Escolha uma palavra e deixe o Umikizu falar sobre isso...

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Eles não sabiam de nada...

Acocorado no precipício, ele observava seu capitão mandar e desmandar, palavras duras e grosseiras, aos seus ex-colegas do pelotão.
"Atire seus bosta" ele gritava babando, enquanto sua granada fazia 5 soldados inimigos voarem sem vida. "Duas horas, atire!" E mais um soldado caía.

Ele não era capitão, já foi nomeado general, mas nunca saiu do campo de batalha. Suas ordens eram diretas, certeiras e com ele nenhum pelotão tinha mais que 4 ou 5 baixas, raras mortes!
Só eu sabia como ele fazia isso, como ele era tão acertivo, e por não ser nenhum segredo é que ninguém percebia. Todos admiravam sua bravura, orgulhavam-se de sua eficacia e o temiam, ah como o temiam!

Eu fui expulso por ele, exilado onde agora ele fazia brilhar mais uma de suas gloriosas e aterradoras vitórias.
Não seria vingança, ele quem gosta desse sentimento, eu gosto de justiça, mesmo que seja um nome mais bonito, mesmo que ninguém vá entender assim. Me importo mais com os batimentos do meu coração que com as conversas neuróticas na cabeça dos outros, sem sentidos e sem vontade própria!

- Toque a trombeta...

Um som grave cortou o campo de batalha, fazendo-se ouvir entre um tiro ou uma explosão. Longo, forte e dolorido. O capitão permaneceu firme, gritando ordens e exigindo que seus homens mantessem posição.
O inimigo começou a recuar, primeiro a reta guarda e, pouco a pouco, as trincheiras iam esvaziando-se, devagar, para que fosse quase imperceptível. E o capitão alerta arrepiou!
"Corram pra montanha, AGORA!"

- Atirem...

Cem guerreiros levantaram-se atrás de mim, cem arcos e somente um alvo barulhento e arrepiado.
"Colados n' montanha, JÁ!" Ele gritava enquanto corria.
Seis projéteis foram anulados pelo capacete e quatro pararam no colete peitoral. Um atravessou-lhe o braço esquerdo.

- Vinte e cinco flechas em cada saraivada...

Quando chegaram até a montanha, ficaram colados nela e alguns segundos se seguiram em silêncio. Somente 2 saraivadas foram disparadas e só uma flecha acertou seu corpo, o capitão era realmente muito bom. Mas ir para a montanha foi seu principal erro.

- Eu assumo daqui. Junte os soldados do outro lado.

Quando saltei, vi 3 granadas passando por mim e matando 17 dos meus arqueiros. Meu alvo estava ao alcance e queria que estivesse me esperando, mas ele estava vindo ao meu encontro. Trocamos 2 socos antes de chegar novamente ao chão. Ele sacou uma pistola semi automática e uma faca da cintura, eu puxei minha espada e minha desert eagle.

Ele já havia dado ordens ao pelotão, eles foram todos para o lado norte da montanha, onde o terreno era acidentado e havia fileiras de rocha que formavam trincheiras naturais, meus guerreiros estavam agora indo em direção ao exército que distraiu o capitão no início, para fortalecer as defesas do lado leste e lançar um ataque massivo ao pelotão, que sem seu capitão ficava vulnerável.

Rápido como um coyote, ele lançou um ataque com a faca e atirou em três pontos com a pistola com incrível velocidade, mirando cabeça, coração e estômago. Parei a faca com a desert, e desci com a espada na diagonal enquanto desviava dos tiros. Atirei uma vez e girei a espada num semicírculo obrigando-o a dar um passo para trás, mais um tiro no colete e ele perdeu o equilíbrio, mas deu mais dois tiros, os dois pegaram de raspão no meu braço, antes de se deixar cair de costas.

