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quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Encontros propostos...

Havia numa cidade duas pessoas únicas.
Phill e Derk.
Durante todo o dia, Derk falava. Por horas a fio.
Falava de tudo que sabia, e sabia um pouco de tudo! Quase nada de nada.
Phill, paciente, esperava e olhava o mundo de coisas que se podia saber, sem ao menos conhecer, sem saber de sua existência, sem ver e até mesmo sem querer.
Eles se davam muito bem, os opostos do que queriam, do que precisavam e do que eram.

Um nunca brigava com o outro. Derk sempre dizia tudo que Phill precisava mudar, melhorar, buscar, querer, dizer, fazer, cuidar, caminhar, etc...
Phill fazia seu trabalho, estudava, criava e concertava, ouvia tudo tranquilo e sem comentar nada. Era confiante do que conhecia, pouca coisa, mas muito bem.


Num certo dia, ouviu-se de longe um som esganiçado e sem definição.
Que era isso? Quem seria?
Nossa cidade era tão calma e feliz. Agora estava completamente tomada por pavor!
Um não sabia o que fazer, o outro não sabia o que dizer.
Qual foi a surpresa quando aos poucos chegam dois outros cavalheiros.

Phill curioso, Derk fazendo perguntas.
Que faziam ali, nem eram de perto. Qual o papel deles nesse canto do mundo?
Hank olhou para Phill e sorriu.
Depois disso, Maye e Derk conversaram tanto, eles entre si e sobre tudo.
Todos continuaram a trocar aquele leve olhar de boa surpresa.

E nesse momento eu entendi que não havia nada que não pudesse se encontrar, tanto com seu oposto como com seu semelhante.
Soube também que não há nada de errado em ser diferente. É bom também ser igual.
Um deles era perfeito pro outro. O outro não o deixava na mão.
Tanto! Que se completavam...

Aquela história estava no meu olhar quando te vi.
Esse olhar que me disse, sou como você, sou o que você precisa.
Respondendo: eu sei, to bem aqui, não estou?

E dos olhares, aqueles que eram únicos...
Encontraram-se.

Um comentário :

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