Hedna...



Quando Hedna nasceu, era pequena demais para sua vizinhança e não podia entrar em nenhum evento social.
Seus pais a abandonaram na árvore de bétulas e deixaram-na sozinha.
Uma noite fria, uma pequena joaninha, maior que a pobrezinha, convidou Hedna para uma festa de galãs da mata boreal, tinha apenas que despir-se e entrar na roda com seu grito de guerra.

E qual seria um grito de guerra apropriado? Ora, era pequena demais para que lhe ouvissem, nunca havia falado, qualquer um seria extremamente bem gritado.
Chegando na festa, se fez presente na roda e com os outros pretendentes, gritou.

A selva parou.

Por 5 segundos, e todo o mundo ouviu:
FELINAAAAAAAAAAAAAAA!
Pequenina aquela que não tinha sensibilidade na fala.
E de pequeninha passou a ferina!

Voou!
Cresceu e tornou-se Hedna a Ferina!
Gritou e não se contentou:
VOCIFEROU!
E de todas as coisas que se arrependia, findou.
Tudo o que queria criou.

O seu mundo era agora uma massa moldável.
Sem arrependimentos ou pensamentos dúbios, deixou-se levar e imaginou o tudo.
Num pequeno grito, o que queria estava escrito!
Dito e repetido, tendo em mente tudo que tinha tido.
Assim se fez, e assim fez-se Hedna.

Sem fim, trotando por aí e criou-se como quis.
Pensando no conserto, do que mais queria feito.
Feitiço de uma gigante e suas artimanhosas feições.
Retirado o véu, não fica questões que se igualem àquela senhorinha.
Só a joaninha, que não se deixou levar pela mesquinharia.

5 segundos depois, agradecimentos feitos.
A joaninha tomou seu rumo, Hedna o outro, juntas.
Ficou assim e se não fosse desse jeito, Hedna teria sido feroz.
Gritaria de dor, de ódio, de sangue.
E o fim seria assim.


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