Em menor número e sem seu capitão para os guiar, o meu antigo pelotão foi sendo derrotado pouco a pouco, as rochas eram uma excelente defesa, mas era exatamente para onde queria que fossem. Deixei soldados escondidos entre eles e um ataque dos flancos traseiro e dianteiro foi demais para os soldados bem treinados e com equipamento pesado.
O último deles caiu junto com seu capitão.

Quando caiu de costas, rolou numa cambalhota, ficou de cócoras para se tornar um alvo menor e começou a atirar pausadamente. Já era hora de acabar com a brincadeira...
Com um tiro lhe tirei o capacete, outro na coxa o derrubou no chão aturdido.
Já perto dele, o desarmei e o prendi no chão com a espada cravada no seu ombro esquerdo, ele era canhoto.

- Você sempre soube, não é?
"Foi por isso que te expulsei. Mas acreditava que você iria me buscar, seu covarde! Esperou que eu viesse até você e ainda matou seus colegas para vingar-se de mim! - Ha h cof..."
- Vingança? Vingar-me de você teria sido fácil demais, eu queria fazer justiça. Derrotei seu pelotão, e você, que vieram atacar nossa nação, buscar nossa liberdade e oferecer sofrimento em retorno. Não matei ninguém com quem me importasse. Você é somente meu inimigo aqui, não é meu antigo capitão, nem meu carrasco. Eles... nenhum deles teve coragem de defender um colega que foi expulso por ser melhor que seu capitão, por tentar libertá-los de sua hipnose.
"Acha mesmo que acabará assim tão fácil? Eles viram buscar o que não me deixou levar...."
- Eles virão, serão recebidos como meus convidados. E você será o prato principal!

Decapitado, derrotado com seu pelotão invencível. Um titã derrubado e seu sangue regava o deserto.
Justiça foi feita, não por mim, mas pela nação que me acolheu, me fortaleceu e me escolheu seu guardião...
seu Líder!


domingo, 22 de maio de 2011

Qual o limite da Sanidade?

Todos nós temos um limite, uma capacidade limitada, para tudo.
Em teoria, existem 3 limites básicos de uma pessoa:
- Limite Físico - Tudo relacionado ao seu corpo.
- Limite Mental - A mente e a consciência.
- Limite Sentimental - Ao "coração" e aos sentidos/sentimentos mais sutis.

Esses 3 limites estão interligados, pois o cansaço mental pode atingir o físico, além de que muitas situações e acontecimentos que abalam nosso sentimental podem causar, mente e corpo, a ficar além de seus limites.
Exatamente esta interligação me preocupa, pois a maioria das pessoas não entendem seus limites, principalmente por eles não serem independentes, e por isso a falta de cuidados com um, ou outro, causa exaustão de todos. E então ouvimos a famosa frase: "Não faço idéia do que está acontecendo, fico cansado mesmo que..." acompanhada de 'dormindo bem', ou 'sem fazer nada', ou 'de bem comigo'.

Mas meus pensamentos vão ainda além.
Existe ainda um limite para quando Físico, Mental e Sentimental já tenham sido esgotados, ele é um limite "imaginário", o da Sanidade.
Enquanto os outros me preocupam pelo bem estar da pessoa, sua integridade, este me deixa apreensivo por ser um limite muito sensível e totalmente independente. Muito delicado, muito sutil e muito fácil de se confundir com doenças e deficiências. Além de ser como um câncer, só reconhecemos seus sintomas quando ele já está enraizado e difícil de remediar.

Como nosso DNA, cada pessoa tem um limite diferente, muitos tem limites mentais menores que seus limites físicos, e o sentimental, hoje, é ainda mais fraco. O da Sanidade se mostra um dos mais fortes, principalmente pelo ceticismo e frieza com que vivemos e tratamos nosso dia-a-dia, mas ao mesmo tempo, a Sanidade é um limite muito sensível, um fio de seda sobre o fio de uma faca, onde qualquer deslize e ele se parte.
Para reconstruí-lo, é um processo que leva tempo, dedicação e muita força de vontade; qualidades que quase se perdem junto com a sanidade.

