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segunda-feira, 11 de maio de 2020

O monstro virou mito!

Nós somos animais racionais, porém esquecemos que nossa parte animal e instintiva ainda existe e exerce sua força em todos os momentos. Esse instinto pode ser controlado e transformado através da razão e da consciência, que tanto nos orgulhamos, mas que muitas vezes usamos para justificar o instinto e não para controlar e refletir sobre seus impulsos. É exatamente esse movimento que vemos hoje em dia.

Com tantas pessoas identificando-se com Bolsonaro, um político conservador com idéias violentas e pautadas em seu instinto, muito mais que pela razão, estamos vendo uma identificação e um distanciamento de sua realidade, permitindo assim que os instintos que fazemos força para esconder personifiquem-se em uma figura de poder (presidente da república) que legitima os instintos mais animalescos, trazendo para a normalidade novamente a brutalidade. Nascendo o mito.

Todo mito é uma farsa, uma fábula simbólica em que personagens incorporam forças da natureza, trazendo para a realidade, através da fantasia, reflexões e representações de como é agir de acordo com o instinto e a natureza humana sem a razão. E mostrando suas consequências, o resultado pode ser benéfico ou não.

Quando foi lançado o filme Pantera Negra da Marvel, a mitologia de um super herói preto, africano e super poderoso, revolucionou a auto imagem de inúmeras pessoas que eram tratadas como minoria. O efeito foi tão poderoso e bonito, tantos jovens levando a mensagem de que podem ser heróis, que possuem dentro de si força e coragem como o Pantera Negra. A repercussão do filme ascendeu a auto estima de uma parte menosprezada da população de todo o globo. Os efeitos foram sentidos em todo o mundo.

Narciso - Caravaggio, 1594-1596
O mesmo efeito pode acontecer ao contrário. E é exatamente isso que fez Jair Bolsonaro ao se eleger presidente do Brasil em 2018. Criou-se um herói, um mito, para milhares de pessoas que querem colocar para fora tudo que foram obrigadas a guardar, negar e esconder por falta de uma alternativa segura e de representatividade. E todos aprendemos o quanto representatividade importa com o exemplo do Pantera Negra. Todas essas pessoas que precisavam colocar pra fora sua individualidade mais instintiva e primitiva, estavam presas dentro de uma jaula e um animal enjaulado é extremamente perigoso e agressivo. Bolsonaro escancarou as jaulas de uma grande parte da população e deixou esses animais soltos sem nenhuma guia.

É exatamente o que estamos passando, não só no Brasil, mas no mundo, com a maioria dos governos ditatoriais e opressivos, as pessoas que elegeram seus representantes de acordo com o que querem expressar, dando voz ao que foram obrigadas a reprimir. Na maioria das vezes sem entender o porquê de controlar e reprimir esses instintos agressivos, causando ainda mais frustração.

Porém, o mito com o qual Bolsonaro se assemelha é o de Narciso. E todos sabemos que a paixão por si mesmo não se sustenta. Narciso não pode resistir à própria imagem, apaixonou-se e morreu, condenado pelo próprio narcisismo, tornando-se assim o mito.
As pessoas não podem resistir ao monstro que é Bolsonaro e apaixonaram-se por ele, já que ele deixa livre o monstro que existe dentro de cada um de nós. Porém em algum momento a cegueira e a ilusão terminam e a representatividade mostrará a trilha de más escolhas que ficou pelo caminho.
Mesmo que a tendencia seja continuar negando a realidade e a responsabilidade sobre seus atos, a humanidade sempre acaba capturando e enjaulando seus monstros, restaurando a paz e recriando um novo herói, aquele que venceu o monstro. É um grande ciclo, que também merece nossa atenção para sermos enfim libertados. Porém, é para um outro momento da história.

Não devemos julgar a identificação dessas pessoas com Bolsonaro sem entender o contexto que se apresenta, a carência dessas pessoas por expressar seus instintos reprimidos por elas próprias, e pela falta de liberdade que muitas sociedades e religiões exigem de seus participantes.
A Arte tanto menosprezada e criticada pelas pessoas conservadoras é uma das formas seguras de expressar e encontrar representatividade. Nas expressões artísticas podemos tudo. Sem pesos para a consciência, expressamos toda nossa animalidade, instintos primitivos e no final nos sentirmos ainda mais conectados e empáticos, sem nos afastar da realidade, mas vivenciando todos os seus sentidos e sentimentos. Mais uma vez, sem julgamentos.

Um grande viva à Arte que salva, um salve aos que estão carentes de representatividade e luz para os que tanto precisam de alívio.
Menos julgamentos e mais liberdade. Mais Amor!

Abraços!

Eu sou Allan Lucena.

Conheça minha página sobre terapias e cuidados Sábia Gratitude e encontre lá também uma forma segura de representar seus instintos.

www.sabiagratitude.com.br

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Star Wars e a Ascensão Skywalker

Nasci 10 anos depois do lançamento do primeiro filme de Star Wars, o episódio IV - Uma Nova Esperança e fui assistir ao filme muito mais tarde, o que me deu conhecimento para entender a profundidade da obra de George Lucas, muito além do pioneirismo da ficção científica.

