Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

terça-feira, 30 de abril de 2013

Arte: Soneto

Old Path at Auvers, 1863 by Berthe Morisot
The sirens sing and the lullaby is tuned
Right into the heart it bloomed
Before the hand, the head turned
And what once was a man, became legend.

The old one once foretold
Seven would try and hold
And none will be enough
To bring you the oak nor the gold

After nine of them are past
Simple sight will review the passage
And that man will finally last

Next to the ultimate breath
Old and weak will once again reborn
And through the gates of eternity walk

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Eu que te Amo diferente...

AME!

É o que acontece quando você vive.
Não importa como, quando você vive, automaticamente você Ama.
Hoje você, sim estou falando exclusivamente com você que está lendo, você não vive.
Mas eu, eu, este pequeno escritor de palavras sem juízo, te Amo!
E não se engane. Não é por isso também que eu vivo, eu também não vivo.

Amar e Viver não são diretamente proporcionais.
Viver e Amar são.
Amar é sempre possível, impossível não fazer Amar e fazer Amor, porque é da nossa natureza, e a única certeza de que foge do instinto.
Sim, sim! Foge do instinto.
O instinto cuida, oferece carinho e se preocupa. Amor não tem preocupações tão mortais, ele já fez, ele nunca duvidou e está sempre presente.

Viver em contrapartida é estar em Amor.
Qual pessoa que vive a vida plenamente não mostra um sorriso no rosto? Não há uma pessoa que viva, e então mostre que está viva, que deixe de dar bom dia, dizer obrigado, abraçar apertado e ainda busca ajudar.
Nem por isso também, ela deixa de ter seus problemas. Ah todos temos problemas!
Utopia é nome de banda e sonho de criança. Existe! Mas não é real neste mundo que vivemos.
Não AINDA!

Então quem Ama pode não viver. Pode se prender e o Amor d'então se vai indo junto com a vida.
Quando vê, nem paixão restou daquele sentimento quente e cheio de Sol!
A Lua é a perfeita representação do Amor. Ainda mais na fase Nova.
Ela está lá. Sem o Sol para se aquecer, sem o calor de seu grande amor e sua paixão sem fim. Mas ainda está lá, mesmo que não se possa ver. E ela vai reaparecendo devagar.
A cada vez que seu encalorado e iluminado parceiro vai embora, ela está ali mostrando seu Amor e sua força mesmo no escuro. E vibra, e repassa aquela sensação gostosa, não precisa ser quente, calor demais queima e deixa feridas, a Lua vem para mostrar que tem de haver equilíbrio e faz isso com o sacrifício de se deixar afastar do Sol, para nos ensinar a Amar. E como podemos ver todas as noites, ela sorri, porque ela também ensina a viver.
Ora essa, afinal de contas, quando de dia o Sol faz questão de raiar e irradiar o Amor que aquece, durante a noite, a Lua vem mostrar que o Amor além de calor é Luz!

E a Luz é o equilíbrio que nós encontramos no calor do Amor e nos sacrifícios da Vida!

Abençoados sejam os que Vivem!
Pois os que Amam sempre serão...

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Naquele tempo...

Eu sou do tempo que as pessoas diziam seus nomes completos;
porque nomes tinham valor.

Eu sou do tempo em que os vizinhos pediam uma xícara de açúcar para terminar o bolo porque os mercados já haviam fechado;
e as pessoas descansavam depois do expediente.

No meu tempo o respeito era ensinado dentro de casa e quando você fazia algo errado pedia perdão;
senão levasse uma surra depois, mesmo assim, porque respeito era importante!

E neste tempo, mesmo sem querer, nos domingos havia festa, visitávamos nossos familiares;
por realmente haver respeito.

Também havia "tempo" para cada coisa:
hora de comer;
hora do banho;
hora de brincar;
hora de ir pra escola;
hora de trabalhar;
hora de dormir;
porque era também importante ser disciplinado.

