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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Deuses da Água - 海神 Umi Kami

海傷 - Umikizu é uma espada consagrada ao elemento Água e tem em seu nome o kanji Mar/Oceano (umi) que é onde foi também concebida.
Em homenagem ao elemento, conheço mais sobre as divindades da Água, Mares e Oceanos na mitologia.


Pontos e Nereu (Πόντος e Νηρεύς) - Na mitologia grega, as primeiras divindades das águas são Pontos, "o mar" e Nereu, "o velho do mar". Pontos nasceu de Gaia, e irmão mais velho de Urano, é o líder e mestre de todos os rios no Tártaro e gerou de forma espontânea seu filho Nereu.
Esta dualidade de Pontos, como o gerador da vida, e o líquido da morte nos traduz que vida e morte têm um ponto comum. Pontos é o pai, junto de Gaia, de várias divindades marinhas como Fórcis, 
Ceto, Taumas, Euríbia, Proteu e Nereu.
Nereu vivia no fundo do mar, era capaz de assumir qualquer forma, sabia de tudo o que acontecia e conhecia todos os segredos. Era defensor da justiça e da sabedoria e o pai das Nereidas com Dóris, filha do titã Oceanus.

Oceano e Tétis (Οκεανος e Τηθύς) - Para os antigos o titã Oceano, que tinha um corpo formado por um torso de um homem, com garras de caranguejo, chifres na cabeça e grande barba, terminando com a cauda de uma serpente, primitivamente era um rio imenso que envolvia toda a Terra, depois como o deus das águas desconhecidas do Atlântico, ou "Mar Oceano". Na mitologia é o primeiro deus das águas, filho de Urano e de Gaia; e considerado o pai de todos os seres.
Casou-se com sua irmã Tétis, com quem deu origem as ninfas Oceânidas e também os rios e fontes de água.
Tétis em grego significa "Ama, nutriz", que faz sentido, sendo ela a deusa das águas, presente em todos os seres vivos.

Poseidon (Ποσειδῶν) - Filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus e Hades, e conhecido na mitologia Romana como Netuno, Poseidon ficou com o reino dos mares, ilhas e rios quando os três irmãos dividiram o Universo depois da derrota dos titãs. 
É conhecido como o "Deus dos Mares" e o domador de cavalos. Mora no fundo do mar com sua esposa, a Nereida Anfitrite, onde controla as marés com seu tridente e sabe tudo que acontece na superfície das águas.

Poseidon era venerado por pescadores e maninheiros, que faziam sacrifícios de cavalos entre outras coisas para acalmar a fúria das tespestades provocadas pelo deus, mas mesmo assim, ele era imprevisível.

Teve vários filhos, entre eles o ciclope Polifemo, filho da ninfa Teosa, e Tritão, o mensageiro dos mares e que acalmava as água para que a carruagem de seu pai passasse, filho de Anfitrite.

Watatsumi (绵 津 见) - é um lendário dragão japonês e a divindade da água.
Na mitologia japonesa, Owatatsumi kami (大 绵 津 见 神, "grande divindade da água") é outro nome para a divindade do mar Ryujin (龙神 "deus dragão") Este dragão japonês simbolizava o poder do oceano, tinha uma boca grande, e era capaz de tomar forma humana. E também Sanjin Watatsumi (绵津见三神, "Três deuses da água") que governa os mares superior, médio e inferior. Eles foram criados através da cerimônia de purificação do progenitor divino Izanagi, após de retornar do Yomi, o "submundo" japonês.

Vivia em Ryugu-Jo, seu palácio submarino construído de coral vermelho e branco, de onde ele controlava as marés com jóias mágicas. As tartarugas marinhas, peixes e medusas são muitas vezes descritos como seus servos.
Ryujin era o pai da Otohime bela deusa que se casou com o príncipe caçador Hoori. O primeiro imperador do Japão, o imperador Jimmu, é tido como neto de Otohime e Hoori. Assim, Ryujin é dito ser um dos antepassados da dinastia imperial japonesa.

Aegir e Njord (Ægir e Njörðr) - Na mitologia nórdica, Aegir é o deus dos mares e oceanos. É um dos Vanir, isto é, um dos deuses do elemento líquido ligado a natureza.
Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacríficios para apaziguá-lo.
Sua esposa era a deusa Ran com quem ele teve nove filhas (as donzelas das ondas).
Há intérpretes da mitologia nórdica ainda que afirmam que Aegir não é um deus, nem Aesir e nem Vanir, mas sim um gigante amistoso aos deuses e que seria o comandante das criaturas aquáticas e dos Jotun marinhos, os chamados Fjortun.

Para estes intérpretes, Njord, era o deus Vanir dos Mares, dos ventos e da fertilidade, era o pai de Freya, a deusa do amor, e de Freyr, deus da fertilidade, e casado com Skade deusa do inverno e das montanhas.
É o protetor dos pescadores e dos caçadores que, em sua honra, construiam pequenos altares nas falésias e nas florestas, onde depositavam parte do que conseguiam pescar ou caçar. Era visto como um deus pacífico.

Sobek e Hapi Sobek era o deus-crocodilo dos Antigos Egípcios, sendo representado ora como um crocodilo ou então como um homem com cabeça de crocodilo, estava ligado ao culto do rio Nilo, da divinização da água, tendo por isso clero e rituais próprios.
A Sobek, do ponto vista religioso, prestava-se um culto associado aos seus poderes de fertilidade (por representar um animal da água, do Nilo, logo da criação do Egito e do mundo) e proteção da gravidez, embora também com relação com a morte e o enterramento, por ser um necrófago.

Hapi uma divindade da mitologia egípcia que personificava as águas do rio Nilo durante a inundação anual, era representado como um homem com ventre proeminente e com seios, que veste a cinta dos pescadores e barqueiros. Na sua cabeça tinha o lótus e o papiro ou segurava estas plantas nas suas mãos. A sua pele poderia ser pintada de azul ou verde, duas cores associadas entre os antigos Egípcios à fertilidade. Era também representado a derramar água de jarros ou a levar mesas e bandejas com alimentos.

Enki - entre os sumérios, era o deus do (Abzu) das águas doces (dos rios, canais e da chuva). A água tinha um significado também relacionado com o conhecimento ou a sabedoria. Por este motivo Enki era também conhecido como o deus do conhecimento e da sabedoria, portador dos segredos da vida e da morte.
O nome Enki significa "Senhor da Terra" (En significa "Senhor" e Ki significa "Terra", em uma referência ao planeta Terra).

Uma tábua de argila Suméria descreve as palavras de Enki ao chegar em Ki:
"Quando eu me aproximei vi verdes pradarias. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se havia água potável. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se havia alimento apropriado. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se os gases eram respiráveis."

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