorriso bobo, a mente em nostalgia.
Chegando ao trabalho, foi conversar com a gerente e explicou que não se sentiu muito bem, por isso chegou atrasada. Enquanto conversavam, viu uma mulher sair chorando do escritório, pediu licença e foi até lá. Nunca havia visto aquela mulher por ali antes, ofereceu-lhe um copo de água e perguntou o que houve.
Ela lhe contou que na verdade chorava de alegria, seu filho havia conseguido passar na maior universidade do país. Só sentiu as lágrimas escorrendo no rosto, enquanto abraçava a mulher com força dando os parabéns.
Quando voltou, sua gerente estava assustada com aquele comportamento, deu-lhe o dia de folga e pediu que se cuidasse.

No caminho para casa, passou na floricultura e sentiu o cheiro de cada flor antes de tomar a decisão de qual iria levar, não sabia que haviam tantas flores, tão cheirosas e bonitas em um só lugar.
Passou também numa padaria, comprou 3 sonhos.
E quando chegou em casa, sentou-se no gramado do quintal, só para olhar o que acontecia por ali.
O filho do vizinho passeava com o cachorro, enquanto a faxineira de sua casa ia até ela de vez em quando, a observava com expressão descrente e voltava ao trabalho quando ela lhe sorria.
Na saída, a faxineira ganhou 1 dos sonhos, e agradecendo saiu contente.

Quando seu esposo chegou do trabalho, carregando uma garrafa de vinho, encontrou-a fazendo um macarrão com molho de camarões, na mesa 2 velas, um vaso arrumado com gardênias e 2 pequenos pacotinhos. Sentaram-se para comer e conversaram como não faziam a muito tempo. O macarrão estava delicioso e o vinho combinou muito bem. Quando comeram os sonhos, sujaram a boca de açúcar de confeiteiro, e riram o tempo inteiro como crianças.

Foram observar o céu na varanda, eram os únicos acordados no bairro, fora o gato que os vigiava do telhado.
- Eu nunca vou esquecer esse dia, minha querida, o que te deu hoje?
- Não sei, senti cada minuto, como se não houvesse nada mais saboroso, carinhoso e belo do que aquele momento, aquelas sensações... - ele beijou seus lábios - ...desse jeito.
- Se foi sorte, se foi destino, não me importo. Que esses momentos nunca passem.
- Eu que nunca tive tempo para nada, nunca percebi quanto tempo desperdicei... - ele apontou para cima interrompendo-a.

- Olha, uma estrela cadente! - A estrela rasgou o céu enquanto o casal ficou abraçado observando a noite.
E tudo o que tinham era aquele momento.
Um dia inesquecível. E em seus corações sabiam que ali, eles eram únicos no mundo.
 
Este é o João Martins, cantor e vocal da Banda Maria Palheta de Campinas/SP.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Ta na hora...


- Ta na hora pequenino, vamos lá?
Foi a primeira coisa que ele me disse, e eu fiquei derretido.
Completamente!
Bem, na verdade não foi no sentido que eu quis entender, mas não importa, para o impossível, tudo existe e pode acontecer do jeito que a gente quiser. E eu quero!
"Querer é poder", não é o que dizem? Então, vai ser assim... do meu querer.

Sentei na cadeira e ele me perguntou como eu estava me sentindo. Tão atencioso!
Eu estou bem, mas ultimamente tenho tido dores no peito. É bem estranho.
Começa no centro, bem no plexo solar e então a cabeça fica zonza.
Me sinto fraco, e cheio de esperanças.
Uma batedeira, sabe? Não sei explicar mesmo.

- O quê mais, meu rapaz?
E eu fico meio confuso de ouvir a pergunta.
Me dá uma falta de ar às vezes, só de pensar em responder, uma coisa meio quente nas faces, parece até febre.
E ele me pede pra sentar na maca, para me examinar.
O coração que ele ouviu, com certeza parecia uma escola de samba vencedora do Carnaval, e quando viu minhas pupilas, tenho quase certeza que não viu muita coisa.