Como sempre, o melhor remédio é a prevenção!
Cuide dos seus limites e de suas necessidades básicas:
- durma bem, não se esforce além do absoluto necessário e alimente-se com qualidade e garantirá com facilidade o seu bem estar Físico.
- estude, mantenha sua mente ativa e eficiente, não tente usá-la também sem necessidade e principalmente, tente passar um tempo, 5 minutos, prestando atenção em seus pensamentos, desde os mais tolos, pois a sua própria Mente lhe dará dicas de como cuidar melhor dela.
- ame, goste, desgoste, chore, fique triste, sorria, alegre-se, conte uma piada, passe tempo com seus amigos e sua família e dê valor aos que gostam de você. Os sentimentos são complexos e muitas vezes ficamos de mal deles, simplesmente porque nossas vontades são fortes demais para entender que, de vez em quando é importante ceder e deixar o nosso coração falar mais alto e chorar para aliviar um pouco a situação. Não tente enfrentar seus sentimentos, eles nunca vão querer te ferir mais que o necessário ou te fazer correr riscos demasiados. Mas principalmente nunca confronte Razão e Sentimentos, eles devem andar juntos, nunca em choque!

A melhor medida para tudo é sempre o Equilíbrio.
Difícil de conseguir, mas é para isso que estamos aqui, passar por todas as provas que prepararam para gente e se orgulhar de todos os nossos problemas que nos fizeram mais fortes e mais felizes!

Viva la vida! `^^´

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Agradeça mais... Se stresse menos...


As vezes me sinto como o Fry (Personagem do seriado Futurama), quero arrancar minha cabeça fora... e fico tão pilhado com as coisas que as vezes tenho q fazer que acabo perdendo noção do tempo e até mesmo trabalhando após o expediente, sem perceber que meu turno já se foi (Não é Pandumiel?). Mas apesar de tudo mesmo estando nessa correria estou conseguindo chegar em casa e me desligar completamente de tudo. Estou conseguindo relaxar e aproveitar mais minha vida....
Ando agradecendo... Parece algo idiota, talvez até seja mesmo... mas somente o fato de agradecer, você acaba vendo quanta coisa você tem.
Os cristãos (do Aramaico - Pequenos Cristos) chamam isso de bênçãos (bens que te são dado pela graça de Deus), mas cada religião tem sua forma de chama-las. Alguns chamam de sorte, outros de destino, outros de acaso.... de qualquer forma ou qualquer nome que você queira chama-las, comece a agradecer por elas, assim você vai começar a perceber o quanto você tem e o quão especial você é.

... e no final, você acabará trabalhando para viver... e não mais vivendo para trabalhar....

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Levantar acampamento e carregar armas!

Eu estou aqui, pensando, imaginando, relembrando como tudo começou e entendendo as coisas que antes, talvez, eu não tivesse coragem de entender.

Fiz minhas preces e os Deuses me garantiram que, algumas, fossem atendidas numa atenção que eu nunca havia recebido antes. Certamente isso significa que evolui o suficiente para que confiassem em mim e me dessem o que pedi, porque realmente precisava, não era somente o pedido de um menino rebelde que adora fazer pedidos acreditando mesmo que precisava daquilo, e urgentemente!

Não foi um dia bom, não mesmo, ouso dizer que foi o dia que mais me incomodou! Não foi o pior, mas foi o que mais coçou, pinicou e agoniou até hoje!
O dia em que minha existência fez um pouco mais de sentido e a razão pela qual reencarnei nesta Terra, nesta época, ficou mais clara. Um dia de Luz!

Foi para isso que me rebelei no passado...
Foi para isso que passei por todos os problemas que eu mesmo me causei...
Foi para estar aqui hoje, no Hoje, no agora! E trazer LUZ!

Vou falar mais, vou me abrir mais, sem medo!
Eu sou Pandumiel Tunmarë, filho da Luz (Lumiel) e da Terra (Gaia), estou aqui para concluir minha rebeldia e minha loucura!
Fui corajoso o suficiente para ser caçado por todos, com a ajuda de poucos e com a capacidade de fazer isso dar certo, carregando a vontade de cada um em minhas loucuras e falta de, falso e ensaiado, respeito!

