#1 - Crônicas do Guardião - Passado...


Antes de ser designado para este planeta e seu sistema Aeon, o Tempo era um senhor muito gentil, os deuses uniam-se em harmonia e as guerras eram raras e grandiosas!
E era de costume que um ser encontrasse-se com outros por sua aura, a vida era pura energia e o corpo físico era diferente dos que temos hoje, pois a matéria era também diferente, tudo era etéreo, fluido e prático.


O que mudou? Nada.
Porém com o decorrer das eras e a criação de novas consciências, tudo se transforma e se adapta ao ambiente e à verdade que mais se apega.

Como seres geradores, os humanos nasceram e começaram a sua peregrinação pelo planeta Terra. Havia guias e muitas entidades luminosas e etéreas para auxiliar o processo. Ainda hoje há. O humano como criador, com toda sua capacidade de produção, se dedica à sua obra e sua obra é grandiosa.
Quando se encontra pleno, perde-se de seu real objetivo e prende-se na única tarefa de ser grande e de progredir.


Os desastres começaram, os guias foram expulsos, eram muito ignorantes por não conseguir enxergar a grandiosidade e a capacidade ilimitada da raça humana. Foram destituídos de sua tarefa, por ordem e por desígnios do novo Deus humano.
O único deus que não provém antes de receber algo em troca, e desde então, os humanos só conseguem pensar em fazer sacrifícios para que o que desejam torne-se realidade. Sua sabedoria não aprendeu a cultuar o deus que existe em cada ser e em cada coisa, por isso tornou-se escravo dos Deuses que criou para que pudesse pedir e encontrar esperanças quando não houvesse mais nada palpável e mais nada possível.

O Deus do Impossível!


Perdeu-se a aura e ficou o corpo físico, bem feito e em semelhança de seus Deuses. Desencontrados e elevados à imaginação, classificação e reprodução em mármore.
A Natureza foi rebaixada de seus poderes criadores, tornando-se somente reprodutora das sementes humanas, retiradas da terra e do barro para nascerem de acordo com os desígnios de Deus e servir ao seu propósito de ser físico, realidade morta até que literalmente morresse e volte ao lado direito de seu criador.
O físico e o real unem-se e na matéria é que mora a aura do humano agora. Chamam de alma, quando está encarnada correndo nas células e nas veias do corpo humano, agora pronto para colocar todo seu maquinário para proliferar as máquinas criadas pela sua imaginação criativa e poderosa em fazer peças que encaixam e juntas formando grandes máquinas que fazem o impossível realidade.

Carregados de sucesso, magníficas obras de todos os materiais encontrados na Terra, provedora para suas ambições, o humano incansável continua procurando sua realização. Desencontrado dos seus propósitos e de sua tarefa.
Deixou de lado sua leveza, sua divindade e sua etérea potência.
Desacreditado, limitado, definitivo e certo...

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