Feliz dia das Mães, todas as Mães!

O Dia das Mães é um dos mais especiais para todos nós, é o dia de reconhecer com ainda mais carinho e atenção a quem nos deu o dom da vida, agradecer de todo o coração, e fazendo valer o respeito de todos os dias, festejar nossas MÃES!

Ninguém tem somente uma Mãe, existe somente uma biológica, mas além dela, as Mães divinas, as Mães avós, as Mães tias, as Mães amigas e as Mães de criação, todas elas são especiais e homenageamo-las hoje, aproveitando a energia materna tão forte e acolhedora, que nos protege e sempre nos abençoa!

Além da homenagem para suas Mamães terrenas, concentre-se por um instante também nas Mamães divinas que olham por nós a cada passo, por todo o caminho, seja ele qual for!


Gaia, também chamada de Géia, Gea ou Gê era a deusa da Terra, a Mãe Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora quase absoluta. Segundo Hesíodo, do Caos nascem Gaia, Tártaro, Eros, Érebo e Nix. Após o nascimento, Gaia gera sozinha Urano, Ponto e as Óreas.

Ela gerou Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses "bem-aventurados". Com Urano, Gaia gerou os 12 Titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Téia, Reia, Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe e a amada Tétis e, por fim nasceu Cronos, o mais novo e mais terrível dos seus filhos, que odiava a luxúria do seu pai. Após isso, Urano e Gaia geraram os Ciclopes e os Hecatônquiros (Gigantes de Cem Mãos).

Sendo Urano capaz de prever o futuro, temeu o poder de filhos tão grandes e poderosos e os encerrou novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores atrozes sem poder parir, chamou seus filhos Titãs e pediu auxílio para libertar os irmãos e se vingar do pai, porém, somente Cronos aceitou. Gaia então tirou do peito o aço e fez uma foice dentada, colocou-a na mão de Cronos e os escondeu, para que, quando viesse Urano, durante a noite não percebesse sua presença. Ao descer para se unir mais uma vez com a esposa, Urano foi surpreendido por Cronos, que o castrou, separando assim o Céu e a Terra. Cronos lançou os testículos de Urano ao mar, mas algumas gotas caíram sobre a terra, fecundando-a. Do sangue de Urano derramado sobre Gaia, nasceram os Gigantes, as Erínias, as Melíades e Afrodite.


Na Mitologia Japonesa, Izanami (イザナミ "Ela que convida") é uma deusa tanto da criação como da morte. Esposa e irmã de Izanagi (イザナギ "Ele que convida"), nasceram do Caos e são encarregados de criar a primeira nação, para isso foram presenteados com a Lança Ame-no-Nu-Boko (天沼矛 "Lança de Jóias Celestiais") e com ela foram até a Ame-no-Uki-Hashi ("Ponte flutuante do Paraíso") de onde agitaram a água do mar. Das gotas de água salgada que caíram da ponta da lança, formou-se a primeira ilha Onogoro-Jima ("ilha mística que se auto-formou") onde fizeram sua morada e onde construíram Ama-no-Mihashira ("Majestoso Pilar Celeste").

Izanami e Izanagi, criaram no Ama-no-Mihashira os 14 filhos que formaram as 8 grandes e as 6 menores ilhas do Japão. Depois, deram vida a dez divindades e a última foi o deus do fogo Kagutsuchi (迦具土) causando a morte de Izanami.

Depois que Izanami morreu no parto, Izanagi quis encontrar-se novamente com a esposa, então tentou resgatá-la de Yomi-no-Kuni ("Ilha do Submundo"). Quando chegou ao Yomi, Izanami lhe contou que havia se alimentado em Yomi e pediu para que Izanagi esperasse, pois iria ter com a divindade para que pudesse voltar com seu marido para a Terra. Mas ele não pode esperar e decidiu ir até Izanami, que enfureceu-se de vergonha e enviou demônios para caçá-lo e levá-lo até ela. Izanagi conseguiu fugir da esposa e trancou a entrada para o Submundo com uma grande pedra.

