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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Respeito torturante!

Nos divertimos muito naquela noite.
Para mim, tudo novo, desde os amigos aos lugares que visitamos.
Foi tão estranho, nos primeiros momentos queria enfiar minha cabeça em um buraco ou até mesmo sair correndo e fugir de lá. Depois fui me soltando, seus amigos me acolheram e fomos conversando mais e mais.
Também foi a primeira vez que nos vimos pessoalmente, não é?

Conversamos, bebemos, comemoramos, dançamos juntos, dançamos muito!
As músicas nos convidavam para uma dança mais próxima, primeiro você se aproximou de mim e minhas mãos foram involuntariamente te abraçar a cintura, te puxando mais pra perto, seu corpo rente ao meu faiscava e dançamos em frenética harmonia, como se não houvesse ninguém por perto.

Você estava um pouco "alegre", se lembra?
Dançava com todo mundo, mas se demorava comigo, colando seu corpo no meu, até que nossa respiração se encontrava.
Um beijo no pescoço e senti seu corpo tremer!
E fugir... Voltando logo depois.
Nossas pernas entrelaçadas, nos abraçamos, e a cada encontro, nossas bocas se desejavam proibidamente.
Que torturante!
Aqueles abraços apertados, sentidos, carregados com o desejo de estar um com o outro, sem interrupções!

Te puxei pra longe do pessoal e pedi:
- Vai pra casa comigo?
Você corou... e eu pude ver a dúvida em seus olhos.
"Eu não devo, mas desejo" é o que você pensou, podia ver no seu sorriso contorcido e torturado.

- Vou embora, já está tarde... - 2:13 da madrugada, eu disse triste.
- Me leva pra minha casa. - me pediu sem jeito.
Fomos juntos.
- Quer que te acompanhe até o seu ap? - Ofereci. Cuidado apenas.
- Se não estiver cansado, vamos lá.


Subimos e ficamos conversando, abraçados...
Não podíamos fazer nada além disso, eu te apertava contra meu peito, você deitava a cabeça em um de meus ombros e depois ia pro outro, provocando os lábios no caminho, afastados por respeito, sem nenhuma vontade de obedecer.
Então quando seu colega de quarto chegou, te coloquei na cama sabendo que ficaria bem, e fui embora.

O corpo doía do esforço de estar tão próximo de ti e não fazer nada, nem um beijo que fosse.
Coloquei o volume do rádio no máximo e dirigi de volta pra casa sem reviver a angústia que sentia cada célula do meu corpo!

Ter-te ali, tão próximo sem poder tê-lo só pra mim, foi uma das experiências mais torturantes!
Delirante!
Ver que os dois queriam a mesma coisa, os desejos se encontravam, mas eram proibidos pelo respeito.

Pareceu cena de filme, mas a realidade não parece tão bonita assim.
Esta noite vai estar pra sempre na memória, o dia que podíamos ter tido tudo, ter tido tudo mesmo!

4 comentários :

  1. Quando a educação me impede de fazer algo que gostaria muito - geralmente xingar alguém - eu ligo para a minha mãe e esbravejo: "MÃE! QUEM MANDOU ME DAR TANTA EDUCAÇÂO? QUE RAIVAAA" - e ela, claro, ri muito.

    Lindo conto. Senti na pele...

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  2. "Às vezes acho que o juízo é tudo o que me atrapalha..." (Marla de Queiroz)

    Adorei!!!!!

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  3. Muito bem escrito, meus parabéns!
    Às vezes temos que seguir um caminho, embora o caminho escolhido pareça irregular e tortuoso, esse caminho é o certo.

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  4. Olha só...
    Cada um com uma perspectiva diferente sobre o final, foi muito interessante!
    Obrigado por me surpreender! `^^´
    Abraços e beijos!

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