Obliteração...

Despreocupado andava pelas planícies do firmamento, divagando sobre a efemeridade do tempo e espaço e como tudo isso era tão limitado, quando um ser vestido de sombras, mas muito iluminado, aproximou-se sem pressa.

Sombra - Cansado, meu senhor?
Kami - Não é cansaço, está mais pra... uma ilusão de que nada muda.

Sombra : Ah. Você viu muitas mudanças, mas assim como todos nós, não conseguiu ver uma completude.
Kami: Ainda aguardo por um recomeço. Verdadeiro recomeço.

Sombra: E como pensa que aconteceria? - pergunta interessada.
Kami: Você sabe melhor que eu, a obliteração é a completude. Quem sabe um dia nós também conseguiremos atingi-la. - olhou para Morte com ar de questionamento.

Sombra: Aproveite ao máximo esta caminhada meu senhor. É assim que vai atingir seu objetivo, sem se preocupar com ele, afinal, é meu este fardo. - riu.
Kami: Que conversa mais estranha. Vamos trabalhar, temos muito ainda o que realizar e terminar.

Sombra : Primeiro você meu senhor... estou aqui somente de guia. - disse estendendo a mão.
Kami: Obrigado, acho que nem mesmo nós estamos preparados para esse momento.

Sombra: Para isso estou aqui...


Entidade incrível esta, um dos seres mais admiráveis e que tem uma tarefa bela, de gosto amargo, e significado infinito.

Morrer, uma dádiva mal vista, que os imortais invejam, pois só pode ser eterno aquilo que cessa sua existência.
O que não morre, não finda e não se completa! Essa é a única coisa que sei sobre a morte.

E ela sorriu, pois sabia o que eu pensava, e que não sabia mesmo era nada...

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