Responsabilidade, por quê lápis?

É! É isso mesmo!
Por quê? Não se faça de rogado...
O que importa é que não escreve nada certo, nem se pode confiar no que me diz, já que não é pra sempre.
Apaga, borra e desaparece com o vento, como as palavras que se diz cansado.

E então, que realmente fazes?
Que fazer se não me diz verdade alguma?
Quando posso deixar em tu a conta que faço, se não deixo nem marca nem pontos das coisas que me deve?

Se me deixasse pelo menos marcar em qualquer superfície esse tormento. E se pelo menos escrevesse na prece esse desejo de aliviar, de entorpecer-se de memórias cruas e sem mares de uma só cor.

Não vem com essa de que tens cores! HÁ!
Duvido!
Não, não tive não, nem na escolinha, nem no colégio!
Era os dois olhos da cara. E certa vez, me falaram que também custavam as bolas.

Quando me escreve: "PRA SEMPRE S2", eu fico acreditando, esperando, criando naquelas palavras um caminho, um destino...
Poderes que tenho, jogados no lixo, amassados como papel arrependido por ter-lhe tocado!

Vai! Desbota o branco com desculpas.
Me enche de palavras doces e cheias de ternura que se apagam com as lágrimas que ainda tenho em ti.

DESPESSA-SE!
Deixa-me em paz e raspe esse texto falso de pequenos rabiscos deixados no meu peito.
Sem coração que és!
Sem nenhuma ordem.

És escuro, e prefere assim usar sua mórbida realeza.
Faço de tudo, com certeza.
Me deixa e me esqueça.
Me faça a gentileza de desaparecer. Diminuido por tanto apontar na minha porta de repente.

Eu já estou quebrado demais.
Por dentro.
Não seguro as pontas dessa vida que me deste, que me fez carregar, tanto que caí e me levantei sem aparentar ao mundo o caos que me encontro.

Sem deixar que as suas juras me fizessem transparente.
E guardando do mundo, que não merece ver esse ferimento tão grotesco.
Vai e me esquece.
Apaga meu nome do seu carvão, desse rude e selvagem coração que te torna vivo!

Comentários

  1. Desculpa, mas não posso evitar:
    PUTAQUEOPARIU que texto foda!
    =)

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Comente. Há um mar de pensamentos e você pode pescar um peixe que ninguém mais conhece. Assim são as palavras no mar do Umikizu!

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