Como você consegue ser humano?

Mural - Jackson Pollock - 1943
Ah ser humano. Mil perguntas e milhões de suposições em uma só existência. E meus longos anos contigo não foram ainda suficientes para entender a razão pela qual comete crimes e indiferença consigo.

Principalmente quando não lhe custa nada para ser bom e prefere pagar o preço de não ser.
Quando não se permite seguir por um caminho simples, optando pela confusão e pela desordem de onde encontra somente razões para culpar-Nos de seus erros.
Não precisa de nada, mas faz de conta que o mundo lhe quer mal.
Põe no irmão, no pai e na mãe, no outro, a culpa que não existe nem mesmo nas suas próprias costas.
Segrega seus afazeres e recolhe suas lástimas, praticamente deixando-as guardadas num colchão, como faziam seus avós com a poupança da família.

O que ainda me assombra é a capacidade que tens de prejudicar aos outros por prazer.
Rir-se dos desastres que causam dor aos que te cercam.
Ser o causador de dor noutrem por simples incapacidade de lhe prestar auxílio.
Ainda me confunde, como é capaz de fazer algo sem qualidade? Nada hoje presta e você acha que está bom.

Me preenche com desgosto por saber que é capaz de construir eternidades e mesmo assim escolhe a efemeridade de causar problemas aos outros. A quantidade é que importa, quando não sabe contar o quanto precisa nem o quanto deseja.
Quem de vós sabe me dizer sem piscar o desejo de sua alma?
Quem de vós consegue dar um objetivo para o seu destino?

Ah ser humano.
Qual é sua explicação para ser tão tolo?
Qual é sua inteligência divina quando precisa de desculpas e palavras caras para dar-se cabo de ser errado?
Qual é sua alma dentro deste corpo apodrecendo que pode me dar alguma esperança de que um dia vá deixar de ser um ser não humano?

Qual é a sua desculpa agora?

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