Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Amor é muito mais...


Sabe, o Amor não é uma coisa, uma sensação ou um fato.
O Amor é muito mais.
Acontece pra cada um de um jeito, pra cada qual razão que se veja nele.
Amar é se entregar completamente, senão não é Amor.

Paixão, carinho, carência, dependência, desejo ou vontade, são facilmente confundidos com esse nobre sentimento, mas se nem mesmo Amar ainda não é Amor, como pode-se misturar tudo isso com ele?

Sabe, o Amor é muito mais...
O Amor não se explica, nem se relata, é aquilo que te deixa sem palavras...
E nada mais...


terça-feira, 30 de outubro de 2012

Obrigações e recompensas...

Todos somos chamados para cumprir com nossos deveres. Os que fazem bastante, geralmente tem mais deles que quem pouco pode fazer. É uma dádiva por ser capaz, é uma maldição por ser eficiente.
Não fazer é ser amaldiçoado ainda mais.

E as recompensas não vêm com a mesma pressa do tempo, quanto o tempo para responder ao chamado de nossas obrigações.
Nem sempre somos agraciados ainda neste mundo, nesta vida.
Nem sempre somos gratos pelo que recebemos, nem mesmo obedientes quanto aos pedidos humildes de quem nos deve por não devermos.

A quem diga que à razão para tudo, sem questão que possamos entender.
Mas acreditamos, no fundo do coração que na verdade, não há nada lá, senão nossa própria força de vontade, e a vontade principalmente em acreditar que existe alguma coisa a mais.

Ahhh a contradição do branco e do preto, em equilíbrio ou não, é a contento de cada um dizer qual é o perfeito equilíbrio dum pro outro. Nem equilíbrio há senão houver essa dúvida.

E a recompensa por sermos assim, é poder viver. Para muitos é pouco, quando muitos querem só saber como é viver...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Curta - Moriendo...

Uma forma bem diferente de falar sobre a Morte, assunto que já explorei aqui no 海傷 - Umikizu!, mas tão complexo que sempre há mais e mais para aprendermos e entendermos sobre.

Está legendado em inglês, mas vale muito a pena para quem quiser arriscar.

Uma moça espera pela morte enquanto persiste que seu amor voltará para casa. Numa manhã, a moça conhece um velhinho que promete levar sua alma contanto que ela permita. Assim, ela começa a fazer as pazes com suas lembranças dolorosas que o tempo não pode apagar.

Me fez pensar em como podemos viver e morrer ao mesmo tempo, e encontrar vida ainda nesse morrendo...
Espero que gostem! `^^´


MORIENDO - short animation from andreypratama on Vimeo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Tire um dia...

Uma das melhores experiências que nós podemos fazer é experimentar deixar o mundo de lado, fazer o que se precisa fazer, somente por um dia que seja.

Não é tirar um dia pra descansar e ficar vendo televisão, receber visitas, limpar a casa e depois a noite sair com os amigos.
É realmente tirar um dia para fazer uma só coisa.

Tire um dia para DORMIR:
Restabeleça-se.

Tire um dia para a CASA:
Faça uma faxina nos armários, reencontre boas lembranças e jogue fora tudo que estiver te atrasando.
Neste dia, deixe a casa aberta para que o ar e o sol renovem as energias do lar.

Tire um dia para os AMIGOS:
Aproveite e coloque o papo em dia, deem muita risada, almocem e jantem juntos. Divirtam-se!

Tire um dia só para VOCÊ!
Foco em você, repense objetivos, limpe pensamentos que não te façam bem. Reforce sua autoestima!
Tome um banho demorado, cuide da pele, dos cabelos e descanse para arrasar no outro dia.

Tire um dia para CULTURA:
Vá ao teatro, à um show, à livraria, à uma exposição de arte ou mesmo passeie pelas obras da sua cidade, descubra sobre a história do seu lugar.

Tire um dia para LER:
Leia um livro inteiro em um dia. É bem diferente.

Essas são apenas idéias.
Mas uma vez que seja no ano, TIRE UM DIA!
É uma forma de reset da mente e da rotina. Faz um beeeem... `^^´

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O menino do rio...

Eu via todos os dias, no fim da tarde, um menino passando na rua de casa acompanhado de seu cachorro.
Morava a algumas quadras da minha casa, atravessava o bairro e ia direto para a beira do rio.
Sentava-se lá, como se esperando que algo acontecesse. Mal dava atenção para seu inquieto amigo que queria brincar, tentando chamar sua atenção com gravetos e frutinhas.
Esperava o sol se pôr. Fazia o caminho de volta, entrava em casa e, imagino, ia se deitar, o cachorro ficava embolado no tapete da porta.

