Voar...


Queria conhecer palavras rebuscadas, trazidas de todo canto do mundo por seus desbravadores que enfrentaram os efeitos do tempo e do espaço entre mares e matas para matar minha curiosidade.
Enfatizaria as que mais gostasse, usaria numa folha de seda branca, guardando na caligrafia o cuidado de fazer um trabalho bem feito, sem preceitos, porém com deferência ao papel, às palavras, aos sons que produzirão na mente e no coração de cada um que porventura viesse a dar-se de frente com meus toques suaves no papel delicado.

O tema, um dos muitos que me apaixono, não teria nada de divino, bastando que a Terra o recebesse com carinho, os homens o conheceriam por muitos nomes e sem confundirem-se com outros temas que por acaso viessem a existir no mesmo lugar, a força desse Amor seria maior que qualquer outra. Não porque é meu, mas porque me encanta e não levanta suspeitas, faz da sua passagem um caminho para vidas.

Furtando astros e estrelas para ofertar-lhes ao sentimento, dizendo aos quatro ventos que nada daquilo faria sentido sem alguma outra parte que não lhe caberia nem em cem anos, toma meu poder para si e entenda que sem ti, não existiria em qualquer lugar do universo este momento, acontecido ou não, de sonhos e planos de um futuro clarinho que se possa aproveitar. Deixe a porta fechada no escuro, e abra-se você ao que vem por aí.

Jaz no peito um pequeno desenho, em todos nós, a capacidade de vê-lo é limitada, mas sua presença é sempre aguçada pelas pontadas que lhe atingem no coração. Move-se em silêncio, fazendo seu trabalho de colocar o corpo todo em movimento por um sentir único para cada ocorrência pessoal. Apaixone-se e sentirá uma explosão. Entristeça-se e saberá como se sente uma cesta de uvas passas ou talvez o que sentem as castanhas tiradas da casca.

Cada estrela, astro ou ser brilhante sente-se assim. Caído no peito do lado do coração em grande sintonia com o seu estado de ser, com seu espírito.
É que nas palavras retomadas da fonte de sua existência estão as chaves para decifrar o desenho deste peito que não cabe mais no mundo que vive, não encolhe, depois de ter crescido mais que o conveniente e, entre todas as esperanças de que se controle e caiba na caixa na qual pertence, também está bem destacada a vontade de que cresça e crie asas, espalhando pelo mundo que está gigante e envolta no sentimento mais puro de cada uma das rebuscadas expressões que usa para contar sua história de vitória e felicidade, enfim, renasce e toma o rumo que sentir gostar mais, e lá agora é seu lar...

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