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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A Crítica

Recebi por e-mail, sem assinatura, mas é uma excelente crítica a sociedade, ao modo como se vê e se julga tudo precipitadamente, principalmente, sem querer entender o quadro geral do acontecido.
Qualquer coisa, minúscula ou gigante, que seja fora dos "padrões" logo é dito errado, horrível, inadmissível!

Permita-se um momento de observação, enxergue e não só veja, escute não só ouça, confirme antes de acreditar no outro! É uma prática interessante, que te leva a perceber que onde só se vê um punhado de terra, havia também, vida!

Por este motivo gosto de fotografia...

"Registro de momentos marcantes, felizes e as vezes embaraçosos...
É a arte imóvel que contrasta a correria do dia-a-dia e preserva os sentimentos...
Tudo que se precisa é do momento, do agora, da vontade, mais nada...
Belíssima, essa tal de Fotografia..."

Fiquem com o texto... já divaguei demais! `^^´


A Crítica

Convidada a fazer uma preleção sobre a crítica, a conferencista compareceu ante o auditório superlotado, carregando pequeno fardo.

Após cumprimentar os presentes, retirou os livros e a jarra de água de sobre a mesa, deixando somente a toalha branca.

Em silêncio, acendeu poderosa lâmpada, enfeitou a mesa com dezenas de pérolas que trouxera no embrulho e com várias dúzias de flores frescas e
perfumadas. Logo após, apanhou na sacola diversos enfeites de expressiva beleza, e enfileirou-os com graça. Em seguida, colocou sobre a
mesa um exemplar do Novo Testamento em capa dourada.

Depois, diante do assombro de todos, depositou em meio aos demais objetos uma pequenina lagartixa, num frasco de vidro. Só então se dirigiu ao público perguntando:

O que é que os senhores estão vendo?

E a assembléia respondeu, em vozes discordantes:

Um bicho!
Um lagarto horrível!
Uma larva!
Um pequeno monstro!

Esgotados breves momentos de expectativa, a expositora considerou:

Assim é o espírito da crítica destrutiva, meus amigos! Os senhores não enxergaram o forro de seda alva, que recobre a mesa. Não viram as
flores, nem sentiram o seu perfume. Não perceberam as pérolas, nem as outras preciosidades. Não atentaram para o Novo Testamento, nem para a luz faiscante que acendi no início. Mas não passou despercebida, aos olhos da maioria, a diminuta lagartixa...

E, sorridente, concluiu sua exposição esclarecendo:

Nada mais tenho a dizer...

Quantas vezes não nos temos feito cegos para as coisas e situações valorosas da vida.
Por que será que a maioria das vezes temos esta atitude diante dos fatos?

4 comentários :

  1. Já percebeu que qualquer acontecimento ou situação gravada com a super câmera lenta tem uma beleza assustadora? Pra mim isso mais do que prova que é caminhando, devagar, atentamente que devemos viver a vida. Pra onde estamos correndo?

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  2. A critica por vezes se faz necessária. Mas a construtiva. Tudo tem um lado bom, até a crítica.

    Bjs bebe!

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  3. Gosto muito do modo como você atenta-se, aborda e compartilha situações, Állan!

    Sobre o texto exposto, acredito que, como está mencionado no "O monge e o executivo", encontramos aquilo que procuramos - um erro, defeito, acertos, beleza, etc - deixando, muitas vezes, as demais passarem despercebidas. Por isso, em equilíbrio, que tal nos atentarmos mais para as coisas boas da vida?

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    Respostas
    1. Exatamente pra isso que essa crítica está aqui.
      As coisas boas da vida é o que a tornam viva! `^^´

      Valew Matsu!

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