Um dia sem meus compromissos, pude acompanhá-lo até lá. 
Esperei ele passar, dei uns minutinhos e andando devagar, fiz o mesmo caminho.
Quando cheguei lá exitei um pouco, mas fingindo não ver o menino, cheguei perto do rio, me sentei no gramado e comecei a observar as águas calmas do rio passarem.

Ficamos lá, ele brincando com o pequeno cão desassossegado, eu... tranquilo. Tranquilo como a um bom tempo não estive, aproveitando um pouco da natureza que pouco me atento normalmente.
O sol se pôs, e o menino preparou-se para voltar.
Reparei que ele cochichava. Constatei que o cachorro era ruim de papo.

Demorou um tempo para que eu pudesse voltar a acompanhar o menino. Dias corridos, trabalho e tarefas de casa me deixavam muito cansado.

Quando aconteceu fiz o mesmo que antes, esperei ele passar, me sentei quieto e observei o rio, que hoje estava mais agitado, a época de chuvas se aproximava e os ventos constantes e bravios.
Estava concentrado no movimento das águas, quando um focinho gelado me despertou. O pequeno canino não queria mais saber de gravetos e bolotas, estava mesmo agitado e queria fazer amizade.
Brinquei um pouco com o pequenino, enquanto o menino só nos observava, sem mudar sua expressão.

Depois de um tempo, e antes de o sol se apagar, fui até o menino, perguntei o nome do cachorro e ele só apontou a coleira. Um pequeno osso de latão, de um lado estava gravado "Shiny", do outro um endereço, diferente de onde o garoto morava, era da cidade ao lado.
O menino levantou, e junto do último raio de sol, apagou-se no ar.
Shiny chorou baixinho, e veio pra perto de mim, cabisbaixo.

Fui até o endereço na coleira do cãozinho, encontrei uma família muito feliz por reencontrar seu animal de estimação, principalmente uma pequena garota, que estava doente de saudades dele. E então conheci a história do garoto Albert.
Num dia que foi brincar com Shiny e sua irmã Cecile na beira do rio, se desequilibrou e caiu na água. Naquele dia, ventava forte e não conseguiram encontrar o corpo do menino, nem do cachorro que havia pulado atrás dele.

O menino Albert só esperava encontrar alguém para guiar o pequeno Shine pra casa. E eu passei a visitar mais o rio e observar mais a natureza ao nosso redor...


terça-feira, 2 de outubro de 2012

Deuses da Água - 海神 Umi Kami

海傷 - Umikizu é uma espada consagrada ao elemento Água e tem em seu nome o kanji Mar/Oceano (umi) que é onde foi também concebida.
Em homenagem ao elemento, conheço mais sobre as divindades da Água, Mares e Oceanos na mitologia.


Pontos e Nereu (Πόντος e Νηρεύς) - Na mitologia grega, as primeiras divindades das águas são Pontos, "o mar" e Nereu, "o velho do mar". Pontos nasceu de Gaia, e irmão mais velho de Urano, é o líder e mestre de todos os rios no Tártaro e gerou de forma espontânea seu filho Nereu.
Esta dualidade de Pontos, como o gerador da vida, e o líquido da morte nos traduz que vida e morte têm um ponto comum. Pontos é o pai, junto de Gaia, de várias divindades marinhas como Fórcis, 
Ceto, Taumas, Euríbia, Proteu e Nereu.
Nereu vivia no fundo do mar, era capaz de assumir qualquer forma, sabia de tudo o que acontecia e conhecia todos os segredos. Era defensor da justiça e da sabedoria e o pai das Nereidas com Dóris, filha do titã Oceanus.

Oceano e Tétis (Οκεανος e Τηθύς) - Para os antigos o titã Oceano, que tinha um corpo formado por um torso de um homem, com garras de caranguejo, chifres na cabeça e grande barba, terminando com a cauda de uma serpente, primitivamente era um rio imenso que envolvia toda a Terra, depois como o deus das águas desconhecidas do Atlântico, ou "Mar Oceano". Na mitologia é o primeiro deus das águas, filho de Urano e de Gaia; e considerado o pai de todos os seres.
Casou-se com sua irmã Tétis, com quem deu origem as ninfas Oceânidas e também os rios e fontes de água.
Tétis em grego significa "Ama, nutriz", que faz sentido, sendo ela a deusa das águas, presente em todos os seres vivos.

Poseidon (Ποσειδῶν) - Filho de Cronos e Réia, irmão de Zeus e Hades, e conhecido na mitologia Romana como Netuno, Poseidon ficou com o reino dos mares, ilhas e rios quando os três irmãos dividiram o Universo depois da derrota dos titãs. 
É conhecido como o "Deus dos Mares" e o domador de cavalos. Mora no fundo do mar com sua esposa, a Nereida Anfitrite, onde controla as marés com seu tridente e sabe tudo que acontece na superfície das águas.