Ele pediu alguns exames. Fiquei preocupado.
Mas no final foi tudo tranquilo, não acusaram nada.
Nada além do real motivo de estar me sentindo desse jeito.
Era paixão. Meu Deus, que dor que dá.
Ele ali e eu não poder tocar, como pode?

Bem, no fim da consulta ele me deu um remédio para me acalmar. Os médicos gostam de nos dar remédios que não trazem nenhuma solução.
E então, quando eu sai ele deu uma piscadinha.
Salafrário. Sabe do que se trata... e usa-me de piada.
Como ousa?! - Jogo a receita no chão, irado!

Do outro lado, estava escrito:
"Fica comigo?" e um número de telefone.
Olhei pra receita, meio desacreditado, e na prescrição estava meu nome, com a seguinte lista de cuidados:

- Primeiro, acalme-se.
- Me liga, e vamos tomar um café.
- No papo, me conta mais de ti.
- E um beijo de boa noite no final.

Me diz, o que acha que eu fiz?

Voltei pro consultório e dei de cara com ele tratando de uma paciente chorando.
Ele me deu um sorriso de lado, pediu um minuto e levou a mulher para outra sala.
Voltou, fechou a porta, e me disse baixinho e calmo:
- Uma coisa de cada vez, pra ansiedade te dar trégua. Agora o tratamento começa.
Deu um beijo demorado no meu rosto, e pediu que eu fosse pra casa e deitasse pra relaxar.

Sonhei e não sei nem contar, de tão piegas que foi.
Acordei com o celular tocando, ele dizendo que vem pra cá depois.
E no jantar tomamos um vinho no quintal, com sobremesa e tudo.
Não mais senti dores, palpitações ou mesmo zonzeiras. E a falta de ar acontece às vezes que a gente esquece de respirar quando se beija.

O remédio para as dores e para os amores, é amar.
Vamos parar com os problemas e nos entregar.
Assim a vida simplifica, porque em toda receita tem um número de telefone.
E nos versos de seus momentos ele escreve uma historinha que se passa num coração aflito que só quer descarregar num pequeno grito o que sente:
"EU AMO"!

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Do começo ao fim...

Busquei inspiração,
Pensei durante a madrugada,
e também a manhã toda,
Tomei várias canecas de café,
Fiz mandinga,
Dei 3 pulinhos pra ver se encontrava,
A lista não terminava...
Mas não achei o que queria.
E no final dessa saga só devo acrescentar:

Quando não se tem sobre o que escrever,
Não adianta forçar,
A coisa não vem, e a ideia não vai.
Basta então que se conte essa odisseia.
Sem final, sem tempo ruim.
A chuva cai lá fora,
E eu vou ficando meio assim.
Sei lá!

Mas um outro dia,
Um amor, uma bela paisagem,
Uma deliciosa refeição
Ou até mesmo, uma memória de qualquer passado bom.
A própria existência, todos os momentos,
Devem ser levados em conta,
Sem muitas equações,
Coloque tudo na íntegra.
Repare que não se deixar enganar, pela própria realidade, pode salvar o seu futuro.
No dia a dia, na correria, faça tudo mais leve e recupere os pontos,
Quebrados, perdidos,
Agora você sabe, que uma história que parecia não ter começo,
Teve agora um belo fim!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Pacificamente...


Uma estranha sensação de... de... de paz.
É como me sinto depois de ver o mar.
Agitado, bravio, estourando com todo mundo, mas... pura paz.
O seu vai e vem, a sua ressaca sem perder o ritmo de uma tremenda responsabilidade.

A vida toda do mar, no mar, em volta, enche os pulmões com força.
A gente respira e se sente de novo, no começo, nascendo.
Saindo da água que nos deu vida, e voltando pra ela, e então respirando de novo, sem dificuldade.
Faz do ciclo um bom retorno, faz do entorno um bom lugar.

As lembranças do mar e da liberdade que ele nos dá faz eco no dia a dia, preenche os espaços vazios e deixa um sorriso no olhar.
O sol que acompanha o passeio renova a cor, faz o sangue correr aquecendo o coração.
Refaz-se o vínculo com o eterno e facilita a finitude do ser, de estar tão pouco nesse contexto.
Desfaz nós de gravata e também da musculatura cansada de aguentar o desgaste do mundo moderno.