Após conseguir sair de Yomi-no-Kuni, Izanagi parou em um rio para se limpar e durante o rito de limpeza, gerou Amaterasu (天照 "deusa do sol") à partir de seu olho esquerdo, Tsukuyomi (月読 "deus da lua") de seu olho direito e Susanoo (須佐之男 "deus da tempestade") de seu nariz.

Resumi a história de Izanami e Izanagi pois ela é muito grande, para ler na integra visite: http://j-myth.info/english/kojiki02.html (em inglês)


Na mitologia nórdica, Frigg (também chamada como Frigga) é a esposa de Odin e "A primeira entre as deusas", a rainha de Asgard. Frigg aparece principalmente nas histórias da mitologia nórdica como esposa e mãe. Ela também é descrita como tendo o poder de profecia ainda que ela não revele o que sabe. Frigg é descrita como sendo a única, com exceção de Odin, com permissão para sentar-se em seu elevado trono Hlidskjalf e olhar o universo.

Frigg é a mãe de Baldr. Seus enteados são Thor, Hermóðr, Heimdallur, Týr, Bragi, Víðarr, Váli, Skjöldur, e Höðr. A companhia de Frigg é Eir, a deusa associada com as habilidades médicas.


Há também outra Mãe na mitologia nórdica, Jörð (em nórdico antigo "terra", pronunciado  [ˈjɔrð], também conhecida como  Fjörgyn e Hlôdyn) era uma jötunn (gigante espírito da natureza com força sobrehumana), filha de Annar e Nótt e meia-irmã de Auðr e Dagr, mãe de Thor e Meili, e a personificação da Terra.

Em Skáldskaparmál, Jörð é chamada de rival de Frigg, esposa, e de Rindr e Gunnlod, outras gigantes concubinas de Odin.


Na Mitologia Egípcia, Ísis (Auset) é a deusa da maternidade e da fertilidade, cultuada por todas as partes do mundo greco-romano como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Foi a primeira filha de Geb, o deus da Terra, e de Nut, a deusa do Firmamento, é irmã de Osíris, Néftis e Seth.

Ísis tornou-se esposa de Osíris, e com ele deu a luz a Hórus. Ela contribuiu para a ressurreição de Osiris quando ele foi assassinado por Seth. As suas habilidades mágicas devolveram a vida a Osíris após ela ter reunido as diferentes partes do corpo dele que tinham sido cortadas e espalhadas sobre a Terra por Seth.
Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças das quais deram início ao mundo, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris.

Os antigos egípcios viam a realidade como consistindo de camadas múltiplas, nas quais as divindades se misturavam por diversos motivos, mantendo atributos e mitos divergentes, mas que no entanto não eram vistos como contraditórios, e sim complementares. Durante algum tempo Ísis e Hator (deusa do amor, beleza, música, maternidade e alegria.) ostentaram a mesma coroa com o disco solar e, conta-se em outra versão sobre a mitologia egípcia, Hator também ser mãe de Hórus.

Comentários

  1. Belas palavras, Pandumiel.

    É bom lembrarmos que a Mãe mostrou-se presente em todas as culturas, e ainda o faz com a nossa - seria até interessante que falasse sobre Maria - o que não rompe de maneira alguma, com sua própria natureza: A Materna.

    Bênçãos!

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  2. Obrigado Diannus!

    O post foi voltado mais para outras culturas.
    Não adicionei Maria, mesmo que minha vontade fosse falar sobre outras mães de outras culturas também, mas o objetivo maior eram as grandes Mães da criação.

    Muito obrigado!
    Abraços do Elfo!

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  3. Lindo compendium de mitos. Senti falta de Oxum (ou Osún) nessa narrativa. rssssss...

    Axé!

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  4. Todos os comentários feitos durante o período de manutenção do Blogger foram parar no limbo da Internet, peço desculpas pelo problema...

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  5. Olha, um post muito bom, com vários desenhos mágicos e bonitos!

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