Porque agora, agora está na hora de levantar acampamento, carregar minhas armas e armar o cerco.
Chegou a hora de atacar e parar de defender, não sou só escudo, também sou espada, e uma espada BEM rápida e afiada!

"Não vale a pena falar sobre meus problemas
– são muito meus, você não poderia me ajudar.
Também não vale a pena fingir um equilíbrio que não tenho."

Muito bem dito Caio Fernando Abreu...

Este sou Eu!



























sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sexta-Feira 13!

Para os supersticiosos a Sexta-feira 13 é dia de ficar em casa e não fazer nada muito arriscado, de preferência com algum amuleto que possa quebrar qualquer tipo de azar que foi atribuído a esta data considerada mágica e esperada por magistas e ocultistas, ainda que, alguns, com uma pontinha de dúvida pelo peso da cultura social.
Para dismistificar um pouco essa data, vamos entender algumas das possíveis causas para essa superstição! (Se você conhecer alguma versão diferente, por favor adicione nos comentários! `^^´)

O 13 é um número considerado "incompleto" já que seu antecessor o 12 é tão significativo em várias culturas, acontecimentos e fenômenos naturais:
- são doze os ciclos lunares durante um ano solar;
- que formam os 12 meses no ano;
- a contagem da civilização suméria tinha como base 12 unidades, daí vem a porção padrão conhecida como dúzia;
- São 12 signos do zodiaco entre muitas outras simbologias...

Algumas coincidências religiosas e místicas também ajudaram na ‘carga negativa’ despejada sobre o 13, principalmente quando se juntam 13 pessoas para realizar algo em comum, algo acaba dando errado.

Na cultura cristã:
- 13 era o número de pessoas que estavam presentes a Santa Ceia, refeição que Jesus teria feito antes da crucificação.
- Depois de crucificado, Jesus teria morrido em uma sexta-feira 13 do mês de Nissan, visto pelo calendário hebraico.

Na mitologia nórdica:
- A primeira conta que em uma festa na morada dos deuses, foi dado um banquete para 12 divindades, mas Loki não teria sido convidado, então ele apareceu para criar um desentendimento entre os deuses. Durante uma briga, o deus Balder, favorito entre as divindades, teria morrido. Daí veio a crença de que não se deve convidar 13 pessoas para um jantar ou uma festa.
- A outra lenda diz que Frigg, deusa do amor e da beleza, teria se transformado em uma bruxa após a conversão dos nórdicos ao cristianismo. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas-feiras com outras 11 bruxas e o demônio. Juntos, os 13 ficaram lançando feitiços sobre os cristãos do alto de uma montanha.

No Tarot, o arcano maior "Morte" é a carta de número 13.

Fora do meio religioso/místico, existem outras possibilidades sobre a origem da superstição como na Inglaterra, que a sexta-feira era o dia oficial das execuções.
Outra história britânica conta que os marinheiros eram particularmente supersticiosos e costumavam recusar-se a embarcar em sextas-feiras. De acordo com uma lenda, no século 18, a Marinha Britânica comissionou um navio chamado H.M.S. Friday (sexta-feira em inglês) com a intenção de suprimir a superstição. A marinha selecionou a tripulação em uma sexta-feira, lançou o navio em uma sexta-feira e até escolheu um homem chamado James Friday para ser o capitão do navio. E assim, em uma manhã de sexta-feira, o navio partiu em sua primeira viagem – e desapareceu para sempre.

Existem outras histórias e suposições que eu encontrei nas minhas pesquisas mas não são tão interessantes para o tema. `^^´

Pelo outro lado, a sexta-feira 13 e o número em si são também considerados de sorte. O argumento dos otimistas se baseia no fato de que o 13 é um número afim ao 4 (1 + 3 = 4), sendo este símbolo de próspera sorte.