Poseidon era venerado por pescadores e maninheiros, que faziam sacrifícios de cavalos entre outras coisas para acalmar a fúria das tespestades provocadas pelo deus, mas mesmo assim, ele era imprevisível.

Teve vários filhos, entre eles o ciclope Polifemo, filho da ninfa Teosa, e Tritão, o mensageiro dos mares e que acalmava as água para que a carruagem de seu pai passasse, filho de Anfitrite.

Watatsumi (绵 津 见) - é um lendário dragão japonês e a divindade da água.
Na mitologia japonesa, Owatatsumi kami (大 绵 津 见 神, "grande divindade da água") é outro nome para a divindade do mar Ryujin (龙神 "deus dragão") Este dragão japonês simbolizava o poder do oceano, tinha uma boca grande, e era capaz de tomar forma humana. E também Sanjin Watatsumi (绵津见三神, "Três deuses da água") que governa os mares superior, médio e inferior. Eles foram criados através da cerimônia de purificação do progenitor divino Izanagi, após de retornar do Yomi, o "submundo" japonês.

Vivia em Ryugu-Jo, seu palácio submarino construído de coral vermelho e branco, de onde ele controlava as marés com jóias mágicas. As tartarugas marinhas, peixes e medusas são muitas vezes descritos como seus servos.
Ryujin era o pai da Otohime bela deusa que se casou com o príncipe caçador Hoori. O primeiro imperador do Japão, o imperador Jimmu, é tido como neto de Otohime e Hoori. Assim, Ryujin é dito ser um dos antepassados da dinastia imperial japonesa.

Aegir e Njord (Ægir e Njörðr) - Na mitologia nórdica, Aegir é o deus dos mares e oceanos. É um dos Vanir, isto é, um dos deuses do elemento líquido ligado a natureza.
Ele era ao mesmo tempo cultuado e temido pelos marinheiros, pois estes acreditavam que Aegir aparecia de vez em quando na superfície para tomar a carga, homens e navios com ele para seu salão no fundo do oceano. Por isso eram feitos sacríficios para apaziguá-lo.
Sua esposa era a deusa Ran com quem ele teve nove filhas (as donzelas das ondas).
Há intérpretes da mitologia nórdica ainda que afirmam que Aegir não é um deus, nem Aesir e nem Vanir, mas sim um gigante amistoso aos deuses e que seria o comandante das criaturas aquáticas e dos Jotun marinhos, os chamados Fjortun.

Para estes intérpretes, Njord, era o deus Vanir dos Mares, dos ventos e da fertilidade, era o pai de Freya, a deusa do amor, e de Freyr, deus da fertilidade, e casado com Skade deusa do inverno e das montanhas.
É o protetor dos pescadores e dos caçadores que, em sua honra, construiam pequenos altares nas falésias e nas florestas, onde depositavam parte do que conseguiam pescar ou caçar. Era visto como um deus pacífico.

Sobek e Hapi Sobek era o deus-crocodilo dos Antigos Egípcios, sendo representado ora como um crocodilo ou então como um homem com cabeça de crocodilo, estava ligado ao culto do rio Nilo, da divinização da água, tendo por isso clero e rituais próprios.
A Sobek, do ponto vista religioso, prestava-se um culto associado aos seus poderes de fertilidade (por representar um animal da água, do Nilo, logo da criação do Egito e do mundo) e proteção da gravidez, embora também com relação com a morte e o enterramento, por ser um necrófago.

Hapi uma divindade da mitologia egípcia que personificava as águas do rio Nilo durante a inundação anual, era representado como um homem com ventre proeminente e com seios, que veste a cinta dos pescadores e barqueiros. Na sua cabeça tinha o lótus e o papiro ou segurava estas plantas nas suas mãos. A sua pele poderia ser pintada de azul ou verde, duas cores associadas entre os antigos Egípcios à fertilidade. Era também representado a derramar água de jarros ou a levar mesas e bandejas com alimentos.

Enki - entre os sumérios, era o deus do (Abzu) das águas doces (dos rios, canais e da chuva). A água tinha um significado também relacionado com o conhecimento ou a sabedoria. Por este motivo Enki era também conhecido como o deus do conhecimento e da sabedoria, portador dos segredos da vida e da morte.
O nome Enki significa "Senhor da Terra" (En significa "Senhor" e Ki significa "Terra", em uma referência ao planeta Terra).

Uma tábua de argila Suméria descreve as palavras de Enki ao chegar em Ki:
"Quando eu me aproximei vi verdes pradarias. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se havia água potável. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se havia alimento apropriado. Ao meu comando foi dada a ordem para provar se os gases eram respiráveis."