Star Wars conta a história de um universo sempre conturbado entre o bem o mal, um cenário típico e comum de todos os contos distópicos e ficcionais que tentam imitar a realidade, porém o diferencial é que também ilustra muito bem a conexão de seus personagens com a religião e a espiritualidade: Jedi ou Sith, o lado branco e o lado negro da Força.

Hoje com o último filme da série lançado e todo o seu arco concluído, fico muito confortável em dizer que toda a mitologia de Star Wars está plenamente ligada aos acontecimentos espirituais no nosso planeta Terra e que, tirando as viagens para outras galáxias, nós vivemos muito mais num filme de Star Wars que nas novelas da "vida real" que vemos na teve brasileira.

A Força, essa energia mística que rege o universo de Star Wars é facilmente reconhecida como Deus, pois desde que o mundo é mundo, temos dificuldade em explicar ou personificar Deus ou, nos falta argumentos, e a Força preenche essa lacuna muito bem na série, como a Fé preenche a lacuna na religião. A cada filme somos introduzidos a diferentes vertentes dessa mesma Força e da fé dos personagens em seu papel, mas nada se compara ao que foi feito no último filme, A Ascensão Skywalker, que nos mostra a conexão do cavaleiro Jedi com a Força de forma magistral. Inclusive com atributos de Avatares, o que deixa tudo mais interessante.

Enquanto o Imperador é o Avatar dos Sith, Rey é Avatar dos Jedi. Para que Rey chegasse a esse nível de conexão, todos os outros Jedi do passado tiveram um grande papel no desenvolvimento de seus ideais, vencendo (ou quase) seus medos e desafios, para enfim abrir caminho para a "escolhida", que nunca foi chamada assim na nova trilogia e agradecemos muito por esse fator ser excluído do enredo, já que no passado o grande escolhido foi Anakin Skywalker, que mostrou o que acontece com quem deixa o poder subir a cabeça sem resolver suas crises internas. Rey por outro lado, nunca precisou lidar com a responsabilidade de ser a salvadora do universo e por isso teve a liberdade para deixar florescer sua conexão com a Força.

Algo aqui soa familiar com o que pretendemos fazer neste novo ciclo evolutivo do Planeta Terra?
Estamos nos esforçando para limpar estigmas e conter os desafios e crises existenciais para que enfim cada um de nós possamos nos conectar plenamente com Deus, com a fé, com a Força se você preferir. E sem carregar grandes responsabilidades, estamos livres para exercer nosso verdadeiro potencial sem culpas por aproveitar nossos grandes poderes. Perdão Peter Parker!

O fechamento da série nos mostra como o universo sempre tende ao equilíbrio e a finalização da dualidade do bem contra o mal é o único caminho possível. Para quem já assistiu o filme, entenderá que até mesmo o pior dos abismos abriga uma luz. Para quem não assistiu, a briga entre os lados da força só podem se equilibrar quando um deles chega ao fim primeiro. E essa é a razão pela qual tempos desesperados ainda acontecem por aqui, mas nós enquanto "Caminhantes das Estrelas", cada um a seu tempo, vamos encontrar o equilíbrio entre seu bem e o seu mal interiores, sem levar em consideração a dualidade nos outros.

Além de ser um filme visualmente incrível e com uma narrativa simples que prende a atenção em todos os momentos fazendo com que sua longa duração pareça minutos apenas, os diálogos são fracos e não emocionam muito. Contudo a mensagem que passa e a leveza com que encerra a terceira e última trilogia da saga Star Wars é magistral e merece nosso respeito.

Assista e acredite na Força, pois nela reside nossa maior esperança.

Eu sou Allan Lucena
Sábia Gratitude para todos.


quarta-feira, 16 de outubro de 2019

A Caverna do Não

A Caverna do Não
Allan Lucena
acrílico sobre tela, 2018
Não, que a gente já tem
Que têm gente que não entende
Cavernas são escuras e tendem
A acolher quando a gente se rende

Recolhe pra caverna o medo
No portal dos seus anseios
Joga lá o que te prende
E esquece de lembrar

Não, é o que a gente se prende!
Relaxa essa corrente e ande
Pro lado que quiser
Usando as cores que mais gostar

Essa caverna é do seu bem
Ela sempre estará lá
Quando precisar do urso pra proteger
Quando quiser um abraço pra acalmar

Mas não leva ela contigo
Caverna não anda pra lá e pra cá
É o lugar de proteção, de acalanto,
de descanso
Deixa ela ficar só abrigo

As cores do não, no sol são sim
Porque o escuro não combina com amigo
Nem com amor perfeito.
Prefira o sim mais colorido
Que vai te acompanhar porque sabe que abrigo,
Tem hora, calor e lugar

Desfaz a caverna que te envolve demais
Cria um lugar só pra ela
Que é onde você sabe que pode pirar
Fora de lá, deixa o coração bombear alegrias
Que fazem sua face corar
E o amor transbordando
Pelo rosto, nos olhos de mar

segunda-feira, 15 de julho de 2019

O que é o Amor?