- Na Índia, o 13 é um número religioso muito apreciado; os pagodes hindus apresentam normalmente 13 estátuas de Buda. 
- Na China, não raro os dísticos místicos dos templos são encabeçados pelo número 13. 
- Também os mexicanos primitivos consideravam o número 13 como algo santo; adoravam, por exemplo, 13 cabras sagradas.
- De volta à civilização cristã, lembramos que nos Estados Unidos o número 13 goza de estima, pois 13 eram os Estados que inicialmente constituíam a Federação norte-americana. Além disso, a águia norte-americana está revestida de 13 penas em cada asa.

Para mim, não poderia ser um dia de maior sorte, afinal eu nasci em uma Sexta-Feira 13 de Novembro! Acho que não pode haver sorte maior que esta! `^^´

Eu pedi ajuda do meu grande amigo Roger Koy, adm do DomusDraconis parceiro aqui do blog, para que ele escrevesse algo especial para o dia de hoje, e ele mandou tão bem, que com o escrito dele, termino o post!


Friday the 13th

O que mais me lembro é de ser um dia de ótimos filmes trashs.
Lembrem-se de usar como uma ótima desculpa para qualquer coincidência que possa ser chamada de azar, mas antes de acreditar demais, não se esqueça que é tudo uma grande besteira, coisa pra gente tonta e supersticiosa...
Também vale acender incenso de arruda e carregar um pouquinho de sal consigo, sempre faço isso.

domingo, 8 de maio de 2011

Feliz dia das Mães, todas as Mães!

O Dia das Mães é um dos mais especiais para todos nós, é o dia de reconhecer com ainda mais carinho e atenção a quem nos deu o dom da vida, agradecer de todo o coração, e fazendo valer o respeito de todos os dias, festejar nossas MÃES!

Ninguém tem somente uma Mãe, existe somente uma biológica, mas além dela, as Mães divinas, as Mães avós, as Mães tias, as Mães amigas e as Mães de criação, todas elas são especiais e homenageamo-las hoje, aproveitando a energia materna tão forte e acolhedora, que nos protege e sempre nos abençoa!

Além da homenagem para suas Mamães terrenas, concentre-se por um instante também nas Mamães divinas que olham por nós a cada passo, por todo o caminho, seja ele qual for!


Gaia, também chamada de Géia, Gea ou Gê era a deusa da Terra, a Mãe Terra, como elemento primordial e latente de uma potencialidade geradora quase absoluta. Segundo Hesíodo, do Caos nascem Gaia, Tártaro, Eros, Érebo e Nix. Após o nascimento, Gaia gera sozinha Urano, Ponto e as Óreas.

Ela gerou Urano, seu igual, com o desejo de ter alguém que a cobrisse completamente, e para que houvesse um lar eterno para os deuses "bem-aventurados". Com Urano, Gaia gerou os 12 Titãs: Oceano, Céos, Crio, Hiperião, Jápeto, Téia, Reia, Têmis, Mnemosine, a coroada de ouro Febe e a amada Tétis e, por fim nasceu Cronos, o mais novo e mais terrível dos seus filhos, que odiava a luxúria do seu pai. Após isso, Urano e Gaia geraram os Ciclopes e os Hecatônquiros (Gigantes de Cem Mãos).

Sendo Urano capaz de prever o futuro, temeu o poder de filhos tão grandes e poderosos e os encerrou novamente no útero de Gaia. Ela, que gemia com dores atrozes sem poder parir, chamou seus filhos Titãs e pediu auxílio para libertar os irmãos e se vingar do pai, porém, somente Cronos aceitou. Gaia então tirou do peito o aço e fez uma foice dentada, colocou-a na mão de Cronos e os escondeu, para que, quando viesse Urano, durante a noite não percebesse sua presença. Ao descer para se unir mais uma vez com a esposa, Urano foi surpreendido por Cronos, que o castrou, separando assim o Céu e a Terra. Cronos lançou os testículos de Urano ao mar, mas algumas gotas caíram sobre a terra, fecundando-a. Do sangue de Urano derramado sobre Gaia, nasceram os Gigantes, as Erínias, as Melíades e Afrodite.


