Eu, minha caneta e uma caneca de café.

Nós podemos criar um mundo.
Depois melhorá-lo.
E depois deixar descansar...
Amassar, dividi-lo em mil pedaços e colar tudo direitinho, sem você perceber.

No final, você pede BIS!
E eu e minha caneta ficamos tranquilos, enquanto a caneca se esvazia e se enche freneticamente.

E depois de mais duas páginas prontas, eu rasgo é tudo!
Solto os cachorros e as bruxas. Ninguém fica parado!

E os corações que se partiram nas primeiras páginas se encontram.
Há razão pra tudo, mesmo sem motivo algum.
Há porque pra tudo, mas não me pergunte o porque disso...

Deixa ela correr, disse a mãe para o pai controlando a filha de bicicleta.
E o fim dessa história nem precisa ser contado.
Que tal deixar o tempo dizer o que se faz?

Que tal deixar o mestre sem papel, pra ver se o mundo se desfaz?
Sem mesmo ter escrito, tudo isso já existe.
Não se controla o mundo.
Não se destrói um conto.
Nem o de faz de conta...

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