Faz-se então, aquela plena paz que não vemos toda hora.
Uma leveza estranha, sem pressa de acabar, numa agitação que não é habitual.
É interna, mental, expulsando o mal que havia tomado conta da gente.
Será que dura? A vida dura que a gente leva tem que ter um ponto fraco.

E será do mar o ponto forte que me puxa pra bater na vida dura?
Não me deixo mais ser duro demais, não peço mais pra ser duro com a vida também.
Deixa bater o que tiver que bater, sejamos firmes e maleáveis. Entorte, balance, abrace!
Passada a tormenta, o mar continua igual. Passado o susto, todo mundo respira fundo e volta ao normal.
Em paz...

domingo, 8 de dezembro de 2013

Para fazer Felicidade!

Acredito que todos tem um dia de saco cheio.
As faculdades tem uma semana.
Os políticos tem a vida toda.. mas não vamos falar disso, para não ficar ainda mais cheio!

Bem, que tal fazer algo sobre isso?
Desengane-se!
Desiludindo sua mente das coisas bonitinhas que só funcionam mesmo na teoria e no Facebook pra inglês ver.
Desapegue e vá embora, mude, faça acontecer!

Coisas assim, mudam sua vida...

\- Saia do emprego -/
\- Compre uma passagem -/
\- Pegue uma cor -/
\- Apaixone-se -/
\- Nunca retorne -/

sábado, 7 de dezembro de 2013

Não dá...

Simplesmente não podemos agradar todo mundo, fazê-lo seria tornar-se um boneco de corda pronto para servir e, portanto, perdendo toda sua independência e individualidade.
Para quê viver para os outros?

É diferente interessar-se por ajudar, oferecer-se para companheiro ou conselheiro de outrem, mas de forma que não cause mal à nenhum dos participantes deste ato simples e gostoso de empatia e solidariedade.
Se algo aí não faz bem é porque existe algo sendo feito errado.
Pode ser a intenção errada, pode ser a falta de sinceridade, pode ser a falta até com a verdade de si próprio, obrigando o indivíduo a agir de forma desnecessária e contrária às suas crenças e índole.

Não é possível que em pleno século XXI, depois de tantas histórias, tantos exemplos, ainda haja problemas de pessoas que se iludem, deixando-se levar pelo mal causado às outras pessoas, interferirem com suas vidas.
Se uma pessoa gosta de fazer algo errado é responsabilidade dela. Ela provocou. Deixar que esse mal te afete por osmose é ilusão, estupidez, idiotice. Só para reforçar: Você é doido. Quase doente.

Liberte-se do outro encontrando assim quem você é, e finalmente entendendo o que você é.
Se quiser ajudar vai saber até onde pode chegar, até onde gostaria que chegassem contigo e não vai deixar-se envolver com os problemas dos outros.
Podemos ser expectadores ativos, que influenciam de forma indireta e eficiente para melhorar ou muitas vezes solucionar o problema do próximo!

Viver é ser você mesmo, relacionar-se com os outros e compartilhar experiências.
Qualquer coisa fora disso é doença. Sério!
E ficar doente, vamos combinar, não dá...

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Sempre assim...


Sempre assim,
a gente segue um caminho
libera o que não precisa
faz os sacrifícios
deixa de lado os desejos
empresta forças do céu e da terra
E acaba.
Do nada.

Diferente do que passou,
as pessoas que não ficaram
e as coisas que se foram
não fazem o nosso verão
nem mais, nem menos, só isso.
Encontramos o fim do caminho.

As situações se misturam
e sem nenhuma cerimônia
o peito dói mais que devia
a lua cresce e míngua
as lágrimas não mudam,
mas tudo passa...

Depois para, recomeça
reforçado o sentido de sentir
ferroada do destino se desfaz
espalha-se no vento
e tudo fica normal, clarinho
como sempre.
E semeia tudo de novo.

Sempre assim,
a gente segue um caminho...