Na Mitologia Japonesa, Izanami (イザナミ "Ela que convida") é uma deusa tanto da criação como da morte. Esposa e irmã de Izanagi (イザナギ "Ele que convida"), nasceram do Caos e são encarregados de criar a primeira nação, para isso foram presenteados com a Lança Ame-no-Nu-Boko (天沼矛 "Lança de Jóias Celestiais") e com ela foram até a Ame-no-Uki-Hashi ("Ponte flutuante do Paraíso") de onde agitaram a água do mar. Das gotas de água salgada que caíram da ponta da lança, formou-se a primeira ilha Onogoro-Jima ("ilha mística que se auto-formou") onde fizeram sua morada e onde construíram Ama-no-Mihashira ("Majestoso Pilar Celeste").

Izanami e Izanagi, criaram no Ama-no-Mihashira os 14 filhos que formaram as 8 grandes e as 6 menores ilhas do Japão. Depois, deram vida a dez divindades e a última foi o deus do fogo Kagutsuchi (迦具土) causando a morte de Izanami.

Depois que Izanami morreu no parto, Izanagi quis encontrar-se novamente com a esposa, então tentou resgatá-la de Yomi-no-Kuni ("Ilha do Submundo"). Quando chegou ao Yomi, Izanami lhe contou que havia se alimentado em Yomi e pediu para que Izanagi esperasse, pois iria ter com a divindade para que pudesse voltar com seu marido para a Terra. Mas ele não pode esperar e decidiu ir até Izanami, que enfureceu-se de vergonha e enviou demônios para caçá-lo e levá-lo até ela. Izanagi conseguiu fugir da esposa e trancou a entrada para o Submundo com uma grande pedra.

Após conseguir sair de Yomi-no-Kuni, Izanagi parou em um rio para se limpar e durante o rito de limpeza, gerou Amaterasu (天照 "deusa do sol") à partir de seu olho esquerdo, Tsukuyomi (月読 "deus da lua") de seu olho direito e Susanoo (須佐之男 "deus da tempestade") de seu nariz.

Resumi a história de Izanami e Izanagi pois ela é muito grande, para ler na integra visite: http://j-myth.info/english/kojiki02.html (em inglês)


Na mitologia nórdica, Frigg (também chamada como Frigga) é a esposa de Odin e "A primeira entre as deusas", a rainha de Asgard. Frigg aparece principalmente nas histórias da mitologia nórdica como esposa e mãe. Ela também é descrita como tendo o poder de profecia ainda que ela não revele o que sabe. Frigg é descrita como sendo a única, com exceção de Odin, com permissão para sentar-se em seu elevado trono Hlidskjalf e olhar o universo.

Frigg é a mãe de Baldr. Seus enteados são Thor, Hermóðr, Heimdallur, Týr, Bragi, Víðarr, Váli, Skjöldur, e Höðr. A companhia de Frigg é Eir, a deusa associada com as habilidades médicas.


Há também outra Mãe na mitologia nórdica, Jörð (em nórdico antigo "terra", pronunciado  [ˈjɔrð], também conhecida como  Fjörgyn e Hlôdyn) era uma jötunn (gigante espírito da natureza com força sobrehumana), filha de Annar e Nótt e meia-irmã de Auðr e Dagr, mãe de Thor e Meili, e a personificação da Terra.

Em Skáldskaparmál, Jörð é chamada de rival de Frigg, esposa, e de Rindr e Gunnlod, outras gigantes concubinas de Odin.


Na Mitologia Egípcia, Ísis (Auset) é a deusa da maternidade e da fertilidade, cultuada por todas as partes do mundo greco-romano como modelo da mãe e da esposa ideais, protetora da natureza e da magia. Foi a primeira filha de Geb, o deus da Terra, e de Nut, a deusa do Firmamento, é irmã de Osíris, Néftis e Seth.