Alguém, em algum lugar, poderá falar sobre o que é o Amor em palavras simples e que todos possam enfim entender. Estou na busca de ser, eu mesmo, este ser. Iluminados, saibamos e vamos juntos descobrir o que é o Amor?

O que é o Amor?

O Amor é a maior força do universo, a força que nos mantém vivos e que também nos carrega até o próximo plano de realidade após nossa morte, portanto Amor é o começo e é o fim de tudo e todos que existimos aqui e em qualquer lugar que nossa mente seja capaz ou não de imaginar existir.


Para culturas cristãs é simples dizer que Deus é Amor e Amor é Deus manifesto. Deus o Todo Poderoso Criador, não seu filho encarnado Jesus Cristo, que apesar de entender melhor que qualquer outro ser humano encarnado sobre o Amor, não é ele próprio o Amor, apenas uma parte, mesma parte que somos compostos todos nós, seus irmãos.
É importante contar aqui a relação de irmandade que todos nós possuímos através do Amor e da ligação físico-energética com tudo e todos no universo: o Amor de Deus e sua infinita sabedoria e curiosidade dividiu-se para criar do Todo que ele É o tudo que existe no universo. Deus o criador é a energia ou força Amor manifesta em tudo que existe, portanto somos Ele, o computador onde você lê este blog também, celulares também, seu cachorro, a árvore em frente sua casa, o ferro que faz a arma de fogo, os livros em sua estante, a cachoeira lá em Foz do Iguaçu, o terremoto e a terra que ele move, os vulcões em erupção e os dormindo, o planeta todo, o Sol, as galáxias vizinhas e as mais distantes. Tudo e tudo mais é Deus manifesto em Amor, dividido para que tudo e todos possamos ter experiências por nós mesmos de nossa própria realidade, até que o que aprendermos no decorrer de toda nossa existência seja suficientemente grande para entendermos que somos parte dele e podemos criar nossos próprios mundos e realidades, nós mesmos com Amor e com Deus.

O verdadeiro Ciclo sem Fim, chama-se Amor!
Podemos tirar Deus da equação completamente se você quiser. Como expressões de Amor que somos, criadores e manifestantes do Amor como nosso livre arbítrio nos permite ser, somos nós mesmos Deuses e Deusas de nós mesmos e de nossas realidades.
Por muito tempo eu neguei Deus, pois entendia que era o criador de minha realidade. Neguei por não entender porque o Amor poderia ser cruel comigo e com o mundo, não entendendo o que impedia Deus e o Amor de retirar de vez o mal do mundo, sem entender na verdade que o mal era apenas a expressão das pessoas que vivem no medo. Medo é o contrário do Amor, pois com medo de experimentar ser quem somos, com medo de tornarmo-nos nós mesmos criadores, evitamos o Amor. O medo de sermos nós mesmos os responsáveis por nossa realidade, seja ela boa ou ruim, e que ela pode não se tornar o que queremos é o que nos afasta e impede de entendermos o Amor.
Ironicamente o Amor é a única coisa que nos afasta do medo.

Ao contrário do que muitas religiões e mestres ensinam, o Amor não precisa de absolutamente nada.
Assim sendo, não precisando de nada, nem mesmo para ser manifestado, nem mesmo para que exista, ele já está em nós esperando simplesmente que compreendamos isso e ao fazê-lo nos libertar.
Você não tem que fazer nada ou idolatrar nada nem ninguém. O Amor É. Não precisa ser feito, não precisa acreditar cegamente, não precisa de fé maior que tudo, basta que você permita-se experimentar e ele logo te mostrará o caminho.

Basta que você permita-se experimentar o Amor para que ele torne-se um hábito.
Entenda o Amor, entenda dentro de você que o Amor é quem você é. Busque entender, conhecer e experimentar. Leia mais, converse com os amigos sobre o Amor e sobre o que eles entendem sobre o Amor. Adicione todos esses conhecimentos aos seus e vá ampliando seu mundo e sua visão e experimentando cada vez mais.

Este é um caminho solitário, pois só você pode encontrar a expressão de Amor que existe dentro de você. Mas ele não precisa ser trilhado sozinho e quanto mais pessoas interessadas em encontrar o Amor estiverem por perto, mais perto vocês todos estarão de encontrá-lo.

Não negue o Amor do outro, nem permita que outra pessoa negue o Amor que você descobriu em você, conversem e compartilhem suas experiências para que ambos possam entender mais sobre o Amor, pois o Amor não é uma única verdade, mas todas as verdades juntas e unidas expressando liberdade e respeito umas pelas outras, em comunhão.

Portanto o Amor é esse gigantesco sistema aberto de verdades, respostas, sincronicidades, estímulos, realidades, frequências, desejos, certezas e incertezas, tudo que está dentro e fora, em cima e embaixo, à esquerda e à direita, tudo junto ao mesmo tempo e tudo separado para que possamos existir. O Amor não se define pois ele está sempre crescendo e aprendendo com o que cada um de nós faz, cria, descobre e propicia ao mundo. E portanto é uma descoberta infinita que nos impulsiona para o futuro através da nossa realidade que é um presente eterno.

Eu sou Allan Lucena
..... Gratitude.....
E Amor!