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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um momento de oração...


Hoje fiz uma oração, muito especial, enquanto me libertava de tudo que me aconteceu nos últimos dias, nessas férias que me foram de grande dor e depois de grande alegria.
Quem me conhece sabe, que não sou o mais fervoroso em termos de oração, mas assim como peço respeito do próximo para as divindades e das divindades para comigo, como os respeito, quando estou Zen, Feliz, Tranquilo, me deito nas fraquezas, me entrego ao corpo, mente e espírito e transponho barreiras... E é tão bom, tão humano... libertador!
Foi mais ou menos assim......

"Deuses, sei que fico por muito tempo sem falar com vocês, mas existem dias que estamos inspirados e que isso é problema meu, entendo que vocês não tem nada a ver com os problemas que enfrento, todas as punições que recebo são relacionadas às minhas ações, na verdade à falta de ação, reações do meu Ka e karma. Entendo, nos momentos mais "humanos", quando me lembro de tudo isso e me recordo de que é minha  a falha!

Sobre minhas promessas, jogadas ao vento, lhes peço perdão, tomando ciência de minha falta para com meus amigos, familiares, amores e queridos, que tantas vezes me guardo só para mim e minha insensata solidão. Não mais ficarei parado, não posso mais, pois tenho muito que orar, fazer, aprender, melhorar e trabalhar, por eles, para eles e por mim, para mim.

Essa é minha reação, sem compromissos, sem promessas, assim não me prendo ao momento, nem desperdiço nenhuma energia desnecessária, focando na mudança e não no planejamento dela.
Tive um final de semana maravilhoso, onde me dou conta do que realmente é válido, reconheço o valor dos amigos, da felicidade espontânea e da simplicidade de cada segundo.

Especiais são os momentos em que nos estregamos ao curso do mundo, sem perder a liberdade, mas seguindo o ritmo natural das coisas.
O que eu não tenho feito faz algum tempo!
E talvez essa seja minha maior punição, o que tem me tirado os alicerces para me mostrar que não tenho feito o necessário para manter-me de pé!

Estou agora procurando ajuda, farei terapia, reconheci minha dor, ela é persistente e me faz ver que preciso mesmo de muita ajuda e não há porque fugir dela.

Preciso de força, pois a minha fraqueja...
Preciso da paz que eu me afastei...
Recuperar a vontade que joguei fora...
Encontrar novamente a alegria afogada na depressão...
Gerar sorrisos, reacender esperanças e sonhos...
Realizar e ajudar aos outros como antes fazia, de forma tão espontânea, tão sadia!

Pais e Mães celestes... lhes peço pelos que Amo! Eles foram a única coisa que me manteve vivo e por sacrifício de muitos deles eu hoje entendi o que a tempos não via... Toque a todos eles, todos os meus amores com sua Luz e leve felicidade, e mais Amor aos seus corações!

Ergo minhas mãos e lhes dedico minha energia, meu corpo, minha alma e meu espírito por Amor!
Por meus Amores!!!
Que assim seja e assim se faça!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma batalha sem problemas...


"Uma menina era mantida em cativeiro pelo seu namorado, um rapaz que tinha muitos ciúmes e que tem muitos problemas com ele mesmo... Como a menina é pura, e lhe tirava sempre de seus problemas, ele tinha muito medo de perder seu porto seguro, não por amá-la, mas porque ela o salvava, mesmo que isso significasse que ela ficaria mal...
Para conseguir isso, ele usou de má fé e colocou para ela um vigia que a afastaria de tudo que pudesse levá-la dos seus domínios.
Este vigia era bastante obediente ao seu senhor, e fazia quem quer que tentasse abrir os olhos da menina, tão pura e inocente, que se afastasse e para isso usava de artifícios muito poderosos: lábia afiadíssima, pressão psicológica, usando a própria menina como seu instrumento... Quando mesmo assim ele não conseguia afastar a pessoa, era bastante violento e trevoso!

Quando a menina conheceu o pequeno Príncipe, ele logo percebeu que ela estava presa em uma gaiola, que era usada e que sua força era arrancada. Tentou avisá-la de que isso estava acontecendo e neste momento o vigia apareceu e usou de seus artifícios para detê-lo.
Este vigia fez com que o pequeno Príncipe ficasse muito confuso e perdido por um tempo...

Triste por estar confuso e sabendo sobre os intentos do vigia, o pequeno Príncipe lutou bravamente contra sua influência e conseguiu sair do seu controle, preparado para não cair novamente. Estava convicto de que isso não poderia ficar assim, pois o que o vigia fez com ele é errado.
E então ele esperou, esperou o melhor momento para que acertasse as contas com o vigia. Queria somente mostrar-lhe o que havia aprendido em sua vida, que tudo se consegue de maneira limpa e verdadeira, nunca se aproveitando da fraqueza de alguém.

Em uma noite quieta e bonita, de um céu nublado, o que lhe dá força, ele foi ao encontro da menina e no caminho encontrou novamente seu vigia. O pequeno Príncipe, realmente pequeno e ingênuo, uma criança, em frente à uma sombra, enorme e intimidadora, mas ao encontrá-lo disse:
- Olá senhor, tudo bem?
O vigia olhou para o menino com admiração, olhou-o por um longo tempo sem dizer nada e então confuso com o olhar do pequenino, respondeu:
- Que veio fazer aqui, moleque?
E o pequeno disse com calma e com um grande sorriso:
- Vim aqui para vê-lo! `^^´
- Ver-me? Eu não estou aqui para ser visto, queira retirar-se moleque!
O pequeno Príncipe não se intimidou, olhou o vigia com um olhar generoso e com um sorriso ainda mais aberto retrucou:
- Não, meu senhor... VOCÊ quem deve se retirar!
O vigia ficou muito nervoso e quando ele vinha para matar o pequenino, ele não era mais um pequenino e indefeso Príncipezinho, agora, ele era um Grande Príncipe mais alto que o vigia, imponente e brilhante como o amanhecer! E disse com vigor:
- Eu não vim aqui para ver-te, vim para libertar uma prisioneira! Vim para mostrar-lhe a luz e diminuir a treva. Vim como um humilde e generoso recomeço, venho com o coração livre e a mente aberta!
Enquanto o Grande Príncipe falava, o vigia ia diminuindo, cada palavra fazia com que ele ficasse menor e que seu poder diminuísse, cada vez mais fraco e assustado que ficava...
- Eu venho para libertar essa menina pura, mas também venho libertá-lo de sua carga, vigia, venho dar-lhe uma segunda chance! Vá agora e renasça como o sol que nasce da escuridão da noite!
Ao final de suas palavras, o vigia que cada vez mais empequenavasse, desapareceu!

O Grande Príncipe conseguiu libertar os dois prisioneiros e foi logo ver como estava a menina: Ela dormia tranquila e profundamente, e já voltava a brilhar..."