Ísis tornou-se esposa de Osíris, e com ele deu a luz a Hórus. Ela contribuiu para a ressurreição de Osiris quando ele foi assassinado por Seth. As suas habilidades mágicas devolveram a vida a Osíris após ela ter reunido as diferentes partes do corpo dele que tinham sido cortadas e espalhadas sobre a Terra por Seth.
Ísis também foi conhecida como a deusa da simplicidade, protetora dos mortos e deusa das crianças das quais deram início ao mundo, e foi a Senhora dos eventos mágicos e da natureza. Em mitos posteriores, os antigos egípcios acreditaram que as cheias anuais do rio Nilo ocorriam por causa das suas lágrimas de tristeza pela morte de seu marido, Osíris.

Os antigos egípcios viam a realidade como consistindo de camadas múltiplas, nas quais as divindades se misturavam por diversos motivos, mantendo atributos e mitos divergentes, mas que no entanto não eram vistos como contraditórios, e sim complementares. Durante algum tempo Ísis e Hator (deusa do amor, beleza, música, maternidade e alegria.) ostentaram a mesma coroa com o disco solar e, conta-se em outra versão sobre a mitologia egípcia, Hator também ser mãe de Hórus.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deuses do Trovão - Mitologia

Já que Thor está tendo grande destaque na mídia com o filme do deus do trovão nórdico nas telonas, que tal conhecer um pouco mais sobre os Deuses do Trovão de algumas das mais famosas e conhecidas mitologias? E claro, principalmente as orientais!



Como ele é o destaque, Thor ou Tor (do nórdico antigo: Þórr) é um deus de cabelos e barba vermelhos, o mais forte dentre deuses e homens na Mitologia Nórdica, de grande estatura, representando a força da natureza (trovão), disparando raios com o seu poderoso martelo de pedra Mjolnir.

É filho de Odin, o deus supremo de Asgard, com Jord (Fjorgyn) a deusa de Midgard (a Terra), e irmão do ardiloso Loki, de quem gostava muito da companhia. Casou-se com Sif, a deusa da excelência e habilidade em combate.

Thor adorava disputas de poder e era o principal campeão dos deuses contra seus inimigos, os Gigantes de Gelo. No Ragnarok, a tarefa de Thor era matar a cruel Jörmungandr, ou Serpente de Midgard que de tão grande que envolvia toda a Terra com seu corpo, cria de Loki. Depois de derrotar a serpente, Thor morre.


Raijin (雷神) é um deus do trovão e das tempestades na religião Xintoísta e na mitologia japonesa.
Seu nome é derivado das palavras japonesas  "rai" (雷, trovão) e "shin" (神, deus). Tipicamente descrito como um demônio que cria trovões batendo em seus tambores. É irmão de Ajisukitakahikone, pai do Deus da Chuva Takitsuhiko.

Na cultura ocidental, Raijin é geralmente conhecido como Raiden, "rai" (雷 trovão) + "den" (电 raios), e retratado como um monge alto, usando um grande chapéu de palha (estes chapéus são usados ​​amplamente em toda a Ásia para proteger da chuva), e com o poder de criar tempestades, trovões e relâmpagos.


Raijin é acompanhado por Raijuu (雷 獣, "besta do trovão") que é uma lendária criatura da mitologia japonesa. Seu corpo é composto tanto de eletricidade como de fogo e pode aparecer na forma de um gato, tanuki, macaco, ou doninha. A forma de um lobo azul e branco (ou mesmo um lobo envolvido em raios) é comum e seu rugido soa como um trovão.



Já na mitologia chinesa, Lei Gong (雷公) do chinês "Duque do Trovão", é a divindade dos raios e trovões, também chamada Lei Kung, ou Lei Shen ("Deus do Trovão").
É a divindade taoísta chinêsa que, quando ordenada pelos céus, pune tanto mortais culpados de crimes ocultos e os espíritos malignos que usaram seus conhecimentos do Taoísmo para causar danos aos seres humanos.

