No fundo - Vazio...



E o meu vazio fica cada vez mais vazio.
E a minha vida fica cada vez mais serena.
Não ouço um pio.
Também não tenho pena.

No sereno, eu fico sem medo.
Esperando por você aparecendo aos poucos.
Subindo a rua depois de cansar do sossego.
E eu desisto de te ver passar por mim.
Sem ao menos me notar,
sem me tocar.

E a canção continua,
sem nenhuma noção do perigo que corre.
Os sentidos se enganam.
Os sentimentos inflamam,
a saudade que grita frenética.

E depois nesse ritmo quebrado,
e de tirar os sapatos de festa apertados,
te deixo passar despreocupado,
e sem nenhum trocado nos bolsos.

E depois de te ver em noite de Lua cheia,
respirar e ouvir sua voz sem medida,
respeitar e velar sua sanidade perdida,
me pergunto:
Há ainda alguma saída?

Ficamos no sereno sem medo.
Eu sem camisa molhado em segredos,
você de social, perfumado e genial.
Nós queríamos o mundo,
e acabamos no quintal.

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