Eu e a Lua azul...


A Lua hoje estava azul, toda rodeada de branco e, num outro círculo, sua luz se espalhava por toda a noite.
E essa noite, se não fosse essa Lua azul, teria sido noite de parto.
Mas como virou a estação, deve ter sido.

Queria tê-la observado por mais alguns segundos, outros, até que eles fossem minutos. Mais que isso, ela ia me expulsar, mais que eu ela sabia que eu não podia, nem devia.

Ficaria lá, pensando, só dela minha companhia e ela tendo que dividir-se com tantas outras pessoas, e eu nem daria trabalho, mas seria trabalhoso para mim.

Enquanto isso ela também não me disse nada, ficou lá parada, movendo o céu, pois ela estava cansada.
E eu que estava exausto, tive que caminhar para acompanhá-la.

Quem seria mais imprudente? Ela fazer o que queria ou eu não tendo-o feito?

Às vezes é assim que as coisas acontecem, depois, tudo ao contrário, e depois, diferente.
E quando começou a nublar o ar, o céu clareou, e ela não se incomodou, continuou azulzona lá do lado direito do céu. Voando, arrebitada e cheia de si.
E linda.

Se eu fosse ela chegava um pouco mais perto, só para agradecer aos fãs, somos muitos, e ela nos gosta.
Gosta muito!

E a gente se entrega.
E fica olhando pra não se perder no coração, e se controla, pra não perder a cabeça.
Toma alguma coisa com sabor bem forte.
Com canela e mel pra adoçar.
E se encantar...

Foto: Marcelo Brandão Cardilo

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