Lei Gong traz consigo um tambor e uma marreta para produzir o trovão e um formão para punir os malfeitores. Ele é retratado como uma criatura temível com garras, asas de morcego, a cara azul com um bico de pássaro e vestindo apenas uma tanga.




E Zeus (em grego: Ζεύς), na mitologia grega, é o rei dos deuses, soberano do Monte Olimpo e deus dos fenômenos naturais, raios, trovões, chuvas e tempestades, mais tarde associado à justiça e à lei. Representado pelo relâmpago, a águia, o touro e o carvalho.

Filho de Cronos e Reia, era o mais novo de seus irmãos. Casado com Hera, mas conhecido por suas aventuras eróticas, que resultaram em muitos descendentes, entre deuses e herois, como Atena, Apolo e Artêmis, Hermes, Perséfone (com Deméter), Dioniso, Perseu, Héracles, Helena, Minos e as Musas (com Mnemósine). Com Hera teria tido Ares, Hebe e Hefesto.

Junto de seus irmãos Hera, Hades, Poseidon, Héstia e Demeter, Zeus inicia a Titanomaquia, uma guerra de 100 anos entre os deuses do Olimpo, liderados por Zeus, e os titãs, liderados por Cronos, e acaba com o aprisionamento dos titãs no Tártaro. Os deuses então partilham o universo, Zeus ficou com o céu e a Terra, Poseidon ficou com os oceanos e Hades ficou com o mundo dos mortos.

Claro que existem muitos outros deuses e mitologias, mas o post iria ficar gigante e cansativo para ler!
Logo, se quiserem saber mais sobre os outros deuses, é um ótimo tópico para pesquisas e estudos! `^^´

Seja qual for sua crença, religião ou dogma, conhecimento é superior a tudo isso!

domingo, 1 de maio de 2011

Vida, pois a morte é só uma parte dela!

Durante meu curso de Comunicação Digital na faculdade, tive excelentes classes sobre a comunicação nos textos e vários trechos eram trazidos pelos professores por diversos objetivos: avaliar nosso entendimento, a mensagem, se o objetivo foi cumprido, se estava de acordo com o tema proposto, se continha todos os requisitos para ser completa, mesmo que curta, entre outros.

Fui rever alguns desses textos enquanto fazia faxina no meu material.
Encontrei uma que fala sobre vida e sobre morte. E acredito que esta foi uma mensagem satisfatória, contém tudo que é necessário para que haja a perfeita comunicação e passa a sua mensagem, com início, meio e um belíssimo final.
Espero que gostem.

Já tive medo da morte.
Hoje não tenho mais.
O que sinto é uma enorme tristeza.
Concordo com Mário Quintana: "Morrer, que importa? (...)
O diabo é deixar de viver."
A Vida é tão boa!
Não quero ir embora... 
Eram 6 horas. Minha filha me acordou. Ela tinha 3 anos.
Fez-me então a pergunta que eu nunca imaginara:
"Papai, quando você morrer, você vai sentir saudades?"
Emudeci.
Não sabia o que dizer. Ela entendeu e veio em meu socorro:
"Não chore, que eu vou te abraçar..."
Ela, menina de três anos, sabia que a morte é onde mora a saudade. 
Cecília Meireles sentia algo parecido:
"E eu fico a imaginar se depois de muito navegar a algum lugar enfim se chega...
O que será, talvez, até mais triste. Nem barcas nem gaivotas. Apenas sobre humanas companhias...
Com que tristeza o horizonte avisto, aproximado e sem recurso. Que pena a vida ser só isto..." 
Da. Clara era uma velhinha de 95 anos, lá em Minas.
Vivia uma religiosidade mansa, sem culpas ou medos.
Na cama, cega, a filha lhe lia a Bíblia.
De repente, ela fez um gesto, interrompendo a leitura.
O que ela tinha a dizer era infinitamente mais importante:
"Minha filha, sei que minha hora está chegando...
Mas, que pena! A vida é tão boa..."