No meu tempo, não tinha tanta gente doente, estressada, sem tempo, sem alegria, sem amigos, sem perspectiva;
as pessoas tinham sonhos, porque também conseguiam dormir bem durante a noite.

Neste tempo, as coisas eram difíceis, mas estávamos todos juntos e um ajudava o outro quando não aguentavam mais;
hoje a história é "cada um por si, e que deus te ajude" depois que ele me ajudar, claro!

Hoje sofremos por não termos o que queremos;
no meu tempo, sofríamos porque ninguém tinha o que precisa.

Daqui um tempo, não teremos mais é tempo;
pra NADA.

sábado, 6 de abril de 2013

Atestado de óbito...


Porto das Marés, 04 de abril de 2013

Num estado deplorável, imundo da cabeça aos pés, mesmo que no corpo nenhuma mancha de sujeira fosse notada, falecia Marcílio.
O desespero era sentido de longe e muitas de suas coisas pareciam se desintegrar quando colocadas em suas mãos. Eram ácidas suas palavras, seus pensamentos distorcidos tornavam sua realidade num limbo, onde nada crescia e onde sua alma estava presa, contorcendo-se numa lamúria divina e com nojo do mundo.

Sabe-se que a muito tempo ele se afastara da vida.
Não se importava verdadeiramente com nada, porém o descaso era consigo mesmo e este implica no fim de qualquer apreço que possa ter aos que o cercam. Não se ama o outro, se não amar a si mesmo.
O que lhe impedia de progredir era exatamente por saber desta verdade, e fazer com que acreditasse numa mentira que lhe fazia repetir todos os dias no espelho:

-  Eu me Amo!
-  Eu me Amo!
-  Eu me Amo!

Mas além de não ser verdadeiro consigo, e de seus atos provarem-lhe o contrário, ele seguia de queixo erguido, não de prepotência, mas de confiança. Enganava alguns, mas realmente aos que não lhe conheciam era o rapaz snob e nada confiante de sua própria capacidade.

Até que sofreu um grande acidente.
A realidade bateu-lhe de frente, causando uma morte lenta e muito dolorida.
Agonizava.
Nenhuma equipe médica poderia ser de grande ajuda, pois só iriam prolongar ainda mais aquele sofrimento.

E então ele sentiu algo novo, uma dor no peito que descia da cabeça e que conferia uma nova experiência.
Percebeu que realmente amava-se, só não sabia expressar os sentimentos e por isso, sofria tanto.

Nos poucos momentos agonizantes e em seus últimos suspiros de vida, descobriu que o maior peso que carregava era o de saber que amava, que sabia sobre as coisas da vida e que isso não era pesado, mas sim carregar todo aquele conhecimento, ao invés de usá-los para que sua vida toda ficasse mais leve.

Tinha todas as ferramentas e os conhecimentos para ser tudo o que sempre sonhou. E ficou feliz por entender isso finalmente.

Morreu.

Sorriu, em paz, morreu.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Como uma onda na rede!


Vivemos hoje uma liberdade velada.
Somos livres se a massa está conosco e quando alguma coisa não vai bem, somos rechaçados na mesma velocidade e tudo se resolve também muito rápido.

Mas a liberdade que temos, não sabemos usar, e muita coisa ainda transformamos na nossa mente olhando pelo caleidoscópio da nossa realidade e individualidade, acabando por impor essa realidade ao próximo, pior ainda vendo essa realidade deformada como verdadeira.
Neste passo tudo se afunda numa ilusão que aprisiona.

É tanto ódio que se disfarça de liberdade de expressão, e tanta opinião pessoal saindo nas ruas como se fosse opinião pública, que hoje em dia não sabemos quem é o herói e quem é o vilão.
Nas redes sociais então.
É terra de ninguém se disfarçando de País das Maravilhas...

Critique e pense melhor.
Verifique a fonte e calma.

Cuidado com o que você aceita por aí como real.
Atenção aos seus conceitos e respeite o do outro, sem ilusão.